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História Escute a voz do acaso, Ino. - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Primeiro em dobro!


Fanfic / Fanfiction Escute a voz do acaso, Ino. - Capítulo 6 - Primeiro em dobro!

E parei para refletir um pouco. Deve haver motivos para as coisas acontecerem assim.

Não é, acaso?

[...]

Claro que a vida não é fácil pra ninguém, mas quando é comigo as linhas se enrolam ainda mais. 

Não digo isso da boca pra fora, tenho motivos e não foi só o bendito "encontro" não. 

Na verdade, após ele nossa intimidade foi a mil. – dessa vez estava no auge, então não posso ser julgada por repetir isso – Nós andávamos de mãos dadas às vezes – bem raras, mas chegava até rolar beijos no canto da boca – nada demais. Nada mesmo, sério, isso já estava parecendo uma amizade íntima? Ou uma amizade colorida? Ou talvez pessoas que flertam só por flertar? 

A justifica do drama anterior dar-se pelo fato de que ainda não tinha acontecido o primeiro beijo, eu já estava perdendo as esperanças, tudo parecia a mesma coisa sempre, apesar de meu coração sempre fazer questão de lembrar que adorava essas coisas de rotina amorosa. Porém meu estado estava meio deprimente, considerando o fato de que eu estava a ponto de mandar tudo pelos ares e que se dane Gaara no Sabaku. 

Até parece, né? 

Não sou tão radical e ainda estava caidinha de amores, então de certa forma as coisas – na minha cabeça. – só estavam lentas, inclusive acredito que não seja a única que pensa assim. 

Porém é exatamente ai que pretendo chegar. No ainda estavam lentas, pois essa palavra significava, a cima de tudo, uma evolução. 

Devo acrescentar que meu "ainda" mudou drasticamente num final da tarde de uma segunda-feira.

Era dia três no calendário, lembro perfeitamente de estarmos no ciclo do signo de Sagitário. – acreditar em signos sempre fez parte de mim, então é fácil adivinhar porque sabia o ciclo, se considerar o fato de que tenho o mapa astral de todos que me rodeiam – Foi meu primeiro beijo, como esquecer, não é? 

Bom.. Tudo começou nas poltronas do ônibus da escola… 

Notei que depois de vários sermões que Naruto levou por ser "empata encontro", parecia que finalmente tinha deixado de ser inconveniente, mesmo que só um pouco, então sentou com Sasuke. Temari fez questão de sentar com Karin que apesar de se estressar com o "jeito perua"– como ela mesmo nomeou – da Uzumaki, se davam bem – na medida do possível – Até conversavam amigavelmente.

Então naquele dia aparentemente tudo corria bem, –até demais pra ser verdade, então eu meio que estava preparada para quando as coisas começassem a dar errado.. esse negócio de trauma é real – Gaara estava sentado ao meu lado e eu comentava assuntos aleatórios. 

Ele, no entanto, encostou a cabeça no meu ombro e meu ouvia tagarelar sem parar – sobre algo que vi na Internet ou sobre algo, aparentemente insignificante, que aconteceu – o Sabaku ria vez ou outra e até chegava a comentar algo sobre, porém mais me ouvia falar do que qualquer outra coisa.

- Gaara.. –chamei e ele ergueu levemente a cabeça, sem sair do meu ombro - Por que só eu que tenho que falar? Aliás.. eu amo falar, tá?  Mas você não diz nada. Tá entediado? – perguntei erguendo meu corpo, o fazendo sair do meu ombro e me olhar,  ele o fez, franzindo as sobrancelhas de uma forma engraçada e eu ri.

- Não seja boba.. – pediu  baixinho, fazendo eu me acomodar novamente na poltrona, então colocou a cabeça em meu ombro de novo  - Gosto de te ouvir falar.. É bom te ouvir e te observar, só isso. Também gosto de saber mais sobre você, sobre as coisas que você fez, algum problema? 

- A-ah.. Não..– comentei envergonhada virando o rosto e olhando para a janela -... Mas Não fala assim! Eu fico constrangida, seu idiota. 

Gaara entortou os lábios e por isso ficou. Óbvio que eu fechei o bico e permaneci quietinha, – para não falar coisa com coisa, fazer a sonsa funciona – porém o bendito não estava satisfeito e quis cortornar a situação. 

Antes de mencionar o ocorrido seguinte, preciso lembrar que pra ele sempre foi difícil se expressar, principalmente com palavras, sua única saída era com gestos.. o que também era meio difícil. Então quando acontecia era muito especial e mágico. 

