História ESCRAVA DO AMOR - LIVRO l - Capítulo 35


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Maxangel, Paixão, Redenção, Reencarnação, Romance, Sobrenatural, Superação, Vingança
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Palavras 4.266
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa noite amadas. Quase que não consigo colocar internet no meu novo cafofo. Mas graças a Deus tudo deu certo e aqui estamos com mais um capítulo. Espero que gostem. Quero agradecer a cada uma pelo carinho com a história. Vamos ler? Então bora.

Capítulo 35 - Max e Angel


Fanfic / Fanfiction ESCRAVA DO AMOR - LIVRO l - Capítulo 35 - Max e Angel

“ E ás vezes são as escolhas erradas que te levam ao rumo certo”

Maximus

Horas antes no Hospital Bellevue Center

 Assim que meu pai entra em um dos apartamentos privados do hospital comigo o acompanhando, algo dentro do meu peito vibrou dolorido e angustiado quando avistei minha garota ali, deitada em cima de uma cama com vários fios ligados ao seu corpo.

 Havia um médico perto de sua cama anotando alguma coisa em uma prancheta e imediatamente o reconheci sendo o que a atendeu na emergência. Tento esconder meu rosto, virando-o para a janela e colocando a mão boa no queixo e aliso minha barba para disfarçar.

Com certeza, se o cara olhasse para mim mais atentamente iria me reconhecer, e esse não teria como convence-lo de que estava enganado, pois eu praticamente o ataquei na hora do desespero e implorei que salvasse Angeline.

 Ainda bem que o médico ficou entretido com meu pai, informando-o do estado de saúde de Angeline naquele momento e nem notou minha presença no quarto.

 Escuta-lo dizendo que ela estava estabilizada e iria ficar bem, fez o alívio instantaneamente me dominar a alma. No entanto, minha alegria triplicou de tamanho quando meu pai sem querer, ao me pedir um favor, não fazia ideia que na verdade, ele que estava me dando uma oportunidade de ouro.

— Max, meu filho. Se importa de ficar alguns segundos a sós com a paciente? – pergunta baixinho — Vou estar aqui fora para o Dr. O’Malley me passar os procedimentos feitos nela.

 Escutar esse pedido foi como ganhar o doce mais caro e saboroso do mundo.

— Tudo bem pai – claro que aceitei, ainda virado e disfarçando minha voz, a deixando mais rouca.

Assim que eles passaram pela porta e a fecharam, corri para perto da cama. As emoções dentro de mim eram tantas que eu estava até tremendo pela chance de chegar tão perto dela, depois da angustia e medo que passei e a fiz passar.

 Minha garotinha tão linda, ainda estava um pouco avermelhada e inchada, no entanto, parecia de fato bem melhor. Vejo que respirava com ajuda de oxigênio, e me amaldiçoo por ela estar aqui, por minha causa, mesmo que sem querer.

 Ergo minha mão que não estava enfaixada e com o dorso dos meus dedos, faço um carinho em seu rosto angelical. Só em sentir sua pele macia meu corpo se arrepia e coração dispara.

— Eu sei. Sou um monstro filho do demônio mesmo, por fazer tão mal a você. Sinto tanto, acredite. Me perdoe. Eu..... – sussurro angustiado e respirando fundo, engolindo em seco o bolo que se formou em minha garganta — Eu juro à você, nunca teria feito aquilo se soubesse que era alérgica. Não foi minha intenção te ferir dessa forma – confesso arrependido — Não quero mais sentir aquele medo novamente Angeline. Prometo lhe deixar em paz e sumir da sua vida meu anjo – afirmo tristemente, sentindo um aperto no peito que nunca havia sentido antes — Vou dar um jeito e arrumar outra maneira de me vingar do seu pai......

Para de falar quando escuto a maçaneta da porta se mexendo, e me afasto para bem longe da cama.

