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História Escrito nas Estrelas - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Capítulo IX


REGINA

Com o coração despedaçado após a partida de Emma, retornei ao vilarejo ao lugar onde eu pertencia: o prostíbulo. Um lugar indigno, recheado de pecados, de homens imundos afoitos para saciarem seus desejos mais primitivos e de mulheres desesperadas para sobreviverem. Algumas eram felizes em tal posição. Sim, havia aquelas dentre nós que gostavam de viverem do sexo. Além de amarem a prática ganhavam com ela. Era uma boa união e saciava ambos os propósitos: prazer e dinheiro. Para mim, nenhum dos dois importava. Eu não desejava sexo com homem ou pessoa alguma assim como não desejava moedas. Não havia ouro no mundo que pudesse preencher o vazio que Emma deixou em mim ao partir. E eu não desejava ninguém em meus braços senão ela. Por isso, segui meus dias bebendo furiosamente desde o momento que meus olhos se abriam até os que se fechavam. Embriagada de vinho, eu tentava inutilmente disfarçar minha dor, porque no fundo sabia que nada que eu fizesse poderia tirar Emma dos meus pensamentos, muito menos do meu coração.

Malévola e eu nos conhecíamos há anos. Eu era quase uma criança quando nos encontramos pela primeira vez. Foi ela quem me ensinou muitas coisas, inclusive a arte do prazer, o meio que eu utilizei desde então para sobreviver. Ela era uma mulher de poucas palavras e não dava espaço para todos, mas eu a amava como uma mãe.

Com a perda de Emma, eu não apenas me afundei na bebida, mas no sexo. E com isso fiz seu lucro subir até o Olimpo. Eu transava com tantos homens e tantas vezes por dia quanto aguentava sem prazer ou interesse em lucrar, apenas para descontar minha ira por ter perdido o amor de minha vida. Em vez de ficar feliz com seu lucro, Malévola decidiu interrogar-me.

— Vim atrás de uma conversa que você anda me negando há dias — avisou assim que entrou em meus aposentos, flagrando-me com taça e jarro de vinho em mãos. — Espero que suas próximas palavras sejam sinceras.

— E quando foi que eu menti para você? — encarei-a com um sorriso antes de virar mais uma taça cheia de vinho. — Não ando afim de trocar palavras nos últimos tempos.

— Fato notado por mim e por todas as suas colegas. Os últimos dias foram resumidos em álcool em sexo, o que me deixa certamente preocupada com você — aproximou-se da mesa onde eu estava sentada, puxando uma cadeira para sentar-se a minha frente. — O que há de errado?

Respirei fundo e dei de ombros, realmente não estava interessada em conversar. Desabafar minhas dores não resolveria meu problema. Nada poderia. Nem os próprios Deuses fariam Emma me perdoar pelo meu terrível pecado.

— Tudo está errado nesse mundo, Malévola — respondi vagamente e ela sorriu.

— Um fato, realmente — puxou minha taça vazia e a encheu com o propósito de beber também. — Mas há algo especificamente errado com você nestes tempos. Por um acaso isso tem algo a ver com a garota loira que se esgueirou pela sua janela há semanas?

Paralisei no mesmo instante, olhando-a chocada, porque não fazia ideia de seu conhecimento a cerca do meu relacionamento secreto com Emma. Achei que quando a levava até o prostíbulo éramos discretas o suficiente.

— Eu não sei de que loira você está falando.

— Não minta para mim, sou quase como uma mãe para você — ousou dizer após beber alguns goles de vinho. Ao ver minha expressão, corrigiu-se: — Não exatamente uma mãe, mas você me entendeu. Não sou nenhuma tola e vi a belíssima garota com um manto branco sobre a cabeça pulando de sua janela todas as vezes em que se recusou a passar a noite com um cliente. E sei quem é a garota, todos a reconheceriam se pudessem ver seu rosto. É a única herdeira do rei George. Emma.

— Fale baixo seu nome! — rosnei, preocupada e furiosa. Ninguém podia saber do meu caso com Emma. Ninguém. — Você não contou a ninguém sobre nós, certo?! — perguntei desesperada, porque temia que o pior acontecesse a Emma caso seu pai soubesse do que houve entre nós.

— Acha que sou uma tola, Regina? Pelos Deuses. Se eu fizesse isso, viria a fúria de George cair sobre nossas cabeças. Provavelmente ele destruiria o vilarejo e mataria a todos, já que para ele não passamos de reles plebeus, praticamente seus escravos. Agora me diga o que houve entre vocês e por que diabos está assim. Desde que a menina surgiu em sua vida que eu vejo um brilho em seus olhos nunca visto antes. Agora eles parecem ter se apagado.

