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História Esmeralda - Pedras preciosas - Capítulo 36


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Notas do Autor


Peço desculpa pela ausência, mas não foi por opção.
Tive alguns problemas pessoais, mas está tudo bem agora. Espero que mais nada impeça a nossa jornada.
Beijos!

Capítulo 36 - Capítulo trinta e seis - Peter


Fanfic / Fanfiction Esmeralda - Pedras preciosas - Capítulo 36 - Capítulo trinta e seis - Peter

    Esmeralda está dormindo tranquilamente agora. Depois do episódio do restaurante, eu tive que trazer ela para o meu apartamento e dizer para Nicholas que ela não estava bem para trabalhar. Eu tenho medo que quando ela acordar diga que não quer mais ficar comigo e vá embora.

   Ela está dormindo há duas horas e nessas duas horas, eu tenho rezado e aproveitando tocar nela porque pode ser a última vez que vou fazer isso. Acaricio o seu cabelo, sentindo uma dor no meu peito. Eu não quero que ela me deixe. Estávamos tão bem e agora vem isso. É por isso que eu não quis dizer nada para ela.

    Toco o seu rosto e dou um beijo casto nos seus lábios, mas ela continua dormindo. Ela é tão linda e boa, eu estou tentando merecer seu amor. Eu sei que ela merece alguém melhor que eu, mas eu quero ser o que ela quiser, quero ser melhor.

    — Eu te amo! — Sussurro e continuo brincando com o seu cabelo.

    Ela toca o meu braço, afastando do seu cabelo, depois beija a minha mão carinhosamente e abre os seus lindos olhos. Beijo a sua testa demoradamente, depois olho para ela.

    — Me perdoa, por favor!

    Ela fica por cima de mim e me abraça. — Eu perdoo!

    — Obrigado! — Aperto o abraço.

    — Eu devia ter voltado para o trabalho. — Ela olha para mim.

    — Você não estava bem para trabalhar. Eu falei com o Nicholas, você não vai ter nenhum problema. — Digo.

    — Desculpa ter saído daquele jeito do restaurante. Não quis fazer você passar vergonha.

   — Não faz mal. Eu não passei nenhuma vergonha. Eu não me importo com o que as pessoas pensam.

   — Eu imaginava que não.

   — Eu ainda não contei para a minha mãe. — Passo a mão no seu cabelo. — Mas eu tenho a certeza que ela vai ficar feliz.

   — E porquê acha isso?

   — Ela quis conversar com você no outro dia. Ela queria te convencer a me perdoar.

   Esmeralda fica sentada na cama, olhando para mim. — Espero que sim.

   Seguro a sua mão. — Quer que eu te leve para casa ou prefere ficar aqui?

   — Eu quero ficar.

   — Tive medo que fosse me deixar. — Digo.

   — Eu não vou te deixar. Não se você me der motivos para continuar.

    — Eu vou lutar por isso. — Me aproximo dela e nos beijamos, depois ficamos abraçados na cama.

    Eu não quero mais fazer nada que estrague isso. Não foi fácil conseguir Esmeralda de volta, eu quero fazer tudo certo e eliminar as pedras no meu sapato. Felizmente para mim, Halley não deve ser um problema. Ela não se arriscaria tanto por minha causa e nem deve sentir nada por mim. E ainda bem que Esmeralda já sabe da existência dela e que isso não tenha influenciado na nossa relação.

    Esmeralda sorri e olha para mim. — Eu estive pensando na festa da Tales Tec essa manhã.

    — Eu já tinha esquecido disso.

    — Eu comprei um vestido para usar nesse evento. Pensei que podíamos ir juntos, o que você acha?

    — Acho bom, meu amor! Podemos ir juntos. Podemos fazer o que você quiser.

    — Eu não quero fazer tudo que eu quero. Eu quero que seja algo que agrade os dois, sempre.

    — Você é a melhor namorada do mundo, sabia?

    — Obrigada! — Ela me beija.

    Sorrio. — Então, você vai fazer o jantar? Estou com vontade de provar a comida da minha namorada. Se você é uma fera no café da manhã, imagina no jantar.

    Ela ri, um som que é música para os meus ouvidos. — Eu não sou tão boa como a minha mãe.

    — Se Sofia ensinou você a cozinhar, então deve ser igualmente boa. Seja boazinha e cozinhe para o seu namorado.

    — Está bem. Eu faço o que você quer. Porque eu sou uma ótima namorada.

    — Com certeza, você é, meu amor! Eu não podia ter uma melhor. Linda, olhos verdes, sabe cozinhar...

   — Você está só querendo me comprar. Eu não sou tão idiota assim, Peter.

    — Eu digo isso porque é verdade. — Olho para ela. — Eu estou muito apaixonado por você, Esmeralda. Eu te amo!

    Ela sorri. — Eu também te amo.