— Obrigado por ficar com ela meu filho. Não gosto de conversar no quarto enquanto a paciente está sob efeito de sedativo. Ainda acho que conseguem ouvir e podem atrapalha a recuperação deles -  papai comenta em um sussurro baixinho, caminhando em direção a cama onde minha garota estava deitada e a encarando com olhos curiosos — Jesus. Bem que o Jonh quando me contou que era pai, disse que a filha é uma cópia fiel da tia Carolina, mãe dele. Espero que as semelhanças fiquem somente na fisionomia. Ele não mentiu quando disse todo babão que a filha era uma menina muito bonita.

— E ela vai ficar bem pai? – pergunto, querendo confirmar seu estado.

— Vai sim. Ela é jovem e saudável. Amanhã mesmo já vai estar pronta para aprontar mais uma para descabelar o pai de preocupação – papai confirma, brincalhão

— Que bom pai. Bem, agora que sanei minha curiosidade preciso ir.  Viajo hoje á noite para Seattle e ainda tenho que resolver vários assuntos na empresa antes de viajar – comento, caminhando em direção a porta do quarto sem olhar para trás — E o senhor pode ficar sossegado. Esse segredo do Zhimerman está a salvo comigo – afirmo categoricamente — Dá um beijo na mamãe por mim e não a preocupa com essa besteira – peço, levantando a minha mão enfaixada quando saímos do quarto — E avisa a ela da minha viagem, por favor. Qualquer coisa me liga, está bem?

— Está bem meu filho. Pode deixar – papai confirma, fazendo um cafuné em meu cabelo. Como sempre faz ao me recepcionar ou se despedir — Faça boa viagem e liga assim que chegar, combinado?

— Claro pai. Farei isso. Tchau – me despeço.

— Um beijo meu filho. Fica com Deus.

Respiro fundo e caminho em direção a saída. Saio daquele hospital com meu peito vibrando dolorosamente e com um propósito definido. Esquecer tudo que eu vivi desde ontem. Ou desde que coloquei meus olhos em Angeline.

Sam me encara seriamente ao abrir porta do carro, e quando eu já estava prestes a entrar, ouço alguém me gritando. Me viro para quem me chamava e encontro Kurt vindo em minha direção correndo.

— Vi seu motorista parado aqui fora e ele me avisou que o senhor estava lá dentro. Teve alguma notícia da Srta. Clark? – me pergunta, com evidente preocupação no olhar.

— Sim. Ela está melhor – confirmo secamente.

— Ufa, graças a Deus – sussurra aliviado, passando as mãos no cabelo — Ouça bem o que vou dizer Sr. Archer. Eu fiquei calado esse tempo todo e não dei minha opinião, mesmo tendo uma noção do que pretendia, pois sinceramente pensei que essa menina não corria perigo de vida nenhum perto do senhor e ela responde por si. Todavia, vi que me enganei feio. No entanto, quero que saiba que eu, não permitirei que aconteça mais nada desse tipo com a Srta. Clark novamente. Porque eu juro por Deus, que se o senhor tentar, eu não respondo por mim – avisa seriamente, me enfrentando cara a cara.

Instantaneamente fica puto por ele ter a audácia de falar daquele jeito comigo, e principalmente, me acusar de ter feito algum mal intencionalmente a Angeline

— Você está me acusando e ameaçando kurt? – indago, com os dentes e punhos cerrados.

— Não necessariamente! – nega, sem desviar um passo para longe de mim. Permanecendo em minha frente e me encarando com cara de poucos amigos — Estou somente avisando mesmo Sr. Archer.

Apesar da raiva, decido explicar o que de fato aconteceu. Antes que pensasse realmente que tentei matar minha mulher.