Eu achava que era mágico só o fato de já está aconchegado ao meu lado tão espontaneamente, entretanto ele me surpreendeu ao entrelaçaram suas mãos nas minhas, juntamente com seu rosto que chegou mais perto. 

Sua boca parecia perto demais da minha e seus olhos transmitiam ternura, enquanto alternava entre olhar para os meus olhos e minha boca. O olhei fixamente e seu olhar quase semi cerrado parou em meus lábios entreabertos, naquela hora pareceu não se saciar em apenas observa-los. 

Eu senti que ele queria provar;

Queria sentir;

Queria toma-los para si num beijo. 

Recuei a tal pensamento e virei o rosto.

E como uma criança egoísta ele segurou meu rosto, me impedindo de tirar meus lábios do encontro de seus olhos. Era como se quisesse fotografar aquele momento e guardar em sua memória em nuvens, se recusava a perder um segundo sequer. 

Meu coração saltitava em movimentos brutos, suas mãos ainda estavam em meu rosto, quando ele depositou beijos em meu pescoço.

Um aqui, outro acolá.

Mas à essa altura do campeonato eu me perdia em curiosidade, enquanto observava suas ações, seu rosto e mais que isso.. 

O que seus lábios medianos tinham que pareciam tão suculentos?

Nós nos perdemos na cena em que ambos intensamente visavámos a boca um do outro. 

Como a Maria do bairro olhava para a boca do Luís Fernando. Uma descrição melhor que essa eu não poderei dar. 

Me dei conta de que não estava em uma novela mexicana quando um arrepio passou por minha espinha e tentei virar o rosto de novo. 

Juro que tentei. 

Mas suas mãos foram mais rápidas, ele as afundou em meu rosto e tomou meus lábios com os seus, como se quisesse reconquistar algo que outrora já lhe pertenceu.

Seus lábios se mexiam de um jeito que eu desconhecia, então atentei a ficar quieta e fechar os olhos – como a mulher de um tutorial de como beijar sugeriu. Obs: Não que eu tenha pesquisado algo assim, mas o vídeo e o título eram tão chamativos. – Acho que para não me assustar, ou algo do tipo, seus lábios não demoraram a se separaram dos meus.

Abri meus olhos devagarinho, com medo de o ver com uma cara de quem não gostou e até uma careta, vai que ele fingia que não me conhecia mais, porém quando definitivamente os abri, notei um sorriso satisfatório vindo de Gaara, para o meu alívio. 

Dei um sorriso tímido em resposta e ele me fitou como antes fez, com aquela ternura. 

Ele queria mais, eu sabia; ele queria me ensinar a beijar, logo, não se contentaria até que eu aprendesse a corresponder.

Eu admito que alguma vez por mensagem pedi para que ele me ensinasse, mas acreditem.. eu enviei uma figurinha para não parecer tão sério, apesar de estar falando sério.. bom, no final, isso me dava a chance de fingir demência. O que não foi preciso, porque ele concordou. 

Fechei os olhos e entreabri a boca, era um convite para dizer que eu estava totalmente entregue. 

Meus lábios estavam esquisitos, era uma sensação nova que estava disposta a sentir novamente. 

Gaara atendeu ao meu pedido e a sua vontade, depositou sua mão na minha nuca é aproximou seu rosto do meu. 

Outro beijo.  

E dessa vez eu tentei acompanha-lo no.. sabe-se lá o que estava fazendo. Foi quando deu um sorriso durante o beijo separando nossos lábios de novo. 

Minha mente – pervertidamente insatisfeita – me levou a pensamentos desejosos.

Sendo direta, eu queria que o beijo fosse mais longo

Olhei para a janela do ônibus, meio frustrada – ou morta de vergonha, um pouco de cada, a gente vai equilibrando – e avistei uma lanchonete com promoções bem convincentes. Lembro inclusive de pensar naquela mesma hora de querer ir lá algum dia com ele e nossos amigos. 

Mal imaginaria eu que mais tarde ela se tornaria minha pior vilã, já que ela ficou bem guardada em minha memória e toda vez que passasse naquele mesmo local eu lembraria do tal primeiro beijo.

Toquei meus lábios,  ainda sem jeito. 

Seu gosto ainda estavam ali; a sensação de um beijo também. Meus lábios estavam esquisitos de novo, talvez entorpecidos com a mais viciante das drogas.  

Então olhei para frente evitando olhar para Gaara, minha vergonha gritava pedindo piedade. 

Mas o bendito ruivo – muito lindo, por sinal– parecia não conhecer tal palavra – em outras palavras ele era totalmente sem vergonha, isso mesmo, pasmem.  – chamou por meu nome docemente e eu inocentemente olhei. Gaara segurou na minha bochecha e se aproximou do meu ouvido. 

