1. Spirit Fanfics >
  2. Escola Anti-gays - Jikook >
  3. E se eu aceitar você?

História Escola Anti-gays - Jikook - Capítulo 13


Escrita por:


Notas do Autor


cheGAY

INSEGURA estou aqui com esse capítulo que eu cortei na metade de novo.
Gente, leiam com o coraçãozinho abertokkkkk prometam pra mim que não vão começar a ler e fechar no meio do capítulo porque se não eu choro. Já não basta o site não entregar as notificações pra vocês :(

Esse capítulo é na visão do Jimin e começa uma nova fase de EAG!


edit: esqueci de falar sobre Empty Space do James Arthur ser a trilha sonora PERFEITA pra esse capitulo, vale a pena olhar a tradução (link lá embaixo)

Boa leitura! <3

Capítulo 13 - E se eu aceitar você?


Park Jimin

Sexo para mim deveria ser feito com alguém que eu realmente gostasse ou sentisse algo, mas com ela era feito por obrigação, porque éramos um casal e porque, obviamente, Min-hee tinha mais interesse na minha popularidade e no meu corpo do que no meu coração e nas minhas ideias.

Eu me sentia nojento, eu não queria fazer isso, eu evitava ao máximo e quando fazia me vinha uma vontade absurda de chorar, eu tomava 10 banhos e nunca me sentia limpo. Não era porque eu estava a enganando, Min-hee não era apaixonada por mim, embora acho que até pessoas como ela não mereçam esse tipo de tratamento falso, eu sentia que estava enganando a mim mesmo.

Entra. Sai. Finge. Entra. Sai. Eu não sinto nada, nada além de repulsa e prostração.

Já fazia algum tempo que Min-hee havia gozado, mas eu não conseguia, na verdade, eu estava quase brochando e não queria lutar com aquilo hoje, hoje não.

Fingi meu orgasmo, me tirando o mais rapidamente dela, disfarçando para tirar a camisinha – para que ela não visse que não tinha nada - e fui direto para o banheiro.

Me livrei das provas da minha impotência e lavei minhas mãos, evito sequer me olhar no espelho, eu não me suportava. Volto para o quarto e visto minhas roupas de volta, Min-hee estava do mesmo jeito, sem roupa, jogada na cama, com um pouco de frustração no olhar.

-Jimin, você está legal? – Eu não sabia dizer se ela havia reparado em alguma coisa.

-Sim. –Me sentei na cama para colocar meus sapatos e ela veio por trás de mim, beijando meu pescoço.

-Você está tão tenso esses dias, está cansado, meu amor?

-Um pouco.

-Da última vez você estava tão animado, hoje vai embora depois de fazer amor comigo sem ao menos falar coisas bonitas...? – Ela diz de forma arrastada. Eu odiava quando ela agia dessa forma.

Da última vez que transamos, foi realmente melhor – era muito ousado dizer que era bom -, quer dizer, nós dois terminamos isso felizes, mas não era nela que eu estava pensando enquanto fazíamos aquilo e isso me deixou com uma culpa absurda. Mesmo assim, ela chamar o que a gente fez de amor era ridículo, eu e ela sabíamos que aquilo era tudo, menos amor.

-Min-hee, não tente me atiçar, eu não trouxe mais nenhuma camisinha. –Essa era minha desculpa sempre, eu colocava uma camisinha só no bolso para que nunca tivéssemos que repetir.

A resposta dela não foi nada agradável – para mim, claro -:

-Eu posso chupar.

Eu seguro uma careta e me levanto daquela cama logo de uma vez, sorrindo para ela como se fosse uma provocação e saindo dali o mais rápido que conseguia.

E quando eu fechava a porta, todo sentimento ruim piorava. Eu nunca havia feito sexo com alguém que não fosse ela, mas eu me sentia culpado tanto quanto se estivesse traindo alguém. Eu odiava tanto aquilo, meu corpo odiava e meu intelecto também, cansei de contar quantas vezes me embebedei para que pudesse transar com ela e dizer coisas bonitinhas. Eu realmente odiava tudo isso, mas talvez ela me privasse de sentir coisas piores, então eu era um pouco grato a ela.

SeokJin tentava me ajudar e me botar para cima contra minhas frustrações, sejam elas sexuais ou não, eu tomo banho - mais de uma vez – e decido ir no seu dormitório.

