História Escassez - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Doctor Who, Naruto
Personagens 10º Doctor, Itachi Uchiha, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, The Master
Tags 10º Doctor, Crossover, Itachi Uchiha, Luta, Naruto, Romance, Universo Alternativo, Universo Paralelo, Vincent Valentine
Visualizações 13
Palavras 4.783
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Sci-Fi, Survival, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente.

Então outro cap pronto 🙌 espero que estejam gostando. As coisas vão ficar meio feias de agora pra frente, esse cap foi bem focado no casal, mas tem uma bomba no final. Vai ter DR severa no próximo cap, não coloquei nesse pra não ficar muito grande.
Muito bem chega de spoilers.
Me digam o que estão achando.
Bjs e boa leitura.

Capítulo 18 - Sinal de tempestade


Empurrei Itachi e desci da janela.

— Morta. Estou! Itachi ele vai comer teu rim! — coloquei as mãos no rosto dramaticamente. Itachi ficou reto e me deu uma piscadela saindo pela porta.

Corri atrás dele ainda desesperada, se eu era ciumenta com meus irmãos, Phill era muito pior!

— April Sumaya Hunt! — ouvi Phill gritar da sala.

— Aí caralho, Itachi! — segurei seu braço no corredor e me escondi atrás das costas dele como uma criança enquanto ele ia até a sala como se fosse um santo. — Ele disse meu nome do meio, sabe o que quer dizer? Quer dizer que estou redondamente fodida! Eu não escuto meu nome do meio a anos!

— Relaxa! Você já tem o que? Dezoito?

— Dezessete.

— Então! Qual é o problema de uma garota de dezessete anos estar beijando seu namorado. — AÍ QUE TIRO!!! Como assim namorado, senhor?!?!

— Namorado? — eu ainda estava grudada em seu braço sendo arrastada por ele até a sala.

— Claro! Eu sou um Uchiha April, nós não perdemos tempo. — ele pegou a minha mão e beijou a palma. Sorri meio de felicidade, meio de desespero. Eu estava namorando aquele pecado em forma de homem?

Ao chegarmos na sala Phill estava soltando fogo pelas ventas. Ele caminhou quase furando o chão em direção a Itachi e eu arranquei coragem não sei da onde para me enfiar no meio.

— Pode parando, Henry! Já chega de fazer ceninha!

— Saia da minha frente Sumaya! Onde já se viu, você ficar se agarrando com ele daquela forma na janela!

Eu estava com as mãos na cintura o encarando e ele estava com os braços cruzados e curvado na minha direção, a gente tava praticamente gritando na cara um do outro.

— Tem gente querendo dormir, porra! — alguém gritou no andar de cima.

Itachi ficou parado com a cabeça levemente pendida para o lado vendo a cena. Ouvi passos descendo a escada, mas nem me importei com quem fosse.

— Santo Deus! Eu não ouço o Sumaya e o Henry a anos! Pegou o gameboy dele de novo April? — Christina entrou na sala amarrando um hobby.

— Não Chris, ele tá fazendo cena por nada dessa vez!

— Por nada?! Por nada você diz, Lindsay Lohan!

— Lindsay Lohan? — dissemos Christina e eu em uníssono e ele bufou irritado.

— O que você fez Suri? — perguntou Chris.

— Ela tava de safadeza com o Uchiha na janela do quarto dela, na janela! — Phill gritou gesticulando. Christina me olhou com sua típica cara de: “Ah, sua safada!"

— Não ouse abrir a boca Arara! — ela alternou seu sorriso malicioso entre mim e Itachi, que se limitava a conter o riso. — E você Henry, não tem moral pra falar de mim bebê. Eu sou livre, leve e solta meu amor! E quanto a você que tá comendo minha amiga e é casado!

— Ei! — senti o ardido do tapa de Christina no braço e acabei rindo. Phill abriu e fechou a boca umas vinte vezes e fez um bico desgostoso.

— Qual é a dos nomes diferentes? — ouvi Itachi perguntar enquanto eu e Phill quase nos engalfinhavamos.

— É que os três irmãos tem dois nomes, então o nome do meio acabou virando chamariz de briga. Sinceramente a última vez que vi os dois tretarem assim eu e April tínhamos uns onze anos, e ela havia pego o gameboy dele, e antes que você pergunte, é um videogame portátil, isso tudo por que ela encasquetou que ele tinha batido rolo com uns tazos dela. Que são brinquedos e… a deixa pra lá!

