História Especial - Sentimentos Estranhos - Capítulo 1


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Categorias Felipe Z. "Felps", Rafael "CellBit" Lange
Personagens Felps, Rafael "CellBit" Lange
Tags Cellbit, Cellps, Felps, Lemon
Visualizações 160
Palavras 2.375
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Lemon, Musical (Songfic)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esse é o Capítulo do Lemon Cellps que havia prometido na Fanfic: Além dos Sentimentos Estranhos (Segunda temporada de Sentimentos Estranhos).

Para entender melhor, leia o Capítulo 15 da fanfic em questão. Mas também pode ser lida independente. Fiquem a vontade. 

Caso nao conheça As duas temporadas de Sentimentos Estranhos, deixarei nas notas finais para dar uma olhadinha.

Boa leitura e obrigada por acompanhar esta e outras fanfics. 

Ps: A música do capítulo é "The way you make me feel" de Michael Jackson.

Capítulo 1 - Sentimentos Estranhos


-Vocês nunca pensaram em fazer algo diferente? Sei lá, um sexo à três? -a garota sugeriu, logo depois lambeu os lábios.

-Garota, caí fora! -Cellbit gritou impaciente.

Como se já não bastasse ter tido um beijo roubado por ela, ainda vinha com essa ousadia toda para cima dos dois, principalmente SEU namorado.

-Escuta aqui, esse corpo gostoso tem dono. Esses olhos azuis, esse cabelo loiro, esse peitoral malhado, essas coxas grossas, essa bunda empinada e esse pau grande, o qual você nunca verá ou chegará perto, tem dono. Então, faz o grande favor de sumir da minha frente antes que eu perca a paciência. -Felipe falou calmo e baixo, diferente do outro.

Isso pegou o loiro de surpresa, sabia que Felps era ciumento, mas se sentiu muito bem com as palavras dele. Se sentiu desejado e inteiramente amado por aquele que meses atrás não demonstrava nenhum sentimento.

-Ok, mas se quiserem, estarei por aí até o fim da noite. -saiu rebolando.

Felipe revirou os olhos e suspirou fundo. Igualmente Rafael, tinha gente que passou longe da fila de vergonha na cara.

-Vadia! -o moreno xingou baixinho olhando a garota se afastar.

-Gostei de saber que meu pau é grande. -Cellbit riu.

-Idiota. -Felps riu e puxou o namorado para um beijo.

O contato iniciou calmo, sem pressa e leve. Com os segundos passando, as línguas foram introduzidas no meio e a urgência se fez presente. O beijo deles era viciante para ambos.

-Quando chegar em casa, te mostro qual pau é maior. -Felps apertou a bunda do namorado e o soltou. -Vamos dançar. -puxou o loiro pela mão.

Aquele jogo vicioso e sexy era tão bom, eles não tinham do que reclamar, já que sempre se satisfaziam um com o outro.

Os dois sairam do bar e foram em direção aos amigos que ainda dançavam loucamente ao som das músicas e com as luzes do jogo de luz.

Se jogaram no meio da pista e dançaram até não sentirem mais os próprios pés. Todos estavam cansados, porém felizes.

Já muito que não saiam todos juntos para se divertirem.

Por volta das três da manhã, decidiram ir embora. Ligaram para os táxis e dividiram o dinheiro para o pagamento.

Todos estavam um pouco alterados devido o álcool, até mesmo Pac que prometeu não beber, acabou tomando alguns goles que o deixaram leve e risonho.

-Pac, cuidado. Você está muito pesado. -Mike reclamou. -Felps, me ajuda aqui.

-O que foi, cunhadinho? Precisa de ajuda para domar seu noivo? -o moreno zombou.

-Ele nem se aguenta em pé. Me ajuda, logo. -Mike implorou.

-Tudo bem.

Felipe soltou soltou a mão de Rafael e pegou Pac junto de Mike. Os dois levaram o garoto quase adormecido para o quarto e o colocaram na cama.

-Agora ele é problema seu. Preciso cuidar do meu namorado. -o moreno sorriu.

-Não gemam muito alto dessa vez. Quero dormir sem ter pesadelos com você comendo meu melhor amigo.

-Ei! Ainda estou aqui, sabia?! -o loiro reclamou envergonhado.

Os dois riram da cara que o loiro fez, estava envergonhado, mas só Felps sabia o quanto ele perdia a vergonha quando estavam entre quatro paredes.

