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História Escape - Capítulo 2


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Notas do Autor


... Escrevendo em plena quarentena do Corona vírus, tempos difíceis, minha mente está a mil, não sei o que fazer.

Capítulo 2 - Sem escolhas


Fanfic / Fanfiction Escape - Capítulo 2 - Sem escolhas

_3 anos depois_

Ainda era o café da manhã e já estavam falando coisas ruins sobre ela, os gêmeos Adam e Anne que estavam a sua frente nem se davam ao trabalho de falar baixo. 

- Aposto que nossa irmã não irá conseguir o contrato - dizia Adam irônico, Anne riu em deboche.   -Só não confirmo a aposta com você pois isso seria certo.      Era muito difícil ter que aturar sua própria família dizendo tantas besteiras dela sem ela nunca poder fazer absolutamente nada a respeito, mesmo sendo a irmã mais velha não podia confrontar seus irmão mais novos, (26 anos de idade e não tenho um mínimo de respeito de meus irmãos) Anna tentava ignorá-los a todo custo. (Isso não importa), repetia para si mesma, mesmo assim ela sentia uma vontade latente de gritar e mandar seus irmãos calarem a boca, principalmente pelo fato de sua mãe estar a mesa e não dizer absolutamente nada, ela nunca dizia nada quando via Anna ser zombada por eles.              A ruiva observou o perfil dos dois sem que eles se dessem conta, Adam e Anne não eram nada como ela, mais carregavam os mesmos olhos verdes; eles se pareciam mais com sua mãe, cabelos escuros e lisos, nariz reto, queixo fino e uma pele branca perfeita (Tão absurdamente lindos), a diferença entre eles e Anna era tão grande que ninguém que acabava de conhecê-los dizia que eles eram irmãos, internamente ela se sentia bem com aquilo pois, sempre que podia, negava qualquer tipo de relação com eles, mesmo sabendo que aquilo era errado. (Quem iria querer ser irmã de dois idiotas que tratam os outros como lixo?), eles dois fazem outra piada as suas custas.            Revirando os olhos Anna deixa seu olhar cai  para Arthur, o filho mais novo da família Bell. Artur sim se parecia com ela, o mesmo cabelo ruivo, o nariz pontudo, as bochechas cheia de sardas que facilmente ficavam vermelhas, a mecha branca de nascença, até mesmo a franja era a mesma entre os dois. Sua mãe costumava dizer que ele era muito parecido com seu pai quando tinha a idade de Arthur.  

       O garoto estava tenso, sua postura estava rígida demais, sua respiração estava entrecortada e ele suava, mesmo não estando calor; Anna sabia o motivo, todos naquela maldita mesa sabiam que ele estava sofrendo, mas nenhum deles podia dizer os fazer algo para mudar, realmente não podiam, todos já haviam tentado, nenhum deles havia conseguido escapar da severidade de Antony Bell. Os olhos de Arthur se chocaram com os de Anna e a garganta da mais velha se apertou, eles estavam vermelhos e transmitiam tanto sofrimento que a impotência que tinha aumentava ainda mais. "Sinto muito" disse sem emitir som, reprimindo o desejo de se sentar ao seu lado e dizer palavras de conforto, ainda que fossem palavras vazias.   Mesmo com dor, o garoto sorriu e da mesma forma que ela havia feito disse "obrigada" forçando Anna a engolir o caroço em sua garganta e acalmar a vontade avassaladora de chorar. Ela queria levar os castigos Arthur em seu lugar, fazer com que o pobre menino não estivesse mais ao alcance das garras de seu pai. (Falando no diabo), s portas se abrem e seus irmãos se calam ficando tão rígidos quanto Arthur, até mesmo Margot assume uma postura mais severa. Anna reprime qualquer sentimento que pudesse ter transparecido momentos antes, na frente de seu pai ela era como ele; impassível.    

Como se fosse um rei, o patriarca da família Bell caminha até a mesa e sentasse de forma majestosa, seu cabelo completamente arrumado e seu paletó sem nenhum gomo o deixavam ainda mais impecável (como um Bell deve aparentar sempre).  Sem muita enrolação ele lança um olhar frio sobre cada um de seus filhos, se demorando mais em Arthur que nos gêmeos, passa o olhar rapidamente por sua esposa  e o logo o prende ao de Anna que automaticamente concerta ainda mais a postura fazendo suas costas doerem de tanto tensionar seus músculos, a grande mesa parecia menor do que aparentava, se sentia claustrofóbica mesmo a sala sento maior até que seu quarto, todos em silêncio esperando-o dizer algo. 

Qualquer vontade de comer que Anna tinha foi dissipada com aquele olhar. 