— Encasquetei uma ova Arara! Ele. Pegou. Os. Meus. Tazos! — eu já estava lutando com Phill, claro que da forma que fazíamos na infância, agarrando a roupa um do outro.

— Quer saber? É eu peguei teus tazos, e bati por outros mais legais!

— Seu filho de uma boa mãe! — pulei no pescoço dele e rolamos pela sala.

— Larga ela Phill! E você Suri, para com isso! — Christina se enfiou no meio de nós dois e nos separou, levantei arrumando a roupa olhando enfezada para Phill.

— Nossa vocês são uns porre em! — Kisame apareceu na porta da sala com um copo de água na mão, enquanto eu descia do salto tentando fazer um cotonete molhado em Phill e levando um tapa de Christina.

— Suricato! — ela gritou e eu lhe mostrei os meus dois amigos dedos do meio.

Itachi limpou a garganta chamando a atenção de todos. Phill o olhou irritado.

— Phillip eu gostaria de informa-lo que April e eu estamos namorando.

Preparem o desfibrilador em 500!!! Christina abriu a boca em um perfeito Ó e Kisame sorriu, como se aquilo não fosse novidade. Passei a mão no copo de água dele e o sequei. Ele me olhou frustrado e voltou para cozinha.

Phill semicerrou os olhos me lembrando do meme do Fly de Futurama.

— Intenções?!

— Todas possíveis. — Itachi piscou para ele. Senti meu mal súbito voltando e achei que Phill socaria Itachi, mas ele não fez.

— Tudo bem, mas o que vocês farão quando todos voltarmos para nosso mundo?

— E o que você e Christina farão? Eu penso no agora Phillip, e não a nada que eu queira agora mais do que sua irmã.

— Definição de homão da porra, atualizada com sucesso. — Christina sussurrou para mim.

— Tudo bem então, mas eu tô de olho!

Bufei irritada e mostrei o dedo para ele, agarrei Itachi pelo pulso e o arrastei para o quarto, passando por Kisame que saia bocejando da cozinha.

— Graças a Deus acabou a DR familiar. Posso dormir agora? — mostrei a língua para ele e segui arrastando o Uchiha.

Parei na porta do meu quarto e dei um beijo de boa noite nele.

— Não posso dormir aqui? — Arqueei uma sobrancelha e ele envolveu minha cintura num abraço.

— Que audácia jovem! Estamos namorando a muito pouco tempo. — ele negou com a cabeça.

— Eu me comporto. Estou a muito tempo querendo você só para mim, não vou abrir mão de um só segundo!

— Ok então, Don Juan. Mas antes, um banho. — dei uma piscadela para ele.

— Tá me chamando de fedido?! — ele fez uma cara afetada e eu gargalhei.

— Não. Estou dizendo que eu preciso de um banho.

Dei um selinho nele e entrei no quarto. Aquilo parecia um sonho e por Deus, eu não queria acordar.

Tomei um bom banho e vesti um short curtinho e uma regata cavada. Sai do banheiro prendendo o cabelo e aproveitando a brisa da noite que entrava pela janela.

— Doce liberdade!

Dei um gritinho ao me deparar com Itachi esticado na minha cama, e, aí minha santa capivara! Ele estava sem camisa. Devo ter babado no piso por que fiquei admirando de boca aberta aquele Adonis deitado na minha cama.

— Como assim doce liberdade? — ele virou de lado para me olhar e sorriu travesso.

— Coisa de garota. Chega pra lá. — empurrei ele gentilmente e me joguei na cama me cobrindo.

— Fiquei curioso. — Itachi rapidamente abraçou minha cintura e me puxou para si.

— Bom, é que é libertador poder ficar sem sutiã. — disse me aconchegado nele. Dei um pulo na cama ao sentir Itachi apalpando meu peito.

— Ei mão boba! — ele gargalhou e beijou meu pescoço. Me contorci e ralhei.

— Você disse que ia se comportar Uchiha! Eu estou com sono e quero dormir sossegada.

— Desculpa, é que é complicado controlar o impulso.

— Hum, pervertido.

— Diga que não gosta. — ele sussurrou e mosdicou minha orelha.

