História .ESCAPE. (Jikook, ABO) - Capítulo 39


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Abo, Jeonjungkook, Jikook, Kookmin, Parkjimin
Visualizações 92
Palavras 4.072
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Postando isso enquanto caio de sono, então perdoem erros e amem os acertos, porque sinto falta de vocês ❤️❤️❤️

Capítulo 39 - Como um interruptor


Fanfic / Fanfiction .ESCAPE. (Jikook, ABO) - Capítulo 39 - Como um interruptor

Jungkook 

Reunir coragem. Essa era a minha missão. Peguei Jimin no colo e o levei para o hospital onde Seokjin estava. Ele não parecia estar tão ferido assim, provavelmente tinha se curado mais rápido pelos genes lupinos, que não evitavam marcas e feridas em seu corpo. 

Porém, o que mais me preocupava no momento, era a sua feição, Jimin, não parecia atento a nada ao redor, nem mesmo me olhava nos olhos, sua mente estava distante, como se um limbo tivesse se formado, como se tudo que aconteceu, não parecesse real. Podia sentir sua aflição pela marca, o que fazia com que pequeno calafrios se espalhassem pelo meu corpo. Ele vai ficar bem. Repeti essa frase para mim mesmo tantas vezes, que virou meu mantra. 

Jimin, foi examinado assim que chegou, liguei para Taehyung, avisando que ele estava bem, mas que Seokjin ainda estava em atendimento. O médico, avisou que o meu omega, teve realmente ferimentos sérios, mas esses se curaram com a ajuda de algum analgesico, provavelmente dado por Changwook, que precisava dele vivo. Abracei seu corpo, assistindo o médico enfiar uma grande agulha no seu braço, fazendo Jimin me olhar pela primeira vez, enquanto seus olhos iam se fechando. Ele precisava descansar. 

Dei um beijo em sua testa, lembrando o quanto isso parece infantil, mas como eu rezei, nesses dois dias, para que eu pudesse ao menos fazer isso, esse pequeno gesto. Não pude o proteger como deveria, mas ele é tão forte, tão forte que conseguiu matar um alfa adulto, sozinho. Soltei minha mão da dele devagar, cobrindo-o antes de sair. 

Assim que virei no corredor cheio de pessoas indo e vindo, respirei fundo, sem saber para onde ir. Precisava falar com Namjoon. Subi dois andares de elevador, me informei com uma enfermeira e encontrei meu amigo no chão com a cabeça entre os joelhos, não era uma boa cena. Quer dizer, qualquer um iroa presumir o pior, e eu já não aguentava mais lidar com piores. 

Andei até ele, me abaixando devagar, abraçando-o sem exigir que me olhasse. Talvez meu cheiro o confortasse, mas não acho que ninguém, além de Jin, faria isso. Depois de um tempo, senti outros braços me envolverem, foi então que senti o cheiro de Yoongi, ele chorava assim como Namjoon agora. Ninguém diria que esses 3 alfas, passariam por tudo isso, e cá estamos nós, chorando no chão de um hospital. Yoongi foi o primeiro a se soltar, depois eu e por fim namjoon, que ergueu a cabeça, mostrando os olhos marejados. 

ー Tem notícias? ー Ele negou, limpando o rosto ー Isso é bom, sem notícias ruins ou boas, os médicos ainda estão trabalhando. 

ー E-ele vai ficar bem, não vai?  ー Assenti, vendo que ele ja estava reagindo melhor ー E o bebê... também? 

Isso me fez parar, não podia dizer que sim ou que não. Eu tinha visto o estado de Seokjin, ele não estava nada bem, era de cortar o coração. Realmente não sabia o que fazer. 

ーTudo vai dar certo, ele é um omega forte, você verá ー Yoongi, como sempre, tinha uma voz firme, deixando que tudo que diz, parecesse uma verdade absoluta. 

ー Como Jimin está? ー Perguntou Namjoon, provavelmente tentando se distrair. 

ー Sedado, mas bem ー Não tenho tanta certeza disso. Fisicamente, ele parece que vai ficar bem, mas psicologicamente, não, e isso me assusta. 

ー Quer um café? ー Indaguei. Yoongi levantou, me ajudando a puxar Namjoon do chão ー Vou pegar. 

Precisava fazer alguma coisa, odeio ficar parado quando tudo está um caos. Andei pelos corredores largos, descendo até o térreo. Meu celular tocou, era Taehyung. 

ー Tem notícias? ー Ele deveria estar tão nervoso quanto eu. 