— Receio que seja uma longa e triste história... — suspirei pesadamente, desviando de seu olhar por um momento. — Não vejo razões para querer ouvi-la.

— Ainda assim aqui estou, pronta para escutá-la.

Ao ver que Malévola não desistiria, me rendi e contei absolutamente tudo. Desde o meu plano de vingança estúpido elaborado com o apoio de Killian até o desfecho trágico em que Emma me deixava ao saber a verdade.

— Porra — parecia chocada depois de ouvir tudo. A essa altura, já havíamos bebido toda a jarra de vinho. — E eu achando que não me surpreenderia com mais nada após tantos anos de vida... Mas me diga, o que pretende fazer agora, Regina? Não pode deixar a garota escapar assim pelos seus dedos, seria um desperdício deixar um amor épico como esse desvanecer por uma bobagem como essa de vingança.

— Não tenho armas para lutar contra isso. Contra um destino que eu mesma forjei com minha tolice. Emma não confia em mim e tem toda razão para isso. Ainda que eu tenha me arrependido e não tencione mais vingança alguma, é tarde. Emma partiu, ela me deixou e com certeza me odeia.

— Eu duvido muito disso. Apostaria no contrário.

Franzi o cenho, entendendo cada vez menos quais eram suas intenções com aquela conversa.

— Regina, serei bem sincera com você. Em todos os anos que vivi, poucas vezes vi um amor tão sincero e forte como esse. Pela história que acabou de me contar, pelo que vejo em seus olhos, e pelo que vi nos olhos de Emma em uma das vezes que a flagrei escapando daqui eu sei que vocês se amam verdadeiramente. É um pecado dos Deuses não lutar por isso. Se há algo que vale a pena nesse mundo é o amor. A maior causa de todas. A maior razão para se lutar. Lute por ela, Regina. Lute por Emma, lute pelo seu amor. Eu tenho certeza que não se arrependerá.

Suas palavras ecoariam pela minha cabeça durante o resto da noite.

Definitivamente Malévola era uma verdadeira amiga e eu estava em dívida com ela mais uma vez por me abrir os olhos com sábios conselhos.

EMMA

Estava completamente arrasada, meu coração partido em mil pedaços. Ainda não podia acreditar que Regina havia me enganado tão deliberadamente em nome de uma vingança contra meu pai. Eu ficava enojada só de imaginá-los juntos num passado recente, mas o embrulho em meu estômago piorava ao saber que Regina só havia se aproximado de mim porque queria vingança. Isso fazia eu me sentir usada, diminuída. Fazia eu questionar seu amor e tudo que vivemos. Suas mentiras estavam esmagando meus sonhos, me transformando em alguém a cada dia mais triste e menos esperançosa. Além da dor, eu sentia uma raiva tremenda de Regina, mas tal sentimento não conseguia ocultar o amor e a paixão ainda vivos dentro de mim.

Passei os últimos dias trancada em meus aposentos. Não tinha ânimo nem vontade de sair. Eu me via obrigada a fazê-lo algumas vezes por causa de August, que tentava a todo custo me animar. Ele era um amigo verdadeiro, um irmão realmente e eu confiava nele, por isso abri meu coração e contei tudo que aconteceu entre Regina e eu. Eu precisava ouvir palavras de consolo, qualquer coisa que me reconfortasse.

— O que há de errado comigo para merecer um destino tão amargo? — indaguei aos prantos, sentada ao seu lado nos jardins do castelo. — Amar outra mulher... Uma prostituta que já se deitou com meu pai e que me fez de tola. Que me seduziu no intuito de conquistar vingança e me deixou despedaçada.

— Absolutamente nada! Não há nada de errado com você, Emma! — August olhou fundo em meus olhos. O oceano que eram seus orbes azuis me acalmavam. — Você é a pessoa mais doce que eu conheço e nenhum amargor conseguirá mudar isso. Sei que seu coração está sangrando pelos acontecimentos recentes, mas em algum momento essa dor cessará, eu tenho certeza. E enquanto não acontecer, estarei aqui ao seu lado para tudo. Se quiser desabafar, jogar, lutar... Qualquer coisa que a distraia de pensamentos sombrios.

August e eu tínhamos o hábito de lutarmos com espadas de madeiras e de jogarmos dados, fazendo pequenas apostas. Eu me mostrava mais talentosa na arte da guerra e ele tinha uma sorte invejável no jogo. Claro que fazíamos ambas as coisas escondidas dos olhos de meu pai, que era extremamente machista, controlador e não me permitiria desembainhar uma espada ou muito menos me meter em jogos – algo considerado sujo, voltado para homens de pouco valor, como piratas e trapaceiros em geral.

— Receio que nesse momento nada poderá me trazer consolo nem servir como distração — falei sincera. — Mas eu queria pedir algo, se for possível.

