História Esmeralda - Capítulo 8


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Palavras 1.051
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Loving can hurt sometimes


Fanfic / Fanfiction Esmeralda - Capítulo 8 - Loving can hurt sometimes

"Mas se não acontecer, se não for pra ser, de qualquer forma, obrigado por ser uma das minhas lembranças mais bonitas."
Capitule. 

 

“Jogador do Paris Saint-Germain sofre acidente após festa”

“Julian Draxler bate com o carro”

“Acidente envolvendo vencedor da copa das confederações”

“Não existem muitas informações sobre o estado do jogador”

Era a notícia de quase todos os canais esportivos enquanto Esmeralda mudava freneticamente na tentativa de que algum deles anunciasse que era apenas um boato, que Julian estava bem ou ao menos obter alguma informação a mais.

Sua cabeça girava como uma bola de futebol em campo. Não conseguia calcular o que deveria fazer a seguir, estava desesperada.

Haviam acabado de voltar de alguns ótimos dias em solo russo. Graças as prioridades de trabalho do marido Merida havia conseguido tempo o suficiente para aproveitar a viagem com seu alemão favorito.

Aquilo não podia estar acontecendo.

Seus olhos transbordaram grossas lágrimas resultantes de um desespero que não cabia dentro de si.

— Você deveria ter me falado do seu caso com ele, Esmeralda. — Naomi apareceu na sala observando a amiga chorar em silêncio.

Não era um caso, a mulher pensou rapidamente. O sentimento que nutria era tão bonito que não poderia ser tratado daquela forma, engoliu em seco sabendo que não poderia defender e deixar claro o que existia entre os dois.

— Nós não temos um caso, Naomi. — e era verdade, em partes era.

— Então como você me explica ele atendendo o seu telefone com voz de sono de manhã cedo e a enorme pintura de um rosto muito semelhante ao dele na parede do seu quarto de desenhos?!

Seus lábios foram abertos em surpresa. Merida havia dado vida a face de Julian em seu quartinho de artes e era isso que ela esperava que as pessoas que vissem achasse: que era pura arte. Não que se tratava de algo romântico. Se bem que a ideia de dormir naquele quarto observando um certo alemão vigiar seu sonho não a parecia das piores.

— Quem te deu o direito de entrar no meu quarto??

— Eu sou sua amiga! — esquivou-se

— Amigos respeitam o espaço um do outro! — Esmeralda tinha ficado realmente chateada. — Além do mais, você é funcionária, Nadine. — sentiu que havia sido um pouco dura, mas desde que demonstrara estar mais feliz percebeu a loira não deixava de colocar problemas e empecilhos no seu dia-a-dia.

— Eu não vou permitir que você destrua seu casamento e sua vida inteira por uma paixonite qualquer. — vociferou a filha da governanta saindo do cômodo logo em seguida.

 

*3 dias antes*

— Você poderia me dizer aonde estamos indo. — Esmeralda comentava sugestiva no banco de trás do táxi.

— Surpresa significa algo que a gente não sabe, se ficar sabendo antes deixa de ser surpresa. — ele parecia ensinar a uma criança o que fez até o velhote que dirigia  o carro rir.

Merida rolou seus glóbulos verdes bufando.

A Rússia passava divinamente pela janela do quarto enquanto o casal se aconchegava um nos braços do outro apreciando a paisagem.

— Chegamos. — o alemão anunciou sorridente enquanto desciam do veículo.

Esmeralda comprimiu os lábios num sorriso animado.

— Um parque de diversões. — realmente ele havia conseguido surpreendê-la.

— Vem.

Julian agarrou as mãos da mulher e eles adentraram o local como duas crianças impressionadas. Alguns brinquedos já brilhavam graças a noite que caía, gargalhadas e gritos eram ouvidos por algumas pessoas que passavam. Aquilo era diversão.

— Quando era criança eu adorava parques.

— Qual era sua parte favorita?  — Esmeralda questionou enquanto entravam na fila para uma montanha russa maluca.

— A comida. — respondeu brincalhão e riu. Ele tinha um riso tão jovial. — Eu adorava o carrinho de bate-bate.

A vez deles chegou e logo sentaram-se lado a lado. Merida emaranhou seus dedos no de Julian e o homem olhou confuso.

— Vai dizer que tem medo? — juntou a sobrancelhas.

— Claro que não. — não com ele ali. A bolha de segurança que parecia rodear seu corpo quando Julian estava por perto era extremamente confortável.

A cada volta que a lataria dava sua velocidade aumentava fazendo as pessoas levatarem as mãos animadas. Uma adolescente gritava como se estivesse prestes a morrer e com a mesma intensidade Draxler gargalhava não se contendo.Suas mãos foram pra cima ainda entrelaçadas e Merida sorriu.

 

Esmeralda e Julian brincaram em quase todos os brinquedos possíveis, comeram uma incrível quantidade de besteiras incluindo pipoca, algodão doce e sorvete, além de rirem tão intensamente que acabaram por chorar.

— Faltou essa belezinha. — o alemão apontou para a roda gigante que piscava atraindo atenção.

— Ainda tem um lugar! — Esmeralda correu puxando Draxler e o responsável pelo brinquedo sorriu amigável.

Entraram, sentaram e sorriram. A máquina começava a fazer seu típico barulho enquanto movia-se. As casas e prédios podiam ser enxergados da forma mais bonita possível daquela altura.

— Que vista linda. — seus olhos brilharam.

— Não mais que você.

— Que cantada ultrapassada, Jules! — Merida riu ainda assim corando.

— Mas foi a verdade, pedrinha. — virou-se para ela sorrindo.

Seus lábios avermelhados convidaram-no a aproximação e em seguida aproveitavam o contato entre suas bocas. Jamais Julian cansaria de beija-lá.

— Que cliché, huh? — o alemão comentou enquanto passava as mãos pelos ombros de Esmeralda e observava a imensidão ao redor deles.

— Então vamos fazer de um jeito diferente. — ela sugeriu endireitando-se no assento.

— Como assim?

— Fecha os olhos.

— Fica complicado de apreciar o brinquedo de olhos fechados. — ele falou.

— Nem tudo que apreciamos precisa ser visível ou palpável.

— Esmeralda, você é poeta e não me disse? — questionou risonho fechando os olhos em seguida.

O vento forte bateu contra o rosto de ambos deixando claro que estavam a metros de altura. O barulho distante também ajudava. Nunca havia enxergado tanta coisa bonita quando com os olhos abertos, juntar suas pálpebras tornava seu corpo mais atento as sensações.

Draxler parou para pensar que amar era exatamente assim: estar numa escuridão capaz de te dar sensação de luz. Enxergar de olhos fechados as mais belas coisas da vida. Desejou que o outro dia voasse para que fossem capazes de chegar a Paris e resolver todos os problemas que os rodeavam. Mas Julian não esperava que uma reviravolta fosse tão recente. Era exatamente como a roda gigante que se encontravam: em certo momento estavam no topo e em outro próximos de mais do chão, mas de olhos fechados, ainda seriam capazes de sentir quando o chão chegasse??


Notas Finais


Mil desculpas pela demora </3
Espero que tenham gostado
Tô sentindo falta de comentários :(
DEEM UM SINAL DE VIDAAAAAAA
Beijão e até o próximo


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