— Não deveria Kurt, afinal, não lhe devo satisfação do que faço. Entretanto, vou lhe dizer o que aconteceu para não continuar pensando besteiras e fazendo acusações sem saber o que houve. Angeline é alérgica a amendoim e ingeriu por engano pasta de amendoim. Foi uma fatalidade. Nunca faria mal a ela a esse ponto – afirmo seriamente — E só não lhe mandarei sumir da minha frente e dispenso seus serviços, porque preciso fazer uma viagem importante e não terei tempo de arrumar outro para fazer o seu trabalho – aviso o enfrentando frente a frente, com uma vontade enorme de esmurrar sua cara de filho da puta — Então, amanhã mesmo você deve voltar a fazê-lo como eu lhe ordenar. Estamos entendidos?

— Claro que entendi. Só que agora Sr. Archer, mais do que nunca, não irei fazer meu trabalho somente pela grana boa que me paga, mas para ficar de olho no senhor. Manteremos contato conforme combinamos no contrato que assinei quando contratou meus serviços – Kurt acaba de informar e se vira, caminhando a passos largos em direção a alguns carros estacionados em frente ao hospital.

 Entro no carro respirando fundo para me acalmar e não surtar. Que dia de merda foi esse. Puta que pariu.  Tudo de ruim aconteceu nesse dia infernal. Tudo! Sam também entra no carro do lado do motorista, me olha pelo retrovisor com aquele olhar que não gosto ultimamente e pergunta:

— Para onde Sr. Archer?

— Me leve para a empresa e me deixe lá. Depois pode ir busca Ester no apartamento e a leve para casa – instruo-o, com a cabeça inclinada no encosto do banco e olhos fechados — Vou resolver algumas coisas na empresa e você me busca mais tarde.

— Sim senhor!

Seguimos o caminho em silêncio, entretanto, minha mente fervilhava com as decisões que tinha que tomar. Assim que chegasse dessa viagem, precisava desfazer essa encrenca que me meti.

Quando o carro estava parado em um sinal, avistei do outro lado da rua através do vidro, a vitrine de uma floricultura. Sem querer, surge uma ideia absurda na mente e começo a rir, balançando a cabeça pelo pensamento idiota.  Definitivamente, eu não estava bem. Não conseguia nem me reconhecer ultimamente. Caralho!

Nunca, em toda minha vida fiz aquilo que pensei para mulher nenhuma. Nem para mãe e irmã. Presentear com flores uma mulher é cilada. Prefiro joias. Mulheres sempre vê romantismo onde não tem em flores. Joias eu vejo como moedas de troca.

 É mais frio e impessoal. Posso estar engando, todavia, é o que acho. Não sou homem de flores e bombons. Entretanto, estava tentado a pedir perdão através das flores. Chego na empresa e subo pelo elevador privado da presidência. Sara, minha assistente, toma um susto quando me vê entrando em disparada.

— Sr. Archer?  Pensei que não voltaria mais hoje. Meu Deus, o que aconteceu com sua mão senhor? – pergunta assustada ao olhar para minha mão enfaixada.

— Mudei de ideia Sarah. Tenho muito que resolver aqui ainda antes de viajar. E minha mão está ótima. Foi só um pequeno acidente que veio no momento certo – comento levantando a mão enfaixada e entrando em minha sala.

— Eu cancelei todos os seus outros compromissos da tarde, como havia pedido senhor – avisa.

— Tudo bem. Sarah, por acaso você tem em sua agenda um número de telefone de alguma floricultura? – pergunto interessado depois que me sentei, fazendo minha secretária me olhar como se eu fosse um alienígena.

— Tenho... Sim... Sr. Archer – responde me encarando de cenho franzido.

— Então, me passe o contato. Depois pode me deixar sozinho e só me passe telefonemas se for uma urgência – ordeno seriamente.

Sarah me atende, trazendo-me um cartão com nome e número de uma floricultura. Quando me vejo sozinho no escritório, respiro fundo e ligo meu computador. Já que estava pensando fazer essa merda fenomenal, então que fosse bem feito. Primeiro, precisava saber que tipo de flor presentear e a cor dela.

 Não entendia nada desse assunto, e não iria mandar qualquer coisa. Vai que errasse feio e não conseguisse transmitir o que desejo através do gesto. E assim fiquei os próximos 30 minutos pesquisando, e encontrei a flor e cor perfeita, que simboliza um pouco o que minha garota transmiti, pelo menos para mim.

