História Escolhidos - Contos de Baltazar - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Romance e Novela, Saga

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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Festival de Ano Novo parte 2


Fanfic / Fanfiction Escolhidos - Contos de Baltazar - Capítulo 2 - Festival de Ano Novo parte 2

O que Gael e Gustav fariam, agora que sem querer eles tem uma armadura? Certamente não é adequado deixar por aí, nem mesmo no seu quintal.

Eles arrastaram aquela armadura até o quintal que era de terra batida e duas vezes maior que a casa. Próximo ao muro do lado esquerdo ficava um frondoso flamboyant cheio de flores vermelhas e tronco grosso. Pararam em baixo dele e trouxeram uma lona e cobriram a armadura. Enquanto Gael preparava o Círculo de Transferência, Gustav fechou a casa e trancou tudo com cadeados deixando um bilhete avisando à tia que havia ido à casa de Gael. Quando tudo já estava preparado eles convocaram novamente seus condutores e disseram em uníssono: Círculo de transferência, Magia de Espaço-Tempo ativar!

E assim logo estavam no jardim da casa de Gael. Graças aos céus não havia ninguém lá exceto a vovó Lucile que estava sentada no banco de madeira olhando para eles.

- Boa tarde dona Lucile – disse Gustav sem ter nada pra falar.

- Boa tarde meu filhinho. O que vocês estão aprontando agora?

- NADA NÃO VOVÓ! É que sabe, eu e Gustav estávamos trabalhando num projeto.

- Está bem. Se quiserem minha ajuda posso esconder essa armadura para vocês, um buraco aqui no jardim não seria bom, nem mesmo com magia de vida na grama e muito menos dentro de casa.

Ambos olharam um para o outro com a boca aberta. Como ela sabia de tudo aquilo? Ela apenas sorria-lhes gentilmente aguardando uma resposta.

- T-tá bom, ace-ceitamos .- disse Gael com a fala trêmula de espanto.

- Certo, isso não vai ser difícil – ela levantou sua bengala que era seu condutor e disse – Non Movere- e apontou para cima da Árvore Portal e a armadura coberta com a lona foi subindo e parou em cima dele –Et Invisiblia! – E a armadura desapareceu.

- Nossa vovó, a senhora escondeu a armadura debaixo do nariz de todo mundo! Que demais! – disse Gael entusiasmado.

- Uau, Gael você me esqueceu de dizer que já tinham ativado o Portal do festival de Ano Novo, e também que sua vó é incrível. Sempre me surpreendo todas as vezes que vejo a senhora, dona Lucile (e não foram poucas vezes não).

- Aprendi muita coisa ao longo da vida, e também que uma armadura medieval não aparece do nada num projeto. Podem começar me contando – disse ela dando tapinhas leves na parte vaga do banco de madeira ao lado dela indicando para se sentarem, e eles assim o fizeram e lhes contaram o que aconteceu. Ela suspirou e disse sorrindo: Gustav, que tal jantar aqui hoje? Vou mandar uma carta convidando sua tia também. Quanto a isso – disse apontando para a direção onde estava a armadura – resolvemos depois.

- Certo –responderam os dois.

Ambos foram para o quarto de Gael e quando passaram pela sala puderam ouvir Helena dizendo a Augusto: - Já é de tarde, logo vem a noite e Madame Riso ainda não chegou e nem deu algum aviso de quando chegaria. Ela deveria ter chagado logo depois de termos ativado o portal. – Eles passaram direto e subiram as escadas. Ao chegar no quarto Gustav perguntou:

- Gael quem é essa tal Madame Riso? – disse curioso.

- Ah, Madame Riso é uma velha amiga da família. Ela sempre nos visita ou no fim do ano, ou no começo. Ela mais velha que a vovó. A coisa mais legal nela é que ela sempre traz presentes.

- Puxa, que loucura. E o que era mesmo que você queria me mostrar?

- Ah é mesmo, tinha me esquecido depois daquilo. Adivinha o que eu consegui. – disse animadamente

- Como eu disse antes, não faço ideia. Deixa eu ver... – disse colocando a mão no queixo e assumindo uma postura pensativa. – As gemas de conjuração?! – disse animado e duvidoso.

- Elas mesmas, todas completas. Encontrei a de nível oito hoje e fui correndo pra sua casa. – contou Gael.

