História Esmeralda - Capítulo 38


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope)
Tags 2jung, Hopekook
Visualizações 79
Palavras 3.377
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 38 - O que sucede a tempestade


Sai do carro inspirando o ar profundamente em seguida o liberando devagar. Parecia bem mais puro e revigorante do que o sentindo todos os dias. As folhas balançando eufóricas devido ao vento forte que levava junto o meu cabelo só aumentavam a sensação de naturalidade. Andava com um pequeno sorriso nos lábios até a conhecida casa amarela sendo atingido pela nostalgia. Lembrava dos meus pés descalços em contato com a terra gelada e o cheiro leve de suor que emanava do meu corpo, depois das tardes de diversão vinha a hora do lanche, eu sempre teimoso tentava burlar as ordens da mais velha e correrria para sua casa imundo. Não dava muito certo já que Min Cha sempre me colocava no banheiro e eu tinha que tomar banho sentindo o cheiro delicioso do bolo de fubá.

Bons tempos...

Dou três batidas na porta de madeira bem envelhecida pelo tempo. Não demora muito para a mulher de sorriso amável aparecer com aquele rosto estampando saudade. Nos abraçamos calorosamente e recebo vários beijos maternos.

- Você ama esse bolo – do outro lado da mesa, Min Cha me encara com o rosto apoiado nos cotovelos, extremamente satisfeita por me ver comendo tanto.

Claro que depois de termos conversado um pouco sobre como tínhamos andado nesse período sem nos vermos ela me puxou para a cozinha.

- Suas mãos são mágicas – elogio sinceramente. É bom me sentir com doze anos de idade novamente.

Minha mãe postiça só alarga as curvas de seus lábios, ela ama ser elogiada em relação a comida que prepara com tanto carinho.

- E como está o casamento? Ainda não tive oportunidade de realmente conhecer Hoseok, ás vezes isso me deixa apreensiva sabe.

Me sinto um pouco mal por ainda não ter a convidado para ir à nossa casa. Mas a verdade é que tudo parece sempre tão conturbado. Meu casamento parecia um bolo composto por vários sabores, alguns melhores que os outros. Além da grande sobremesa ter partes muito doces e outras muito amargas sendo necessário a primeira para tirar o gosto ruim da segunda.

- Desculpa, prometo que hoje mesmo vou combinar uma data com Hoseok para jantarmos juntos... – começo e penso na outra parte de suas palavras, especificamente a pergunta.

“E como está o casamento?”

Não era tão simples responder. Seria mentira dizer que foi tudo um mar de rosas quando na verdade já fui furado por tantos espinhos. Só que ao ser questionado de tal maneira apenas Hoseok vinha à minha cabeça, só o meu marido. Minha paixão doentia. Então eu respondia:

- Perfeito – e com um sorriso abobado adornando as expressões.

- Nossa – gargalhou brevemente – Você é mesmo louco por esse homem – constou divertida.

- Você nem faz ideia Min...


[...]


- Bom, já vou indo – a abracei novamente. Odiava despedidas.

- Não demore tanto para voltar – pediu me soltando aos poucos.

- Pode deixar – levantei o polegar piscando um dos olhos.

Dei as costas para a mulher que ajudou em minha criação indo em direção ao carro. O motorista estava escorado no automóvel enquanto olhava alguma coisa em seu celular. Antes de entrar senti uma pontinha de saudades em meu peito e tive que guiar meus olhos para o lugar que minha mente pedia. Fitei a construção onde cresci ficando ligeiramente triste por ela estar tão abandonada. E foi nesse momento sentimental que notei uma irregularidade na paisagem. Quem era aquele cara?

Me aproximei em passos largos observando o indivíduo que tinha as mãos ocupadas por uma fita métrica e um outro equipamento não identificado por mim. Ele estava de costas e se virou assustado ao sentir minha aproximação.

- Quem é você? – perguntei grosso. Talvez fosse a convivência com Hoseok que estivesse me acostumando a ser tão impaciente.

O observei ficar totalmente desestabilizado olhando atordoado para um lado e para outro, típicos movimentos de quem está prestes a mentir.

