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História Escola sobrenatural - Capítulo 39


Escrita por: orquiblack

Notas do Autor


Foi super complicado pra gente escrever esse capítulo, paramos várias vezes para organizar as ideias. Já que agora, começamos com o novo ciclo dessa história, e é muito importante apesar de não parecer de imediato.
Esperamos que gostem 🦋

Capítulo 39 - Thirty-nine


beirava a meia noite quando Valentine desceu a escada e parou por um instante no hall de entrada. Segurando um castiçal, deu uma rapida olhada no ambiente para checar se ele estava realmente vazio, ela esperava por Allan, o qual havia combinado de se encontrar naquele horario, mas vendo que o garoto ainda não havia descido, decidiu prosseguir até a biblioteca, e espera-lo por lá. 

No entanto, quando ja estava indo em direção do local, ouviu barulhinhos bem característicos vindo da janela, estes, se assemelhavam a pingos de chuva contra um vidro, mas, Valentine sabia muito bem do que se tratava. E seu pensamento se confirmou quando olhou para a janela e viu um quarteto de esquilos batendo com as patinhas no vidro, as unhas causavam os barulhinhos que chamou atenção dela.

Valentine andou em passos rapidos até a porta, notando que havia algo errado para os animais estarem ali tentanto contata-la. E quando abriu a porta, a situação ficou mais esquisita. Os animais dispararam em direção da floresta e pararam perto da entrada, olhando pra ela como se esperassem que a ninfa, os seguissem. E assim ela o fez, preocupada demais como que quer que estivesse acontecendo, não pensou direito nas próprias ações, apenas, visando o bem estar dos animais.

Ela se esgueirou até a porta e saiu do castelo, com a tocha ainda em mãos, prosseguiu em direção da floresta, tentando ao máximo nao prestar atenção nas sombras tenebrosas que se arrastavam atrás dela. Começou a correr quando os esquilos o fizeram novamente, ficando mais a frente dela,e parou apenas quando os animais tambem pararam, todos os quatro parecendo paralisados com os pelos arrepiados.

Valentine levantou olhar e deu alguns passos para frente, e isso a possibilitou de notar uma silhueta perto de uma arvore, parecendo usar uma longa capa - que impossibilitava a ninfa, de identificar quem era - e olhando fixamente para o tronco. Os esquilos, correram de volta para Valentine, adentrando os bolsos do casaco que ela usava e repuxando o tecido ,como uma forma de pedir que ela saí8sse dali.

Valentine- vamos embora- sussurrou para os bichinhos, começando a recuar

Pronta para dar a volta e correr até o castelo, ela paralisou, pois a chama do castiçal que ainda segurava, havia se apagado, a deixando na completa penumbra, e sentindo uma presença bem atrás dela.

Os instintos de sobrevivencia de Valentine piscaram em sinal vermelho, e voltando a realidade, ela disparou para frente, sem sequer olhar para checar quem era a segunda presença, ela apenas sabia que não poderia se manter ali.

Passou ao lado da arvore, onde a silhueta estava anteriormente, sentiu um liquido quente sob os pés descalços, o cheiro de ferrugem com sal subiram as narinas, e ela vislumbrou por um milésimo de segundo o que estava pendurado na arvore. Passaros, todos ja sem vida e sem as penas.

Valentine não parou, mesmo com o coração apertado e dolorido, mesmo com a alma dela pedindo para que voltasse e pegasse os pequenos animais, a ninfa continuou a correr, sabendo no fundo que sua vida dependia daquilo, fugir,e o mais rapido possivel. Ouviu barulhos altos atrás de si,se misturando com o farfalhar dos animais, viu pelos cantos dos olhos, troncos começando a se erguer a medida que ela corria, mas continuou. Com as lagrimas escorrendo pelas bochechas e embaçando a visao. ela grunhiu quando sentiu algo perfurando um de seus pés, o que a fez tropeçar.

Caindo de joelhos na terra seca e sem vida, Valentine se reergueu, olhando para trás apenas para ter certeza de que havia despistado a figura. Ouviu os esquilos grunhindo, antes de pularem dos bolsos dela e correrem para longe, não poderia culpa-los por deixa-la. Eles deveriam estarem tão assustados quanto ela.

Ela espalmou o chão, se obrigando a erguer o corpo e continuar, antes que estivesse em perigo - mais do que ja estava- deu pequenos passos para frente, sentindo o latejar das pernas e principalmente dos pés, esfregou repetidas vezes as bochechas para checar o caminho que tomava, apesar de estar bem escuro, ela ainda conseguia enxergar as silhuetas das arvores e sombras por conta da pouca luz da lua. E poucos minutos depois, ela conseguiu enxergar a trilha de entrada. Sabendo que em poucos metros ja estaria fora dali, tentou agilizar o passo, mas um farfalhar de galhos a fez parar, paralisando totalmente.

Viu algo pular de um punhado de arvores e como instinto, se jogou para trás, sentindo os braços e mãos queimarem, fechou os olhos quando tombou no chão, ouvindo barulho de algo se rasgando. Permaneceu de olhos fechados, esperando um ataque mas nada foi desferido em direção a ela, e tudo ficou em silencio até ela ouvir uma voz que reconhecia muito bem.