ー Tudo igual por enquanto, mas… ー Tive uma ótima ideia, talvez isso anime Jimin quando acordar. 

ー Mas? Aconteceu alguma coisa? ー Eles se amavam mesmo. Pela primeira vez, olhei isso como uma coisa realmente boa. 

ー Pode vir pra cá? Quero dizer... ficar com Jimin. Talvez eu tenha que ficar dando apoio ao Namjoon, então seria bom se você estivesse quando ele acordar ー Cheguei na cafeteria e pedi três americanos fortes e puros. Acho que estamos precisando. Mesmo que eu não goste, tanto assim, desse tipo de café. 

ー C-claro, estou indo agora mesmo ー Sorri ー Obrigado por cuidar dele, Hyung. 

ーObrigado por amar ele, Taehyung-ah ー E desligando a chamada, peguei o suporte com os cafés, pagando a atendente. 

ーSenhor Jeon? ー Mal dei dois passos até ouvir meu nome. Me virei, olhando a fisionomia não estranha de Jisso, a policial que estava sempre me observando. 

ー Como soube que estávamos aqui? ー Perguntei sério, já que o mundo ainda não sabia de nada, só se passou duas horas desde que invadimos aquele lugar. 

ーSoube que Park Jimin, deu entrada nesse hospital ー Ela sorriu, como se tivesse ganhado o dia ー Como o achou? 

ー Logo você vai saber ー Minha voz estava séria, assim como a minha expressão.

ー Essa é a sua última chance de se explicar, acho melhor aproveitar ー Ela só pode estar brincando comigo. 

ー O que eu precisaria explicar? ー Ela sorriu. Não tem jeito, não consigo gostar dela. 

ー Jeon Jungkook, você está preso por suspeita de sequestro de Park Jimin ー Eu a ouvi direito. Preso? O que diabos, se passa na cabeça dessa maluca?

ー Você acha que eu sequestrei meu omega? ー Sorri irônico, não podia acreditar. 

ー Pode me seguir por bem, ou por mal ー Jisso tirou as algemas do coldre, fique pensando na dor de cabeça que ela vai ter quando descobrir tudo,  o que não vai demorar, então sorri ー Porque está rindo?

ー Ah! porque isso vai acabar com a sua carreira ー Ela franziu o cenho e puxou minhas mãos, deixando o café quente cair no chão. Olha a bagunça — Aish!


ー Está me ameaçando? ー Dei de ombros. 

ー Só constatando um fato. Agora vamos, estou ansioso ー A policial parecia furiosa. 

ー Jungkookie? ー Era yoongi, ele vinha do corredor por onde eu tinha vindo a minutos atrás. 

ー Yoon, estou sendo preso, acredita nisso? ー Eu simplesmente não conseguia parar de rir. 

ー Mas… isso é ridículo ー Meu amigo respondeu, tentando me seguir. A policial nos ignorava completamente, puxando meu braço ー Seokjin está bem, mas o bebê está em observação, vim avisar isso. O que eu faço? 

ー Que bom! Avise a Lana, ela vai saber o que fazer, peça para que ela entre em contato com a On, pergunte sobre os outros ômegas ー Jisso pareceu interessada, o que só me fez rir mais ー Taehyung está vindo ficar com Jimin, tome conta de tudo, eu já volto. 

ー Não acredite nisso, Jeon ー Ai, como ela estava enganada. Tive pena por meio segundo, mas já passou. 

Yoongi acenou sem jeito e correu para dentro. A querida policial, me puxou com força, me colocando dentro da viatura. E eu aqui, achando que pelo menos agora eu ia ter paz. Mas, sinceramente, Jimin está bem, eu não podia estar mais feliz. Podia passar a vida na prisão, eu não me importo, eu só quero que ele sorria, isso é tudo. 

******

Namjoon

Assim que o médico me disse, que ele ia ficar bem, não soube se sorria ou chorava. Meu peito estava do tamanho de uma noz. Eu nunca sofri assim por ninguém antes, talvez por Jungkook, quando seu irmão morreu, mas agora, essa dor é minha, toda minha, e o peso de perder alguém, é semelhante a se perder. Como se de repente, todo os sentimentos ficassem guardados e só a miséria existisse. 