— Itachi!

— Desculpa, desculpa! Boa noite, querida. — disse beijando meu ombro. Fiquei ali quietinha aproveitando o calor de Itachi.

Sua respiração logo ficou ritmada e eu soube que ele havia dormido, mas para mim o sono não vinha. Eu estava gostando de todas as sensações que Itachi me proporcionava, mas eu acredito em uma relação transparente e eu guardava segredos demais dele.

Eu não era nem humana mais, o que faria quando ele me indagasse sobre os dois corações? Por que ele sentia as batidas, com certeza, quando estava com ele era como se meu coração fosse sair pela boca. Eu queria e não queria.

Não poderia magoa-lo, mas o amor é isso não é? Egoísmo.

Acordei com Itachi deitado em cima de mim, me agarrando como se eu fosse um urso. Quase morri para levantar sem acorda-lo. Fui ao banheiro e fiz minha higiene, tomei um banho e coloquei minha roupa de costume.

Quando voltei para o quarto ele já estava acordado, olhando para o teto com a mão na cabeça, ele se virou para mim surpreso quando me sentei na cama.

— Bom dia, ainda sonhando?

— Bom dia. — ele esticou o braço e me alcançou, me puxando para si. Deitei a cabeça em seu peito e fiquei ouvindo seu coração.

O silêncio já estava me deixando cabreira.

— Aconteceu alguma coisa? — olhei para cima tendo uma visão perfeita da barba a crescer em seu rosto. Ele beijou a minha testa e começou a acariciar minhas costas. — Itachi?

— Amanhã já é sábado. — ele disse me apertando contra seu corpo.

— Não entendi?

— Eu preciso tratar de algumas coisas importantes nesse fim de semana April.

— Érr… tudo bem Itachi… acho que eu vou para casa com os meninos, relaxar. — senti ele se movimentar e olhei para cima, Itachi estava meio torto me encarando. Afundei o rosto em seu pescoço e inalei seu cheiro profundamente. — Mas é claro, vou sentir sua falta.

— Eu sei que vai. — ri alto com aquilo. Uchihas.

— Por que eu acho que tem mais coisa aí?

— Eu vou ver umas pessoas, e no próximo fim de semana eu sou todo seu.

Olhei desconfiada para ele, mas fazer o que? Era justo relaxarmos, principalmente depois de uma semana como essa. Ok que eu passei quatro dias dormindo, mas né!

Levantamos e fomos fazer uma social, Itachi fez questão de dizer a todos que estávamos juntos e eu precisei aturar as provocações de Kisame. Adam e Vincent já haviam sido embora ontem à tarde então eu daria a notícia a eles amanhã, ate imagino o drama de Adam e a superproteção de Vincent.

Acabou que o dia foi sossegado, Sasori e Deidara saíram em uma missão rápida e Pain não estava na instalação, como sempre. Fiquei a tarde toda jogando videogame com os rapazes e descobri que Itachi era uma negação no videogame.

Dormimos juntos novamente e passamos boa parte da noite jogando conversa fora e se beijando. Itachi me fazia esquecer de todo o resto. Talvez ele fosse o meu sol.

— Vou indo April. — havíamos acordado a meia hora e eu estava na cozinha ainda, lavando a louça do café. Kakuzu, Kisame e Hidan já tinham vazado e Konan iria dali a pouco. Chris e Phill como sempre ficariam ali para cuidar das coisas. E eu meteria o pé depois de me livrar da louça suja.

— Tome cuidado e volte inteiro para mim. — ele me abraçou por trás e beijou minha bochecha.

— Não vou ganhar nem um beijinho?

Era engraçado como Itachi era leve quando estávamos sozinhos. Na frente dos outros ele era o Uchiha cruel e severo, sem muitos sorrisos nem demonstrações de carinho para comigo. Mas eu entendia e até preferia assim, já que não podia perder minha pose de Espadachim Negro também.

Enxuguei as mãos em um pano e me virei, puxando Itachi para um beijo. Ele mordeu meu lábio inferior e puxou delicadamente. Sorri travessa.

— Você é muito provocador Itachi, nunca te falaram que é perigoso brincar com fogo?

— Meu bem, eu sou um Uchiha. Eu só sei brincar com fogo.

Balancei a cabeça não acreditando no tamanho do ego dele. Itachi ficou me encarando, sério, beijou minha testa deu um aceno e saiu.