- Então, que animal vamos conjurar? – indagou Gustav mais uma vez tendo ideias mirabolantes sobre tantas criaturas grandes e fortes que poderiam conjurar ali.

- Não sei, qualquer criatura. Reze pra não ser um crocodilo, selos de comando não funcionam em animais como ele. – respondeu com sinceridade.

- Se é esse o risco a ser corrido. Já temos um baita problema em cima do portal da sua família, um crocodilo não ia ser pior que aquilo.

Então alinharam dezesseis gemas de várias cores em volta uma bola de vidro (Não, não era de cristal, era de vidro. Cristal é muito caro, até mesmo para alguém que tem um jardim de tamanho considerável ao lado de casa.)que estava jogada em algum lugar naquele quarto e que seria um catalisador perfeito para a conjuração. Dessa vez não usaram seus cajados, apenas estenderam os braços com as mãos abertas.

- Você lembra o encantamento né? – perguntou Gustav meio receoso.

- Mais ou menos, se eu errar você me corrige.

- Certo, vamos lá. – concordou ele.

E logo começaram:

- Electi vocationem animalis auditis, dominus inductere te in conspectu suo. – e repetiram três vezes até que a bola de vidro brilhou multicolorida.

Gustav cruzava os dedos rezando aos antepassados que um animal não tão agressivo viesse, enquanto que Gael cruzava os dedos pedindo várias coisas aos deuses, inclusive que não viesse um animal agressivo.

A luz diminuiu e restou apenas uma pequena estatueta no chão. Era a figura de uma moça, que em sua mão esquerda segurava um escudo, e em sua mão direita segurava algo como uma escultura com asas.

- Afinal de contas que azar é esse que está atrapalhando mandando coisas de sabe lá os espíritos onde? “Vamos conjurar algo muito poderoso: Armadura desconhecida. Vamos conjurar um animal: Estatueta desconhecida.” – resmungou Gael bravo por o destino tê-lo frustrado mais uma vez no mesmo dia.

Gustav apenas colocou a mão na bochecha apoiando a cabeça e continuou lá sentado tentando entender o que era a estatueta, de quem era e porque estava ali.

- Meninos! – Chamou a tia Matilde no pé da escada – Já convidamos a senhorita Judite e ela vai vir jantar conosco!

- Sim tia! Obrigado! – respondeu Gael.

E continuaram a fazer o que estavam fazendo antes de serem chamados: Gael resmungando, Gustav ouvindo e não compreendendo. Nesse momento vovó Lucile que estava terminando de subir a escada disse:

- Meninos, conseguiram? – perguntou.

- Não dona Lucile, só conseguimos fazer aparecer essa estatueta ao invés de um bicho. – disse Gustav cabisbaixo.

- Oh, interessante, mas, por que uma estatueta viria ao invés de um animal? – ela olhou séria para o objeto apoiada em sua bengala como quem procurava arquivos que pudessem ter respostas em algum canto da memória. Por fim ela sorriu e disse – Bem, vamos deixar isso para depois. Gael coloque isso em cima da mesa de computador e venham comigo, Madame Riso entrou em contato e está quase chegando.

- E já está quase anoitecendo – disse Gustav olhando para o relógio pendurado na parede do quarto.

E assim Gael fez o que sua avó pediu e os garotos a seguiram até o jardim.

Chegando lá algumas pedras estavam posicionadas sobre a base do portal, e dele uma luz lilás brilhava fraca.

- Ela vai chegar daqui a pouco. -comentou a vovó.

E eles se sentaram no banco e ficaram parados por um bom tempo até que o portal brilhou forte e dele saiu uma mulher.

- Boa noite todo mundo! Aqui é a adorável Madame Riso falando ao vivo da casa dos Matoso. Gael! Como vai querido? Você deve ser o Gustav! Ouvi muito falar de você. Lucile! A quanto tempo amiga! – disse dando um abraço tanto nos três presentes.

- B-boa noite Madame! – respondeu Gael eufórico.

- NÂO BRINCA! VOCÊ É A MADAME RISO? – perguntou Gustav impressionado.

- Claro que sou eu, imaginou que fosse uma velha enrugada como a Lucile?