— Peça-me o que quiser e eu farei, minha irmã — segurou em minhas mãos carinhosamente, seu sorriso diminuindo um pouco a dor em meu peito.

— Sei que não deveria, mas ainda me importo e muito com Regina. Queria te pedir que fosse ao vilarejo todos os dias e tentasse saber algo sobre ela... Descobrir se a mesma está bem...

— Talvez descobrir se ela está sofrendo também? — ele sorriu espertamente.

Assenti, dando de ombros.

— Será muita maldade a minha desejar que ela o esteja?

— Não, nenhuma. É até justo.

— Gostaria que ela estivesse não por vingança, mas porque isso seria um sinal de que Regina está sentindo minha falta — me expliquei e era a verdade. Eu queria saber se a maldita sofria tanto quanto eu, se estava realmente falando a verdade quando disse que me amava.

— Farei o que me pede. Amanhã mesmo vou descobrir isso e venho correndo lhe contar. Em troca, peço que se alimente e se mantenha em pé, por favor. Nada pode apagar esse seu espírito brilhante. Então não deixe acontecer.

— Prometo tentar — apertei suas mãos mais forte. — Agradeço pela ajuda, meu irmão.

REGINA

Fui ao grande mercado comprar algumas especiarias e vinho a pedido de Malévola quando senti olhos curiosos em cima de mim. Era fácil identifica-los. Ninguém podia me observar ou seguir sem que eu percebesse, pois em um momento passado de minha vida, eu era uma ladra então conhecia todos os truques. Estava sempre alerta.

Deixei que os olhos desconhecidos me seguissem até fora do mercado. Fiz com que o curioso viesse parar exatamente onde eu queria: atrás do prostíbulo, onde não havia nada e nem ninguém entre nós.

Virei-me abruptamente, deixando a cesta com minhas coisas de lado e prendi um garoto recém saído das fraldas de encontro a parede, forçando meu antebraço em seu pescoço e levei alguns instantes até reconhecê-lo. Era August, melhor amigo de Emma.

— O que está fazendo me seguindo, garoto? Eu poderia tê-lo matado se achasse que fosse um ladrão — falei rispidamente, ainda o segurando preso, mas afrouxando um pouco o aperto. — Eu ando armada, sabia? — mostrei-lhe a adaga que ficava presa em minha coxa por debaixo do vestido.

— Oh, eu não podia imaginar. Eu sinto muito se a assustei, não era a intenção.

— Então diga quais são suas intenções — eu estava séria, sem tempo para jogos. Andava mais irritada que o normal, então se o garoto não quisesse conhecer minha fúria, era melhor que me dissesse a verdade.

— Saber de você, se está bem... — falou quase sem fôlego e eu decidi finalmente soltá-lo. August quase caiu no chão e pôs as mãos em seu pescoço. — Você é boa nisso.

— Emma o enviou, não foi?

Quase sorri com a ideia, sentindo uma pontada de esperança.

— Não, ela não faz ideia de que estou aqui — mentiu descaradamente. — Ficaria furiosa se soubesse. Emma não quer notícias suas.

Franzi o cenho e comecei a andar ao seu redor, como um animal circulando a presa.

— Se Emma não quer saber de mim, por que diabos você está me seguindo? Por um acaso virei a porra de um entretenimento para crianças?

Ele abriu a boca num grande O, mas nada saiu. Eu sabia que ele estava mentindo, claro que mentiria. August era como um irmão para Emma e eu ficava feliz por ela ter alguém tão fiel ao seu lado, mas não permitiria que me fizesse de boba.

— Já que veio até aqui... Você irá me ajudar, garoto.

— Eu?!

— Sim, você.

Praticamente o arrastei para dentro do prostíbulo. Eu havia escrito uma carta para Emma na noite anterior, mas não fazia ideia de como iria entregá-la. Os Deuses me deram a resposta ao me enviar o garoto.

— São dois favores. Primeiro, eu quero que você vá atrás de um amigo meu que mora na floresta, ele se chama Graham e é o melhor caçador. Ele poderá dar aulas decentes a você e Emma sobre duelos e caça. Sei que vocês treinam por conta própria e escondidos do rei. Com Graham, vocês aprenderão a lutar de verdade e longe dos olhos dos homens de George.

— Por que oferece algo tão generoso? É sua maneira de se redimir pelo que fez? Temo que não será o suficiente para Emma perdoá-la, Regina. Você a machucou muito, tenho que dizer isso. Nunca vi minha amiga nesse estado antes.

Meu coração se apertou ao ouvir tais palavras.