— Que mané minha garota – me auto repreendo. Entretanto, aceito o fato de uma vez por todas — Quer saber? É minha garota mesmo. Fui o único homem dela. Então ela é minha sim! – afirmo para mim mesmo — Pelo menos por enquanto. Até eu desfazer pessoalmente nosso acordo e seguirmos caminhos diferentes – murmuro decidido. Todavia, foi ao pegar o telefone para ligar para a floricultura, que acordei para a grande merda que estava fazendo e me interrompo e questiono — Cara... O que deu em você Max? Você lá é homem de fazer pesquisas idiotas e mandar flores para alguém? Acorda otário. Se mandar rosas para Angeline, ela vai se iludir e achar que está tudo como antes. Você prometeu a ela que iria sumir da vida dela, e é isso que vai fazer!

E assim, repreendendo e discutindo comigo mesmo, tento mudar de ideia, antes que cometesse mais um erro. Caramba. Se eu contasse a quem me conhece de verdade, como Michele ou Jackson, que mandei flores para uma mulher, isso iria render muita chateação. Ainda bem que eles nunca iriam descobrir, pois nunca contaria.

 

 

 

“A esperança é a único sentimento mais forte que o medo. O amor salva até o coração mais sombrio, basta acreditar que existe esperança”

Angel

 

Acordei no dia seguinte por volta de 10:00 horas, e graças a Deus sem dor nenhuma e louca para ir embora daquele hospital. Dr. Archer saiu do quarto juntamente com a enfermeira que tirou meu soro, logo após me examinar pela última vez e passar para Olívia meu sumário de alta e receita, instruindo a ela como precisava tomar meus remédios. Fique o tempo todo de rosto baixo, sem olhar para ele diretamente, ainda constrangida por ontem.

— Trouxe roupas para você. Consegue se trocar sozinha? - Olivia pergunta solícita, me mostrando uma maleta em suas mãos — Preciso ir lá fora ligar para casa e pedir que venham nos buscar.

— Claro Olívia. Eu consigo me virar, não se preocupe.

— Ah, esqueci de te informar – ela se volta para mim e avisa — Não precisa se preocupar viu? Joshua já levou seu carro para casa ontem.

— Você sabe se ele levou minha bolsa com o meu celular também? Alguém avisou no colégio o que aconteceu comigo? – pergunto preocupada.

Precisa ver meu celular urgentemente, pois meu príncipe com certeza deve ter ligado ou mandado uma mensagem para mim.  Sem falar nos meus amigos, que devem estar preocupados por eu não ter ido a escola hoje e nem dado notícias desde ontem.

— Seus documentos e celular estão nessa bolsa, juntamente com as roupas. O material escolar Joshua levou para casa com o carro. E hoje bem cedo, eu pessoalmente liguei para a Madre Mag e avisei que estava hospitalizada, por isso não compareceu a aula – responde caminhando em direção a saída do quarto — Vou ligar para casa, já volto.

— Tudo bem. Obrigada Olivia.

Olívia sai do quarto e eu me levanto animada, pois estava indo embora. Precisava tomar um banho, todavia, deixei para tomar em casa. Coloco o vestido que estava na bolsa na velocidade da luz e procuro por meu celular.

 Quando destravo a tela, encontro várias ligações dos meus amigos e mensagens pedindo que assim que possível entrasse em contato com eles. Meu coração se dilacerou novamente, ao constatar que não havia nada do meu príncipe. Nada!

— Com certeza, acha que morremos, e nesse momento deve estar dando graças a Deus por se livrar da gente tão facilmente – MMA aparece de novo, ácida filha da mãe.

— Estou pensando seriamente seguir os conselhos do Dr. Archer e procurar um psiquiatra que te tire daí, sua mente mau amada e fodida – vocifero raivosa — Você me fez pagar o maior mico com o meu sogro – murmuro baixo, enquanto prendia meu cabelo em um rabo de cavalo.