- Exibida – disse a vovó rindo – esqueceu que fui eu quem te ajudou a manter o couro no lugar? Enfim, venha entre, estão todos te esperando desde cedo Riso, o que aconteceu? E onde está o Vassorito?

- Longas histórias Luci, longas histórias. Bem vamos entrar, quero ver como estão os meninos e sua neta, ela é um amor – essa afirmação fez Gustav entronchar a cara tentando entender: como alguém pode dizer que Margaret é um amor?

Uma breve descrição de Madame Riso: Ela é mais velha que vovó Lucile, sempre usa as mesmas roupas: um chapéu azul-marinho pontudo com uma flor laranja na ponta, uma blusa azul-escuro com botões pretos e de mangas que iam até o pulso, uma calça lilás e sapatos pretos pontudos,  exceto em ocasiões especiais. Ela tinha cabelos loiros e por mais velha que ela fosse sua aparência era de uma mulher de quarenta anos. Geralmente desastrada e esquecida, muito poderosa e... Já está bom por enquanto.

Então eles entraram e logo todos estavam reunidos. Madame Riso jogava conversa fora com um e com outro até que chegou a vez de Margaret. Ela era um amor de pessoa pois a Madame não parava de apertar as bochechas da menina. – São muito fofinhas as bochechas dela – dizia Madame. Essa cena serviu para o deleite de Gael e Gustav que riam até não aguentar mais. Jantaram e após a refeição vovó Lucile e Madame Riso foram conversar a sós, haviam muitas coisas que as duas amigas iriam conversar, e, também muitos assuntos importantes a resolver. Os garotos foram com James e Augusto jogar xadrez mágico mas enquanto isso Gael deu uma escapada rápida para escutar a conversa das duas senhoras.

Elas estavam no quarto de Lucile - que ficava um andar acima do de Gael - e a porta estava fechada. Ele encostou o ouvido e escutou um trecho da conversa:

- Sim, sim, eu me lembro quando estudávamos na M.U, Mogamett era caidinho por você – disse Madame Riso dando uma risada.

- E você sempre irritada quando ele me trazia flores. Riso, o que você queria dizer com longas histórias? Você sempre conta muitas histórias quando nos visita mas sempre são curtas. O que aconteceu? – “cheguei na hora certa!” pensou Gael.

Madame Riso deu um suspiro e então falou – Eu tenho sentido algumas anomalias no tecido deste mundo Luci, hoje mesmo senti duas forças poderosas que me deixaram muito apreensiva. Tentei usar meus poderes para ver de onde vinham mas não consegui. O Conselho deve ter sentido também e tenho medo que tomem alguma decisão precipitada. Tenho medo do que está por vir.

- Entendo, eu também senti, mas, no meu caso eu sei a localização.

- Onde? Espera, como você sabe?

- Uns meninos estavam conjurando coisas e isso não saiu do jeito esperado. Quanto ao local – ela disse se levantando da cama e indo até a janela – está ali – disse apontando para o portal.

- O poder veio do portal? – ela se levantou e olhou para o portal com atenção - Ah, agora entendi! Puxa minha mãezinha! Está em cima do portal! Mas Luci, como foi parar lá? Eles não poderiam subir lá.

- Um momento, por favor – pediu Lucile -, Gael vá jogar xadrez com os garotos e deixe eu e Riso conversarmos em paz! – Gael tremeu nesse momento e desceu a escada correndo.

- Enfim, isso deveria ser um Servo, mas é só uma armadura. O outro poder seria o Servo?

- Não, o outro poder foi uma estatueta da deusa Atena que veio numa conjuração de animais – tal afirmação fez Madame Riso franzir o cenho e vasculhar na sua memória algum animal que esteja ligado à deusa.

- Só se for uma coruja, coisa que se fosse deveria ter sido conjurada. Não, tem algo mais a fundo, alguma coisa não está nada bem, primeiro oscilações no tecido deste mundo, uma armadura de sabe lá os deuses de onde veio e uma estatueta de Atena? Que eu saiba ela não tem poder na América do Sul, aqui não é seu território.

Em uma casa humilde num bairro pobre sobre um morro um homem meditava em seu pequeno quarto. Levantou-se e abriu a janela de seu quarto olhando as estrelas com atenção. “As estrelas estão mais brilhantes” pensou ele quando uma delas brilhou intensamente.

