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História Esparta, Cidade escarlate - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Ato VIII: Confiança


Durante as festanças pudemos descontrair um pouco, Joseph passava as noites nos bordeis da cidade, enchendo a cara e contando de seus feitos durante a batalha sob Albion, Erich passou a cortejar uma jovem chamada Samanta Greenwald, com quem ficaria até ser pego pulando a cerca com a irmã dela, meu irmão não é bem o que pode ser chamado de homem exemplar, na verdade ele está bem longe disso, Jack sumiu da mesma forma que apareceu, Greene passou a liderar as operações de ARES na plataforma enquanto a capitã tirava suas esperadas férias, sim isso mesmo, no meio de uma guerra e após uma pírrica vitória que poderia ser contestada a qualquer momento nossa marechal decidiu tirar férias, ela também não é bem o que chamo de exemplo de líder. E eu, bom eu não tinha muito o que fazer, na verdade eu não tinha cabeça para comemorar, a adrenalina das operações me mantinham focado e impediam de desabar, mas agora que não havia ninguém me dizendo o que fazer eu simplesmente desabei, meu pai e meu amigo foram arrancados de mim de uma hora para a outra, e sequer um enterro decente lhes foi dado, a maior parte do tempo eu fiquei em meu alojamento deitado olhando para o teto, revendo várias vezes aquela imagem, aqueles 15 segundos que eu jamais seria capaz de esquecer.

Mas para minha sorte (ou talvez azar) recebi uma inesperada visita, ela bateu a porta e entrou sem sequer pedir permissão, mas convenhamos,que subordinado impediria seu superior de entrar?

Refrigerante? Perguntou a capitã mostrando uma sacola com algumas latas. Eu estiquei a mão em um sinal para que ela se assentasse a mesa e andei em sua direção.

A que devo a visita de minha chefe? Ainda mais sem aviso? Indaguei

Um certo hoplita me notificou que você já não sai a algum tempo, e como sua superior direta é meu dever garantir seu bem estar, e além disso eu estava meio entediada e você me pareceu desocupado então decidi fazer uma visita. Me respondeu sorrindo enquanto abria um pacote de salgados que me ofereceu em um gesto.

Hoplita né? Esse homem foi mais referido para mim nas ultimas semanas do que minha mãe em toda a minha vida. Eu disse em reflexão

Não era muito próximo de sua mãe ? Ela me perguntou

E eu a respondi: ela morreu quando nasci, meu pai nunca tocou no assunto e meu irmão não se sente a vontade de falar sobre isso, só a conheço por alguns vídeos antigos.

Entendo,lamento por ouvir isso. Ela falou

Tudo bem,nunca a conheci,não faz diferença. Eu disse abrindo um sorriso

Ei, é realmente muito fácil esconder lágrimas em um sorriso, você me lembra o seu pai, tenta parecer forte, sorri enquanto as mágoas te dilaceram por dentro só para não serem ajudados, só gostaria de saber se isso é ego ou altruísmo. Disse ela em um tom mais debochado, e me abalando em segundos.

Um pouco dos 2 eu acho, Disse rindo desconcertado. Perguntei após alguns segundos de silêncio: olha, porque disse que seu nome era irrelevante ?

E ela me respondeu: porque o nome de Esparta Greene é irrelevante mas o título de o espartano tem total relevância?

Porque seu renome foi construído sobre esse pseudônimo. Respondi

É por esse mesmo motivo que meu nome não faz diferença, você poderia gritar Sara Greene no meio de uma praça e ninguém iria reconhecer, mas a capitã, não há dentre os piratas do ar alguém que não a conheça. Ela me disse.

Sara Greene? Ou esse sobrenome é bem comum por aqui ou devo supor que você é parente do espartano. Disse eu curioso

Quando meus pais morreram, Esparta me acolheu e criou como filha, ele me ensinou tudo o que sei sobre manejamento militar e táticas de combate, e quando eu disse que iria usar tudo o que tenho para livrar a humanidade da tirania dos couraçados ele me apresentou ao seu pai, e juntos demos inicio ao projeto ARES, e se não fosse por ele já teríamos fracassado a muito tempo, mesmo num mundo como esses aquele homem tem recursos e contatos, foi com o apoio dele que pudemos construir o galeão e que pudemos lutar por esta base. Ela me explicou.

Eu sabia que ele era poderoso de certa forma, mas não que era tanto. Bom saber que um homem tão influente usa seu poder para apoiar sua espécie. Respondi com um leve sorriso de aprovação.


E quem disse que ele faz isso pela humanidade? Eu vivo com ele desde que possa me lembrar, e o que posso te garantir é que ele não liga, se toda a espécie fosse extinta não faria qualquer diferença, ele pode ser nosso maior bem feitor, mas também é a maior ameaça para nosso projeto. O único motivo dele nos ajudar sou eu, sua família, aquilo que ele chama de único bem, Greene não é um bom homem,mas possui valores invejáveis, posso te garantir que o único motivo dele ter me salvado foi para tentar salvar o que restou de sua humanidade, porque não importa o quanto eu olhe nos olhos dele, eu não vejo remorso por ter matado meus pais na minha frente. Me disse de forma firme, me deixando perplexo.

Após recuperar os sentidos eu falei: Como pode tratar com tanto respeito o monstro que matou os seus pais?, como pode sequer aceita-lo em suas tropas e permitir que lidere suas forças em seu lugar? Como pode confiar em um demônio desses?

Já tirou vidas, não tirou SR. Fritz?, acha mesmo que de todos os homens que mandou para o purgatório nenhum tinha família? Filhos? Esposa? Esparta era um soldado, e seguia ordens assim como você, se tem alguém que merece a culpa pelo sangue da minha família, esse alguém não era Esparta Greene. Me disse se aproximando.

Não me compare àquele pedaço de merda, eu nunca cometeria uma atrocidade dessas, não sou nenhum tipo de monstro. Disse irritado.

Então se negaria a seguir minhas ordens? Como se pode confiar em uma ferramenta que se nega a exercer sua função? Como amiga entendo seus motivos Fritz, mas como sua oficial superior eu prefiro confiar no martelo que atingiu os cravos de cristo,do que no que não bate o prego da parede, você é uma ótima pessoa Laurence, assim como seu pai foi antes de você, mas no mundo que vivemos ainda mais com o objetivo que temos, precisamos fazer coisas odiáveis e asquerosas, para garantir que aquele que ferimos seja o ultimo. Ela me retrucou calmamente.

Após isso me convidou novamente a mesa, onde comi calado enquanto ela olhava pela janela, quando terminamos ela olhou para minha cara e disse: anima-te e anda garoto, deus parece que tiraram um cadáver da cova e o colocaram na mesa, aqui pega ainda temos tempo para um pouco de diversão. Falou sorrindo enquanto retirava um console de uma terceira sacola.

Eu sorri olhei para ela e perguntei: é sério que minha oficial é uma Nerd viciada em jogos eletrônicos?

Vai querer jogar ou não? Me perguntou chateada

Ri e sinalizei para plugar na TV, viramos a noite jogando, e vou admitir ela me destruiu, e não importa o quanto eu tente até hoje ela me usa para limpar o chão no que quer que joguemos.



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