— Rá,rá,rá. Acorda Angel, a gente vive pagando king filha. E você que é fodida, pois eu não sou nada menos que você. Só falo verdades.

 Assim que um dos seguranças da casa chega para nos buscar, saímos do hospital. Fizemos o trajeto de volta para casa em silêncio. O motorista me deixou em casa, e logo em seguida foi levar Olívia até uma farmácia para comprar os meus remédios.

Sigo direto para meu quarto no intuito de tomar um banho demorado e relaxante. Me viro para o espelho e encaro minha imagem refletida nele. Eu estava horrível. Estava com cara de doente. O curativo na minha garganta pelo menos era pequeno, graças a Deus. Todavia, quando noto que estava sem minha coleira levo um baita susto.

— Jesus, o que fizeram com ela? Será que está no meio das minhas coisas? – indago para mim mesma nervosa.

Volto correndo para o quarto e procuro por minha coleira na bolsa, e graças a Deus ela estava lá, intacta. Respiro fundo aliviada e volto para o banheiro. Tomo um banho quente e demorado, escovo meus dentes e seco meus cabelos. Quando já estava descentemente vestida e me sentindo ligeiramente melhor, pego minha bolsa em cima da cama e procuro pelo meu celular.

Precisava ligar para meus amigos e avisa-los que já estava em casa e bem, todavia, não deu nem tempo de pegar o celular, pois minha atenção foi direcionada para um alvoroço que vinha do andar de baixo.

Gritos estridentemente altos ecoavam pela casa. Curiosa e assustada ao mesmo tempo com tanto aquele barulho, fui tentar descobrir o que estava acontecendo. Quando cheguei no alto da escada, me deparei com a cena mais bizarra e engraçada de toda a minha vida no meio da sala. Só não soltei uma gargalhada, pois se fizesse isso minha garganta voltaria a doer.

Todas as empregadas estavam no canto da sala de olhos arregalados e queixos no chão de tão assustadas, e dois seguranças tentando conter três adolescentes revoltados e furiosos vestidos com o uniforme do colégio. July impedia um dos seguranças de tirar Thati das suas costas, enquanto um outro lutava sozinho para tirar Jack que gritava que nem uma gralha revoltada.

— NÓS VAMOS VER NOSSA AMIGA E NINGUÉM VAI NOS IMPEDIR SUA MONTANHA DE MÚSCULOS – Jack gritava, puxando os cabelos do coitado do segurança.

— Meu Deus. O que está acontecendo aqui? – pergunto descendo as escadas apressadamente.

— Angel – July corre em minha direção, me pegando em um abraço apertado.

— Ei. Calminha aí July. Devagar – peço em um sussurro.

Logo após July me soltar, responde minha pergunta enquanto arfava e apontava para os seguranças desconjuntados e descabelados no meio da sala. Que enfim, conseguiram se livrar de Jack e Thati, que desceram de suas costas em um pulo.

— Amiguxa... Esses dois homens não queriam nos deixar entrar para te visitar. Então, invadimos e lutamos com os selvagens quase até a morte para lhe ver.

— É isso mesmo sereia – Jack confirma o que July acaba de dizer — Este bando de brutamontes não queria que a gente entrasse. Ai meu Deus do céu. Olha seu pescoçiinho tão delicado. O que aconteceu amiga? – ele também corre e me abraça forte.

— Nós selvagens? Vocês que nos atacaram – um dos seguranças se justifica bufando, enquanto arrumava seu terno amarrotado — Só estávamos fazendo o nosso trabalho.

 Gente... Até entendo a revolta dos seguranças. Devem estar com o orgulho ferido, pois foram vencidos por três adolescentes mirradinhos. Sendo que as três são meninas delicadas. Bom, pelo menos é assim que eu via o Jack. Como uma garota.