Achei estranho no mínimo, mas estávamos a pouquíssimo tempo juntos e eu não podia dizer que o conhecia.

Peguei minhas coisas e me despedi de Clark Kent e Lois Lane. Sabia que Kensak odiava, mas o invoquei para chegar mais rápido em casa.

O fim de semana passou lento e eu só fiz dormir, comer, beber e jogar. Como eu esperava Adam quase pariu um filho quando eu contei sobre mim e Itachi, e Vincent me disse para tomar cuidado para não me machucar.

Sábado foi dia de pôquer e cada rodada o perdedor tinha de virar um copo de saquê. Sinto no fundo da alma que não deveria ter feito aquilo, já que fui massacrada e acabei de porre o domingo todo.

Mandei mensagem para Konoha e logo obtive resposta do Hokage. O terceiro estava preocupado pois havia ouvido falar da luta entre mim o Raikage e B. Ele me disse que Luke permanecia na vila e que provavelmente foi Orochimaru que vendeu informações sobre mim. O Sandaime me disse que nessa semana aconteceria a colação de grau da academia e eu quase infartei.

Depois que sai em busca dos outros voltei pouquíssimas vezes a Konoha. E agora as crianças ião se formar genins. Enviei outro pergaminho esclarecendo algumas coisas e avisando da minha presença no evento da academia. É claro que eu ia vê-los se formar, só queria saber qual desculpa ia dar.

Combinamos Vincent e eu de que na próxima quinta ele ia brotar na instalação me chamando para uma “missão", óbvio que diria a verdade a Itachi e não sei se conseguiria cumprir com o acordo de passarmos o fim de semana juntos.

Voltei para a instalação no domingo à noite. Estava quase soltando rojões já que havia conseguido achar leite condensado nesse mundo. Ouvi um amém igreja? Como Chris era chocolatra louca sempre tinha chocolate em pó no fundo do armário da cozinha.

Eu tinha a faca e o queijo na mão, ou melhor, o leite condensado e o chocolate. Ia pegar Itachi pelo estômago, já que o lindo era uma formiga para doces, eu ia fazer brigadeiro para ele.

Escondi a lata embaixo da cama no caso de Christina sonhar com ela. Dormi feito pedra e quando acordei senti o peso de um braço a minha volta. Me remexi e dei uma cotovelada em algo.

— Nossa, bom dia pra você também! — vi Itachi se sentar na cama esfregando a cabeça.

— Aí desculpa, eu não sabia que você tava aí. — virei para ele com a cara amassada, seu cabelo estava solto e ele estava sem camisa, suspirei satisfeita e corri os dedos pelos músculos das suas costas.

Itachi se deitou e ficou me olhando.

— Eu sei estou péssima. — Revirei os olhos para ele. Itachi era lindo, mesmo com a cara inchada de sono e com remelas nos olhos. Por que o mundo não é só rosas né bebê.

— É, mas ainda está gostosa ao meu ver. — eu tinha jogado a perna por cima da dele e ele agarrou a minha coxa.

— Deixa disso Itachi.

— April, você é difícil mulher.

Levantamos e Itachi foi para seu quarto. Fiz minha higiene e sai para treinar. Os Akatsuki tinham uma reunião e eu não tinha muito tempo. Acabou que a reunião foi rápida e chata, Pain queria caçar o Jinchuuriki do cinco caudas e enviou Kakuzu e Hidan para juntar informações sobre ele.

Eu acabei recebendo minha primeira missão na organização. Seria uma missão de assassinato e além da minha dupla que era Vincent, nos iríamos com Itachi e Kisame. Itachi que me perdoe, mas eu tenho o costume de ser sangue no zóio quando o assunto são missões, então seria difícil ficarmos tão próximos. Lancei um feixe de luz no céu para avisar Vince que ele deveria ir até a instalação. Foi um saco ter de explicar como eu tinha feito aquilo aos outros.

Saímos na segunda e tínhamos de estar de volta na quinta. Mais uma vez precisei da ajuda de Kensak, para irmos até a vila do arroz. Foi tudo bem rápido, pousamos discretamente a uns três metros da vila e tiramos o dia para inspecionar o local. Nosso objetivo era capturar e matar um nukenin da água que havia roubado um pergaminho da pedra.

