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História Especial Um Encontro de Natal - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Ei anjos meus ♥

Olha quem voltou haha
Bom, anjos, estava com essa ideia na cabeça desde o dia dos namorados. Não sei se todo mundo viu, mas até postei uma coisinha escrita sobre isso lá no tt da fic. Enfim, agora consegui fazer e espero muito que gostem.

Juuuu (nonni), muito obrigada por tudo e pelo apoio pra escrever eles. Carla, ainda serve de presente de aniver? Hahah aproveite amor. ♥️

Obrigada por tudo e boa leitura!

Capítulo 1 - Um quarto presente


Chegava quase a ser surreal todo aquele amor que sentia por minha bailarina. 16 anos se passaram e parecia que ainda éramos dois jovens bobos e apaixonados. Éramos não, somos. Nunca pensei que poderia mesmo ser daquele jeito o amor, mas aconteceu. Aquela morena morou nos meus pensamentos primeiro e depois que tomou meu coração, permaneceu. Nada podia nos distanciar, nem mesmo o Pacífico. Podia me considerar o homem mais sortudo do mundo? Talvez, porque sorte ou benção, o que de fato importa é que eu com certeza sempre agradeceria por ela, por nossa família e pela vida ter nos juntado de uma forma tão inusitada.

Viver mais um dia dos namorados com ela a cada ano, era gratificante. Regina nunca perdia seu senso de humor, seu jeito doce contrastado com um pouco de malícia e nem deixava de ser a mesma mulher que eu conheci em Paris, determinada e confiante. Eram as coisas que eu mais admirava nela. Observá-la durante todo aquele jantar no Empire State, novamente me renovou. Era sempre assim e depois de tantos anos, duvidava que mudaria.

Queria beijá-la a todo momento. Ela estava radiante. Aquele sorriso que me tirava de eixo aparecia e eu não podia não sorrir junto. Algo em mim se ascendia apenas por vê-la feliz, porque aquilo também fazia parte da minha felicidade.

 

- Esses chocolates vão ser de bom proveito para nós dois. – Minha bailarina se referiu a caixa que a dei, enquanto adentrávamos.

- É mesmo? – Virei-me e encontrei seu olhar semicerrado e um sorrisinho malicioso no rosto lindo.

- Uhun. – Regina prendeu o lábio inferior nos dentes e diminui a distância que existia entre nós, pronto para tomar seus lábios nos meus, mas o dedo indicador dela parou-me a centímetros de sua boca. – Mas, eu preciso te entregar seus presentes primeiro. – Com um sorrisinho genuíno se afastou um pouco, ainda com minhas mãos em sua cintura, então fez uma careta franzindo o nariz e após passar o dedo em meus lábios, beijou-me superficialmente, pegando minha mão e seguindo até o quarto.

- Ah Regina. – Bufei, sorrindo em seguida. Com certeza ela ainda me mataria algum dia. Vi que ela me deu um olhar arteiro rapidamente e voltou a concentrar-se no caminho que fazíamos de mãos dadas.

Quando adentramos o quarto, pude perceber algumas vê-las dispostas em lugares estratégicos e já acesas, dando um clima confortável e romântico ao local. Ergui a sobrancelhas quando minha esposa se virou para mim e ouvi seu riso baixo.

- Pedi que Eliza me ajudasse com isso. – Se referiu a moça que tomava conta da casa.

- Eu adorei. – Sorri, vendo que ela fazia o mesmo.

- Vem. – Puxou-me até sentarmos na cama e foi até o móvel ao lado da cama, retirando dois pacotes pequenos e bem embrulhados do local e a curiosidade tomou conta de mim.

- Feliz dia dos namorados em dobro. – Minha bailarina entregou-me os pacotes e sentou-se novamente ao meu lado, sendo beijada rapidamente por mim.

