História Escarlate - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adulto, Amor, Drama, Gay, Homoafetivo, Homossexualidade, Lgbtq, Romance
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Palavras 1.414
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá! Eu venho trazer mais um capítulo dessa história!

Segue a leitura...

Capítulo 4 - Última Entrega


Fanfic / Fanfiction Escarlate - Capítulo 4 - Última Entrega

  Essa noite havia feito um jantar para dois, eu e a mamãe comemos um macarrão super delicioso que preparei com a ajuda dela. Após o jantar, fomos direto para frente da TV, e assistimos à noite toda uma série que estava passando no canal HBO. Uma série fascinante, o nome era Westworld, aquele foi o episódio piloto que eu e a mamãe aplaudimos de pé. A série abordava física e várias filosofias e teorias pelo que pude entender. A história a princípio era no futuro, onde havia um parque temático de velho-oeste que era todo feito com androides e que só os mais ricos se aventuravam com aquelas magníficas criações humanas. Minha mãe ficou um pouco perdida após o final do piloto, então eu expliquei tudo para ela.

  Depois que terminou o episódio começou um programa talk show, eu e ela continuamos assistindo. Se passou um tempo e logo ela pegou no sono escorada em meu ombro, a levei até seu quarto, nos braços, cobri com lençóis, dei um leve beijo em sua testa e sussurrei um "eu te amo" o mais baixo que pude. Saí de seu quarto, escorei a porta e fui direto para o meu.

  Chegando em meu quarto, reabri o livro Escarlate e retomei a leitura, estava numa parte obscena do livro, era uma cena de sexo que me deixou excitado. Eu queria me masturbar. Tá que bizarro, se masturbar para um livro. Eu não vou fazer isso não.

  Era um pouco tarde da noite, no relógio que tinha na parede do meu quarto, estava marcando 2:34h, e eu ainda estava lendo o Escarlate. Não queria parar ali, a cada página o livro só melhorava, era como se eu estivesse lendo a primeira vez sendo que não é. Eu não conseguia abusar daquele livro. O Artie Lancaster tem mãos de anjo. Aquele com certeza era o meu livro favorito dele. Era o único que eu não parava de reler, até agora o Artie escreveu seis livros com esse e todos me encantaram de uma maneira inexplicável, mas esse daqui... Ele retrata a história com uma realidade enorme, parece até que ele viveu isso tudo e detalhou em um livro. Rola uma química muito grande entre os personagens principais. Queria eu viver uma realidade assim. Viver uma história de amor com alguém que eu ame. Mas o mundo não é bom, as coisas nunca funcionam como nós queremos, a vida foi feita para ser vivida, e viver é bom, mas como nada é de graça, ela lança seus vários desafios para nos fazer aprender a dar valor. Talvez algum dia eu encontre alguém para mim. Uma garota sensível, que chore quando se sentir aflita, que seja carente de mim, que me deseje como eu a desejar, que me dê vários filhinhos para encher meu saco. E que meus filhos também tenham filhos, que me dêem vários netinhos. Para um dia se a mamãe não estiver entre a gente, eu os conte quem foi dona Margarett, a mulher guerreira e adorável que ela é.



                             ***



  Amanheceu, esta noite foi bem esquisita, sonhei com o Artie. Merda! Até na minha cabeça. No sonho ele tentava me agarrar a força, me beijava, parecia estar bêbado e até demais por que lembro que o mesmo tinha um mal hálito de uísque muito forte. Artie me agarrava contra a minha vontade e não importava o quanto eu lutasse, não conseguia me soltar de seus braços. Não dei importância, era só um sonho mesmo.

  Me retirei da cama e fui até o banheiro que tem em meu quarto. Assim que entrei, fui direto me olhar no espelho, eu estava destruído. Retirei a cueca — eu só durmo de cueca, com minha camisa listrada sem mangas —, a camisa também foi retirada logo em seguida e fui tomar uma ducha quentinha.

  Saí do banho, me troquei e fui até a cozinha, lá minha mãe já estava de pé preparando um mingau de aveia pra eu tomar de café da manhã.

  — Dormiu bem, filho?  — ela perguntou, colocando o mingau pra mim, numa tigela.

  — Dormi sim, mãe. Foi uma noite excelente  — respondi.

  Após tomar o café da manhã, fui direto para o trabalho, não gosto de chegar atrasado nos lugares. A hora pra mim é sagrada, tem que respeitar, sou sempre pontual em tudo.