-Vamos, amor da minha vida. -o moreno abraçou o loiro pelo pescoço.

-Não façam nada que eu não faria. -Mike fechou a porta e deixou os namorados no corredor.


The way you make me feel
(O jeito que você me faz sentir)

You really turn me on
(Você me excita pra valer)

You knock me off of my feet
(Você me tira do sério)

My lonely days are gone
(Meus dias solitários acabaram)


Os dois abriram a porta do próprio quarto. Cellbit passou por último e girou a chave, trancando a porta.

-Repete o que disse.. -pediu empurrando o mais alto até a cama.

-O que eu disse? -perguntou risonho.

-Você sabe...

-Que você é o amor da minha vida? -perguntou sorrindo.

-É. Isso mesmo. -o loiro sorriu.

-Você. É. O. Amor. Da. Minha. Vida. -falou pausando dando um beijinho no rosto do loiro a cada palavra.

-Eu te amo. -Cellbit sussurrou envolvendo os braços no pescoço do outro.

O beijo veio urgente e quente. Rafael deitado com a cabeça no travesseiro que já era seu, mais do que de Felps. O perfume que antes era só do namorado, agora também tinha o seu cheiro.

A mistura de perfume no travesseiro e lençóis da cama de Felipe demonstrava que os dois já não precisavam mais de duas camas no quarto.

Apesar de Pac e Mike estarem quase casando, naquele momento, Cellbit percebeu que eles próprios estavam quase em um casamento.

Esse simples pensamento o fez sorrir.

-O que foi? No que está pensando? -Felps beijou o pescoço alvo.

-A gente está parecendo um casal já casado. 

-Não é uma mentira, já passamos a semana morando debaixo do mesmo teto, brigamos pela toalha que você deixa na cama..

-Porque você é um teimoso que acha que uma toalha molhada na cama vai ser o início da Terceira Guerra.

-Cala a boquinha. -o moreno colocou o indicador nos lábios do reclamão.

-Então, vem calar. -sibilou sexy.

-Pode deixar...

Felipe sentou no quadril do loiro e o tomou para si com um beijo de deixar sem ar. Literalmente estavam ficando sem ar, as bocas quentes e molhadas se friccionavam em busca de prazer.

Eram opostos, mas quando se tratava de serem felizes, um tinha a felicidade do outro.

Foi em meios aos beijos ardentes e calientes que as roupas foram tiradas com pressa.

Os corpos pelados, como vieram ao mundo se comunicavam apenas por contato. Seus corpos clamavam por toques, por mordidas e lambidas. As almas clamavam por preenchimento, por complemento e por amor que só eles podiam dar.

As palavras já não eram mais necessárias. O quarto estava com as luzes apagadas, mas a janela com as cortinas abertas perto da cama, fazia a luz da lua iluminar e abençoar aquele momento.

Se dissessem que os anjos criaram a lua cheia para iluminar aquele casal, eu acreditaria sem sombras de dúvidas. As nuvens pareciam não querer atrapalhar e permaneceram longe da lua, a deixando brilhar e fazer seu melhor trabalho

Ah, o sol teria inveja da lua cheia nesse exato momento. Se ele soubesse o que se passava naquele quarto, desejaria está presente para ilumina-los. Mas quem estava lá era apenas a lua com toda sua majestosidade. Com toda sua beleza e encantamento. Ela foi a amante fiel do amor daqueles dois que se entregavam um ao outro como se não houvesse o amanhã.

Como se tudo fosse apenas eles, resumindo todas as estrelas, gotas de água e grãos de areia ao seu amor. Resumindo tudo e qualquer um ao seu amor.

Era exatamente assim. Nada e ninguém importava naquele momento. Tudo o que eles queriam, sentiam ou viviam era para o outro. Era em torno deles.

Naquele pequeno momento, maior que a eternidade, dois corações batiam em sincronia perfeita. Duas almas vibravam. Dois corpos se faziam um. Dois opostos se tornavam iguais. Dois infinitos se tornaram efêmeros.

Naquele quarto fechado à chave o amor se abria sem precisar de fechadura para ser fechado novamente.

Não precisava no final das contas. Eles nunca fechariam aquele amor novamente nas sete camadas dos seus corações.

O deixariam livre para voar como pássaro engaiolado que ganha liberdade.