- Anna, como está se sentindo ? - quatro pares de olhos estão sobre ela, que parece confusa com a pergunta repentina, havia sido pega de guarda baixa. - Senhor?      -     Mesmo sabendo que havia feito errado em responder a pergunta de seu pai com outra pergunta ela não poderia voltar atrás, realmente não entendia o que seu pai queria dizer com aquilo; Anna esperava um olhar repressivo e palavras tão duras que fariam ela se sentir mal por dias, ainda mais do que já se sentia  Para a a surpresa de todos na mesa ele apenas dá um pequeno sorriso e reformula sua pergunta:

 - Hoje você irá convencer Agnarr Menzel de se associar conosco, como se sente sobre isso? -      Outro nó se forma em sua garganta, pensar naquele assunto lhe dava calafrios e seu coração palpitava. Escutar seu pai dizendo "Irá conhecer" ao  invés de "tentar" não era nem um pouco incentivador; Antony não tinha dúvidas, não por acreditar em seu potencial, e sim por não admitir erros, sua filha teria de ser perfeita para não perder um contrato com a família Menzel. Fazê-lo seria o pior dos erros que Anna poderia cometer, isso em absoluta certeza traria a ela uma punição mais severa vinda de seu pai, uma punição que dava mais arrepios nela do que o encontro com o Menzel, algo que ela havia sofrido apenas uma vez. Sentiu o meio de suas costas queimar com uma lembrança nada feliz e todos os pelos de seu corpo enrijecem. 

- Anna, seu pai fez uma pergunta. - sua mãe alertou-a. (não pode engolir em seco, não pode respirar fundo, não pode desviar o olhar, não demonstre nervosismo, medo, o qualquer outro sentimento que te faça parecer fraca) ela repete as palavras de seu pai como um mantra em sua cabeça, várias e várias vezes, seu olhar nunca abandonando o olhar de seu pai, verde com verde, o silêncio na mesa não ajudava em nada (Belo momento para os gêmeos se calarem). Sua mão alcança seu joelho e Anna dá um leve aperto no mesmo, afundado suas unhas sobre a pele, aquilo iria deixar marcas, nada comparadas com as que tinha, mais ainda sim deixariam. 

 - Eu me sinto pronta - diz em um tom que seu pai aprovaria, seu pai parece satisfeito com sua resposta, ele estava de bom humor, agora o motivo ninguém ousava pergunta. 

- Muito bem, então terminemos o café e vamos até o Oaken Club, é lá que vamos nos encontrar. - Anna observa as sobrancelhas de seu pai se fecharem levemente e seus lábios se reprimirem, ele não gostava do Oaken mesmo sendo um membro do Clube, ele só tinha um nome ali por quê a a maioria de seus sócios participavam daquele lugar. Aquilo era umas das raras coisas que eles dois tinham em comum, nenhum deles gostava do Oaken Club, mesmo sendo por razões diferentes.

***

O carro para no portão de entrada e Anna observa o segurança fazer sua vistoria para saber realmente se há membros do clube ali dentro, seu pai não diz nada mesmo ela tendo certeza do que ele achava sobre aquilo: uma perca de tempo, assim como ela achava. Um arrepio corta sua espinha, odiava quando seus atos se igualavam aos se seu pai, Como se os mais ensinamentos dele finalmente estivessem penetrando em seu corpo, e realmente estavam, Anna lutava contra isso diariamente. Ela odiava ser tão severa quanto ele alguma das vezes e o piro de tudo era que Anna se pegava sorrindo com aquilo, sentindo seu corpo vibrar e um sentimento que não era bom a dominado.   Se pudesse expulsar aquela coisa de dentro de si já teria feito, mas era impossível.  

  A  maior parte do clube era um espaço aberto, cheio de campos para jogos ao ar livre. Podia se ver alguns senhores jogando golf em um canto mais afastado e alguns jovens, presumiu Anna, jogando algum tipo de jogo que consistia em correr um atrás do outro com algo vermelho em mãos.  

- Anna, concentre-se. - disse seu pai ao chegarem em frente a área aonde se faziam festas de tempos em tempos. Algum evento iria acontecer ali pois via homens irem e virem fazendo preparativos, nada muito amontoado ou apressado, todos estavam relaxados, sem pressa alguma. Anna observou Antony descer e dar a volta no carro abrindo a porta e esticando sua mão a ajudando a descer. - Obrigada - disse como lhe havia ensinado. Anna não ligava mais para esses atos do pai, todos diziam que ele havia nascido no século errado, por isso comportava-se daquela forma, (Se ele nasceu no século errado, com certeza me arrastou com ele).        Anna evitou um suspiro, fazer isso enquanto caminha ao lado do senhor Bell não seria agradável para nenhuma das partes. 

Ela observa o salão, ele era simples, apenas paredes feitas de vidro para a boa iluminação para o dia, colunas brancas com detalhes em dourado e um grande lustre feito de cristais no centro, o piso era de madeira polida.   Seguiram até a parte lateral do salão aonde levava até uma tenda armada para almoços ou encontros entre sócios particulares, justamente o que iria acontecer, Anna criou toda a coragem que tinha dentro de si para encará-los e não fazer nada errado de acordo com seu pai. 

- Não me descepcione, Anna. -  o mais velho  Alertou - Sim,   papai.  -    Anna soltou o seu braço, já podia ver a mesa em que o Menzel estavam junto com companhia, mascarou mais uma vez seu rosto dando espaço a filha que seu pai lhe forçou.


Notas Finais


(ヘ・_・)ヘ┳━┳ (ノಠ益ಠ)ノ彡┻━┻

*Suspiro pesado* espero que gostem, se não eu apago e finjo demência. Desculpe por qualquer erro. Bye


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