- E-eu... – pausou colocando a mão na nuca – Sou biólogo e pesquiso répteis, achei ter visto um por aqui me desculpa se invadi sua propriedade.

Eu sabia exatamente do que se tratava. Não iria engolir aquela mentira tão mal contada.

- Olha... – me aproximei intimidante do sujeito – Sei de um réptil ótimo para você pesquisar, Jung Sunmi é o nome. Mas acho que já a conhece porque foi ela que te mandou até aqui. Só vou avisar uma vez: fica longe – ele começou a balançar a cabeça negativamente pronto para inventar mais fatos que não eram verdadeiros.

- Sai daqui, porra! – gritei antes que o homem tivesse a chance de abrir a boca. Ele se assustou com o tom e não demorou para sair aos tropeços da minha beira – E não volte mais – avisei enquanto o via correr na direção de uma caminhonete.

Precisava conversar seriamente com Hoseok sobre isso.


[...]


Estava esperando a fila relativamente grande da padaria andar, amo esse estabelecimento desde que Hoseok me apresentou ele. Estava aqui para comprar tortilhas, porque sei que meu marido ama, e levar para a gente comer em casa, além de que comer aliviava o estresse esse fator causado muitas vezes em minha vida por causa de Jung Sunmi. Foi fácil identificar o motivo pelo qual um homem desconhecido estava em minha antiga casa. Não sou burro para não conseguir ligar os fatos e me lembro muito bem do dia em que a mãe do meu marido mostrou interesse pelo terreno extenso. A pergunta que não queria calar era: Por que?

Fiz o meu pedido quando a pessoa a minha frente se dirigiu ao caixa e logo estava saindo da padaria, desviava da melhor maneira possível dos corpos em meu caminho até que tive o braço segurado por alguém. Demorei um pouco para reconhecer Yoongi.

- Oi Jungkook – cumprimentou calorosamente me estendendo a mão, troquei a sacola para a mão direita e estendi a palma para o de cabelos azuis.

- Oi, tudo bem?

Outro dia quando estava em um dos passeios com Pêssego encontrei Yoongi na praça próxima a uma região com um aglomerado de comércios. Ele que veio falar comigo pois eu não o conhecia ainda, apenas havia o visto uma vez no meu casamento já que o mesmo que tocou piano em minha entrada, mas claramente não o reconheceria nem em mil anos. Depois de se apresentar devidamente nós desenrolamos vários assuntos aleatórios e eu descobri que o mais velho era uma ótima companhia, ele me lembrava Taehyung.

- Estou ótimo. Cadê o Hobi?

- Em casa.

- Que bom, será que eu posso ir até lá? – perguntou praticamente se convidando.

Franzi o cenho rapidamente achando a atitude um tanto saidinha mas logo me repreendi por estar tendo tal pensamento. Em nossa conversa de uns dias atrás, eu mesmo havia comentado com Yoongi como seria bom ele ir até lá já que Hoseok nunca convidava nenhum amigo.

- Tá, pode – sorri amarelo. Me questionei interiormente se Hoseok não acharia ruim logo descartando a possibilidade, segundo Yoongi eles eram amigos oras.

Esperei que o azulado comprasse sei lá o que na padaria e nos dirigimos para o carro. Ele estava a pé já que morava por perto. Seguimos para a minha casa e de Hoseok rindo durante todo o caminho, o Min era deveras engraçado com seu jeito “marrento”.

- Cheguei! – gritei para Hoseok tirando o meu casaco e pegando o de Yoongi entregando ambos para Mia que apareceu para nos receber.

- O Hoseok não está – informou. Tinha alguma coisa estranha nela, seus olhos estavam vermelhos parecia ter chorado bastante.

- Aonde ele foi? - indaguei desprovido da informação básica do lugar em que meu marido estava.

- Não sei – ela falou baixinho.

- Você estava chorando? – ela balançou a cabeça negativamente – Hoseok brigou com você? – eu sabia o quanto o moreno poderia ser duro quando queria, já tinha experimentado o gosto amargo.

- Não – respondeu com a voz tremida me dando certeza que minhas suposições estavam certas. Balancei a cabeça concordando, se ela não queria falar não a obrigaria. Apenas conversaria com Hoseok depois.