O amor é isso. Um pássaro que só quer voar e cantar até todos ouvirem seu canto melódico e encantador. E que esse cantado seja uma carta de alforria para outros pássaros que o escuta.

E o coração é o eterno ninho, no qual o seu passarinho mesmo liberto sempre vem o visitar. Pois apesar de solto, não consegue viver feliz sem seu lar.

O silêncio do quarto foi entrecortado pelos murmúrios de prazer que saiam sem pudor das bocas abertas, precisando urgente de algum oxigênio.

Quando finalmente estavam completos, os dedos foram entrelaçados acima da cabeça do loiro deitado sobre os lençóis macios.

-Eu te amo. Te amo. Te amo. Te amo.

Somente essas frases eram ouvidas e deferidas em voz alta. Era como um mantra que precisavam ficar repetindo em busca de permanecerem cientes e conscientes.

O prazer poderia a qualquer momento os deixarem loucos. Se apegavam a essa frase para manterem suas sanidades intactas. Porém estavam quase perdendo-as.

Mas quer saber? Não faria tanta falta. Como eu sempre digo: As melhores pessoas sempre tem algum resquício de insanidade.

Quem nunca foi louco na vida, nunca realmente viveu.

Se fossem ser loucos, que sejam loucos de felicidade. Era essa loucura que os dois estavam a procura.


I like the feeling you're giving me
(Gosto da sensação que você está me dando)

Just hold me baby and I'm in ecstasy
(Só um abraço seu, baby, e eu entro em êxtase)


Quando o loiro veio em jatos rápidos e quentes, arqueou as costas e beijou a boca do namorado com uma urgência fora do normal.

Em meio ao beijo, Felps não se conteve e também chegou ao seu ápice.

Mais uma vez estavam precisando normalizar as respirações. Mais uma vez sorriram um para o outro. Mais uma vez a felicidade bateu, ou melhor, arrombou as portas dos seus corações. Mais uma vez estavam cansados, entretanto satisfeitos. Mais uma vez estavam completos. Mais uma vez tinham certeza dos sentimentos. Mais uma vez seus corações tinham a completa certeza de que não viveria um minuto sem o outro.

Parece exagero, não é? Mas não é.

Você já amou? Amar de verdade. Com todos os sintomas, todos os efeitos colaterais, todos os efeitos adversos, todas as confusões?

Aquilo que parecia exagero de meros mortais que se apaixonaram, passa a ser a mais verdadeira realidade.

Amor é exagerar. Exagero de sentimentos, exageros de pensamentos, exagero de felicidade.

O amor, meus caros leitores, é o sinônimo perfeito de exagero. É como se sua vida não fosse mais sua. É como se você vivesse por saber que seu amor também vive.

E quando seu amor não vive mais, é como se sua vida perdesse o sentido. É como se tudo o que importasse fosse a felicidade do outro.

Isso é amor!

Não estou falando dos amores falsos, dos amores passageiros que te fazem perder o chão repentinamente. Que destrói seu ninho e seu pássaro morre sem aprender a voar.

Não confunda AMOR com amor meia boca. O amor que estou falando é aquele que você sente em cada célula do seu corpo. Não aquele que você sente nos hormônios sexuais.

Não os confunda. Essa pequena confusão poderá lhe custa uma vida de felicidade.

-Você me promete que jamais vai parar de me amar? -Cellbit perguntou baixinho depois de recuperar o fôlego.

-Nem a morte seria capaz de me fazer quebrar essa promessa. Eu te amo até depois da morte. -Felps sorriu.

-Promete não morrer antes de mim também? Eu não aguentaria te ver ir embora. -a voz do loiro demonstrava medo.

-E como eu fico se você morrer primeiro? Acho que eu aguento? -passou o polegar pela bochecha do mais novo.

-Acho melhor não pensarmos sobre isso. Ainda estou tentando não chorar toda vez que lembro da sua quase morte.

-A morte não fará nosso amor acabar. Mesmo se um dia ela vier, irei feliz por saber que vivi todos os meus dias ao lado de um cara lindo, gostoso e que me completa em todos os sentidos existentes. -Felps beijou a testa do namorado.

-Se ela vier, terá que levar nós dois. Não deixarei você ir embora sem mim. Eu não sobreviveria sem suas manias chatas, sem sua risada ou sua cara de bravo quando deixo a toalha na cama.

