1. Spirit Fanfics >
  2. Escanor e Merlin >
  3. Sete Laços Vermelhos Interligados

História Escanor e Merlin - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Último capítulo da fic, em comemoração ao final de Nanatsu que se aproxima :3

Capítulo 3 - Sete Laços Vermelhos Interligados


Fanfic / Fanfiction Escanor e Merlin - Capítulo 3 - Sete Laços Vermelhos Interligados

Merlin desperta, seu coração acelerado devido ao péssimo sonho da última noite, a maga estava numa caverna, coberta pela jaqueta mágica de Escanor, como uma pancada, tudo veio a sua mente, o loiro lutando ao seu lado, a medida paleativa contra Cath, cada acontecimento. Havia sido cedo demais para um confronto com o gato monstro e para usar sua magia de fortificar, por estar se recuperando da luta contra o Rei Demônio. Um cheiro delicioso invadia suas narinas, esfregando seus olhos, saindo de seu local de repouso, seguindo aquele aroma que fazia seu estômago roncar como um dragão tirano. 


Estava de noite, as estrelas iluminavam o céu. O doce aroma da carne assada lhe leva até uma fogueira, onde era assado um enorme porco selvagem, sua pele tinha sido arrancada e haviam algumas frutas presas  ao corpo do animal. 


– Finalmente acordou, Lady Merlin! - dizia Escanor vestindo apenas suas calças mágicas e com Rhitta em seus ombros. 


– Está com um cheiro delicioso... Onde encontrou as frutas? 


– Foram as que encontrei sob os escombros, as últimas em bom estado. 


– Escanor, como você está assim em meio a toda essa escuridão?


– Hm... Eu acho que meu corpo foi... - dizia Escano, descendo Rhitta ao chão e depois olhando o próprio abrir e fechar de sua mão. – Remoldado... Eu ouvia sua voz durante a batalha, sentindo-me péssimo por não ter como ajudar, tentei vir para perto, mas apenas me lembro de chegar até aqui e de uma grande dama com o rosto brilhante como o Sol. 


– Você deve ser o primeiro... Me ouviu...? 


Escanor, meio sem graça, olha para Merlin, ambos rubros de vergonha, ela por não saber o quanto o leão tinha ouvido e ele tentando relembrar de algo que devia enterrar no fundo de sua mqwwente. 


– Apenas suas discussões, eu acho... 


Enquanto conversavam, sentavam lado a lado, conversando e aproveitando da companhia um do outro. Merlin sentia um leve calor tocando seu peito, Escanor parecia estar mantendo sob controle o poder da Sunshine, o calor não causava nenhum desconforto ou destruição. 


– Sabe, enquanto estava... "Dormindo" sonhava com tantas coisas relacionadas a vocês... O que vai fazer agora? 


— Tenho que buscar pelo Arthur, ele será o Rei, aquele cujo o poder trará paz ao mundo... 


– Entendo, eu ouvi você falar algo sobre Caos e coisas do tipo, mas no momento sou um total ignorante no assunto... Se não for um incômodo, gostaria de te ajudar. 


– Escanor...  - a maga não acreditava nas palavras do loiro, qualquer um em seu lugar a desprezaria e talvez lhe tivesse como inimigo. – Não seria incômodo algum... 


Um sorriso singelo se formou nos lábios do leão, enquanto ele comia, Merlin analisava seu corpo, a Tayou estava em perfeita harmonia com aquele corpo e com a alma do orgulhoso guerreiro. As chamas em seus lábios aqueciam com certa ternura, deixando a maga um tanto sem jeito próxima a ele. 


Após uma boa noite de sono, os dois pecados levantam acampamento. 


– Algum sinal do tal rei? 


– Não... Pelo que parece, Arthur não deseja ser encontrado, como é teimoso... 


– Hm... A antiga cidade natal do garoto fica próxima daqui, certo? 


– Ele não iria para um lugar tão óbvio... 


– Merlin, ele esta fugindo de você. Segundo o que diz, não há inimigos que sirvam como pareio para o poder do seu pequeno rei, logo o mais óbvio pode ser a melhor pista. 


– Quem sabe... Ao amanhecer, vou começar a procurar por ele. O que fará, Escanor?


O leão leve seu dedos ao queixo, olhando para as chamas com uma certa tristeza em seu olhar. 


– Talvez deva começar fazendo minha barba, polindo Rhitta e quem sabe mimar um pouco os filhos do capitão e da princesa. 


–... 


– E depois de encontrar o jovem Rei, tem algum plano? 


– Em minha mente são tantas as possibilidades a calcular. Arthur pode não me perdoar, pode me perdoar, mas não é apenas com ele... 


