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História Escorpiana - loud bak - Capítulo 2


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Notas do Autor


Voltei hahaha
Boa leitura. Vejo vocês nas notas finais bjss <3

Capítulo 2 - 01 - Kiss You


Fanfic / Fanfiction Escorpiana - loud bak - Capítulo 2 - 01 - Kiss You

O teto incrivelmente branco é a primeira coisa que eu vejo quando acordo, fazendo-me fechar os olhos pela claridade quase no mesmo instante. No que a consciência começa a dar sinal, levo a mão para a cabeça, sentindo ela latejar com o ato e so então, após segundos, percebo que o que me fez acordar continua soando em um som estridente: meu telefone, provavelmente em algum canto perdido do quarto, tocando repetidas vezes uma sequência de "and let me kiss you" seguidos de "na na na na na na's" sem parar.

  Não sei por quantas vezes essa mesma parte de repete, mas sei que em algum momento eu estou amaldiçoando toda a minha fase de directioner, porque estou sem coragem nenhuma para levantar e desligar a chamada de quem quer que fosse e me xingando pela maldita hora em que eu decidi que apenas aqueles segundos de "kiss you" podia ser um bom toque. Maldito Zayn Malik também.

Uma hora ele pararia de tocar, eu esperava. Nao era possível que alguém seria capaz de importunar tanto outra uma hora dessa da manhã.

— Maldita one direction! Maldita hora que…-

É nesse meio tempo em que estou xingando todas gerações dos ex-atuais one direction's ou sei lá como se fala, que um resmungo diferente me faz arregalar os olhos levantar de supetão, puxando a coberta junto com o corpo até que o chão me aparasse.

  — Mas que porr- escuto-o murmurar, antes de se arrastar até a ponta da cama e me olhar lá de cima. — Você está bem?

  Quando eu não respondo, vejo sua sobrancelha se arquear até que uma linha se formasse na testa, levando-me a crer que eu deveria estar parecendo uma idiota enquanto one direction continuava a tocar longe.

— S-sim, e-eu acho que…

Olhando em volta, algumas anotações mentais era possível fazer já que, sim, agora eu tinha acordado de verdade e: 1) aquele não era, definitivamente, o meu quarto, o que me levava a crer que estávamos ainda na mansão; 2) o garoto à minha frente se chamava Gabriel (ou bak),  lembrei; e 3) Eu nunca mais iria colocar one direction como toque do meu celular.

— Que droga! — levei a mão para a cabeça de novo, sentindo dor piorar.

— É, você não está bem. — ao contrário de mim, ele estava perfeitamente bem, como se nenhuma gota de álcool tivesse em seu corpo, o que era impossível já que ele tinha bebido mais que eu. — Tem remédio no banheiro, caso precise e água no frigobar.

Ainda no chão, assinto, procurando com os olhos de onde o barulho do meu celular que ~finalmente~ havia parado vinha, encontrando minha bolsa em cima de uma mesa do outro lado. Pigarreio, pensando como eu chegaria até lá já que, bem, eu estava nua.

— Nem ferrando.— ouço ele resmungar de novo, caindo na cama quando, mais uma vez, meu celular volta a tocar. — Quem canta essa merda?

  Enrolando o cobertor ao meu corpo, me levanto.

— Não fala assim deles. — murmuro totalmente ofendida. Obviamente, só havia uma pessoa nesse quarto capaz de falar mal sobre.

Não que eu tivesse o maior orgulho do mundo em dizer que com quase vinte anos eu ainda era apaixonada pela minha banda adolescente e que ficava ofendida com isso, como se ainda tivesse treze e ouvisse meus irmãos chamando-os de outros nomes, mas sim, era exatamente isso mesmo.

Quando finalmente eu pego o aparelho em mãos, minha garganta seca ao ver que de todas as vinte e cinco, repito, vinte de cinco ligações perdidas, pelo menos vinte eram de Pedro. Isso sem contar nas quase cem mensagens sendo que as últimas eram "você tem exatamente dez minutos para me ligar antes que eu diga para mãe que está sumida desde ontem." e "ME ATENDE CARALHO". Carinhoso, pelo menos.

— Meu Deus, Pedro vai me matar. — choramingo, tentando ligar e recebendo uma caixa postal como resposta.

   Eu não estava preocupada realmente com ele, mas com o fato de que se isso chegasse no ouvido de mamãe ou de Ricardo, eu definitivamente estava muito ferrada. Principalmente porque se tratando do meu irmão mais velho, era capaz dele brotar em São Paulo do nada.

— Espera aí, você disse Pedro? — tirando meu olhar frustrado do telefone para ele, me pego esperando ele continuar. — O da B4?