— Eu sei que o que fiz com Emma é imperdoável e nada que eu fizer irá me redimir. Só estou querendo ajudá-la a se recuperar do golpe que a infringi. Fará bem à Emma passar horas ocupada com algo que gosta.

August me deu um pequeno sorriso e seu olhar estava menos julgador. Na verdade, ele parecia até compreensivo.

— Eu não tenho muita experiência de vida, mas sempre sei quando as pessoas estão mentindo. E não é o seu caso — foi minha vez de sorrir. — Qual é a segunda coisa que ia me pedir?

— Preciso que entregue uma carta minha a Emma. Agora que ela não vem mais ao vilarejo, eu não sabia como iria fazer para enviar cartas sem que seu pai ou seus homens as interceptasse...  

— Eu posso entregá-la para você. Eu não deveria, mas... Sim, foi Emma quem me pediu para vir até aqui saber notícias suas. Ela quer saber do seu estado, se está sofrendo tanto quanto ela.

— Agora você sabe a resposta — havia lágrimas no canto de meus olhos. — Estou com o coração partido tanto quanto ela.

EMMA

Estava em meus aposentos lendo um livro quando August o adentrou ofegante, como se tivesse corrido uma maratona. E provavelmente o fez, já que deveria ter despistado uma imensidão de soldados do meu pai para estar ali sem ser visto.

— August? — levantei-me depressa da cama, deixando o livro sobre a mesma. — O que foi? O que faz aqui uma hora dessas? Se meu pai descobre...

— Vim te entregar isso — estendeu a mão, entregando-me um envelope branco lacrado com um selo vermelho com um grande R, o que fez meu coração disparar.

— Isso é...

— Uma carta da Regina — sorriu para mim. — Eu fiz o que me pediu e acho que nessa carta você encontrará a resposta que buscava.

Dito isto, ele deu meia volta e saiu na mesma velocidade que entrou.

Eu estava trêmula com a carta em mãos. Caminhei de volta a minha cama e quebrei o selo, desdobrando o papel. Comecei a ler seu conteúdo.

"Querida Emma,

Espero que quando esta carta chegar em suas mãos possa encontrá-la bem, com saúde e o mesmo vigor e energia de sempre. Aquele vigor que me surpreende, a energia que me contagia. Espero mesmo que esteja bem, apesar de tudo.

Quero te pedir perdão. Mais uma vez eu te peço perdão. Peço, não, imploro! Perdoe-me, Emma. Eu sei o quão horrível foi o que eu fiz, mas acredito que pelo fato de ter desistido do plano de vingança e ter te contado a verdade, eu mereça o seu perdão. O meu arrependimento é o mais sincero possível e sei que mesmo cega pela raiva, você sabe disso.

Você me conhece, Emma. Me conhece de verdade. Você viu em mim desde o início coisas que nem mesmo eu via. Me enxergou por quem eu realmente sou, ignorando os meus erros, ignorando a minha profissão desonrada. Você me confiou o seu coração, a sua pureza e eu não sei pôr em palavras toda a gratidão que lhe tenho por isso.

Tê-la conhecido foi sem dúvida alguma o maior presente de toda minha vida. Nada me fez tão feliz quanto você. Os momentos que passamos juntas foram os mais lindos de minha vida e são graças a eles, as lembranças destes lindos dias que eu consigo sobreviver agora, longe de você.

Estou tão arrependida... Tão envergonhada. Eu me deixei levar por um sentimento mesquinho, por orgulho ferido. Um dos meus grandes defeitos sempre foi ser uma mulher orgulhosa. Sei que não justifica, mas alguém que passou por tudo que eu passei se não tiver um pouco de orgulho (no meu caso muito), não é nada. O orgulho foi uma das poucas coisas que me restou, e por isso me agarrei a ele e achei que deveria me vingar para mantê-lo intacto.

Mas quando eu a conheci percebi que eu não tinha só o meu orgulho. Quando conheci você, percebi que ganhei um presente muito maior, algo muito mais especial e importante do que uma misera vingança mesquinha.

O seu amor é esse presente.

Me perdoe pelo que fiz, e principalmente por eu ser uma mulher tão cheia de defeitos. Além de orgulhosa, me irrito com facilidade, acabo perdendo a cabeça e fazendo coisas que não devo, como o tapa que lhe dei. Também peço perdão por isso. Eu jamais quis feri-la, nem fisicamente e nem de nenhum outro jeito. Nada me dói mais do que saber que te machuquei. Me perdoe, por favor.

Mesmo despedaçada por nossa separação, tenho esperanças de que você irá me perdoar. E quando isso acontecer, serei a mulher mais feliz de todos os reinos!

Com todo meu amor...

Da sua Regina."

Quando encerrei a leitura, percebi que estava chorando e que havia molhado a carta com minhas lágrimas.



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