Nos encontrávamos algumas vezes por semana, uma relação amigável entre professor e aluno era estranho aqui, por isso tentávamos não chamar muita atenção, mas eu sempre iria lá quando precisava de um amigo, ele sabia tudo sobre mim, desde que eu era criança.

-Você está escondendo algo de mim, não é? - Ele me questiona, depois de meia hora em que eu gastei reclamando de Min-hee e das coisas que eu odiava fazer e que ele não concordava. - Desembucha.

Eu hesito, eu não havia contado uma das minhas maiores frustrações nos últimos dias ainda:

-O JungKook. -Digo, com dificuldade de me expressar. -No dia da festa de comemoração do primeiro jogo ele bebeu bastante, levei ele para o meu quarto, então ele... – Eu suspiro.

-Ele o que? –Seus olhos estavam brilhando de curiosidade em minha direção.

-Ele... se declarou pra mim enquanto estava bêbado. - Conto e isso parece tirar alguns quilos das toneladas que eu estava carregando em minhas costas. - Eu tentei considerar que ele disse tudo aquilo porque estava bêbado, mas...

-Eu sabia! Bêbados não costumam mentir, Jimin. Ele gosta de você.

-Hyung, você sabe que ele não pode, não é? – Minha voz chega a falhar. -Se descobrirem que ele é... que ele é... você sabe. Eu não quero nem imaginar.

-Acha que alguém além de você sabe disso? –Ele se preocupa.

-O colega de quarto dele. No começo eu achava que JungKook e ele tinham alguma coisa, mas talvez o sentimento de Taehyung seja unilateral.

-Ele é um garoto bem peculiar... Devo dizer que simpatizo com ele, mas vou ficar de olho. - Ele se aproxima e pega minhas mãos. -Mas e você, como você se sente?

Essa pergunta faz meu estômago revirar, eu apenas tento me afastar dela.

-Que pergunta idiota. – Me encolho. -Eu não posso sentir nada. – Ele me olha feio. –Eu só me sinto... assustado? Temendo por ele? Temendo por mim? – Suspiro. –De qualquer forma, acho que não temos que nos preocupar com isso. Eu já parti o coração dele.

-Você o rejeitou?

-Fiz pior. – Aperto os lábios quando lembro. -Acredite, ele nem deve gostar mais de mim.

-Jimin... o que foi que você fez?

Mesmo sabendo que iria tomar uma bronca, eu conto do acontecimento no vestiário. Ele parecia extremamente decepcionado comigo e com toda razão.

-Doeu, doeu em mim dizer aquilo. Eu sei o que você vai dizer, mas acredite, eu já estou muito mal. – Meus olhos chegam a arder um pouco apenas de lembrar.

“Eu estou morrendo de nojo de você” – Eu sabia como isso doía.

-Eu não consigo imaginar você agindo assim... - Ele parece chocado. - Você deveria se desculpar.

-Pra que? – Tento engolir as lágrimas. -Pra ele ficar mais esperançoso? Eu já o iludi demais, eu não deveria ter ficado tão próximo. Fazer isso foi a melhor solução que achei.

Ele realmente havia me obedecido, não falou comigo na segunda, evitou estar perto, mal me olhou. Suas olheiras escuras debaixo dos olhos e seu olhar triste mostravam que não estava nada bem. Eu não queria que fosse assim, mas tudo iria ficar bem, não ia? Ele iria me superar, talvez até gostar de alguma garota, a gente pode voltar a conversar um dia.

-Solução? Desde quando isso vai solucionar alguma coisa?

-Ele vai me esquecer. –Abraço meus joelhos. -Não é como se de qualquer forma ele não fosse se decepcionar quando descobrisse quem eu realmente sou.

Eu duvido que ele gostasse de mim se ele soubesse o que acabei de fazer com Min-hee, justo ele, que eu posso jurar que nunca pegou na mão de outra garota.

-Você sabe que isso não é verdade. – Era sim. –Bem, você faz o que você quiser, mas primeiro quero que me ouça e que veja uma coisa.

...

 

Meu coração acelerado doía no peito, eu realmente não aguentava mais nada, eu queria muito chorar, mas, por mais que eu já tivesse chorado horrores no colo de Jin-hyung, eu não queria chorar na sua frente hoje, não sabendo o que ele falaria. Eu vou para o meu dormitório não querendo mais ouvir a palavra “JungKook”, eu não queria sequer pensar nele, seria muito maior fácil coloca-lo naquele lugar onde eu guardava tudo que machucava e que, consequentemente, eu não conseguia ficar longe.