    Abraço ela mais apertado, aliviado e feliz por ouvir ela dizer que me ama, apesar de tudo o que aconteceu. Na verdade, eu sempre souber que ela me ama, mas é sempre bom ouvir. Muito bom.

    Beijo ela mais uma vez. Eu estou tão feliz que sou capaz de gritar pelos quatro cantos do mundo. Não dá para descrever a felicidade que eu sinto por ter minha namorada de volta, por tudo estar dando certo. Não vou deixar nada nem ninguém estragar isso.

    Ontem tive que deixar Esmeralda e voltar para casa. Queria que a gente passasse a noite juntos, mas não deu por causa do trabalho, mas iremos aproveitar tudo isso no final de semana. Hoje é só quinta e já estou ansioso por estar com Esmeralda. O amor tem o seu lado bom que é maior que o ruim.

    Vou tomar o café com a minha família, cantando, assobiando alegremente, mas todos só olham para mim. Eu sento na cadeira e sirvo chá numa chávena, depois de cumprimentar todos da família.

    — O que você tem feito ultimamente? — Meu pai pergunta.

    — Sim, sobre isso, eu tenho um comunicado a fazer. — Sorrio.

    — Eu já tenho ideia do que pode ser. — Renner diz.

    — Pela sua felicidade, deve ser uma coisa boa. — Minha mãe sorri como se já soubesse de tudo. Eu acho que ela já sabe. Dizem que as mães sabem tudo, não é?

    — Eu estou namorando com a Esmeralda.

    — Finalmente! — Minha mãe levanta e vem me abraçar, dá beijos no meu rosto. — Eu sabia que vocês iriam se entender. Fico muito feliz por isso.

    — Obrigado, mãe. — Sorrio para ela.

    — Eu ajudei. — Renner olha para mim.

    — Que infantil, Renner! — Nicholas ri. — Muitos parabéns, irmão.

   — Você merece! — Harris também sorri.

    — Obrigado a todos.

    — Espero que dessa vez valha a pena. — Meu pai comenta.

    — Eu sei que vai. — Digo.

    Minha volta a sentar no seu lugar e abraça Nicholas. — Só falta você e Renner.

   — As coisas vão acontecer naturalmente. — Renner pisca um olho para ela.

   Nicholas abraça mamãe também. — Ou não vão acontecer.

   — Ele não está falando sério. — Harris olha para mamãe.

   — É apenas uma questão de tempo. Eu sei que sim. — Digo.

   — Bem, obrigado por me fazerem perder o apetite. — Nicholas levanta. — Até mais!

   Renner e eu rimos bastante, mas mamãe nos repreende. Eu sei que Renner e Nicholas vão mudar de opinião. Harris também porque eu não quero que ele case com Maise. Ela não é mulher para ele. Eu sei muito bem do que os meus irmãos precisam.

    Nicholas acha que precisa de uma mulher submissa, que concorde com tudo o que ele diz, obedece e tenha paciência para o seu sarcasmo. Eu acho que ele precisa de uma mulher que consiga tirar ele do sério, o faça sorrir como um idiota e que entenda o seu lado malévolo. Harris acha que precisa de alguém como Maise, mas não. Ele precisa de uma mulher sensata e que está disposta a fazer coisas novas ou ensinar para ele que a vida é muito mais do que ele pensa. Precisa de uma mulher boa, alegre e sorridente, talvez até um pouco louca. Já o Renner que acha que a vida é só festa, bebidas, mulheres e sexo, precisa de uma mulher que saiba o colocar na linha, uma mulher que faça ele usar uma gravata e ler um livro. Renner é sensível, mas tenta fingir que não é, então ele precisa de alguém que o faça sentir forte e ter confiança nele mesmo.

    — O que foi? — Harris pergunta.

    — Apenas alguns pensamentos que vieram na minha cabeça. — Sorrio.

    Eu conheço Harris, sei que ele não gosta de Maise, então, tenho quase a certeza que esse casamento não irá sair. Mas espero que não seja na hora H.

    Estaciono o meu carro e quando estou prestes a sair, recebo uma ligação de Luke. Não devia atender, mas eu tenho que garantir que ele vai deixar Esmeralda em paz. Gostaria que ele fosse para bem longe daqui.

    — O que você quer?

    Ele ri. — Eu acho que já estou cansado de dizer para você o que eu realmente quero.

    — Eu quero dizer o que você quer agora? Nesse momento!

    — Continuo querendo você, Peter.

    — Eu não tenho tempo para as suas brincadeiras.

    — Eu apenas gosto de ouvir a sua voz. Do mesmo jeito que você gosta de ouvir a voz da sua querida Esmeralda.

    — Pára de falar dela!

    — Está com medo? Não precisa se preocupar que Esmeralda não me importa mais.

    — Espero bem que não.

    — Mas tenho a certeza que ela deve ter saudades de mim. — Ri mais uma vez. Ele é completamente doente, só pode.