— E por que não nos deixaram entrar? – Thati questiona o segurança, fuzilando-o seriamente enquanto arrumava seus cabelos ruivos bagunçados — Estão carecas de saber que nós três somos amigas da Angel. Então para que ficarem aí bancando os soldadinhos de chumbo da realiza. Eu hem, nos erra o filhote de cruz credo – ela repreende os armários indignados e se vira para mim mais calma, me cumprimentando carinhosamente — Oi amiga. Ficamos preocupadas com você quando soubemos que estava hospitalizada. O que houve? Por que não ligou para a gente? Ainda não está conseguindo mexer no celular direito, é isso? – me abraça, fazendo uma pergunta atrás da outra.

 — Desculpe. Mas é que acabei de chegar do hospital e já estava ligando para vocês quando escutei a gritaria aqui em baixo e vim ver o que estava acontecendo – respondo sorrindo, achando graça de tudo — Elizabeth, você poderia liberar a entrada das minhas amigas sempre que elas quiserem me visitar? Sabe, para que confusões como essa não aconteça novamente. Por favor? – peço a Elizabeth, que continuava como as outras ajudantes no canto da sala, ainda meio esbabacadas.

— Sinto muito Srta. Clark. Mas terá que fazer esse pedido a Olívia, pois quando ela está em casa, somente a mesma autoriza a entrada de pessoas desconhecidas na mansão – avisa, se recompondo do susto.

— Ah tá – murmuro, revirando os olhos — Falarei com a Olivia então quando ela chegar. Todavia, já que minhas amigas entraram, irei leva-las para o meu quarto. Se tiverem algum problema com a Olívia, pode me chamar que eu assumo a responsabilidade, está bem? – aviso aos seguranças — Venham meninas, eu conto tudo para vocês lá em cima – chamo meus amigos, que mostram a língua para os seguranças mal encarados no meio da sala.

— Quer que coloque a mesa para o almoço Srta. Clark? – Elizabeth pergunta, fazendo-me parar no meio do caminho e me virar para ela.

Sei que não era dona da casa, no entanto, autorizo mesmo assim.

— Bem, eu acho que sim. E se possível, coloque mais três lugares na mesa, por favor – peço sem graça.

— Como quiser Srta. Clark – aceita atender meu pedido sem questionar — Sigam-me meninas – ordena, se virando com as outras empregadas e seguindo em direção a cozinha.

Levo meus amigos para o quarto e conto parte da verdade a eles do que aconteceu comigo. Os três me trouxeram as atualizações das matérias dadas no dia de hoje nas aulas, e me ajudaram a grava-las no Mac.

 Me informaram que o Cory queria vir junto com eles me visitar, no entanto, o impediram de vir. Ainda bem. Era só o que me faltava aquele garoto chato na minha cola, logo após quase morrer. Deus me defenda, penso comigo mesma.

 Jack me contou que até o treinador Scott ficou preocupado comigo. O que era bem estranho, já que eu não era nada dele e só o vi uma única vez na vida.

 Até quem eu não conheço direito se preocupou nem que fosse um pouquinho comigo, menos o meu príncipe, constato tristonha. Depois de ser atualizada dos acontecimentos de hoje no colégio, descemos e almoçamos.

 Olívia se divertiu à beça quando soube o que meus amigos aprontaram para poder entrar na mansão, e enfim, autorizou a entrada deles sempre que quiserem vir aqui. Os três passaram a tarde comigo e formam embora quase anoitecendo.

Assim que partiram, Olivia me deu os remédios prescritos na receita e eu fui para meu quarto descansar, pois eles me deixavam meio grogue. Estava me deitando na cama, quando Olivia bateu na porta do quarto e entrou com um buque de rosas brancas com bordas vermelhas imenso nos braços.

— São para você menina Angeline. Aurora disse que chegou logo pela manhã. No entanto, como o dia foi agitado só lembrou de avisar agora – ela se justifica sorridente, custando a trazer o buque para mim.