 Entrei naquele quarto de hospital, apertando os dedos da mão com força. Eu nunca havia marcado Jin, mas o considerava como meu companheiro. Foi tão pouco tempo, mas eu ja me pegava imaginando como seria ser pai. Passava horas cantando para a barriga do omega, colado nele. De certa forma, não conseguia imaginar como eu viveria sem ele. Sei que soa romântico, mas foi como levar um shock, tudo tão rápido e intenso, que mal se entende, até ver o outro partir. 

Talvez eu não possa explicar, e isso me incomoda, já que por tanto tempo, me julguei o tipo de pessoa que saberia de todas as respostas. Agora, não passo de um alfa. Um pequeno alfa, tentando fazer com que o universo não o tire a família que ele ele escolheu. Pois, posso não ter feito esse filhote, mas o escolhi, e é o meu cheiro que ele vai sentir enquanto cresce, é a mim que ele vai chamar de Appa. 

Andei até o lado da cama. Jin ainda dormia. Pousei a mão na dele, sentindo o quanto estava frio, o que era anormal para um lupino. Afastei um pouco seu corpo na cama, deitando do seu lado, cobrindo nós dois com o cobertor, fazendo com que sua cabeça ficasse no meu peito. Odiava ver curativos pelo seu corpo, principalmente este enfaixado ao redor do seu pescoço, me dói sem limites. 

Alisei o pequeno volume na barriga de Jin, sentindo nosso filho. Será que ele ficaria bem? Não sei, e a dúvida me mata. Comecei a cantar, talvez em uma tentativa de fazer algo que fizesse ele ou ela melhorar. Era uma música antiga minha, tinha escrevido a anos atrás, mas eu quero deixar aquelas palavras terem sentido agora, então cantei, bem baixinho: I can’t sleep, home sick. But I just wanna, stay right next to you. If I could choose my dream,I  just wanna, stay right next to you.” (Tokio, RM.)

Realmente queria ouvir você cantar ー Arregalei os olhos, me fixando no omega, que levantou um pouco, me olhando com ternura. 

ー Jin-ah, você acordou? ー Ele tentou levantar, mas percebi que seu corpo doía — Sua voz é bem melhor que a minha. 

ー Eu sei, mas não conta pra ninguém ー Jin, levou a mão na boca, como se me pedisse para guardar um segredo. Como ele pode estar sorrindo agora? Jin, sempre me ensina algo novo sobre ser humano.

ーComo está se sentindo? ー Alisei seus cabelos, parando apenas para cheirar o topo da sua cabeça, sem tirar as mãos da sua barriga.

ー Não sei muito bem, acho que um pouco tonto ー Ele pareceu lembrar de alguma coisa ー Como o Jimin está? Como tudo terminou? 

ー Melhor não falarmos sobre isso agora. O Jimin está bem, só precisa saber disso ー Sabia que ele ia ficar desconfiado, então levantei ー Vou chamar o médico, fique aqui. 

ー Como se eu tivesse escolha ー Revirei os olhos e fui até o corredor, chamando a enfermeira. 

Em poucos minutos o médico já estava no quarto, então voltei para o meu lugar, a cadeira bem do lado de Jin. O omega foi examinado com cuidado, o médico tinha uma grande prancheta cheia de folhas, presumo serem os exames feitos mais cedo. 

ー Certo, Kim Seokjin, Omega, 27 anos, grávido de 3 meses ー Jin assentiu, confirmando as informações ー Como não é marcado, presumo que este seja o pai da criança. 

ー Ele é o...

ー Sou sim,  prazer, Kim Namjoon ー Estendi minha mão para o médico, que me analisou dos pés a cabeça. 

ー Okay. Não posso julgar como vieram parar aqui, pelo que eu soube, o senhor Jeon, amigo de vocês, pediu sigilo ー Agradeci por ter um amigo como Jungkook, ele pensou em tudo ー Mas, tenho que alertar o quanto risco correu, Seokjin-ssi. Teve diversas fraturas pelo corpo, além do abalo emocional e físico. 

ーE o bebê, doutor? ー Jin perguntou, assim como eu, estava aflito. 

ー Eu iria chegar nesse assunto agora ー Ele pareceu nervoso, era um beta, o que não me permita saber como ele se sentia de verdade por não possuir cheiro ー O feto teve descolamento da placenta, devido o estresse. Não sabemos ainda, em que nível a lesão pode ter o atingido, mas aconselho repouso absoluto. 

ー M-mas…. ele vai ficar bem? ー Perguntei, segurando a mão de Jin com força. 

ー Tudo indica que sim, mas todo cuidado é pouco, ele está muito pequeno ainda ー Assenti, sentindo as lágrimas tomarem meu rosto.