Busquei meu celular no bolso e liguei para o Jung mas o aparelho dele estava desligado. Bufei chateado por ele pelo menos não ter deixado um recado informando para onde iria.

- Jungkook – tinha me esquecido da presença do mais velho até que ele se pronunciou – Hoseok já deve estar chegando não se preocupe, sabe como ele é impulsivo deve apenas ter tido uma ideia repentina e foi colocá-la em prática – assenti positivamente. É, eu não deveria ficar preocupado nem nada ele apenas deve ter ido dar uma volta – O que acha de tomarmos um banho de piscina enquanto ele não chega?

Eu e Yoongi fomos para a área da piscina depois de termos feito um lanche rápido na cozinha. Até cheguei a colocar um calção para entrar na água mas acabei desistindo depois. Yoongi tirou a roupa ficando só de cueca e eu fiquei constrangido de estar no mesmo espaço que ele, até o ofereci um calção mas o mesmo recusou. Eu também recordava de cenas que sei que nunca mais se repetiriam. O dia mais errado da minha vida quando eu e Taehyung estávamos juntos naquela água. Tentei esquecer desses pensamentos ruins e consegui me distraindo com os relatos de Yoongi sobre o passado dele e de Hoseok. Vários deles envolviam mulheres porém tentava levar em conta apenas a parte engraçada. Eu sabia bem como Hoseok era, tinha que aceitar o fato de que ele dormia com várias antes de mim.

- Jungkook! – escutei o chamado. Aquela voz maravilhosa preenchendo meus ouvidos, o sorriso vinha instantaneamente. Me virei visualizando sua imagem linda e ligeiramente quebrada – devido a perna.

- Meu amor – pulei enlaçando seu pescoço verdadeiramente empolgado com sua aparição. Não consegui me controlar, beijei os lábios cheinhos enquanto Hoseok permanecia estático – Seu amigo Yoongi é bem legal, ele estava me contando umas histórias divertidas do passado de vocês – o contei sorrindo. Agora que Hobi tinha chegado, pretendia entrar na piscina junto com ele. Estávamos casados a meses e ainda não tínhamos usufruído dessa regalia. Yoongi saiu da piscina e eu estava prestes a pedir que ele buscasse umas cervejas na geladeira.

- O que está fazendo aqui? – Hoseok puxou os braços se libertando do meu aperto. A voz que ele usou para questionar Yoongi me deixou na defensiva. Tinha alguma coisa muito errada.

- Jungkook me convidou – Yoongi soltou a meia verdade. Até porque eu não tinha o chamado propriamente para vir em nossa casa hoje, apenas havia jogado uma questão no ar e esperava a oportunidade certa para colocá-la em evidência, o próprio Min que adiantou o processo.

Hoseok não se mexeu por um tempo. Sua expressão se tornou dura e as veias de seu pescoço saltaram. Observei suas mãos se fecharem em punho e pelo modo que seu pomo de adão se movimentou parecia que o Jung engolia um líquido amargo.

E ai ele riu. Riu assustador. Rio com ódio olhando fixamente para o “convidado”. Eu pensei que ele pularia no pescoço do azulado e o esganaria por isso fui em sua direção encostando com calma em seu braço. Fui empurrado com brutalidade.

- Não chega perto de mim! – gritou com as pupilas dilatadas. Me encolhi dando dois passos para trás com as lágrimas já prontas para serem derramadas. Eu não conseguia entender a situação e era como se eu estivesse feliz em um dia ensolarado e do nada começasse uma tempestade destruidora me arrastando para dentro do caos. Se eu soubesse que trazer Yoongi para nossa casa causava um efeito tão ruim nunca teria feito. Eu pensei que eles fossem amigos...

Estava completamente cego em meio a situação.

- Hoseok... – o de pele clara chegou perto do moreno querendo o dizer alguma coisa, não cobseguiu, foi acertado em cheio por um soco que muito provavelmente quebrou seu nariz. O barulho do osso quebrando era horrendo aos meus ouvidos e eu soltei um grito de desespero ao ver o Min caído no chão com o rosto manchado de sangue.

