História Promisetale - Capítulo 2


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Notas do Autor


>> Capítulo pela visão do Sans, espero que gostem.

>> Eu tive que pensar muito pras piadas de esqueleto, socorro e desculpa.

Capítulo 2 - Criança


- Qual é, vão dizer que eu não oCALCIOnei boas risadas?

- Human, não! – Papyrus dá um tapa na própria cara rindo.

- Vamos irmão, não se aBONEssa. – Incentivo e a criança começa a gargalhar enquanto Papyrus reclamava.

- Sans, piadas em duas línguas são forçadas e você sabe disso! Human, você pode até ser uma compainha para puzzles e uma boa massa, mas isso eu não suporto. – Meu irmão diz se retirando e acabo por rir com a criança.

Ela chegou a pouco mais de um mês, pouco após a moça da porta gigante me avisar dela e pedir para cuidar dela, na verdade eu encontrei a criança pouco após falar com a moça... Eu me aproximei por trás, mas não cheguei a surpreender e muito menos assustar como achei que faria.

O plano era dizer: “Human” e esperar ver aquilo acabar se encolhendo, depois mandar virar vem do a expressão de quem queria sair correndo e quebrar a tensão com o bom e velho aperto da almofada de pum.

Mas assim que chamei, ela/ele começou a chorar e invadiu meu espaço pessoal em seguida com um abraço, em todos esses anos de profissão isso nunca me aconteceu. Ele/ela chorava e murmurava “me desculpa” e eu demorei algum tempo para entender a situação, mas aquela alma me era familiar mesmo eu tendo certeza que nunca vi a criança em toda minha vida – E olha que eu estou vivo a muito tempo.

A pouco mais de duas semanas eu achei que era minha sensação que estava diminuindo, até notar que aquela miniatura de humano quem parecia mais fraco. Eu pedia para que Papyrus enrolasse com Undyne para adiar o encontro dela com Human, elas se conheciam mas das últimas três vezes Undyne tentou matar ela e acho que a criança não vai aguentar mais um desses encontros OSSOrizantes.

- Sans, vamos no Gribly's? – A criança chama desligando a TV – Eu tô com fome.

- Você me parece bem esquelética. – Tento e mesmo assim ela ri, a criança era uma boa companhia a final, tirando a moça da porta gigante não tenho um parceiro de piadas ruins e pelo menos esse está sempre por perto.

Não que eu não goste de ir até a porta gigante.

Acaba que ao chegarmos no Gribly's a sensação volta. Já estive aqui com o moleque a semanas e vamos pra cá sempre, mas desde que ela/ele chegou a sensação dele/dela e esse lugar cheio coexistirem parece errada.

A criança conversava com o Gribly e só aí percebi meu devaneio, fiz os pedidos de sempre e ele lançou um olhar para mim e para a criança, qual eu não entendi em um primeiro momento – sinto muito mas instinto de cuidado não coexistem comigo se não forem com o Paps – mas ele trouxe a comida para viagem.

- Sans, sabe por quê um esqueleto anda em grupos? – A criança pergunta e eu incentivo a piada – por medo de ficar sOSSINHO.

- O Papyrus odiaria essa. – Digo rindo, ela ri, a risada estava mais fraca. Pouco antes de chegarmos em casa ela desmaia e pela distância qual andávamos não consegui a segurar num primeiro momento, mas quando puxei para que a alma levitasse, quase não dava para sentir.

- VIM DESEMPATAR, HU- – Undyne, quem gritava empolgada em um primeiro momento olha para mim e para criança – O que aconteceu?

- Ela só cansou até o osso. Talvez possa até dizer que ela fermentou de emoção. – Faço a piada, Papyrus dá mais uma vez um tapa na própria cara.

- Não entendi. – Undyne olha pro esqueleto maior como se pedisse uma explicação.

- Fermentação é algo que os corpos fazem quando em uma atividade física falta oxigênio e isso causa FADIGA, normalmente acompanhado de dor. Foi uma piada forçada pois não tem nada com ossos, só com músculos e células. – Ele resmunga e eu dou risada.

- Meu irmão é tão inteligente. – Digo orgulhoso e ele parece encabulado, Undyne se aproxima e coloca a mão na testa da criança, visto que ela quem tinha o melhor tato não reclamei de que ela fizesse.

- Está ardendo! – Ela diz e disfarça a expressão preocupada – Sans, o que você fez com o bebê peixe?!

