História Escarlate Absoluto - Capítulo 11


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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - Capítulo 11 - Sob o Luar


Não sabia se eu encontraria alguma forma boa de responder àquela pergunta. 

-Bem... eu cheguei há pouco tempo aqui. O lugar está completamente vazio. -respondi engolindo em seco. 

-Nossa, que estranho. -ela disse olhando ao redor- Ah! Minha maldita enxaqueca... Meus avós moram aqui perto, mas... nessa escuridão aí fora é foda de tentar enxergar alguma coisa -disse esboçando um leve sorriso olhando para a minha lanterna. 

-Já entendi. -falei rindo- pode ir na frente. 

-Obrigada. Ah, me chamo Brenda Schneider. Prazer em conhecê-la. 

-Natasha. Natasha Sampaio às suas ordens. -ironizei uma pequena reverência.  

Passamos pelos escombros e as ruas lá fora realmente só não estavam num completo breu porque a lua tentava iluminar entre as nuvens. 

-Por que você veio até aqui? -perguntei mostrando um certo ar de curiosidade. 

-Gosto de visitar meus avós. Mas meu trabalho, a faculdade e a distância entre aqui e Curitiba não ajudam para que essas visitas aconteçam com mais frequência. E você? O que a traz à maravilhosa Simoerte? 

-É uma história bem fodida. Na verdade eu preciso encontrar alguém, alguém que é, de certa forma, importante para mim... -o tom da minha voz ficou sombrio de repente. 

O céu parecia lindo, com bastante estrelas, podíamos sentir o ar puro nos revigorar e lobos ao longe  cuidavam da trilha sonora naquele momento. 

-Você tinha perguntado "onde estão todos?", quer dizer que esse lugar nem sempre foi abandonado assim? 

-Bem, eu já andei aqui duas vezes: uma na infância e outra há seis anos atrás. E era tudo bem normal. Crianças brincavam na rua, pessoas caminhavam tranquilamente, se cumprimentavam... parecia uma cidade simples como qualquer outra. 

Olhei ao meu redor pensativa e quase que apreensiva. 

-Mas chegar aqui hoje, sozinha, e não ter achado quase nada nem ninguém me deixou inquieta. -continuou- se bem que daria até pra escrever um livro ou fazer um filme com um tema assim... só acho. -disse soltando pequenos risos. 

-Ah sim, falando nisso, puta que pariu, você precisa ler BioWar... É bom pra caralho. 

-Ah é? Vou me lembrar de ler depois então. Já até tentei escrever um uma vez: "À procura de uma ilusão", sobre uma universitária que tentava achar o amor da vida dela. Achei que ficaria conhecido entre mulheres velhas. -ela acabou por me contagiar com sua risada. 

Após caminhar por minutos achando que estávamos perdidas, pôs o braço em volta do meu pescoço e, logo depois, chegamos numa casa que não parecia ter sido bem cuidada nos últimos anos.  

-É aqui. -ela disse enquanto eu passava a luz nos cantos daquela casa- meu Deus, mas o que houve? 

-Bem aventurado aquele que souber... -sussurrei para mim mesma.  

-Tomara que ainda estejam aqui dentro -ela disse já girando a maçaneta da porta da frente. 

O interior daquela pequena casa estava completamente bagunçado, alguns objetos quebrados e lâmpadas queimadas. Alguns feixes da luz da lua chegavam ao chão pelo teto com enormes buracos. Ela não parava de olhar para um lado e outro, entrando e saindo dos cômodos como se procurasse algo, certamente algum morador. Após instantes Brenda ressurge, vestida em roupas leves e segurando algo com a ponta dos dedos.  

-Já tenho meu comprimido aqui -ela disse levando-o à boca. 

-Água? -perguntei e ela fez que não. 

-Queria ver o quarto onde eu dormia, pode ser que ainda esteja como era antes... -ela disse olhando para mim e dando passos para trás, e eu a-segui. 

Era um quarto pequeno com um guarda roupa velho, uma penteadeira, e uma prateleira com bonecas empoeiradas. 

-Eu não sei porque, mas simplesmente amo esse quarto. Me traz uma paz inexplicável... -ela disse tirando poeira de uma boneca de pano com os dedos e sentando-se na cama empoleirada. 

-Sabe, Natasha, você não é como as outras... 

-Como assim? 

-É só... Acho que não vou conseguir parar de pensar em você tão cedo... -disse dando tapinhas no colchão como sinal para que eu me sentasse junto dela. 

-Acho que deveríamos sair logo dessa merda de cidade e tentar vivermos juntas... -completei passando os dedos em seu rosto, que se aproximava do meu.  

Maravilhava minhas mãos pelo seu corpo voluptuoso quando seus lábios tocaram os meus. Brenda se ajoelhou diante de mim, com minhas pernas devidamente abertas, à medida que também retirava suas vestes. Comecei a me deliciar com aquela que havia acabado de se tornar a mulher da minha vida, parecia esfomeada, visto como quase devorou meu corpo sob aquele luar. A língua caprichava enquanto ela se lambusava e por vezes olhava pra mim sorrindo com aquele ar obsceno. Me encostei na cama e deixei que ela controlasse toda a ação, não guiei mais sua boca pelos meus caminhos, naquele momento ela já havia decorado todo o trajeto que precisava percorrer. Senti aquela cama se encharcar e suor começando a escorrer pelo meu corpo. Minha madura amante se colocou sobre mim entre os lençóis, me deitei e a-deixei me possuir como em um ritual religioso. Após todo aquele magnífico padrão, olhando para mim com um sorriso de satisfação e contentamento, dormiu no calor dos meus braços. 



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