- Sim minha senhora, chegou a hora. – e virou-se pegando uma mochila arrumando-a como quem ia fazer uma longa viagem.

Na casa dos Matoso todos já estavam dormindo enquanto Gael estava ainda acordado deitado em sua cama olhando para o teto. Gustav tinha ido para casa com a tia. “Por que aquela armadura e a estatueta apareceram quando nós fizemos conjurações que não tinham nada haver com aqueles objetos?”. E logo pegou no sono.

Na manhã seguinte acordou um pouco mais cedo – 09h30min da manhã – e fez como de costume seu ritual higiênico que todas as pessoas, de norte a sul, leste a oeste fazem. Vestiu uma bermuda e uma camisa e foi tomar café da manhã e notou que o ambiente estava super movimentada pelas mulheres da casa que estavam a toda velocidade com os últimos preparativos para a virada de ano. Adentrou a cozinha e deu um sorridente - Bom dia queridas - a todas elas (ressaltando que Margaret também estava lá e consequentemente e involuntariamente o bom dia também foi para ela, mas a mesma ignorou) tendo – Bom dia meu lindo – como resposta de todas elas (obviamente que, mesmo que Margaret gostasse dele, ela não diria isso, adolescentes não se comunicam assim amenos que sejam muito ligados afetivamente, o que no caso de Margaret, até para mim é um mistério o que aquela garota gosta ou não). Comeu um rápido dejejum e foi a procura de seu pai e de seu tio. Como havia imaginado eles estavam do lado de fora da casa, James pintando a cerca e Augusto enfeitando a rua e dando alegres ‘Bons dias’ para os vizinhos que passavam. A princípio vocês pensam que os vizinhos não sabiam que eles eram magos, mas, eles já sabiam havia anos, porém como eram pessoas comuns, não conseguiam enxergar a força que alimentava a magia, apenas sua realização.

Nos dias de Ano Novo, toda a rua se reunia na frente da casa dos Matoso para ver o festival de virada de ano que nunca perdia sua beleza. De vez em quando os Allario (família do Gustav) vinham passar o festival com os Matoso as coisas ficavam fantásticas. Este ano seria o ano da Natureza, elemento do qual os Matoso tinham bastante afinidade (com algumas exceções é claro) e a rua estava parecendo um jardim botânico ou um resquício de floresta em meio a cidade. Os vizinhos também ajudavam e até cantavam canções, algumas conhecidas nacionalmente, outras menos conhecidas, mas que continham letras belas.

Ao meio-dia tudo já estava pronto, haviam faixas para lá e para cá, vasos com plantas, brotos de novas árvores plantados, flores e mais flores nos canteiros ou qualquer lugar inutilizado que continha terra. Na frente da casa da senhora Olga especialmente, havia uma grande e frondosa acácia-rubra (tão grande como duas girafas, uma sobre a outra) que recebeu o maior destaque, lanternas de velas foram penduradas em seus galhos e ao redor de seu tronco foram colocadas pedras brancas.

Num bairro não tão distante, outras duas famílias mágicas viviam na mesma rua: os Green, descendentes de europeus e os Tomasa, descendentes de asiáticos. “O que tem demais nessas famílias?” Você me pergunta. Inicialmente nada. Na primeira viviam apenas três pessoas: O Sr. e a Srª. Green e sua filha Ellen. Eles podiam ser considerados ricos pois tinham uma casa de tamanho considerável, e eram muito respeitados por todos que os conheciam. Na mesma rua numa casa mais humilde viviam os Tomasa. Quatro pessoas na família, seguindo a ordem: O Sr. e a Srª. Tomasa e seus filhos Kenichi, o mais velho, e Kurama. Estes eram mais respeitados que os Green, pois mesmo tendo pouco, sempre dividiam com os necessitados.

Junto com os Matoso e os Allario eles somam as quatro únicas famílias mágicas da província inteira, mas as duas primeiras e as duas últimas não se conheciam direito pois não eram vizinhos e você não iria atravessar bairros só para conversar sobre magia.