-Valentine, abra os olhos

Allan

o nome piscou na mente e ela abriu os olhos, dando de encontro com o rosto de Allan proxima ao seu,a unica coisa que os separava, era um amontoado de galhos traçados que fizeram uma especie de cupula ao redor de Valentine, ela sabia que sua magia havia saido do controle de novo.

O barulho de esquilos se fez presente em poucos segundos, os pequenos animais surgiram no campo de visao de Valentine, saindo dos bolsos de Allan e parecendo aliviados por ve-la bem.

Allan- vamos tirar você daqui - disse em uma voz baixa e gentil.

E naquele mesmo instante, após ouvir a sentença de Allan, a cupula se desfez, com os galhos voltando para as arvores e alguns, para dentro da terra. Completamente liberta, Valentine foi puxada por allan, ele a abraçou de um modo protetor a fazendo quase esquecer o que havia presenciado.

Valentine- eu vi alguem- sussurrou com a voz embargada

Allan- quem ?  -questionou, se afastando dela, com as sobrancelha formando um vinco de nitida confusão.

Valentine- eu....eu não sei

Allan- tudo bem, vamos sair daqui primeiro - sentenciou, tentando acalmar Valentine que aparentava estar prestes a chora

Allan pegou Valentine por baixo das pernas e costas a erguendo do chão, ambos saindo da floresta e indo em direção ao castelo, no completo silêncio, nem um dos dois deu uma palavra até adentrarem o local.

Allan- precisamos avisar alguem- disse, antes de subir as escadas com a ninfa que apenas balançou a cabeça em positivo. 

Entrando no dormitório, Allan foi para o local mais próximo, na ala masculina, se dirigiu ate uma das portas, essa, se abriu no mesmo instante, revelando Butch.

Butch- Brick sentiu cheiro de sangue - disse, dando espaço para Allan entrar com Valentine 

James que estava perto da janela, saltou para próximo do lobo e da ninfa, que foi colocada em uma das camas, que estava vazia 

James- deveríamos avisar as senhoritas, sobre o estado da senhorita Valentine - opinou, ganhando a concordância dos outros 

Boomer- eu irei avisa-las e chamar os outros - disse, antes de sair do quarto 

****

- já devemos ter uma ideia de quem estava na floresta - Boomer observou, se ajeitando ao lado de Bubbles que remexia as mãos de forma inquieta, sentada na cama do garoto, ele a tocou levemente no cotovelo para conforta-la, o que pareceu funcionar, com o surgimento de um pequeno sorriso no rosto da fada. 

Benjamin- ele não vai demorar para aparecer de novo, Deivid - chamou, não obtendo uma resposta de imediata do outro, que parecia fora da realidade - Deivid - chamou novamente, dessa vez, conseguindo uma resposta 

Deivid- ela viu pássaros - frisou, rangendo os dentes e se afastando da parede a qual estava encostado 

Allan- sim, pássaros mortos - respondeu após alguns segundos de silêncio, provocando confusão nos presentes 

Deivid esfregou a mão na testa, tocando-a com as pontas dos dedos, sua cabeça estava dolorida e havia uma sensação incomoda dentro de si. 

Lissa- foi uma ameaça - soprou, olhando para Angela que estava sentada ao lado de Valentine, essa, sendo examinada e tendo os ferimentos curados por James 

Buttercup- aquele cara, ele não veio diretamente até Angela - resmungou, franzindo as sobrancelhas e cruzando os braços em clara irritação.

Henry- deve ter algo a mais - opinou, recebendo uma atenção indesejada para si, e recebendo um curto sorriso de James

James- Henry está correto, a senhorita Angela não esta ao alcance fácil de Sebastian - pontuou, olhando diretamente para Deivid que tinha os olhos gélidos em resposta - senhorita Valentine, está em perfeitas condições - sorriu gentilmente para a ninfa, que retribuiu com um sorriso cansado - o mais correto agora, é ela ser levada para descansar 

Caterine e Angela que estavam mais próximas, se prontificaram de ajudarem Valentine a se erguer da cama, Henry logo foi até às duas, junto das outras garotas. Allan tocou levemente as costas de Valentine e sorriu para ela, que naquela momento, tinha esquilos dormindo nos bolsos do casaco. 

Blossom, observando a situação com um sentimento pesado dentro de si, saiu do quarto, se sentindo quase que sufocada. Ela esfregou os olhos, exausta demais até mesmo para conseguir dormir. Andou o mais rápido possível para a escada, não querendo chamar a atenção, se dirigiu até o refeitório, observando a floresta pelos vidros das janelas, sentiu uma presença consigo, identificando facilmente quem estava ali. 

Blossom- não consegui ver nada, Brick, nenhuma visão com Valentine, não entendo - se virou para o vampiro, que estava a poucos metros dela, sentado em uma mesa a observando - eu poderia ter impedido - murmurou, voltando o olhar para os pés descalços, cobertos apenas pelo par de meias pretas.