-Eu te amo. – Sussurrou no mesmo, enquanto eu quase tive um infarto. 

Fiquei parada, era a primeira vez que ele me dizia aquilo pessoalmente. Então lentamente virei para encara-lo, tentando digerir o que ele disse, umedici os lábios e fiz um bico surpresa. 

-Você.. é a primeira vez que me diz isso  – sussurrei o olhando. - É a primeira vez que meus ouvidos ouvem você dizer isso.. – reforcei a frase anterior tocando em sua boca. - Eu.. sabe.. tô bem surpresa, nunca achei que diria isso pra mim, cara! – disse empolgada. - Olha, eu também te amo, amo muito. 

A adrenalina estava a mil no meu corpo, junto com a surpresa, o que fez a vergonha ir pastar por alguns segundos. 

Ele deu um breve sorriso faceiro –tal que nunca tinha visto– então uniu seus lábios aos meus novamente, sua brincadeira com minha boca parecia ser algo que ele havia gostado muito. 

Mal havia tirado de mim o meu primeiro beijo e já queria o terceiro? Não mesmo. Se ele achava que podia me comprar com uma declaração de amor. 

Ele estava quase certo. 

Reagi ao toque e mordi seu lábio, puxando-o e segurando com os dentes.

Gaara arregalou os olhos e logo fechou um deles, reclamando que doía, mas as palavras não soavam direito, então eu fingia que não as ouvia.

Ele continuou a protestar até que eu o soltei. O ruivo me olhava enquanto tocava o local, averiguando se não havia sangue. 

- Maluca.  – completou esfregando a boca. 

Eu ri e beijei sua bochecha, ele recuou ao toque com medo que fosse outra mordida, mas não disse nada. Devo dizer que me senti culpada e o abracei. Porém, o soltei rapidamente lembrando do que havia acontecido a poucos segundos. 

Escondi meu rosto entre as mãos e só pude ouvir Naruto e Temari discutindo sobre a cor do laço de uma menina – O Uzumaki afirmava que era verde, a Sabaku por sua vez não se importava em teimar que era azul – e Sasuke apenas fingia que ambos não existiam com sua famosa cara de desdém – em algum momento ele já foi meu mega crush, mas agora só a Sakura mesmo – e assim que passaram perto de mim e quando os olhei, que percebi que o ônibus havia freado em nosso destino e nem ao menos notamos.

Shikamaru que estava na frente dos dois loiros insistiu que ambos os problemáticos – como ele se referiu – ficassem quietos, pois tratava-se de ciano.

Nem um, nem o outro. Simples assim.

Então eu e Gaara decidimos silenciosamente esperar a fila que se formou rumo a porta do ônibus se desfazer.

Só não esperávamos que Karin fosse incovenientemente. Na verdade eu já sabia, o meu date ruim tá aí pra provar. 

Estreitando os olhos em nossa direção, pensando em alguma maluquice que ela mesma sempre inventava. 

Pensado e certo!

Aquela garota colocou o punho fechado na frente da boca – do nada – pigarreou umas duas vezes e começou a castigar todos em volta desafinadamente.

- Deixa acontecer n a-tu-ral-mente! – cantava feliz da vida, se sentindo a própria  rainha do pagode, enquanto andava a passos lentos e de algum jeito tentava sambar. 

O fato é que ela fez questão de acenar – ou apontar –para onde eu estava. 

- Você não gira muito bem, ne Karin? Será que é um problema de família? –perguntei irônica e a mesma arqueou uma sobrancelha.

- Você por um acaso.. está me comparando com o idiota do Naruto, darling? –cruzou os braços e revirou os olhos.

- Ei, eu ouvi isso. –Resmungou certo loiro de olhos azuis, que estava próximo a saída.

- Era pra ouvir mesmo, idiota. –Karin reafirmou a medida que ajeitava seus óculos, a qual pareciam escorregar.

A ruiva Uzumaki poderia ter ficado numa boa, zuando a mim e Gaara, mas o destino era justo e um carinha de cabelos brancos parecia ter sido mandado para se mostrar o akai ito amarrado diretamente com a minha vingança. 

Ou com a Karin, que por ser tão implicante ficou parada fazendo showzinho, não deixando ninguém passar e a fila acumular ainda mais. 

- Ei, ruivinha barraqueira –ele chamou e Karin olhou para os lados tendo a certeza que não era com ela, imaginem a cara de descrente que fez, quando descobriu que não havia outra ruiva além de si - Você mesmo. Dá pra sair da frente, darling? –provocou imitando o sotaque que Karin fazia na hora de pronunciar a última palavra. 