Regina pediu para que eu abrisse o prateado primeiro, o que me fez olhá-la com os olhos semicerrados, percebendo seu sorriso me encorajar. Abri o pacotinho e logo meus olhos marejaram. Senti o sorriso se abrir em minha face. Era possível aquilo estar acontecendo pela quarta vez? 

- Não... - Falei em um sussurro pegando o teste e uma roupinha com um cheirinho gostoso. - Sério? - Emocionado me virei para minha bailarina, que tinha um sorriso lindo no rosto e levei minhas mãos até às dela.

- Sim. - Regina prendeu os lábios um no outro e uma lágrima fora solta no rosto tão lindo. - Seu time de futebol está ganhando forma, meu amor. - A voz dela estava embargada e sorrimos juntos. – Quero ver você arranjar apelidos para todos eles. – Rimos e meus olhos marejaram ainda mais.

- Não acredito. - Abracei-a, sentindo-a retribuir e sorrir em meu pescoço. – Vamos mesmo ter outro bebê? - Afastei-me um pouco, apenas para olhá-la e para contemplar aquele olhar cheio de brilho e felicidade. Esse era o motivo de ela estar tão radiante. Como eu não havia percebido? Porque experiência eu tinha de sobra.

- Vamos. - Minha bailarina fez um carinho com nossos narizes e fechou os olhos, enquanto eu levava minha mão até seu rosto, deixando um carinho.

Não aguentei e trouxe-a para meu colo, começando a enchê-la de beijos por todo o rosto e ouvindo-a rir. 

- Você me faz feliz de uma forma inexplicável. Fico admirado com isso, mesmo depois de anos. - Parei para observar seu rosto e deixei um carinho em sua nuca. 

- Nada mais justo do que retribuir tudo o que sinto vindo de você. - Sorri e recebi um beijo lento, no qual nossas línguas se descobriam mais uma vez por aquele toque, até precisarmos de ar e nos afastarmos deixando as testas coladas. - Tenho mais uma coisa para contar. - Surpreendi-me e ergui a sobrancelha. - Desta vez não tive enjoos, e como estava com o ciclo todo desregulado, por conta das injeções, só fiquei sabendo porque fui na médica falar sobre isso e que estava sentindo um inchaço na barriga, pensando que era efeito colateral das injeções. - Afirmei. – Então... estou com 12 semanas e já sei o sexo. - O lábio inferior de minha esposa fora preso e eu sorri em expectativa.

- Vamos igualar os sexos nessa casa ou vamos ser vencidos pelas mulheres maravilhosas que têm meu coração? - Perguntei brincando e ouvi a risada que tanto amava, enquanto passava a mão pelas costas finas e sentia as dela se prenderem em meus fios, deixando um toque gostoso e calmo.

- Mais uma mulher maravilhosa pra ter seu coração. - O sorriso dela fora o mais lindo da noite, ver Regina feliz pra mim não tinha preço e meu coração palpitou de alegria.

- Ah Regina. – Beijei-a entre sorrisos. - Eu estou tão feliz. - Quase gritei e comecei a enchê-la de beijos, por todo o rosto e ainda sorrindo em todos eles. - Mais uma menininha. Regina, eu te amo demais. - Segurei seu rosto com ambas as mãos.

- Ver você feliz assim é o que me mantém viva, sabia? - Ouvi-a dizer e deixei um beijo em seu nariz. - Estava pensando... Olívia, o que acha? Quer dizer, se você gostar ou pode dar sua opinião, querer outro nome ou... - Calei-a com um beijo. 

- Olívia é perfeito. Olívia, nossa pequena Olí. Eu sou o homem mais realizado do mundo. - Me levantei com ela no colo e ouvi seu protesto em forma de gritinho e depois os risos contra meu pescoço e os braços presos ao meu tronco enquanto eu a rodopiava. Mais um beijo fora começado e aproveitamos para deliciarmo-nos com nossos gostos já tão conhecidos, até que lembrei-me que ainda não havia aberto o outro pacote, o que me fez finalizar o beijo com selinhos e colocá-la no chão com cuidado.