Ao chegarmos na entrada da vila eu tive uma tontura estranha ao ver as casas.

— Já estive aqui. — disse me recuperando.

— Como assim? — perguntou Vince. Entravamos na vila tentando não chamar muita atenção. As casas eram suspensas na água como palafitas, parte da vila era construída em cima de um rio.

— Não sei ao certo, mas se eu estiver certa sei como captura-lo. Vamos. — eu não queria dizer, mas eu havia sonhado com algo parecido a uns anos atrás, só que no meu sonho eu havia deixado o cara escapar. Mas dessa vez, se eu estivesse certa, podia ser diferente.

Entramos na vila e nos dividimos para obter mais informações. Quando estava caminhando em um deque ouvi a gritaria que vinha de um restaurante. Uma criança correu em minha direção e esbarrou em mim, caímos eu e ele no rio. Segurei o moleque por baixo do braço impedindo ele de se afogar e nadei até o deque.

O nukenin passou correndo por mim e ali eu tive certeza de que sabia como aquilo acabaria. Ergui o menino o colocando em cima do deque e subi, correndo atrás do nukenin.

Ele era rápido e entrou correndo em um prédio para tentar me despistar. Eu não sabia onde os rapazes estavam e tinha de captura-lo. Eu não sei como, mas eu havia sonhado com aquilo e reconheci o prédio, eu precisava ser rápida pois foi ali que eu perdi o desgraçado de vista.

Eu sabia que ele teria de sair, então fui por cima do prédio. Aquilo era estranho. Enquanto eu corria e pulava paralelo as janelas eu vi ele saindo por uma, corri mais rápido e o alcancei no telhado. Ele lançou kunais em minha direção e eu desviei facilmente.

— Você está ficando muito boa nisso. — disse Vincent surgindo ao meu lado.

Itachi e Kisame apareceram e encurralamos o homem, e Kisame tratou de matar o nukenin.

Voltamos para instalação a pé, já que eu me recusava a tretar mais com Kensak, chegamos na instalação dentro do prazo e Vincent disse que precisava de mim para uma missão particular. Assenti, seguindo com nosso plano e fui arrumar minhas coisas.

Pain estava na instalação e me chamou para falar sobre Kakashi, revirei os olhos me lembrando de que Itachi havia me dito que ele faria isso. Tive de dizer ao líder que ele havia apenas me cantado e que eu já estivera em situações como aquela e que isso me era útil para extrair informações sobre outras vilas. Ele aceitou aparentemente e me agradeceu por ter resgatado Christina antes que ela fosse interrogada pelo Raikage.

Informei a ele que sairia em uma missão particular com Vincent e ele me pediu para estar na instalação o mais rápido possível. Fui para meu quarto e encontrei Itachi todo lindo deitado na minha cama.

— Onde estava?

— Pain queria saber o que Kakashi queria comigo. — disse revirando os olhos.

— E o que você respondeu, posso saber? — ele me abraçou por trás enquanto eu pegava umas mudas de roupa na cômoda para refazer a mala.

— Que ele estava me cantando, ué. — olhei para ele que me encarava carrancudo, dei um selinho rápido e me desvencilhei para guardar as roupas limpas na bolsa e tirar as sujas.

— Eu mereço. — olhei por cima do ombro e o vi revirando os olhos. — Vem cá mocinha. — ele me puxou pela cintura e me sentou em seu colo. Passei os braços em volta de seu pescoço e fiquei admirando ele. Itachi passou a mão em meu rosto e deslizou até enlaçar meu pescoço, me puxando para um beijo.

Eu estava com saudade dos seus toques e não me importei em demonstrar isso, findamos o beijo, ofegantes. Itachi suspirou e roçou nossos narizes.

— Aonde você e Vincent vão? — ele perguntou. Eu estava brincando com seu cabelo. Fechei os olhos para ver se sentia algum chakra próximo e falei.

— Amanhã é a formatura da academia, eu prometi a Naruto e Sasuke que estaria lá, além do mais eu era professora auxiliar.

Ele apertou mais minha cintura e afundou o rosto no meu pescoço, as vezes eu não acreditava no quão carinhoso Itachi era quando estávamos juntos, acariciei seus cabelos e beijei sua testa.

— Queria poder estar lá.