— Obrigado, doutor — Agradeci, vendo ele fazer uma pequena reverencia.

A porta foi aberta, Yoongi, passou pelo médico que saia, sendo seguido por luz. Achei estranho, mas estava muito imerso em chorar.

ー Ainda chorando? ー Yoon perguntou, passando a mão no meu ombro. 

ー Ainda? ー Seokjin sorriu. 

ー Sim, faz dois dias que ele chora sem parar ー Jin, gargalhou alto, eu sabia que ele faria isso. 

ー Won! Acho que ele me ama ー Olhei para o omega, e mesmo querendo reclamar, eu não fiz, porque aquele sorriso, era tudo pra mim, era exatamente por causa dele que eu em algum momento, tinha voltado a pensar no futuro. 

A muito tempo atrás, eu via a vida de uma forma muito brusca, como se sentimentos fossem apenas algo físico, só reações do nosso cérebro. Não que não sejam, mas percebi que existe mais, que eu não os sentia de verdade, que minha vida imersa nos livros, me ensinou a ver o mundo de forma fria. Não preciso sofrer, como os filósofos me disseram. Jin, me fez ver que eu posso ser bobo como um garoto de 6 anos, posso correr, posso sorrir, posso gritar, posso amar. Foi aí, que eu entendi o que sentimentos são, pois eles provam que a vida precisa de poesia, precisa ser sentida. Como o pôr do sol, como tempero na comida, açúcar no café, você pode odiar, mas eu percebi que não preciso. Posso ser livre, porque sinto.

ー Sim, eu amo ー Me declarei. E apertando ainda mais a sua mão, prometi manter aquela promessa muda, de nunca larga-la, como se fosse destino, como se minha escolha fosse óbvia: Seria sempre ele. 


******

Jungkook.

ー Você quer mesmo que eu acredite que existe uma rede de prostituição usando ômegas, e que o presidente da JNG, maior emissora do país, é um dos líderes, junto com a presidente da Land, a maior investidora da ásia? ー Assenti, entediado depois de ter contado tudo pra essa tapada ー Você, só pode estar louco, se acha que vou acreditar nisso. 

ー Bem que dizem, que a politica, é burra ー Respirei fundo, mexendo as algemas nos meus pulsos ー Por casos assim, a coreia acaba sendo conhecida pela corrupção e incompetência da polícia, ridículo!

ー Você tem provas? ー Sorri. 

ー Tantas, que daqui a poucos minutos, essa delegacia vai parecer o apocalipse ー Ela cerrou o maxilar, estava em duvida, tenho certeza. 

ー Eu realmente odeio prepotentes como você, revestidos e protegidos pelo seu dinheiro ー Pisquei duas vezes, tentando entender se ela estava falando de mim mesmo. 

ー Tem certeza que está falando de mim? Pegou o cara certo? ー Suspirei, essa mulher tem algum problema sério. 

ー Você mesmo, Jeon Jungkook. Eu sabia desde que aquela omega se matou, enquanto o seu estava no hospital, que você não prestava ー Ela levantou, me olhando nos olhos ー Tenho te seguido desde então. Vocês, são todos suspeitos, mas você… ah, você é o pior. 

ー EU? ー Tive que gritar ー Mulher, você devia procurar ajuda, ou largar essa profissão, não é para você,

ー Se eu fosse você, confessava ー Jisso, sentou na mesa, me intimidando. Revirei os olhos, mas no fundo, preocupado porque Lana não chegou ainda. 

ー Posso fazer uma ligação, não é? Tenho coisas urgentes a resolver ー Mexi nas algemas. 

ー Assine aqui, coloque o nome e o número da pessoa a qual vai ligar ー Ela me estendeu um papel, cheio de informações sobre mim e dados. Fiz como ela disse e levantei, sendo guiado até o outro cômodo, onde tinha um telefone antigo. 

Na terceira chamada, Yoongi finalmente atendeu. 

ーYoon? ー Ele suspirou do outro lado. 

ー Jeon, ainda bem, está tudo um caos ー Franzi o cenho. 

ー O que houve? ー Perguntei aflito. 

ー Lana, ela simplesmente não me atende ー Isso é realmente a coisa mais estranha que ouvi hoje, ela está sempre pronta e atenta. Principalmente, sabendo do que aconteceria hoje ー Mandei um advogado, amigo meu, seu nome é Oh Sehun, vai te ajudar. 

ー Obrigado Yoon. Sobre lana, passo na casa dela quando sair daqui ー Ouvi meu amigo resmungar ー O que foi? 