- O que é o outro? – Cerrei os olhos para ela, que deu de ombros e sorriu como quem não fez nada, apenas dando-me espaço para ir até o outro presente.

Assim que desembrulhei, peguei o tecido e examinei-o com o lábio inferior preso. Voltei meu olhar para minha esposa e peguei-a prendendo um sorriso malicioso.

- Uma liga de perna... – Aproximei-me com um sorriso e ela meneou a cabeça afirmativamente, sem deixar que nossos olhos se separassem.

- Para você completar meu look. – Falou ousada e ergui a sobrancelha, enquanto os dedos finos faziam o trajeto da parte da frente do vestido que ela usava e começava a desabotoar os botões. Minha boca secou e eu acompanhava o movimento da mão dela, enquanto a renda começava aparecer.

Regina queria me torturar, isso era certeza. Aquilo estava demorando demais. Não aguentei-me e comecei a ajudá-la com os botões de baixo, encontrando sua mão no meio do caminho e ouvindo sua risada baixa.

- Pressa, Locksley? – Ousou ainda mais e por fim o vestido azul estava completamente aberto, dando-me uma visão parcial da lingerie branca.

De renda, com transparência e pequenas flores com cores pêssego desenhadas, o conjunto adornava o corpo esculpido de Regina e aquela visão me deixou completamente extasiado, fazendo meu membro reagir quase instantaneamente.

- Perfeita. – Meus olhos encontraram os dela e aproximei-me mais, adentrando a mão debaixo do vestido na parte dos ombros finos e começando a retirar o pano. Precisava vê-la apenas com aquele conjunto.

Meus lábios alcançaram primeiro o pescoço esguio, logo depois a clavícula e o ombro de Regina. Enquanto inalava o cheiro de baunilha que exalava da pele alva, senti-a segurar-me pelos ombros e retirei todo o vestido até passar pelos braços, colocando-o em uma das cadeiras de haviam no quarto, enquanto ainda segurava uma das mãos de minha bailarina.

Beijei por cima da tatuagem próximo ao pulso dela, a que havíamos feito juntos, e Regina arrepiou-se, me fazendo sorrir ainda contra sua pele.

- Sabia que lingeries brancas.. – Ela começou a falar enquanto eu distribuía beijos pelo braço dela. – Elas... – Desconcentrou-se quando eu cheguei novamente ao pescoço e eu ri baixo. – São símbolo de... – Enquanto ainda estava concentrado em deixar beijos e leves mordidas em seu pescoço, ela segurou a barra de minha blusa e começou a retirá-la. – Pureza e inocência? – Olhamo-nos por conta da retirada da minha blusa e ergui a sobrancelha.

- Pureza e inocência? – Desafiei-a com um olhar e pude ver os castanhos se tornarem mais escuros. As mãos dela agora trabalhavam no cinto da minha calça e desafivelava-o, abrindo o botão em seguida, enquanto mantínhamos os olhares alinhados e eu fazia de tudo para não fechar os meus com aquele toque delicado dela sobre minha pele.

- Sim, pureza e inocência, não está certo? – O olhar sedutor se fez presente e ela piscou, se aproximando de mim e levando uma das suas mãos até minhas costas e descendo-a para dentro da calça e da cueca e apertando levemente uma de minhas nádegas, enquanto a outra mão estava pousada em minha cintura, próxima ao cós da calça preta.

- Está. – Foi a única coisa que consegui raciocinar enquanto ela movimentava a mão e dava leves apertos. – Você é meu anjo. – Mordi o lábio inferior dela, puxando-o com cuidado e ela forçou minhas roupas de baixo a descerem pelas pernas, deixando meu membro livre em poucos segundos.

- Sou um anjo muito gentil. – A língua passou sedutoramente pelos lábios grossos e depois o sorriso surgiu na face bonita, enquanto sentia que as mãos dela se encaminhavam diretamente para minha parte íntima e o tocou sem demora, me fazendo arfar.

