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História Escuridão - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Blind Sound


Eles treinaram três dias seguidos depois daquele. Treinavam sempre taijutsu, e eles até lutaram usando chakra um dia. Ele lhe buscava em casa, levava até o distrito, eles treinavam, bebiam água e depois ele devolvia seu sapato e lhe levava de volta para casa.

Naquele dia ele tinha vindo lhe buscar mais tarde, e acabou dando de encontro a Naruto – que havia chegado de seu compromisso -, e os dois começaram a berrar dentro do seu apartamento, Naruto berrava, e Sasuke ouvia silencioso, enquanto o loiro enumerava diversas e diversas vezes seguidas o quão perigoso era o que ela e Sasuke estavam fazendo, que Sasuke era um irresponsável, e que aquele tipo de coisa não se fazia.

No fim Naruto gritara que iria mandar o moreno em missão bem longa, e que queria falar com ele sozinho, e sem se despedir os dois saíram de seu apartamento.

◘ ◘ ◘

– Você é um irresponsável!

Naruto falara quando chegaram à torre.

E reclamou, reclamou e reclamou.

– Naruto?

– Que?

Ela é incrível.

Ele queria dizer.

– Ela consegue se desviar e consegue atacar. Sem enxergar.

– Isso é perigoso.

– Não consegue ver o quão bom isso é?

– É muito perigoso, ela pode se machucar, pode cair...

– Naruto, você sabe que eu jamais deixaria que ela se machucasse, não novamente.

E depois daquilo Naruto se calou. Tão rapidamente que ele estranhou.

Em seguida ele começou a falar novamente, gritando o porquê ele ainda estava em sua sala e não havia ido levar Sakura para treinar.

◘ ◘ ◘

Ele a buscou contando que no fim Naruto aceitara a ideia, eles treinaram durante o que pareceu ser duas ou três horas, e depois foram para dentro.

Ela estava acostumada com o caminho para a cozinha, a posição das escadas da entrada, e a posição de alguns móveis. Enquanto ele buscava água na cozinha, ela se pôs a andar e tatear delicadamente os móveis.

Ela descobrira que ele tinha apenas um sofá, duas poltronas e uma televisão grande demais.

Até que encontrou algo diferente. Ela não soube identificar o que era, apenas que era duro e grande. Tinha uma superfície lisa e resistente. Ela pode ouvir os passos dele chegando.

– O que é isso?

Perguntou, quando ele lhe entregou o copo de água.

– Um piano.

– Você toca?

– Um pouco... Minha mãe me ensinou.

– Toque...

Ela ouviu um som de algo sendo arrastado, - ela imaginou ser uma cadeira. E logo, cerca de segundos ou minutos – ela não sabia dizer -, o som preencheu o ambiente.

O som agudo, delicado, suave, um misto de sons que traziam sensações diferentes para sua mente, corpo e alma.

Ela tateou na sala, até encontrar o sofá, e sentou-se nele, apreciando a musica.

Ela gostou daquilo. Daquela paz.

Era lindo.

Era tranquilo.

Era doce.

Dava-lhe vontade de se mover naquele ritmo, de cantar e de ser livre.

E com aquela música ela se sentia livre.

Sentia que podia fazer tudo o que quisesse.

Nada era impossível.

◘ ◘ ◘

Sakura dormia tranquilamente no sofá da sua casa. Tão pequena, e tão frágil quanto ele se lembrava.

Ele ainda não entendia o porquê daquela proximidade entre eles, e porque ele estava a ajudando, mas ele sentia que devia ajudá-la, devia isso a ela.

Está se envolvendo mais do que deveria.

Uma voz em seu interior repetia várias vezes.

Está se envolvendo emocionalmente.

A voz lhe alertava.

E ele não ligava, não dava a mínima. Deixava a voz lá, esquecida e sozinha.

◘ ◘ ◘

Depois de quatro dias sem treinar, tempo esse que Sasuke estava em missão, ela finalmente treinara novamente, novamente e novamente.

Ela estava melhorando, sentia-se livre, sentia-se... Feliz.

E agora lá estava ela, sentada em um banquinho, com o moreno ao seu lado enquanto ela passava as mãos pelo piano tentando decorar a posição de cada tecla.

– Quer tentar tocar?

Ele perguntou, após ela apertar tecla por tecla.

– Prefiro que você toque para mim.

Ela ouviu um barulho, como se ele estivesse se arrumando no banco ao seu lado, e depois ouviu o som.

– Que música é essa? – Ela perguntou, enquanto ele ainda tocava.

– Eu não sei.

– Você está inventando?

– Acho que sim.

Ela sorriu, inconsciente.

Ele parou de tocar, minutos, horas – ela já não sabia dizer – depois.

– Sasuke?

Ela chamou, quando o silêncio os envolveu.

– Sasuke, está tudo bem?

E mais uma vez nada.

Ela sentiu uma mão, - a mão de Sasuke -, pegando a sua, e contornando seus dedos com os dele. A mão dele subiu pelo seu antebraço, pelo seu braço e descansou em seus ombros.

Ela se sentia confusa, arrepiada e seu coração batia descontrolado.

A mão dele subiu do seu ombro, passando pelo seu pescoço, e pela sua bochecha, e ficou ali parada.

Ela não sabia o que estava acontecendo, mas não queria que parasse nunca.

E então ela sentiu algo sobre os seus lábios, e ela imediatamente soube que não eram as mãos dele e sim sua boca. Ela não sabia explicar a sensação que sentia quando eles entreabriram seus lábios, encaixando-os.

Percorrendo o interior de suas bocas com suas línguas, explorando-as. Ela podia morrer ali, a casa poderia desmoronar sobre sua cabeça que ela ficaria feliz, tão leve, tão doce, tão completa. Tão... Amad-...

– Não! – Ela disse separando.

Desequilibrada e envergonhada, ela levantou-se tão rapidamente, andando desesperada procurando a saída da casa de Sasuke.

– Sakura? Qual o problema?

A voz dele parecia distante. Ela tateou tudo ao seu redor, desesperada, procurando a parede, mas achou uma mesa, ou outro móvel qualquer, onde ela deslizou as mãos e derrubou algo no chão.

Ela sabia que havia quebrado pelo barulho, mas ela não se importou em saber o que.

– Sakura, fique calma.

– Eu quero ir embora. Eu preciso ir embora.

– Eu vou te levar.

Ele colocou a mão em seu ombro, mas ela se desviou.

– Não toque em mim!

– Sakura, preciso te levar para casa.

– Me avise se tiver algo onde eu possa cair.

O silencio os envolveu, sua mente não processava nada. Ele abriu a porta, e sem as mãos dele a guiando ela demorou um tempo para encontrá-la. Ela tropeçou várias vezes no caminho, e quando ele a amparava ela repelia o toque.

Eles finalmente, depois do que pareceu um tempo muito longo chegaram em seu apartamento.

– Sakura, se eu sou-

– Vá embora.

Ela disse, quando ele abriu a porta para ela entrando em casa.

– Sakura.

– Vá embora, quero ficar sozinha.

Ele não respondeu, apenas suspirou alto e saiu batendo a porta.

Ela tateou até achar o sofá, e deitou-se nele em posição fetal. Ela não podia se envolver com Sasuke, não mais. Ela jamais estaria à altura dele.



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