ー Nada, que dizer… Luz, acabou de chegar aqui, está me olhando estranho. Não é nada ー Ele gostava mesmo dessa omega. 

ー hmm… e Seokjin? ー Perguntei. 

ー Ah! Ele acordou, está estável, mas o bebê ainda está em observação ー Sorri ao saber disso ー Namjoon não para de sorrir e chorar, é bizarro. 

ー Eu acredito ー Ouvi um tumulto na delegacia ー Tenho que desligar, quando pegar meu celular novamente, ligo avisando notícias. 

Assim que desliguei, andei devagar até a parte principal da delegacia e como eu disse, aprecia mesmo o apocalipse. A grande Tv, estava ligada no noticiário, a foto de Yang Zi e Jung Sook estavam estampadas, assim como apareceu algumas minhas e de Jimin. Pessoas entravam e saiam do lugar. Era caótico. Jisso, estava sentada com o telefone no ouvido, parecia agitada. Virei meu rosto, me dando de cara com Linus, líder da on. Sorri aliviado. 

ー Jeon? O que faz aqui? ー Ele parecia surpreso em me ver. 

ー Tenha certeza, nem eu sei ー Sorri, achando tudo muito divertido. Acho que estou louco, quer dizer, olha o tanto de gente morta e prejudicada. LOUCO

ー E essas algemas? Foi preso? ー Assenti. 

ー Por ser, suspeito de sequestrar meu próprio ômega ー O homem arregalou os olhos. 

ー Mas… isso é absurdo ー Assenti novamente ー Achei que estaria no hospital com Jimin. 

ー Deveria estar, mas parece que as coisas sempre saem do trilho ー Respirei fundo, cansado. 

ー Boa sorte, então ー Ele sorriu minimamente. 

ー Obrigado! ー Sai, chegando perto da mesa da policial maluca. 

Sentei na cadeira de plástico, colocando meus pés na da frente. Além de criminoso, agora eu sou mal educado, ao que parece, só ladeira a baixo a partir daqui. Se minha mãe visse isso, ela infartaria. Falando nela, ligou tantas vezes nos últimos dias, que me sinto culpado por não ter tido tempo de a responder. Meu pai, nem ao menos falou uma palavra, deve estar com raiva, quero saber se vai continuar pensando assim ao saber de tudo. 

ー Jungkook-ssi… JEON JUNGKOOK! ー Eu realmente odeio essa policial. 

ー Sim, posso ir? ー Ela negou ー O que é agora? Não está vendo o caos que está esse lugar? 

ーQuero seu depoimento ー Xinguei até a sétima geração dela. CARA EU SÓ QUERO SENTIR O CHEIRO DO MEU OMEGA. 

ー Eu já contei tudo, detalhadamente, mas, uma certa pessoa, não acreditou em mim ー A mulher engoliu a seco ー Só me solte logo, eu tenho mais o que fazer. 

ー Mas… antes… seu depoimento nem foi registrado ー Abri a boca, completamente irritado e indignado ー Vai ser importante para conseguirmos prender a Yang-zi. Quer dizer, a morte do Jung Sook ainda está nebulosa, você não me falou dessa parte e…

ー ME SOLTE, AGORA! ー Usei meu comando alfa, que mesmo não devendo funcionar com outra alfa, deixou ela um pouco atônita. Tentei recobrar a sanidade  ー Se me deixar ir agora, prometo não processar a polícia, e principalmente, volto para depor. Mas agora, preciso ficar com o meu omega. 

Ela pareceu pensar um pouco, ainda abalada, mas simplesmente assentiu. Fiquei em pé, ela andou até mim e soltou as algemas, sem conseguir me olhar nos olhos. 

ー Sinto muito, Senhor Jeon ー Dei de ombros, nem conseguia mais sorrir. 

ー Certo. Até mais ー Me virei, mas parei ー Jisso-ssi? ー Ela me olhou, como se esperasse que eu cortasse sua garganta ー Boa sorte, você vai precisar. 

Andei depressa, peguei meus pertences e antes de perceber já estava dentro do meu carro. Queria sair de lá o mais rápido possível.  Nem ao menos tive tempo de encontrar com o tal advogado, eu disse que ficaria pouco tempo ali. 

Liguei o bluetooth do celular no carro e disquei o número de Lana. Como Yoongi disse, ninguém atendia. Segurei firme o volante e dirigir até o norte, Lana morava em uma pequena casa, afastada da agitação do centro. Ela gostava de se manter distante da agitação, principalmente depois que meu irmão morreu. 