— Eu sei. — ele deu um beijo no meu pescoço e começou a mordiscar minha orelha, arrepiei e agarrei sua blusa.

Itachi me deitou na cama e começou a me beijar, passando para o meu pescoço. Ele alternava entre lambidas e chupões e aquilo já estava me deixando excitada, agarrei suas costas e arranhei por cima do tecido de sua blusa quando senti sua língua no vale dos meus seios. Ele levantou um pouco o corpo e me olhou. E porra aquele olhar. Ele me desarmou de todas as formas possíveis.

Itachi voltou a me beijar e eu senti sua mão adentrando minha blusa. Ele não interrompeu nosso contato, enlacei seu cabelo buscando o elástico que o prendia e o soltei, puxando os fios em seguida. Ouvi Itachi gemendo rouco contra minha boca, e não consegui conter um gemido quando senti ele apertando meu seio direito, meu sutiã impedia um contato maior, mas aquilo já estava ficando perigoso.

Eu não me sentia segura para transar com ele ainda, mas eu queria senti-lo mais um pouco. Retirei a mão de Itachi do meu seio e ele me olhou confuso. Joguei meu quadril contra ele e consegui inverter nossas posições. Seu olhar surpreso para mim foi a melhor coisa. Eu estava sentada no seu colo e já sentia sua ereção sob a calça. Passei a mão em seus pulsos e os ergui acima de sua cabeça.

— Quem é a caça agora, querido? — sussurrei em seu ouvido e mordi o lóbulo de sua orelha. Ele se remexeu, eu prendi minha perna em sua cintura e rebolei em seu colo  vendo ele morder os lábios. Itachi me olhou como se fosse me comer com os olhos.

Comecei a tortura-lo como ele havia feito comigo, beijando e lambendo seu pescoço. Quando cheguei a sua boca, Itachi estava sedento e quando eu soltei seus pulsos ele agarrou meu cabelo, puxando, e com a outra mão apertou minha bunda com força contra seu membro me fazendo gemer com vontade.

Mordi seu lábio inferior e desci a mão pelo seu peito até a barra de sua blusa sem interromper nosso contato visual. Itachi era uma delicia, seu abdômen era firme e trincado e eu tinha uma vontade quase que insana de beija-lo e morde-lo. Subi a mão por baixo da blusa e desci arranhando até o cós de sua calça. Ele puxou meu cabelo e atacou meu pescoço.

Antes que eu pudesse fazer algo ele já havia invertido as posições e estava em cima de mim tirando a camisa, e meu Deus. QUE. HOMEM! De baixo eu tive uma visão privilegiada de sua barriga trincada e da famosa trilha do pecado, e nossa, aquilo foi o bastante para me fazer trepidar. Ele pegou o meu pulso e passou minha mão pelo seu corpo, me lançando um olhar safado.

— Era isso que você queria? — sorri e arranhei ele mais uma vez, parei no cós de sua calça e o puxei, Itachi deitou por cima de mim, e nossa, o peso do seu corpo, seus beijos, sua mão na minha coxa apertando-a. Eu passava a mão pelas suas costas, peito, barriga, sentindo seus músculos, brincando com seus cabelos enquanto ele beijava meu pescoço, boca e brincava com meus seios. Itachi agarrou a barra da minha blusa e a arrancou.

— April! — Dei um pulo ao ouvir a voz grave de Vincent do outro lado da porta. Itachi deitou a cabeça no meu peito frustrado e depositou um beijo no meu seio. Passei a mão nas suas costas e dei uns tapinhas pedindo licença para levantar. — April! Anda logo!

Passei a mão na primeira blusa que achei no chão e vesti. Agarrei a maçaneta e abri a porta de forma bruta.

— O que que você quer empata foda? — Vi Vincent ir do corado natural ao molho de tomate. Ele ficou me olhando espantado e mirou Itachi atrás de mim já sentado na cama, sem camisa.

— Érr… eu q-queria… eu ia… — ele começou a gaguejar.

— Você? — disse girando os pulsos em frente ao rosto, pedindo que ele prosseguisse.

— E-eu volto depois. — ele disse constrangido andando de ré. — Nossa! — ele passou a mão nos cabelos e saiu apressado.

Bati a porta do quarto e virei para itachi, nos entre olhamos e começamos a rir. Ele levantou e me abraçou forte depositando um beijo no meu ombro.