  Quando cheguei no trabalho fui recepcionado por vários colegas e já haviam pedidos para entregar. Peguei o bilhete com os endereços, a entrega, fui até a motocicleta e segui para seus respectivos endereços rabiscados naquele pedaço de papel.

  Segui entre os vários veículos quando paro em um enorme engarrafamento que estava rolando numa avenida. Tive que esperar, recebi ligações do chefe que dizia que os clientes estavam reclamando por causa da demora, expliquei tudo, então ele entendeu e disse que iria repassar para os clientes. Depois daquela ligação, uns dez minutos depois, a rua voltou a circular, então acelerei e acabou que consegui cumpri a entrega de dois clientes, faltava agora só um pedido. Esse pedido será entregue algumas ruas depois dali, em um bairro nobre, o que é estranho. Faz uns anos que trabalho nessa pizzaria e nunca nenhum riquinho havia pedido nada lá, mas fazer o quê?

  Chegando na rua correspondente ao endereço no bilhete, fui na casa onde o pedido era para ser entregue. Não era uma casa normal, as pessoas donas daquela casa eram extremamente ricas. Eu estava admirado com o tamanho daquele lugar.

  Fui até a frente e toquei o interfone. Uma voz masculina atendeu e disse que o proprietário estava me esperando.

  Os portões se abriram e eu entrei.

  Era realmente um lugar ainda maior visto de dentro, eram vários metros de jardim, eu nunca entrei numa casa tão grande assim. Caminhei direto e em passos largos até a porta de entrada que estava um pouco longe.

  Depois de uns dois minutos, cheguei na porta de entrada e toquei a campainha fazendo ecoar um enorme barulho que se ouvia de fora da casa.

  Um homem alto vestido de preto atendeu a porta. Acho que trabalhava ali. Ele me encarou com um olhar de desprezo. Mas o ignoro.

  — Olá, bo-  — ele fez um gesto para que eu parasse de falar.

  — Pode entrar, seja bem-vindo — o homem que parecia ser o mordomo falou.

  — Ok  — sem entender muito, apenas entrei.

  Tá àquela altura eu já estava ficando com medo, nunca ninguém pediu para um entregador entrar em sua casa. A gente geralmente apenas ficamos na porta, entregamos o pedido, recebemos o pagamento e fim.

  Não era de se esperar, mas eu já tava começando a entender o motivo de tudo aquilo quando um homem vestido numa roupa social descia as enormes escadas que centralizavam naquele espaço de entrada.

  — Presumo que esteja confuso com tudo isso — ele falou trilhando o caminho até mim.

  — Fala logo o que você quer, preciso voltar ao trabalho — falei sem o encarar.

  Ali eu havia entendido o quão persistente é o Artie Lancaster.

  — Apenas quero lhe pedir desculpas pelos acontecimentos ocorridos nesses últimos dias — ele disse.

  — Já ouvi isso antes — debochei.

  — Não entendo esse tom que você fala comigo, você costumava a ser bem mais educado — me alfineta.

  — Eu apenas preciso voltar ao trabalho. Você tem sua vida ganha, eu tenho uma casa para sustentar e uma mãe para alimentar — falei.

  — Ok, desculpa. Apenas aceite sair comigo — ele pediu.

  Ele é muito persistente, acha mesmo que vou sair com ele.

  — Olha, me desculpa, mas vou ter que dizer não.

  — Por favor, vamos recomeçar do zero. Não precisa necessariamente me perdoar, eu juro, só um jantar ou um filme. O que você quiser e onde você quiser.

  Eu confesso que estava tentado em aceitar, ele estava ali de coração aberto dando a cara à tapas para mim.

  — Tudo bem. Amanhã às 8h — aceitei.

  — Obrigado, prometo que não vou tentar nada e que não vai se arrepender.

  — Então tá, agora já vou indo. O dinheiro não vai vir correndo atrás de mim — dei as costas e parti.

  Nossa como eu estou feliz, amanhã vou sair num fodendo encontro com ninguém mais ninguém menos que Artie Lancaster. Mas pera, desde quando ele está morando nesse casarão? Ele estava hospedado naquele hotel.

  — Amanhã tenho um encontro com Artie Lancaster!  — falei gritando, empolgado, enquanto subia na motocicleta de voltando ao trabalho.


Notas Finais


E aí? O que achou desse capítulo? Obrigado por ter lido! Deixa seu comentário aí abaixo pra eu saber o que está achando da história! ♡♡♡ Até o próximo!


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