Ela novamente ajeitou os oculos nervosa, respirando fundo. 

- Como é? – perguntou alheia, incerta sobre o que ouviu.

- Além de barraqueira é surda. – o moço provocou novamente olhando para o teto e depois revirando os olhos. 

- Suiguetsu.. – Gaara chamou em um tom repressivo.  

- Gaara, me deixa.  –resmungou estalando a língua.  

- Ô!  Vocês se conhecem, Sabaku Red? Você tem uma excelente rodinha de amigos, huh? – desdenhou irônica.  - e escuta aqui, mister cretino cara de peixe morto.  –começou enquanto apontava para o peito do mesmo,  que levantou as mãos em um falso rendimento. - Você é um.. um.. –murmurou dando uma pausa para pensar e bufou - Um bobo! Isso.. bobo e cretino. Cretino esquisito metido a besta.– acrescentou por fim. 

Bom.. e o tal Suiguetsu até tinha tentado –mentira – segurar a risada.

-Faça-me um favor né,  ruivinha – disse em meio a gargalhadas e segurando a barriga que parecia doer de tanto rir, logo se recompôs –aprenda a xingar, querida dama. –Pegou a mão de Karin e deu um beijo.  - Posso saber seu nome?

- Suiguetsu, né? O seu? – a ruiva deu um pequeno sorriso, recuando sua mão  e agarrando a bochecha do menino, forçando-o fazer um bico - Vá ver se eu tô na esquina.  Aproveita e vá para o quinto dos infernos. Troglodita! –gritou e saiu resmungando o azar de ter o conhecido, não sem antes parar e olhar por cima dos ombros. – Ô, sim! Aproposito Karin.. Karin Uzumaki é o meu nome, é claro.. O desprazer é todo meu.. Mas não se preocupe em lembrar, porque não quero ver pra você nunca mais, Dar-li-ng. – silabou num tom irritante, em forma de sussuro e saiu quase saltitando.

- Mais fácil te encontrar na esquina, perua! – retrucou alto para que fosse ouvido, mas ela se quer olhou para trás.  - Desmiolada!  – tentou mais uma vez e Karin desceu do ônibus sem dar ouvidos.

Eu mantinha minha mão nos lábios,  surpresa. Ninguém é de ferro, não aguentei ao ver a cara de raiva do sujeitinho e gargalhei sem parar da cara dele.

- Parece que você perdeu essa, darling – provoquei o garoto dando de ombros e levantando, tendo como objetivo a saída - Karin é encrequeira, barraqueira e extremamente infantil. Toma cuidado com ela. Ah, meu nome é Ino Yamanaka, Suigetsu, o prazer é  meu, viu. – mexi os dedos como a mão estendida no ar, como uma forma de cumprimento e finalmente desci do ônibus.

Gaara estava logo atrás, nem fiz menção de espera-lo. Na verdade.. eu queria era evitar o máximo que podia e o fiz. 

Andei apressadamente, cheguei a ver Naruto, Sasuke, Karin e Temari esperando na calçada e todos estavam rindo da ruiva, que já estava contando o quão 'divosa' foi ao sair desfilando depois de mandar o sujeitinho ir caçar ela no inferno.

Quando os vi e suas atenções foram para mim, dei um sorriso constrangido e disse um "tchau" com um aceno, tomando rumo na frente apressadamente. 

Claro que eu sabia que eles iriam estranhar minha atitude, porque eu sempre me despedia minuciosamente de cada um.. dando longo abraços etc.

Mas aí é que estava o X da questao: isso implicaria também me despedir do Gaara e definitivamente eu não conseguiria abraçar ele de novo, sem que tivesse um buraco pra enfiar a cabeça logo ao lado. 

Ok, Ino. Estava tudo Certo.  

Os beijos com certeza foram mais que suficientes. 

Eu sentei no banco de concreto da parada e esperei pacientemente o ônibus. Para minha sorte–  pelo menos naquela hora  – os ônibus dos demais passava em outra parada, logo, estaria sozinha.. ou pelo menos sem ninguém conhecido.

Foi quando parei pra pensar um pouco. 

EU TINHA ACABADO DE PERDER O MEU BV. 

Aquele que passou anos intacto, porque simplesmente eu não poderia fazer com qualquer um. 

E bom.. passou um filme enorme na minha cabeça,  desde a minha primeira paixonite sem pé nem cabeça pelo Sasuke e situações bobas com meninos até vir o Gaara e tirar de vez o meu titulo árduo. 