Um par de sapatos pretos apareceu no campo de visão dela, e Blossom levantou a cabeça, encontrando com os olhos vermelhos de Brick, brilhando como dois rubis. 

Brick- não poderá salvar a todos sempre. Não é assim a ordem das coisas 

Blossom- então, a ordem das coisas é as pessoas serem machucadas ou até mesmo morrerem ? - questionou com irritação. 

Brick- a ordem das coisas, com certeza não é uma garota impertinente tentando bancar a salvadora de todos e se sentindo culpada quando não consegue-  respondeu com a mesma irritação de Blossom. 

Blossom- não estou tentando bancar a salvadora, me preocupo com todos eles, os proteger em meio ao perigo faz parte disso, mesmo que eu tenha que enfrentar algo muito mais forte - vociferou, dando um passo a frente. Os olhos rosados pareciam em chamas 

Brick- certo, e quem vai proteger você ? - questionou, com a voz fria e o rosto inexpressivo, tão gélido quanto uma pedra de gelo, e isso era muito mais assustador para Blossom. Ela continuou parada no lugar, vendo Brick recuar um passo e balançar a cabeca em uma negativa, antes de dar a volta e sumir do campo de visão dela. 

Blossom sentiu as pernas fraquejarem, sentando em uma cadeira próxima e soltando uma lufada de ar. Suas emoções estavam uma grande bagunça, e ela não sabia como organizar, nem porque de estar daquela forma.

Ficou apenas alguns minutos, antes de dar uma última olhada para a floresta e decidir sair do refeitório. Foi direto para o refeitório e assim que entrou no quarto, ganhou a atenção de sete pares de olhos curiosos. 

Notou que havia colchões no chão e mais travesseiros nas cama, deixou a expressão cansada do rosto e sorriu para todos, indo direto para a própria cama 

Blossom- uma festa do pijama ? - questionou, tentando quebrar o silêncio 

Lissa- algo assim - deu de ombros, ao lado de Bubbles - pensamos que seria bom ficarmos juntas 

Blossom sorriu, balançando a cabeça em concordância e deitando ao lado de Henry. Olhando rapidamente para Valentine que estava com Caterine em outra cama 

Se sentia realmente culpada por não ter sequer tido uma pequena visão para conseguir ajudar a ninfa, era estranho para ela não ter visto nada, como se o seu dom tivesse sumido justamente quando mais precisava. 

Ela ouviu as garotas trocarem algumas palavras, antes de desejarem boa noite, e as luzes serem apagadas por Buttercup, que voltou a deitar em um colchão, ao lado da cama de Blossom, junto de Angela. 

***

Faltava apenas uma hora para o amanhecer, quando o grupo de meninos saiu do dormitório, descendo as escadas de modo silencioso e se direcionando ate a porta, aproveitaram que todo o restante do castelo estava dormindo e sairam porta a fora, caminhando em passos largos para longe e adentrando a floresta que parecia ainda mais escura.

Brick prosseguiu na frente, sentindo o cheiro metálico, o odor de ferrugem e sal foi sentido rapidamente pelo vampiro, que se embrenhou na mata sendo seguido pelos amigos. Com o auxílio de ia bola de luz vindo de James, eles encontraram o tronco o qual Valentine os falou. Os pássaros estavam pregados na árvore e o sangue ainda estava fresco. 

Deivid se colocou de frente para a árvore, tocando levemente com as pontas dos dedos, um dos pássaros que não tinha mais as asas, essas, foram mutiladas, e a pele do animal, era exposta sem as penas. Ele grunhiu irritado, contendo a raiva que subia dentro de si e fechou os olhos por um segundo, em seguida, se virou, passando pelos amigos e se afastando.

Brick saiu logo em seguida, incomodado com cheiro de ferrugem e aquele cenário, deixando o restante dos amigos, que tinham caretas. 

Allan- vamos enterra-los - sugeriu aos amigos, que assentiram. 

Eles tiraram os pássaros do tronco e James sumiu com o sangue. Os seis, seguiram para fora da floresta sombria, parando a alguns metros da entrada e fazendo um buraco na terra para enterrar os animais. 

Nenhum deles deu uma palavra sequer, perdidos nos própria pensamentos, eles tentavam arquitetar em suas próprias mentes o que seria do futuro. Pois eles tinham certeza que Sebastian estava planejando algo. 

***

Deivid parou apenas quando entrou no quarto, sentindo os braços e as mãos queimando, ele viu fagulhas das chamas negras começarem a cobrir a pele dele, e respirou profundamente, tentando controla-las antes que causasse um incêndio. 

Ele estava prestes a sair do local, quando uma das velas que tinha no quarto, se acendeu em chamas altas e um pedaço de papel foi cuspido por elas, se direcionando até Deivid, que o pegou no ar.  As beiradas do papel estavam queimadas e manchadas, com rasgos e amassados como se alguém tivesse tentando partir ao meio. Ali, continha apenas sua própria letra, junto de pingos de sangue.

Sangue que não era seu. 



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