— Eu vou deixar você arrumar suas coisas, depois eu volto para dizer tchau. — ele estava com as mãos apoiadas nos meus ombros e me olhava divertido. — Pode ficar com isso, ficou bem melhor em você. — ele levantou meu queixo e me deu um selinho.

Olhei para a blusa que vestia e percebi ser a dele. Sorri boba enquanto ele saia do quarto desfilando sua barriga sarada com alguns vergões de unhas, minhas unhas. Eu quase transei com ele. Tá certo que eu chamei Vincent de empata foda, mas eu não queria que as coisas fossem tão rápidas entre nós, mas era quase que impossível resistir aos seus toques e se não fosse por Vince eu teria transado com Itachi com toda certeza.

Balanço a cabeça tentando afastar aqueles pensamentos. Pego uma muda de roupa e vou para o banheiro, não resistindo em puxar a gola da blusa de Itachi e aspirar seu cheiro que estava impregnado ali.

“— Então a princesa do sol nascente tem um ponto fraco tão comum?“

Paralisei com a mão na maçaneta quando ouvi aquela voz na minha cabeça. Minha respiração começou a entrecortar e eu não conseguia mover um músculo.

“— Eu estou chegando, grande guerreira do universo. E quando chegar eu vou matar você.“

Minhas pernas bombearam e eu caí no chão do banheiro e pela primeira vez em anos me permiti chorar como uma criança. Ouvi alguém me chamar do outro lado da porta, mas eu estava chorando e soluçando e não conseguia me controlar. Alguem forçou a porta do banheiro e entrou, senti quando ele abaixou e me puxou para um abraço, mas as lágrimas me impediam de ver seu rosto.

Eu reconheci seu cheiro, era Itachi, mas o que ele estava fazendo ali? Ele havia acabado de sair. Me senti mal por estar naquele estado na frente dele, eu nunca fui de chorar principalmente na frente dos outros, mas eu estava ali aos prantos e parece que o fato de Itachi ter aparecido só me fez chorar mais. Não podia ser verdade, eu me recusava a aceitar quem era o dono daquela voz.

Ouvi um murmúrio maior e outro alguém apareceu na minha frente, eu não conseguia ouvi-los e quando eu tentei me mexer também não consegui, aquilo foi o gatilho para meu desespero aumentar, eu queria chorar e gritar, correr dali para algum lugar que ninguém me encontrasse, mas não havia lugar algum. Meus monstros estavam na minha cabeça e eles viriam até mim cedo ou tarde.

Senti uma mão pousando na minha cabeça e consegui me mexer minimamente, agarrei a blusa de Itachi e afundei o rosto na curvatura do seu pescoço, e então ouvi outra voz na minha cabeça, mas dessa vez era conhecida.

“— April, acalmesse estamos aqui. Consegue falar? Me diga o que aconteceu." — recuperei um controle mínimo sob meu corpo e consegui distinguir o rosto de Makenpoo na minha frente, voltei a chorar compulsivamente, se ele estava ali meu pesadelo era real.

Eu nunca parei para pensar naquilo desde que aceitei meu destino, mas havia sido um erro tremendo, eu sabia desde o início que ele viria para tentar me matar, mas eu não sabia o quão poderoso ele era, eu senti seu poder me esmagando, ele estranhamente possuía a energia do vórtice do tempo, mas por quê Pet?… Forcei a mente para formular algo enquanto ouvia Makenpoo perguntar a Itachi se ele sabia o que ocorrera, mas nada vinha. Ele era muito mais poderoso do que eu, e me odiava.

Makenpoo me olhou e disse telepaticamente.

“ — April, acalmesse. Você precisa nos dizer o que houve. Sua energia está descontrolada, todos os guardiões sentiram."

Mais lágrimas escorreram, queimando meu rosto, meus olhos ardiam e eu gaguejei até formar a única palavra que eu sei que o faria entender de imediato.

— M-me-mestre. — Makenpoo endureceu a face e se afastou. Itachi acariciava minhas costas e beijava minha cabeça, ele se virou e perguntou o que estava acontecendo a Makenpoo, que estava encostado na parede e passava a mão freneticamente na cabeça.

— Você tem certeza? — ele perguntou para mim. Acenei com a cabeça, sentindo a bile subir pela minha garganta.



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