Mas quando eu acho que vou ter um pouco de paz sobre esse assunto, meu colega de quarto, Jung Hoseok, decide lembrar dele:

-O que aconteceu com você e o JungKook? Eram inseparáveis e agora mal se falam. –Até ele percebeu que havia algo de errado. -Foi por que ele jogou mal? Se foi, olha, acho que não foi questão de jogar mal, acho que ele não estava legal naquele dia.

-Gosta dele agora, é? –Decido perguntar.

Ele claramente foi o que aceitou JungKook mais facilmente dentro do time.

-Ele é estranho, mas não é alguém ruim. –Dá de ombros.

-Hum... eu só acho que ele tem que se virar um pouco sozinho, pelo menos por um tempo, entende? –Invento qualquer coisa que vem à cabeça.

-Não sei. –Ele sorri honesto. -Mas qualquer coisa pode me dizer, ok?

Eu assinto, mas eu não posso. Você é um dos meus amigos mais próximos, o mais compreensivo também, mas eu não posso sequer te mostrar mais do que a ponta do iceberg.

Então escutamos uma batida na porta.

-Você chamou alguém pra cá? -Pergunto a ele, fazendo uma cara feia.

Nós dois havíamos combinado não chamar garotas enquanto o outro estava no quarto.

-Não! Deve ser pra você.

Estranho, mas vou atender, me espanto ao ver Taehyung do outro lado da porta.

Minha cabeça que já doía, quis explodir.

-Ah... Taehyung? Oi!

-Me poupe de sua falsidade, eu vim falar sério com você!

De fato meu tom foi falso, mas o seu me fez gelar. Hoseok ao escutar no fundo do quarto vem até a porta:

-O que esse esquisito está fazendo aqui?! Quem ele pensa que é para falar assim com você?!

Eu me coloco entre os dois.

-Hoseok, relaxe, eu posso me defender sozinho. – Digo, embora tenha vontade de chorar. -Taehyung, podemos conversar em outro lugar? – Peço, para evitar o pior.

Ele me segue e o levo para o vestiário que agora estava vazio.

-O que você quer falar comigo? - Questiono quando acho seguro.

-Já era de se esperar você ser tão desprezível com amigos como os que você tem. – Diz com rancor. -Como você teve coragem de fazer aquilo com JungKook?! Você ao menos tem coração?! Você só é mais um preconceituoso, babaca e egoísta como os outros!

Eu já esperava algo assim, mas eu não conseguiria suportar mais desse peso hoje.

-Francamente, eu não preciso lhe dar satisfações. Mas se JungKook foi tão idiota de lhe contar isso, então você já deve saber até meus segredos, então sabe que-

Ele não deixa eu terminar, um soco acerta minha cara. Eu fico tão chocado que não sei como reagir.

-Ele nunca me contou nada sobre você, seu idiota! Mas eu vi o rosto do meu amigo todo machucado e sei que foi por sua causa, então não reclame desse soco! Eu também vi meu amigo chorar e se negligenciar por você! E tive que sair correndo no meio da noite até a enfermaria em busca de uma bombinha porque ele teve uma crise de asma e você não sabe o quanto aquilo me assustou! Ele não tinha uma crise assim há anos.

Aquilo foi como jogar sal em uma ferida aberta em meu peito. Eu iria desabar, a qualquer momento. Eu entendia o soco, eu entendia o ódio, se eu tivesse olhando de fora, eu também me acharia horrível. Eu já me acho horrível.

-Eu vou... – Engulo seco, só consigo encarar o chão. -...tentar reparar isso.

-Como? –Riu sem humor. -Você acha que pedir desculpas resolve todos os problemas?

-E você quer que eu faça o que?! –Dessa vez não pude impedir meus olhos de marejarem. -Eu não sabia que seria assim! Eu me preocupo com ele também!

-Se preocupa?! Onde você estava quando ele estava mal? Quando ele precisava de apenas algumas palavras de carinho e compreensão? Ah, claro, você estava falando como ele era nojento e repugnante como se ele mesmo já não achasse isso sozinho!

-Chega! – Estava doendo muito. -Você já disse o que queria dizer, não é? Se não vai me escutar, pode ir, por favor, embora?

-Não sei como ele pôde acreditar que você era diferente. –Seu olhar de decepção foi só a cereja do bolo.

-Você não entende nada.

-E você, muito menos. –Então ele finalmente sai me deixando sozinho.