    — Ela tem medo de você. Ouve, se você me ama, deixa ela em paz!

    — Eu não vou mais atrás da Esmeralda, eu prometo. E faço isso para que veja o quanto eu te amo, Peter.

    — Ótimo!

    — Mas isso não significa que não possa ligar para o amor da minha vida de vez enquanto. Eu estive pensando, porquê ir atrás da Esmeralda quando eu posso ir atrás de você?

    — O que isso significa, Luke?

    — Você é um pouco lento, amor, mas não faz mal. Eu te amo mesmo assim. — E desliga.

    Eu acho que devia falar com o meu advogado, porque eu quero Luke bem longe de mim e das pessoas que eu amo. Nunca se sabe até onde uma pessoa apaixonada pode chegar. Por isso mesmo, eu fico feliz por Halley não estar apaixonada por mim.

    Saio do carro e entro na empresa. Meus olhos procuram a mulher mais linda e vejo ela sorrindo para mim. Mas eu tento disfarçar e olho para ela, sendo apenas o superior delas.

    — Bom dia! — Digo.

    — Bom dia, senhor Tales! — Elas respondem, mas na minha cabeça apenas oiço a voz de Esmeralda. Eu estou num nível perigoso e completamente irracional de apaixonado.

    Bato contra um dos empregados, mas recupero rapidamente e vou para o elevador, tentando não olhar para a Esmeralda. Isso está começando a transparecer e daqui a pouco todos vão saber. Eu não quero que saibam assim. Precisa ser de um jeito melhor.

    As portas do elevador se fecham e recebo uma mensagem de Esmeralda dizendo que está com saudades. Sorrio como um idiota, sentindo uma vontade enorme de voltar para lá e beijá-la como um louco. Só que isso não seria algo bem visto.

    Vou para o meu escritório e sento na minha mesa. Respondo a mensagem de Esmeralda dizendo que também estou com muitas saudades dela, mas para estragar o meu dia, eu recebo uma ligação de Madeleine. Já fechei tudo com Halley, porquê essa vadia também não me deixa em paz?

    Estou indeciso. Dá última vez, eu joguei cerveja por cima dela. Será que devo mesmo atender?

    Atendo. — O que você quer? — Acho que agora é desse jeito que vou atender os meus inimigos.

    — Apenas um convite. Eu quero saber se você e sua querida namorada adorariam aparecer na minha festa de aniversário.

    Olho para o celular, lembrando que ela faz aniversário essa semana. Mas porquê estou dando importância? Ela não significa nada na minha vida. Eu não quero saber se ela faz aniversário em Julho, Setembro ou Dezembro. Devia me preocupar é com o aniversário da minha namorada que eu não faço ideia de quando é.

    Céus! Sou um péssimo namorado.

    — Não, obrigada. Eu não quero mais nada que tenha a ver com você na minha vida. — Digo.

    — Você ainda não superou a traição. Eu entendo. Mas a vida segue. E poderíamos ser bons amigos. Sabe disso, não é?

    Consigo rir. — Depois de tantos chifres, tanta dor que eu senti, claro que não, Madeleine. Nunca seremos amigos.

    — É uma pena. Adeus!

    — Adeus, Madeleine!

    Desligo. Eu poderia mandar ela para o inferno, mas eu já ultrapassei essa fase. Madeleine não me machuca mais. Agora é Esmeralda a única que pode me machucar, que tem o meu coração em suas mãos e é ela que pode quebrá-lo.

    A vida é engraçada. Não acredito que tenho trinta e dois anos e já amei duas mulheres. Uma que nunca mereceu o meu amor e outra que eu estou fazendo de tudo para merecer o amor dela. Também já sofri demasiado nas mãos de Madeleine. Fui um completo idiota por dez anos e também fui um playboy insensível por quatro anos, me vingando em mulheres que não mereciam, ao mesmo tempo que era amante de Halley Savage. Agora estou a quase um mês tentando mudar e ficar com a mulher que eu amo. Sem falar do homem que também está apaixonado por mim há doze anos e que parece um obcecado.

    A minha vida dá para escrever um livro e fazer uma adaptação para o cinema. Tenho a certeza que seria um sucesso. Até consigo imaginar que ator faria de mim, quem faria de Esmeralda e quem seria o Luke.

    Sorrio com os meus pensamentos e ligo o computador para começar a trabalhar antes que o meu pai me apanhe aqui sem fazer nada. Tenho que trabalhar e mostrar para o meu pai que estou em condições de ocupar o lugar dele na empresa.

   Consigo me imaginar no topo, e quando eu estiver lá, não vou deixar que Esmeralda continue como recepcionista. Na verdade, isso vai acabar quando ela se casar comigo.

   Suspiro e expulso os pensamentos para longe. Esmeralda é uma grande distração, mas eu vou me acostumar com isso. E também preciso tomar medidas sobre o Luke.



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