- Regina... – Meu chamado morreu em seus lábios, quando tomei-os rapidamente e um beijo urgente e voluptuoso prosseguira. Minhas mãos passeavam pelo corpo torneado, aproveitando cada espaço de pele, enquanto Regina ainda mantinha seus movimentos, atiçando-me, até levar as mãos por minhas costas e deixar que suas unhas me excitassem ainda mais.

As bocas ávidas não se largavam e andamos para trás a procura da cama. Deitei-a devagar e contemplei a beleza que era Regina Mills Locksley deitada sobre lençóis carmin. Nunca me cansaria de admirá-la. Desfiz-me das minhas meias e antes de voltar, retirei com cuidado os saltos de minha bailarina, sempre aos seus olhos atentos. Levei a liga de perna até uma das coxas dela e beijei o local, fazendo o caminho para a parte interna desta e depois fazendo o mesmo com a outra, enquanto escutava o arfar da minha mulher. Reparei rapidamente na calcinha da lingerie e prendi meu lábio com os dentes, até sentir as mãos de Regina em meus fios e olhei-a com um sorriso.

Fiz um caminho de beijos desde sua intimidade sobre a calcinha até o vale dos seios, onde demorei-me mais algum tempo, até enfim estar com o olhar alinhado ao dela novamente. Tirei alguns fios negros de seu rosto e passeei com a mão pelo pele corada.

- Com certeza você é meu anjo. – Ela sorriu e selei nossos lábios rapidamente. – Meu anjo safadinho. – Falei rente aos seus lábios e senti uma lufada de ar, por conta da risada abafada dela e segui com os beijos pela bochecha até chegar ao lóbulo da orelha dela, aonde deixei algumas mordidas, descendo para o pescoço, levando uma de minhas mãos até a intimidade dela e acariando-a por cima do pano fino.

- Rob... – Depois de alguns minutos que já tinha adentrado a mão no pano e seguia dando-a prazer com os dedos, enquanto trocávamos beijos quentes, ela pediu em um sussurro. – Rob... – Pediu novamente e olhei-a com um sorriso travesso. – Isso não se faz com esposas grávidas, sabia? – A voz saíra totalmente manhosa e afetada.

- E o que se faz com esposas grávidas? – Perguntei, passando meu nariz pelo dela, ainda continuando com a mão em seu ponto de prazer e vendo que por um instante em fechou os olhos e depois os abriu, com dificuldade e a respiração totalmente falha.

- Tudo que elas querem. – Conseguiu soltar e ergui as sobrancelhas. – E também não é justo torturar. – Ela prendeu meu lábio com os dentes e levou uma das mãos até meu membro novamente, apertando-o. – Porque sabemos muito bem como fazer também caso não tenhamos o que queremos. – Sorriu divertida com minha cara.

- Eu jamais negaria qualquer coisa a você. – Foi a minha vez de prender o lábio dela.

- Então... – Regina aproximou mais nossos rostos e retirou minha mão de sua intimidade, levando meu membro até o local, afastando a calcinha. – Eu quero você. – Sussurrou em meu ouvido e me fez arrepiar.

Apoiei-me melhor na cama e novamente com o olhar dela no meu, juntei nossos corpos e arfamos juntos. Após alguns segundos comecei a movimentar-me e juntamos também os lábios, enquanto aproveitávamos cada sensação que tínhamos quando nossos corpos estavam unidos. Sabíamos que era muito além de algo carnal e por isso era tão surreal cada momento com minha bailarina.

As respirações começaram a se desregular e estimulei-a para que atingisse o clímax, já que eu não aguentaria mais tanto tempo. Quando Regina prendeu os lábios para conter os gemidos altos e os olhos dela se fecharam, seu corpo se desmanchou em espasmos abaixo de mim e enfim também me liberei dentro dela, deixando que meu corpo cansado repousasse sobre o dela, mas com os cotovelos apoiados no colchão para não deixar que meu peso a machucasse.