  E, por favor Deus, que não seja o que eu estou pensando. Por favor…

   — Ele é meu irmão. — resmungo, sentindo meu coração apertar quando Gabriel balança a cabeça.

   — Mentira! Cara, eu não acredito.

    Só pela forma como ele havia dito, já sabia o tamanho da merda que tinha acontecido. Puta merda, agora sim eu estava muito, muito ferrada.

    — Me diz que ele é só um conhecido seu e não há nenhuma possibilidade de vocês serem, sei lá, amigos. Ou muito amigos. — imploro, mesmo que fosse em vão.

   Quando Gabriel, que ainda me olhava perplexo, negou, eu dei um riso nervoso. Bom, foi bom te conhecer pelo menos e foi bom esse meu tempo na terra também. Mãe, eu vou cuidar da senhora.

     Desistindo de ligar para meu irmão, eu apenas mando uma mensagem desesperada avisando que em meia hora estava chegando em casa, tentando montar alguma história coerente na minha cabeça enquanto houvesse tempo e que não envolvesse o seu amigo extremamente gostoso comigo a noite toda. Bem, nem era hora de pensar nisso, mas…

   — Veste aí por enquanto. Acho que sua roupa tava' pra lavar, mas já deve estar limpa e seca uma hora dessas.— notando que eu estava parada no meio do quarto, recebo uma blusa dele no meio tempo, vendo-o se levantar sem importar muito se estava nú ou não.

Bem, não que eu me importasse também, eu já tinha visto tudo ali então.. vamos mudar de assunto.

  — Certo, obrigada! — segurando a camisa com força, viro de costas caminhando até a porta do banheiro, esperando que esse momento constrangedor passasse o quanto antes.

  — Pra onde você 'tá indo? Aí é a… — antes que ele pudesse continuar, eu abro, dando de cara com um corredor enorme. — saída.

Não consigo não rir quando ele também o faz, voltando para a cama de onde eu tinha saído e me jogando lá enquanto tampava o rosto.

  — Você deve estar me achando uma idiota.— choramingo, ainda rindo. O lado da cama afunda, fazendo-me crer que ele tinha a se sentando ao meu lado.

   — Não, não tô'. Só é um pouco diferente da garota que eu conheci ontem de noite.

  — Você conheceu uma garota que não estava prestes a ser morta pelo irmão mais velho. — tiro as mãos dos olhos, observando ele sorrir e se inclinar até mim.

  Ah, se Pedro descobre…

— Então a gente pode aproveitar enquanto isso não acontece, hein?

  Quando seu rosto está muito, muito próximo ao meu, eu quase me esqueço o porquê de estar preocupada.

— Meu Deus, se meu irmão souber isso ele mata eu e você. — sussurro, recebendo aquele maldito em resposta.

— Esse pode ser o nosso segredo.

Filho da puta. Penso, antes de seus lábios colarem no meu. Levo minha mão para sua nuca, puxando mais para mim quando sua língua me pede passagem e sinto sua mão apertando minha bochecha. Eu estava muito ferrada.

XXX


     Depois de conseguir minhas roupas, Gabriel chamou um uber para me deixar em casa, enquanto eu conversava brevemente com Sol e dizia algo sobre marcar com ela para sair.

Pedro não havia me mandado nenhuma mensagem depois da minha e o que me fazia crer que ele tinha visto era apenas os riscos azuis no Whatsapp, que não me deixava nem um pouco melhor. Eu reconhecia que havia sido irresponsável porque não havia avisado que dormiria fora de casa e que até certa hora da manhã não havia dado sinal de vida e ele tinha toda a razão de ficar com raiva/preocupado, por isso não iria insistir tanto em discutir. Eu apenas ouviria o que ele tinha a dizer e pronto, esqueceria completamente o que havia acontecido.

Durante o caminho, a única coisa que passava pela minha cabeça era que história eu iria contar sobre estar fora, sem envolver Gabriel ou nenhuma história relacionada a estar com seu amigo a noite toda. Só eu sabia quanta merda daria caso ele descobrisse e não podia deixar que acontecesse como da última vez.

O caso é que eu já tinha namorado um amigo deles uma vez. Sim, aos quinze e tudo isso havia resultado em um coração partido e meus dois irmãos loucos para quebrarem a cara do meu ex, que até então havia sido o melhor amigo dos dois durante muito tempo. Foi uma época difícil, podia afirmar, tanto para mim, quanto para os dois que, mesmo que dissessem que não, tinham perdido um amigo e eu sabia o quanto isso tinha sido ruim.