O dedo de Escanor toca os lábios cor de amora da maga, calando-a. 


– Conhecendo o capitão e os outros, nenhum deles deve guardar mágoa. 


– Você também não guarda mágoa? 


– De você?! - ele ri, pondo a mão sobre a boca, tal gesto deixa a maga sem jeito, lembrando-se daquele beijo que foi um misto de dor e prazer. – Nem por um segundo. Como havia dito, estava partindo de coração limpo, exceto por sentir aquele peso em teu olhar... Aquilo me deixou levemente, preocupado por todos. 


– Se passou um tempo desde sua morte, Mael também sentiu sua partida, Gowther, os cavaleiros sagrados que você salvou, os pecados... 


– Me desculpe perguntar. Você sentiu um pouquinho a minha falta? 


Merlin desvia o olhar enquanto o loiro olhava para ela com um sorriso doce e gentil. 


– Eu também senti sua falta. - dizia enquanto levitava, sentada no ar, tendo seu estômago seduzido pela carne. – A... Carne está...? 


– Oh, sim, já deve estar no ponto, gosta mais das costelas ou do pernil? 


Num estalar de dedos, todo o cenário estava sendo modificado, uma mesa redonda com um par de cadeiras e um jogo de talheres para acompanhar o jantar, garfos e facas, vindos dos destroços do vilarejo, tal qual os pratos. Mesas e cadeiras feitas de pedra, fazendo o jantar parecer um pouco mais charmoso e aconchegante. Enquanto servia a maga, Escanor pensava em seus amigos, no quanto queria poder sentar e conversar com seu capitão novamente, talvez até mesmo assistir ao casamento de King e Diane. 


Merlin nota o quanto seu companheiro de batalhas parecia pensativo. 



– Uma moeda por seus pensamentos. 


– Estava apenas... Imaginando, que tipos de presentes poderia dar a crianças tão abençoadas com as que estão por vir. Todos são filhos da realeza de suas raças, seja de um lado ou outro, só rezo para que o filho de Ban não tenha o mesmo gosto por álcool do pai. 


– Poderia escrever uma bela poesia para as crianças, desejando o bem delas. 


– Bom, amanhã pensarei em algo. Crianças levam tempo para ficarem "prontas". 


– Isso teve um péssimo som, você parecia um velho pervertido... - dizia Merlin, dando uma bela garfada em sua carne, comendo ao luar junto de Escanor. 




Mais uma vez o Sol começava a se erguer, ambos os pecados estavam em pé, Merlin estava bisbilhotando seu livro de feitiços, em busca da página ligada ao seu laboratório em Camelot, sua atenção estava dividida, olhava o tempo inteiro para Escanor, o loiro havia feito a barba pouco antes de amanhecer, deixando apenas seu orgulhoso bigode cobrindo seu rosto parcialmente, prendendo os cabelos num coque, enquanto parecia se admirar no reflexo de Rhitta. 


– Bom, acho que vou indo, Lady Merlin... 


– Não deseja ajuda? Posso lhe mandar para perto de Liones, na entrada da floresta do rei das fadas, se desejar. 


– Não, quero testar este corpo saudável. Sentir este mundo de maneira completa seja durante o dia ou durante a noite... E você? 


– Eu já disse, tenho uma dívida com Arthur, eu  o coloquei nesta vida e  tenho de guiar seu caminho para que nunca sucumba ao enorme poder que possui. 


Escanor se levanta, indo calmamente até Merlin e lhe dando um abraço forte e sincero. 


– Fico feliz, por ter encontrado teu cálice...


Um silêncio instala-se entre gula e orgulho, sem conseguir se encararem. O vento cantava em meio aos destroços da pequena vila, as marcas de pata deixadas por Cath, fissuras no chão, criadas pelos golpes dos pecados, tudo aquilo estava prestes a ser deixado para trás. O coração dele batia como um aríete nas portas de uma fortaleza, forte o bastante para ela ouvir. 


– Merlin... 


– Sim? 


– Por um acaso, eu seria de algum empecilho em sua jornada, em busca do tal rapaz? 


–... - a maga sentia seu rosto aquecer um pouco, tomando distância do pecado do orgulho, sentando sobre o vento. – Talvez, eu precise de sua ajuda...se não for pedir muito... 


– Seria uma honra, poder desfrutar de um pouco mais de tempo ao teu lado. 


A maga escondia um leve sorriso de felicidade, desde que Arthur utilizara a magia do caos para tornar seu corpo real e o ilusório iguais, seu coração vinha lhe fazendo sentir um pequeno, um minúsculo medo de ficar sozinha. 