 Claro que não acreditei de imediato que aquele buque enorme e lindo era meu. Com certeza, era um engano de Olívia.

— Gente, para tudo. Temos um admirador secreto Angel! Agora podemos manda o príncipe passear na floresta e procurar outra chapeuzinho vermelho – MMA reaparece eufórica, por achar que ganhamos um buque de rosas.

 Eu nem dou ouvidos a essa mente maluca e foco na surpresa do momento. Me levanto da cama e encaro o buque nos braços de Olívia.

— Para mim Olivia? Tem certeza? – pergunto de cenho franzido em desconfiança.

 Vai que Aurora entendeu errado e foi engano mesmo.

—Tenho sim querida – Olívia confirma — Seu nome está escrito no envelopinho que veio com o buque. Deve ser de um de seus colegas do colégio. Segure, vou pegar um vaso com água para coloca-las – ela me entrega e sai do quarto. É um buque enorme. Deve haver umas 50 rosas brancas. Encontro um pequeno envelope vermelho no meio das rosas e o pego para saber o que continha dentro. No entanto, Olívia retorna com o vaso com água, pega o buque novamente e o coloca dentro — Pronto. Ficou maravilhoso. Agora vou deixar a menina descansar um pouco antes do jantar. Aproveite e lê o cartão – incentiva sorridente, me dando um beijo na bochecha e saindo do quarto.

Me sento na cama, e muito curiosa para saber quem havia me enviado o buque, tiro um bilhete de dentro do envelopinho. Assim que meus olhos bate na assinatura da pessoa que enviou o buque, meu coração quase saiu pela boca de tanto que esmurrava meu peito. Com uma caligrafia bem desenhada, escrita a próprio punho, tinha um pequeno bilhete direcionado a mim.

— Olha, agora quem ficou de boca aberta fui eu Angel. Pode ser que eu mude de ideia quanto a nosso... – MMA começa a alfinetar, mas faço questão de desligar minha audição para ela.

 Começo a ler devagar e com o máximo de atenção a cada frase que meu príncipe escreveu.

Cara Srta. Clark

Aceite este pequeno gesto como meu mais sincero pedido de desculpas pelo que ocorreu ontem e que a levou para o hospital. Peço humildemente seu perdão. E preciso que saiba que do fundo do meu coração, sinto muito pelo que aconteceu. Nunca poderia imaginar que fosse alérgica. Entretanto, essa justificativa não me exime do erro que cometi com você, eu sei. Estive no hospital ontem quando já estava estabilizada e você estava bem melhor. Vê-la me deixou mais tranquilo. Precisei fazer uma viagem importante de trabalho e quando retornar, teremos uma conversa importante e definitiva sobre o nosso contrato. Você é uma garota especial, e não merece alguém como eu por perto. Eu errei, e saiba que me arrependo de lhe trazer para este inferno sombrio que vivo. Sou um monstro desgraçado que você deveria manter bem longe, mas pretendo concertar isso quando voltar. Desejo que tenha uma ótima recuperação, pois você está nas mãos do melhor médico que eu conheço, e se tiver qualquer problema o procure.  Não hesite em chama-lo. Quero que se cuide Angeline e isso é uma ordem. Fique bem logo. E mais uma vez perdão.

Atenciosamente

MA

Termino de ler o bilhete, sentindo lágrimas descer pelo meu rosto, pois fiquei realmente emocionada e sentindo uma felicidade e alívio enorme no peito. Era dele o buque. Do meu príncipe/Dono. Ele voltou no hospital para me ver. Isso significa que se preocupou comigo e não me esqueceu como eu pensei. Sorrindo de orelha a orelha, releio o bilhete novamente enquanto aspirava o perfume das rosas em cima da mesinha de estudos.

Lilica Ribeiro

Votem e comentem, façam me feliz.

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                                          

 

 

 


Notas Finais


Gostaram? Então favoritem e recomendem a historia para uma amiga/amigo. Desejo a todas um abençoado finde. Um xero e até o próximo cap


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