-Jura que jamais vamos parar de nos amar? -o moreno deu o dedo mindinho para concretizarem a promessa.

-Eu juro, grande amor da minha vida. -o loiro entrelaçou seus mindinhos.

Cada um beijou o dedo do outro e sorriram. Concretizando a promessa com um beijo apaixonado.


I never felt so in love before
(Nunca me senti tão apaixonado antes)

Just promise baby, you'll love me forever more
(Prometa apenas, baby, que vai me amar cada vez mais)
I swear I'm keeping you satisfied
(Juro que te manterei satisfeito)

'Cause you're the one for me
(Porque você é único pra mim)


Sim, eles passaram o resto das suas vidas tentando cumprir essa promessa. Apesar de não ser a Disney, eles foram felizes. Muito. A felicidade sempre estava presente em seus momentos, nunca pensaram em quebrar a pequena promessa. 

Teve brigas sim. Muitas, aliás. Eles eram como cães e gatos, óleo e água, yin e yang. Mas também eram amigos, parceiros e se amavam tanto ao ponto de largarem seus orgulhos de lado por um pedido de: "Desculpa, eu estava errado".

-Vamos tomar banho? -o loiro animou-se.

-Só se for agora. -o moreno saiu logo atrás dele.

Entre gostas de água, risadas e beijos eles passaram força e coragem um para o outro. Era impressionante o tanto que eles se conheciam e se amavam a cada nova conversa, novo gesto, novo detalhe.

-Eu já acabei, estou morrendo de frio. -o loiro reclamou manhoso.

-Me espera na cama que te esquento ficando bem agarradinho com você, vou terminar de tomar banho. -Felipe sussurrou para o outro.

O mais baixo saiu do banheiro com a tolha na cintura e um sorriso no rosto.

Como pode ser tão feliz a esse ponto?!

Em alguns minutos, já estava vestido e agassalhado, pronto para dormir. Deitou na cama do moreno e sentiu o calor ainda no colchão, era aconchegante e familiar. Deixava sua alma calma e alegre.

Escutou a porta do banheiro sendo aberta e olhou para o seu namorado já vestido e sorrindo , porém o sorriso caiu, sendo substituído por uma expressão de indignidade.

-Rafael Lange, quantas vezes vou ter que reclamar da toalha molhada em cima da cama?! -botou a mão na cintura, batendo o pé nervoso.

O loiro olhou para a cama do lado, a sua velha e não usada, cama. Havia jogado a toalha recém usada nela e isso irritou o mais velho.

Sorriu de lado e viu o olhar raivoso o avaliando.

-Eu também te amo, Felipe Zaguetti. -levantou-se da cama, pegou a toalha e levou até o banheiro.

Apesar de ter sido reclamado, não tirou o sorriso do rosto.

-O que tem tanta graça? -Felps continuava emburrado.

-Você que é uma gracinha. -deu um selinho no mais alto que perdeu a resistência.

Engraçado como a Amor nos torna tão fortes, mas tão fracos. Aquilo que te dar força, também é seu maior ponto fraco. Felipe Zaguetti e Rafael Lange eram os pontos fracos de ambos, entretanto, quando juntos, se tornavam tão fortes que nada, nem ninguém os abalavam.

Felipe demonstrava ser tão forte e sem sentimentos que às vezes se sentia perdido com tanto amor dentro de si.

Rafael sempre tão seu, se via sendo tão de Felps que se assustava.

Deitaram-se e foi abraçados que dormiram. Os sonhos bons e o calor um do outro fizeram a madrugada passar muito rápido.

Porém, no Amor, nada é lento ou rápido demais. O Amor tem seu próprio tempo


Notas Finais


Agora, definitivamente, acabou qualquer capítulo relacionado a Sentimentos Estranhos. 

Obrigada a quem leu, comentou, favoritou, interagiu, votou e sentiu todos os sentimentos junto comigo. Essa fanfic sempre será minha maior escrita e uma parte do meu coração que dividi com todos vocês.
Meu muito obrigada por recebê-la tão bem e com tanto carinho. 

-Sentimentos Estranhos: https://www.spiritfanfiction.com/historia/sentimentos-estranhos-5544048

-Além dos Sentimentos Estranhos: https://www.spiritfanfiction.com/historia/alem-dos-sentimentos-estranhos-8873275


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