- Nada. – Respondo sem culpa, era a verdade – Ela/ele só caiu quando chegávamos em casa do Gribly's, provavelmente pela alma estar fraca. Vai ficar boa logo para você matar em mais um dos treinos que vocês fazem. Ainda não entendo como viraram amigas depois que você, praticamente jogou ela dá ponte.

- Eu lembro desse dia! – Undyne e Papyrus dizem juntos.

- Eu avisei da amiga com a opinião assassina, mas não ajudou o Human visto que ele tem um senso de moda questionável. Eu liguei pro Sans, porquê estava preocupado e depois de um barulhão e dele murmurar um “MeuGasterDoCore” eu sabia que algo tinha dado errado, ainda mais quando ele disse que as “coisas caíram como uma luva” – Ele me olha acusatório – Eu tinha a sensação de que algo deu errado.

- Bem, foi por muito pouco mas eu consegui pegar a criança, só tava muito longe para eu fazer subir. – Digo dando de ombros – Além de que se ela aguentou uma queda até Underground, o que é uma queda NO underground?

- Depois que ele/ela voltou para me enfrentar eu soube que tinha determinação, embora tenha me irritado muito quando ela/ele saiu correndo.

- Ah, eu vi quando chegaram em Hotland. – Riu com a memória – A criança passou gritando “SansMeAjudaAUndyneVaiMeMatar”, mas quem disse que eu não ajudei? – Dou de ombros.

- Devo admitir que esperava sua ajuda em Hotland por motivos óbvios, mas você estava dormindo e a criança ainda TE pediu ajuda. – Ela bufa – Só me arrependo de saber que os segundos que perdi reclamando por você estar dormindo, você não estava.

- Mas por perder esses segundos você agora tem um novo melhor amigo! – Papyrus diz.

Noto a criança tremendo no meu colo e aviso que estou a levando para cama.

Desde que ela falou que queria ficar em Snowdin, Papyrus ofereceu a casa sem mais nem menos e mesmo com as desculpas que eu dava ele oferecia uma solução. Com os dois me pedindo eu não consegui dizer não e agora a criança é a novo colega de quarto do Paps.

Ela murmurava uma coisa ou outra sem sentido, mas em meio aqueles murmúrios ela repetiu a mesma coisa do que quando dormia: “Chara, onde você está?”

Desde que a alma da criança começou a enfraquecer ela murmurava isso, mas eu não faço ideia de quem ou o que é “Chara”, tudo que eu sei é que desde que isso “desapareceu” a criança tem estado mal. No começo eu achei que fosse o efeito a longo prazo pela comida de monstro, os últimos dois humanos que eu conheci – Um com a alma laranja, corria sem parar, disse que tinha TDH ou seja lá o que fosse. Não sobreviveu a Snowdin e muito menos encontrou Papyrus. Uma outra conseguiu chegar a waterfall sem ser vista pelo meu irmão e quase sem ser vista por mim, era uma criança gentil mas isso não fez Undyne hesitar, a criança não queria lutar e tinha a alma verde Eu não sei e não quero saber a cor da alma dessa criança, só se consegue ver a alma quando ela está a pouco de ser quebrada ou, no caso dos humanos, quando vão ser guardadas. – enfraqueceram por ter comido comida de monstro.

Já se passaram mais de duas semanas, eu agora passo muito tempo no quarto de Papyrus, ele “cobra” uma historia por horário do sol; se eu passar um dia inteiro, três histórias, ficar só até a noite são duas, mas se ficar só em um horário ( O que quase nunca acontece ) não tem essa “taxa”.

- Sans... O humano não vai ter fome? Faz tempo que ele só dorme, parece até que é mais preguiçoso que você.

- Tá tudo bem, Paps. – Digo, já era noite – Eu sempre dou milk-shake para ela a noite, afinal vai que ela acorda por fome, né? Mas para não morrer de fome por querer “dormir demais” eu dou pra ela. As vezes aquela papa que ela te ensinou a fazer.

- O nome é mingau, Sans. – Meu irmão boceja – E o humano odeia, mas eu gosto.

- Bem, só vou parar de dar quando a criança-preguiça ali resolver levantar. – Digo e Paps ri.

- Eu quero brincar com ele, tomara que ele acorde logo. – Paps diz e pega sono.

- Eu também espero, irmão... – Viro a cadeira que estava para o meio do quarto para observar tanto Papyrus quanto a criança. Vai ser mais uma noite longa. Que Ossada.


Notas Finais


>> Até o proximo capítulo =3=


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