- Meu Deus! – exclamei desesperado sem saber o que fazer. Hoseok se preparou para dar um chute na barriga do mais baixo e eu finalmente acordei para a vida me agachando na beira do mais velho o protegendo com meu corpo. Sabia que Hoseok não teria coragem de me bater. Yoongi gemia de dor e olhava assustado para o Jung.

- Vai proteger ele né!? – o moreno tremia de raiva e parecia um louco tendo uma das piores crises. Ele levantou a mão para mim e eu fechei os olhos esperando pelo pior, pensei que a cena trágica do enterro do meu avô se repetiria. Mas nada veio. Quando abri os olhos e minhas orbes se encontraram com as de Hoseok o que vi foi pior do que um rapa na cara. Era uma calmaria dolorosa, a mesma que sucede a tempestade quando tudo está destruído.

Me levantei para finalmente o questionar as razões de tudo aquilo, meus neurônios queimariam antes que eu entendesse. Só que Hoseok correu se afastando de mim como um flash.

- Eu vou falar para Mia te acompanhar até o hospital, o motorista vai levar vocês. Se quiser ligue para alguém te acompanhar. Me desculpe – completamente desesperado não esperei que Yoongi se manifestasse e corri até a empregada. A minha maior preocupação estava no segundo andar agora.

Expliquei tudo para Mia vendo ela arregalar os olhos e assentir indo para a área da piscina rapidamente.

Acreditado que a mais velha cuidaria propriamente da situação prestando o socorro necessário subi as escadas ligeiro com a vista embaçada devido o efêmero choro. Sabia que ele estava dentro do quarto. Travei quando cheguei perto da porta pensando no quanto meu marido estava instável e em como ele parecia adotar uma postura agressiva nesses momentos. Fiz uma prece silenciosa implorando que eu descobrisse a raiz do problema e conseguisse arranca-la com força.

Girei a maçaneta devagar com o corpo completamente tenso. Respirei fundo várias vezes e entrei. A luz estava apagada e o quarto era iluminado apenas pelas lâmpadas da varanda, procurei meu marido não o encontrando em nenhum canto capturado por meus olhos. Devia estar no banheiro. Empurrei a porta branca que estava apenas encostada com o coração batendo na garganta, a apreensão dominava meus ossos.

- Hoseok... – o chamei já que o mesmo estava de costas com as mãos apoiadas na pia e a cabeça baixa – O que aconteceu? – questionei baixo praticamente agarrado ao móvel que separava quarto do banheiro. Queria que tudo se esclarecesse ao mesmo tempo que tinha medo de saber o porquê do comportamento tão instável.

Ai ele disse. E foi como pisar no inferno e encarar o capeta.

- Você me traiu. Taehyung me contou.

Minhas pernas automaticamente fraquejaram e eu vi todas as coisas que construí ruírem diante dos meus olhos como se tivessem sido atingidas por bombas. Sentia que ia desmaiar, meu corpo sujo desfaleceria no chão e poderia ser pisoteado por todos. Eu merecia. Pensei ter esquecido de toda a podridão mas agora ela voltava me causando enjoo. Hoseok se virou e a imagem foi demais para mim. Cai de joelhos gritando alto ao liberar o primeiro nó da minha garganta. Não continuaria persistindo no erro negando a traição e de qualquer modo minhas ações deixavam nítido que o que foi dito é verdade.

- Você também chorava enquanto fodia com Yoongi? – riu sarcástico separando os lábios tremidos. A postura beirava a insanidade.

- O que? – as lágrimas escorriam em abundância e eu tentava me controlar. Mesmo que parecesse impossível tinha que lidar com a situação – Eu nunca fiz nada com Yoongi, Hoseok. Foi apenas com Taehyung – me surpreendi quando consegui dizer de maneira firme. Confessar os erros pode se comparar a levar diversas facadas.

Hoseok negou com a cabeça e depois pareceu ter entrado em pane, até que arregalou os olhos desacreditado. E esse adjetivo também valia para mim. Ao mesmo tempo que minha cabeça era dominada por hipóteses trágicas que sucederiam a situação me questionava o motivo de Taehyung ter feito uma coisa dessas. Nesse momento também tinha ideia da sensação de ser traído e isso só piorava a culpa, a empatia não era muito bem vinda, nessas horas eu devia estar implorando para Hoseok me perdoar e não me deixar. Eu usaria todo o meu egoísmo hoje porque preferia morrer do que perdê-lo.