Ellen estava em seu grande-pequeno quarto a tarde, ajeitando o cabelo de frente a um espelho que ia do chão até perto do teto. Ela era uma moça bonita, seus cabelos eram compridos cacheados e seus olhos cor de âmbar. Como alguém que tem pouco dinheiro ela sempre se vestia a caráter (perceba a ironia), não por gosto, pois preferia um vestido simples ou algo mais simples. Foi até um móvel e abrindo a primeira gaveta pegou um único objeto que estava lá. Seu colar de rubi que sua avó lhe tinha dado. Ali estava o legado da família e também uma grande carga emocional. Ele havia sido passado de geração em geração, mas não chegou a pertencer a Srª. Green, sua avó não achou sensato entregar tal colar a filha.

A jovem moça pensava se a vida poderia ser mais do que dinheiro e status. Tinha como, por exemplo, os Tomasa que, mesmo não sendo ricos faziam as pessoas felizes e eram felizes. Não podia trocar de família, e também não poderia ir contra a sua. Se você meu caro leitor já passou por algo parecido, independente da sua condição social, deve entender o que ela sentia.

Kenichi e Kurama nunca passaram por isso. Na verdade adorariam estar no lugar de Ellen, vivendo naquela casa que aparentava ser a mais chique de toda a cidade. Claro, tinham em suas mentes os ensinamentos de seus pais, - ajudar aos que não são ajudados – mas isso não queria dizer que não podiam sonhar com uma vida mais “mamão-com-açúcar”.

Na rua onde essas duas famílias moravam algo semelhante ao festival dos Matoso acontecia nos finais de ano mas com a diferença que os Green não moviam uma palha, tudo era feito pelos Tomasa que faziam o máximo possível, e também com a diferença que ao invés de uma árvore-portal, os Tomasa tinham um totem com um falcão entalhado no topo.

A tarde se seguiu normal para as quatro famílias que, ao seu modo, se aprontavam para a virada de ano.  Os Allario iriam para praia ver as coisas do modo comum.

Logo a noite chegou, os ponteiros do relógio se aproximavam do número doze. Próximo ás onze horas as pessoas já iam se acomodando em cadeiras de plástico para o festival em ambas as ruas. Um estranho homem de casaco preto e mochila nas costas também se acomodou em uma cadeira. Bastante suspeito, mas se fosse um assaltante não conseguiria assaltar uma rua toda sozinho. O que se viu foi que ele ali ficou, não falando com ninguém, imóvel.

Logo só faltavam alguns minutos e a família estava em frente à árvore, cada um com seu condutor na mão. Na rua dos Tomasa acontecia a mesa coisa, além de terem uma Ellen que assistia tudo muito animada segurando firme seu colar.

- Vovó – cochichou Gael – A armadura não vai atrapalhar?

- Eu creio que não, lembra que ano retrasado pombos fizeram um ninho bem ali em cima e deu tudo certo? – disse a senhora sorrindo.

De certa forma ela estava certa, mas, você há de concordar que um ninho de pombos é bem diferente de uma armadura, tanto em tamanho como matéria.

Logo a contagem regressiva do último minuto se iniciou, e feitiços de todos os tipos foram executados, uns para atração do público, outros para completar o ritual. Tudo ocorreria normalmente se uma névoa negra não passasse por baixo das pernas de todos e um espectro surgir sobre o portal e sobre o totem.

Imediatamente o estranho se levantou com um salto de uns três metros de altura e acertou o espectro que estava sobre o portal com um chute poderoso caindo agachado com a mão no chão para apoiar.

- Oh minha mãezinha um espectro! – Gritou Madame Riso que não tinha boas lembranças com seres assim.

- Corram! – gritou o homem jogando a mochila no chão indo para cima do espectro.

Na rua dos Tomasa e dos Green o mesmo acontecia mas não havia alguém para chutar o espectro e nem os feitiços mais poderosos que os adultos sabiam estavam surtindo efeito. Pessoas corriam de um lado para o outro desesperadas.

- Teleportation instant! – gritou Gael tirando uma de suas gemas do bolso e jogando na direção das pessoas na frente de sua casa teletransportando-as para uma distancia segura.

Nesse instante o espectro virou-se para Gael indo pegá-lo. “Entendi” Pensou o homem olhando para o garoto e para cima do portal. Gritou o mais forte que pôde evocando um cetro dourado com o formato de raios de sol na ponta e o fincou no chão e estendendo a mão para o portal.

Nos dois ambientes viu-se apenas um clarão e logo depois escuro total.

 

 

 

 

 

 

 



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