Não tinha sido bom para nenhum lado e eu entendia o que meus irmãos queriam quando os mandavam ficar longe de mim. Por isso que, quando o carro para na frente da minha casa, eu tinha duas certezas: 1) eu fingiria que nada disso havia acontecido e 2) nunca mais iria voltar a fazer novamente.

  — Quanto deu mesmo, moço? — enrolando o máximo para entrar, eu ignoro o aperto da boca do meu estômago pelo nervosismo.

   — Já está pago. Tenha um bom dia.

   Perplexa, eu assinto, respondendo sua saudação e então saindo do carro logo em seguida. Se Gabriel pagou, que bom pelo menos, dou de ombros.

  Quando abro a porta, a primeira coisa que eu tenho visão quando entro é que a falava está em um silêncio absoluto. O barulho de talheres batendo na cozinha me fazia crer então que Pedro estaria, o que me fez respirar aliviada porque eu poderia prolongar a minha conversa enquanto isso.

Claro que isso não aconteceu, porque enquando eu tentava passar despercebida pela sala, meu irmão já esperava na porta da cozinha de braços cruzados, me olhando sério. É agora.

— Onde você estava, Dandara? Você já olhou as horas?

  Seu tom soou tão bravo que eu quase me sentia uma criança de novo. Claro que já  estava com vontade de chorar, porque, pois por mais que eu parecesse durona, qualquer coisinha fora do comum já me deixava assim. Ainda mais por saber que dificilmente Pedro usava esse tom comigo e que, quando ele usava, era porque eu devia estar muito errada.

  — Amor, calma. — olhando Fernanda logo atrás, quase respiro aliviada. Bem, pelo menos ela seria testemunha. — Eu não disse que ela estava bem?

   Dando um olhar de agradecimento a ela, e volto a prestar atenção em Pedro. Meu cérebro trabalhando a mil até que uma história fosse boa o suficiente para lhe contar.

  — Dara, eu tentei avisar seu irmão mais cedo porque havia falando com Sol e ela tinha me dito que você estava bem, só que ele não acreditou muito.— riu, balançando a cabeça. — Aliás, ela que ainda estava um pouco mal, não é? Como está agora?

   Eu entendia o que ela queria dizer, principalmente porque agora tudo o que sua expressão dizia era "entre na historia ou você está muito fodida." Fernanda era minha salvadora.
 
   — Um pouco melhor. Pê, eu sei que deveria ter avisado, mas Sol estava tão mal ontem que eu fui ajudá-la e acabei dormindo por lá. Quando você me ligou eu nem tinha acordado ainda. — digo, pedindo também, silenciosamente a Deus, perdão por mentir desse jeito e a Sol, por envolver seu nome nisso. — Ela deu um pt doido e eu resolvi ajudar já que estávamos conversando.

  Minutos de silêncio  se fez presente enquanto eu sentia o olhar pesado do meu irmão em mim. Sorri amarelo, na intenção de amolece-lo um pouco e isso pareceu bastar quando o ouvi suspirar.

   — Tem certeza que foi isso?

  Mesmo que eu odiasse mentir para ele, assenti. Desistindo então, Pedro abriu os braços, esperando que eu fosse abraça-lo como sempre fazia. Eu amava muito o meu irmão!
 
    — Me desculpa. - digo de novo, sentindo ele rir fraco.

  Pelos seus ombros, eu via Fernanda sinalizando para algum ponto em meu pescoço que havia me feito gelar em seguida.

  — Só não faz de novo, ok? Eu fiquei preocupado com você.

  — Eu não irei. — aquela era uma promessa.

   Tentando trazer meu cabelo para frente, para que pudesse tampar, o nó no meu estômago pareceu apertar mais quando a gente se afastou e seu olhar havia parado exatamente no ponto.

  — Mas eu tenho certeza que isso aí no se pescoço não foi a Sol que fez, não é?


Notas Finais


Agora sim estamos, oficialmente começando a fanfic. Espero que me perdoem pelos erros, eu ainda não corrigi.

INCLUSIVE, eu quero agradecer por todo apoio que vcs me dao, sério mesmo 😔❤ toda foi é assim, e agora não foi diferente. MUITO OBRIGADA por abraçarem as minhas histórias assim, de verdade.

Eu espero voltar em breve para atualizar, talvez com algo maior. Por enquanto, ele capítulo é mais uma introdução também.

Espero que tenham gostado. De verdade!

Para quem não sabe, a Sol que aparece ai, é personagem de uma fanfic minha com o Nobru, chamada "balburdia" então, caso se interessem, estão convidadas a ler. Enfim, vou me despedir aqui para não fazer uma nota tão grande.
Passei mais pata agradecer mesmo.

É ISSO.
Até o próximo. Beijoooss


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