- O que você e Taehyung fizeram? Quero detalhes – se agachou na minha frente com uma nova face. Essa me lembrava de quando o conheci.

Frio.

Extremamente rígido.

- Por favor não... – implorei chorando alto. Detalhar seria a pior das torturas.Seria enumerar os maiores erros da minha vida.

- Vamos Jeon Jungkook – Pronunciou meu nome dando ênfase no antigo sobrenome.

Estava tudo acabado...

- Ele me beijou antes do casamento – minha voz saia tremida e Hoseok estava atento a tudo que eu falava – E na piscina... Nós nos agarramos e ele me chupou – respirava tão profundamente que sentia que começaria a hiperventilar a qualquer momento, a falta de reação do Jung só piorava a situação – Mas não chegamos até o fim eu o empurrei – adicionei.

- Que reconfortante – riu mordendo os lábios com força – Você pode ir terminar agora se quiser porque quero que saia dessa casa agora – ordenou autoritário – Vou te contar uma coisa. Minha mãe é uma grande vagabunda, ela trepava com outros enquanto meu pai ia para o trabalho, era nojento para caralho e um dos meus traumas de infância. Parabéns – bateu palmas gargalhando – Acabou de fazer o mesmo, de ser sem escrúpulos que nem Jung Sunmi.

Eu só conseguia me encolher e tentar liberar a minha dor através do choro.

Não podia acabar!

Eu sou o pior ser humano do mundo por estar fazendo isso com ele. Eu revivi seus antigos traumas o traindo da pior forma possível.

- Por favor, Hoseok – me arrastei aos seus pés gritando desesperado – Me perdoa eu não sei onde estava com a cabeça, eu te amo muito – agarrei seus pés desesperado.

Pensei que ele fosse me chutar com tudo porém o moreno me segurou pelos ombros me empurrando de sua frente.

- Eu vou sair e quando voltar não quero te ver aqui – avisou neurótico. Pegou todos os enfeites que implementavam o visual do nosso quarto e começou a tacar na parede os fazendo se espatifar. Abriu o closet e arrancou diversas roupas do cabide as espalhando com brutalidade, ele era tão forte que conseguiu quebrar as portas do móvel. A cama foi revirada e não demorou muito para que tudo fosse um enorme caos.

Nosso ninho de amor estava destruído...

- Não! – eu gritava vendo aquela cena tão dolorosa.

Hoseok se virou e veio para cima de mim com tudo. Segurou em meu pescoço o apertando com força. Sorri por pelo menos estar sendo tocado por ele. Desejava que o serviço de suas mãos fosse finalizado.

- Você não pode exigir nada de mim, nunca mais – disse entredentes – Olha para o nosso antigo quarto, acabou. Está tudo destruído. Você provocou isso. Você nos destruiu – me largou e cai no chão puxando o ar com força para dentro dos pulmões.

O Jung saiu do quarto e eu corri para o alcançar nas escadas.

- Hoseok – gritei, ele já estava no andar de baixo – Por favor não me deixe – escorreguei nos degraus me segurando no corrimão para não rolar por escada à baixo.

Ele se virou para analisar meu estado e continuou seu caminho.

- Por favor não vá! – continuei implorando tentando chegar perto dele como se minha vida dependesse disso, o que era a mais pura verdade – Então me mata – pedi quando o alcancei e tentei o agarrar sendo empurrado com brusquidão – Por favor me mata, não quero viver sem você eu não vou conseguir – tremia e chorava enquanto protagonizava aquela cena doentia.

Hoseok balançou a cabeça negativamente várias vezes até fechar a porta principal causando um estrondo. E eu fiquei ali jogado com lágrimas nos olhos.

Acabado.

- Me mata, eu não consigo viver sem você – repeti em um sussurro para o nada desejando acabar com toda a minha podridão.

Adormeci no chão com vontade de cortar os pulsos e rolar em meu próprio sangue. Em meus pesadelos não consegui sair da cova que eu mesmo cavei. E acho que seria exatamente assim quando acordasse...



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