Eu estava ansioso. Era Jimin, eu queria vê-lo. A angústia no meu coração aumentou. Liguei para ele, primeiro, ninguém atendeu, mas depois, a chamada foi concluída, mas ele não falou nada. 

ー Jiminie? ー Nada, ainda silencio ー Amor, você está aí? 

ー E-estou sim ー Sua voz era tão baixa que me fez arrepiar ー Kookie-ah, onde você está? 

ー Tive que resolver umas coisas ー Não quero dizê-lo que fui preso, ele já tinha coisas demais para se preocupar ー Estou indo na casa de Lana, daqui a meia hora estou ai. 

ー Quero ir para casa ー Tudo nele me dizia que não estava bem, principalmente esse aperto no meu peito. 

ー Nós vamos ー Quero poder abraçar ele forte, fazer a dor passar, mas não funciona assim ー Porque não vai ver Jin, soube que ele acordou. 

ー N-não consigo ー Porque não? Se eu perguntar, vai parecer que quero pressioná-lo ー Só venha logo. 

ー Prometo. Espere por mim ー Desliguei a chamada, coincidentemente quando estacionei de frente a casa número 178 de portão cinza. 

Desci do carro, um pouco confuso com o sol de fim de tarde. Andei até o portão, entrei e fui até a porta de madeira branca. Toquei a campainha duas vezes, Ninguém me atendia. Atravessei o jardim, olhando pela brecha da porta da garagem, o carro dela ainda estava lá. Estava ficando muito estranho. Onde foi a última vez que me senti assim? NÃO! NÃO PODE SER! 

Veio tudo de uma vez, como um emaranhado enorme de cenas embaçadas. Yoonseo, sentado no sofá com a cabeça aberta, o mar de sangue no chão, a parede branca com pequenas manchas vermelhas. Foi exatamente assim que eu me senti antes de descobrir que ele tinha morrido, como se minha mente soubesse que isso ia acontecer. 

Coloquei a senha na porta, lembrando que a tinha por segurança. Assim que entrei, a mesma escuridão de antes me tomou. Tudo está se repetindo. Eu não podia acreditar. Andei no escuro, procurando o interruptor. Achei, mas exitei em apertar-lo, temendo ver a mesma cena de antes. Quando finalmente tive coragem de ligar a luz, virei devagar para sala, mas encontrando o sofá completamente limpo. Não havia ninguém lá. Deixei o ar sair do meu corpo, mas continuei tenso, imaginando encontrar algo terrível em qualquer esquina. 

Assim que entrei no quarto, vi que algo não estava certo. O abajur caído no chão, a cama bagunçada, livros e objetos quebrados e caidos. O que de fato tinha acontecido? 

Continuei com meus passos leves, até, abrir a porta do banheiro. E lá estava, a cena que eu não queria ver. Lana, caída no chão, a poça de sangue escorrendo da pia do banheiro até o piso. Ela teria caído? Ou alguém a empurrado? 

Corri até ela, segurando sua cabeça, checando seu pulso. Ela estava viva, mas fraca. Seus olhos abriram para mim, Peguei uma pequena toalha e pressione no ferimento em sua cabeça. Eu estava chorando, senti que estava, mas não importava, era como se uma pátina se formasse junto com a adrenalina. 

ーJ-jung... kook ー Ela tentou dizer meu nome, enquanto cuspia sangue, se agarrando na minha camisa branca. 

ー Calma, Noona, você vai ficar bem ー Peguei o meu celular no bolso da calça com um pouco de dificuldade, digitando o número da emergência, mas ela agarrou minha mão com uma força incrível, me fazendo olhá-la. 

ー D-desculpa… des...culpa… e-eu não... sabia ー Em menos de um segundo, ela cuspiu ainda mais sangue do que antes, até seus olhos se arregalarem. 

Entrei em pânico. Eu não posso perder ela, não ela. Tudo sempre se repete. De novo e de novo. Porque eu sempre tenho que os perder? Porque eu sempre demoro a apertar o interruptor? 

ー Lana, acorda… LANA ー Mas ela não se mexia. Seu corpo, deu o último resfolegar, como se o ar, fosse uma oração. 








Notas Finais


Eu sei, eu sei. Sinto muito, eu bato e aliso, como diria minha avó.

Mas de verdade, eu vou sentir falta de escrever escape.

Amo vocês ⛈️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...