Dois anos se passam desde o confronto contra o Rei dos Demônios, uma grande festa ocorria no reino de Liones, comemorando a paz entre as raças. Todos os clãs ainda vivos, estavam em harmonia, tudo graças aos sete pecados capitais, Meliodas havia convidado a todos com quem tinha conseguido entrar em contato e estavam faltando três dos sete pecados. 


– É uma pena, mesmo que tivesse entrado em contato com Merlin, ainda faltaria o Escanor.


– Hey, Cap... Pare de choramingar, parece que o pequeno Tristan deixou você mole... - dizia Ban, já embriagado. 


– Talvez... Mas você também mudou nesses dois anos Ban, Elaine me contou que você parece um cão de guarda na floresta...


– Pff... Eu tenho alguém além de mim para cuidar, além de que aquele babaca pediu para eu beber menos em sua despedida... 



– Ora... Ora... Depois eu quem fiquei molenga né, aposto que até o King consegue beber mais que você. 


O chão treme com os passos de Diane, trazendo em seus braços seu bebê, King, que por sua vez trazia os gêmeos Oberon e Titania no colo. 


– Capitão onde estão Elaine e Elizabeth?! Quero poder conversar um pouquinho com elas! King pode cuidar das crianças, por favorzinho...?


– Sim, meu amor. - dizia King, levitando para perto de Ban e Meliodas, o rei das fadas se mantinha em sua forma adulta, um modo se mostrar um pouco mais autoritário. 


Entre rizinhos, os dois primeiros indicavam para Diane o lado leste do castelo. 


– Nem uma palavra, os dois... 


– Pelo menos não demos nomes tão pomposos para nossos filhos, hihi... Cunhado, hahaha! 


– Elaine deve ter batido a cabeça quando se apaixonou por você... Nada da Merlin ou do Gowther? 


– Nada. - responderam em uníssono. 


Um enorme portal se abria enquanto atrás do trio, despertando Oberon e Titania, os fazendo rir ao invés de chorar. 


– Que portal é esse?! 


– Pare de escândalo, seus filhos estão felizes com a bagunça! - dizia Meliodas, pondo a mão na cintura, tocando Lostvayne. – Essa energia... 


O portal se fechava deixando quatro pesssoas e uma leve onda de calor emanava daquele quarteto. Passos pesado do enorme cavaleiro negro, faziam as proximidades tremerem. Um machado dourado é balançado, rápido o bastante para surpreender todos, exceto o novo rei de Liones, que sorri para a lâmina fervente. O aço da lâmina para poucos centímetros da cabeça de Meliodas que olhava fixamente nos olhos do azuis e firmes daquele homem. 


– Há quanto tempo, Merlin, Arthur, Gowther... Escanor. 


Ban e King olhavam pasmos para o caveleiro negro, largando seu machado de lado e retirando o elmo. O próprio pecado do orgulho eram quem estava por de baixo do elmo, seu sorriso presunçoso de sempre estava estampado de orelha a orelha. 


– É muita ousadia apontar um lâmina dessas para o rei de Liones. 


– Este é o meu pecado, cap...ou devo dizer... Rei Meliodas. 


– Apenas Meliodas esta ótimo. Longa história? 


– Mais do que imagina, capitão. - dizia Merlin, segurando uma criança em seus braços. 


Ban apontava para a criança, deixando King, Diane e os outros pecados boquiabertos. 


– Poderiam não apontar para minha esposa e filha? Morgana tem um sono leve. 


– Calma, querido... Ela é uma garota forte. 


– Olá, capitão!  Pessoal! - dizia Gowther. 


– Senhor Meliodas! Senhora Elizabeth! Vejam como a Morgana é fofinha! - dizia Arthur, mexendo um chocalho  para a pequena garotinha, que esticava os bracinhos fofos para ele, mas babando enquanto olhava para o pai, que se aproximava, afagando a cabeça de Arthur e beijando a testa de Merlin e de Morgana. 


– Bom, vamos voltar a festa, pessoal! Agora temos todos os sete reunidos mais uma vez! 


Bardos tocavam e cantavam juntos, comemorando a reunião daqueles sete guerrilheiros do destino, junto de seus filhos e amigos. Uma enorme mesa é colocada no centro da festa nela todos os pecados e Arthur estavam reunidos, brindando uma nova era que vinha à passos de bebê. 


Sete guerreiros de poder sem igual, setes seres de diferentes épocas e raças, unidos pelo destino. Seus feitos serão eternamente cantados por todo o mundo, a lenda dos sete pecadores presos uns aos outros pelo laço do destino. 


 


Notas Finais


Espero que tenham gostado ^^ gostaram dos nomes dos filhotes? XD
Irei deixar em aberto a fanfic, penso em trazer um pouquinho da história de Escanor e Merlin antes da reunião :3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...