Não que eu estivesse reclamando, é claro. Eu não me arrependi, nunca o faria, eu acreditava. 

E foi com esses pensamentos que eu quase perdi o ônibus. A minha sorte que um moço também o esperava e assim ambos entramos. 

Quando sentei em uma cadeira das várias cadeiras vazias, abri minha mochila e vasculhei atrás do meu celular, o achei debaixo de vários treco que eu geralmente enfio lá dentro. 

Mandei mensagem num grupo que somente Sakura e Hinata estavam. Pedi um "socorro" e iria esperar elas responderem.

Não perdi tempo e automaticamente sai da conversa, mandei mensagem para Tenten.  

"Amiga.. acabei de perder o BV" 

Bom.. e ela – do jeito que era viciada e não desgrudava do celular – Respondeu na mesma hora. 

"QUE?" – Na mente eu li como um susto e então soltei uma risada anasalada. 

Mas logo em seguida mandou um "Gaara?" 

E depois "Conta tudo!"

Tudo bem, eu contei tudo pra ela.. e bom.. resultou em dois minutos de áudio, era tudo em mínimos detalhes. 

Mas sua personalidade meio pavio curto surgiu logo em seguida, percebi que a paciência dela escorregou pelo ralo, quando com o caps lock ligado ela respondeu. 

DOIS MINUTOS E QUARENTA E TRÊS, INO!?

Tá.. foram dois minutos de áudio e mais quareta e três, quase três minutos mas tudo bem, tudo certo.

E a pergunta deve ser: O que tanto eu tinha pra falar? Eu também não sei, entretanto é uma boa pergunta.  

Dei de ombros e não me dei ao trabalho de responder a mensagem, Tenten era curiosa.. iria ouvir o áudio de qualquer jeito.

Ela ouviu e em contrapartida enviou um audio também, devo mencionar inclusive, que ela quase teve um treco a cada segundo do áudio sobre como as coisas aconteceram. 

"Meu Deus, Ino!" "Pelo amor de Deus, Ino!" "como assim,  Ino?" e por aí foi.

E claro.. –  pensei procurando a copia das chaves da minha casa na mochila – eu não podia culpa-lá.. as coisas eram tão esquisitas, tudo acontecia minuciosamente do nada, impressionante.  – continuei remexendo minha bolsa em busca das benditas chaves. –  eu queria escutar o acaso, mas ele não facilitava pra mim. 

Ele queria nos juntar ou não?  

Quando finalmente achei as chaves, minhas coisas estavam todas espalhadas na sarjeta de casa, joguei tudo apressadamente da mochila, a coloquei sobre os ombros e levantei. 

Bom.. como eu disse lá no início, o dia estava indo bom demais pra ser verdade; a chave caiu no chão.. precisamente dentro da lama. 

É válido ressaltar que as calçadas não eram lá grandes e o bueiro era bem próximo.  

E cara, foi tão frustrante tentar pegar as chaves de casa e vê-las entrando perfeitamente dentro do bueiro.  

- Tá de brincadeira né.. – sussurrei mais pra mim mesma. - Cacete, acaso! De novo!? – gritei revoltada com os ventos e sentei emburrada no meio fio. 

Agora eu teria que esperar o meu pai ou a minha mãe chegar do trabalho, ou talvez até um milagre divino, no mais, era rezar para não ser assaltada. 

Ô sorte hein, vida? Me dá um dia lindo e me tira o humor. Troca injusta. – foram pensamentos que passavam por minha cabeça.  

E foi sentada feito uma pobre coitada no meio fio que eu voltei a pensar.. que por mais que eu tentasse não conseguiria decifrar, por mais que tentasse tudo parecia ainda mais impossível.  

Já tava passando da hora do destino colocar um pisca pisca na minha frente dizendo "Sim, Ino! Esse caminho que você deve trilhar. Você não vai se machucar tanto assim, esse é o amor da sua vida!" 

Ou podia ter plaquinhas com "Distância. Esse não é o amor da sua vida!" 

Aliás.. Santa mãe do meu ascendente em Aquário, por que dificultar as coisas?  

Nós estávamos forçando algo que o acaso estava batendo o pé para que não acontecesse.. ou ele estava fazendo o dificultoso ser mais gostoso? 

Se bem que.. mais gostosa que aquela boca, só ele todo. 

Porém tudo bem. 

Afinal, entre ir ou não ir.. 

Eu vou!


Notas Finais


olá, meu amores. Tudo bem? Espero que sim <( ̄︶ ̄)↗ haha
Obrigada por ler e até a próxima 0/

Obs: É só eu que me identifico com os áudios grandes da Ino? XD

Ateee 0/


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