Eu não volto pro meu dormitório, eu deixo minhas pernas cederem ao chão - naquele mesmo chão que vi JungKook caído, com seus olhinhos arregalados e marejados de choque -. Eu choro, eu choro como não chorava há anos, nem meu rosto dói perto do que sinto no meu peito.

Eu não quero fingir mais.

Eu não quero, eu não aguento mais. Eu só queria poder ser eu mesmo com ele por mais um dia. Eu estraguei até isso.

JungKook, eu sinto tanto a sua falta.

Mas o que eu posso fazer?

E se eu aceitar você? E se eu gostar de você? E se eu morrer por você?

Eu não posso arriscar, posso?

...

 

No dia seguinte eu estava um pouco melhor. Eu queria fugir por mais uns dias, me trancar no meu quarto e não sair por nada, mas não adiantava mais adiar isso, só traria mais dor para nós dois. Eu precisava falar com JungKook.

Eu estava evitando passar pelos mesmos lugares que ele nos últimos dias, mas sabia sempre como encontra-lo.

Espero ele sair sem Taehyung da sala e ir até o seu armário. A sua expressão tristinha e sempre na defensiva, o jeitinho atrapalhado derrubando seu caderno no chão...

JungKook era tão bom, tão puro, tão inocente, inocente o suficiente para ousar gostar de mim. Eu precisava mostrar quem eu era, era o único jeito de ele entender a encrenca que ele se meteu, se é que não é tarde demais e ele já não percebeu sozinho.

-Oi, JungKook. –Digo em um lapso de coragem, entrando na sua frente.

Ele se enrijece todo e eu morro de dó.

-V-você precisa de alguma coisa? – Gagueja.

-Sim, eu quero conversar com você.

-Se for sobre o que Taehyung disse, eu já conversei com ele, ele não deveria ter ido encher o seu saco, eu sinto muito.

Eu balanço a cabeça.

-Você está bem? –Questiono ainda um tanto preocupado com o que Taehyung havia me contado, mas ele não me responde. -Eu vim te chamar para ir no meu dormitório mais tarde, para te pedir desculpas e conversar um pouco sobre... as coisas. Tudo bem para você?

Ele parece chocado e titubeante. Me lembra o menino que tremia e balançava as penas ansiosamente quando estava ao meu lado, mas não era como se estivéssemos voltado à estaca 0, era pior.

-Melhor não, Park. – Esse “Park” era doloroso. -Você não vai querer alguém como eu no seu quarto. –Ele murmura, evitando me olhar e eu só queria abraçá-lo, era visível a ferida que eu havia causado.

-Não diga bobagem, isso não é verdade. Eu sei que fui um babaca, mas eu quero compensar. JungKook... –Chamo, esperando que ele me encare.

-Eu acho melhor não...

-JungKook! –Toco seu rosto com minhas duas mãos, o erguendo e fazendo-o me olhar. Seu corpo não move nenhum músculo. -Por favor. Eu... sinto sua falta. –Admito e então solto seu rosto, reparando no quão íntimo isso era. -Eu preciso te explicar porque falei tudo aquilo, preciso te mostrar meu lado...

-Eu sei o teu lado... -JungKook diminuiu a voz e então voltou a encarar o chão. -Deve ser ter sido repugnante saber que um cara gosta de você.

-Não...! No meu dormitório hoje às 19h, ok? Eu quero te mostrar uma coisa importante para mim. Vou mandar Hoseok nos deixar sozinhos. Você vem? Por favor, não seja injusto comigo como fui com você! –Uso um tom pidão que sei que Jeon dificilmente consegue dizer não. -Se não for, eu vou te buscar.

JungKook revirou os olhos.

-Tudo bem, 19hs eu estou lá. –Respondeu fechando seu armário e tive vontade de pular em cima dele e o abraçar, mas me segurei.

Eu sentia mais falta dele do que eu queria acreditar.

Só me restava aceitar tudo isso.

 


Notas Finais


E lá vamos nós:

Ficou claro o que o Jimin sente pelo JK?
O que o Jin mostrou para o Jimin?
O que o Jimin quer mostrar para o JK?
Quem o Jimin é afinal?

COMENTEM, o último capítulo estava com bem poucos comentários, vamos aumentar isso aí? <3

edit: Trilha sonora desse capítulo: https://youtu.be/kOiD8GUu6nA
James Arthur tem uma música perfeita pra cada coisa que eu escrevo e tenho medo!

AMO VOCÊS
BEIJÃO


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...