- Eu amo sentir seu cheiro. – As mãos de Regina contornaram meu corpo, seu rosto estava em meu pescoço e abafei minha risada na pele dela.

- Amo nosso cheiro juntos. – Levantei minha cabeça para olhá-la e admirei o rosto corado, os lábios marcados pelas mordidas e inchados por meus beijos e só soube amá-la um pouco mais naquele momento. – Poderíamos ficar um pouco mais cheirosos e juntos ainda. – Ela franziu o cenho. – Um banho de banheira? – Sugeri e seu sorriso preguiçoso surgiu.

- Só se você me levar e tirar minha roupa. – Sorri e dei-a um beijo no nariz.

- Manhosa. – Selei nossos lábios, mas antes de desvencilhar-me completamente dela, sentia-a me puxar novamente e nos beijamos lentamente até perdermos o ar.

Coloquei-me ao lado dela na cama para depois levantar-me e pegá-la no colo, levando-a até o banheiro, depositando-a na bancada da pia enquanto deixava a banheira encher de água. Voltei-me para minha bailarina, que tinha um sorriso no rosto e já tinha feito um coque desajeitado nos fios negros, deixando-a ainda mais adorável e um sorriso habitava em seu rosto.

- Cansada? – Me coloquei no meio de suas pernas e elas me rodearam.

- Foi um dia puxado de ensaio. – Suspirou. – Mas é sempre bom relaxar com você. – Piscou, me fazendo rir, enquanto passava os braços por meu pescoço e se aproximava mais do meu corpo.

- É sempre muito bom te fazer relaxar, meu anjo safadinho. – Zombei e recebi um tapa de leve.

- Eu não sou safadinha, só um anjo mesmo. – Ergueu a sobrancelha.

- Claro que não. – Revirei os olhos e bufei, sentindo-a agora mordeu meu ombro em protesto.

- Eu só não tenho culpa de você me fazer ficar desse jeito. – Levou os lábios até meu ouvido, deixando um beijo delicado.

- Ah, então a culpa é minha? – Apertei a cintura dela, fazendo-a me olhar e rir.

- Totalmente. – Os lábios grossos tocaram os meus de leve, mas ainda sem aprofundar o contato, foram até meu nariz, depois até a testa e desceu pelas bochechas, enquanto eu aproveitava o carinho com os olhos fechados, até que ela voltou para minha boca e conectamos os olhares.

- Amo você. – Ela disse.

- Amo você mais. – Sorrimos com as declarações e finalmente deixamos que os lábios aproveitassem um do outro, enquanto minha mão retirava o sutiã e em seguida a calcinha, para enfim adentrarmos a banheira cheia.

Minha bailarina estava com as costas apoiadas em meu peitoral enquanto deixava que minhas mãos passeassem por seus braços e ombros, massageando-os e as mãos dela estavam pousadas em minhas pernas, em sua lateral.

- Meu Deus, isso é tão bom. – Gemeu ao falar, se referindo a massagem, mas sentindo as mãos dela em minha perna não era tão fácil controlar.

- Você não pode ficar falando desse jeito, Regina. – Ela virou o rosto para mim, com um sorriso.

- Depois eu que sou safada. – Fez um bico que logo fora desfeito por mim e rimos.

- Você tem que me ajudar. – Falei como se fosse óbvio.

- Depende de que tipo de ajuda você quer. – Regina se movimentou, virando-se para mim e passando uma perna de cada lado, aproximando-se novamente. – Mas, antes, deixa eu falar uma coisa. – Meneei a cabeça para que ela continuasse. – Podíamos passar o dia amanhã na casa de meus pais, o que acha? As crianças já estão lá, podemos chegar para o almoço e ficar até de noite.

- Claro, meu amor. – Tracei seu rosto com a ponta de meus dedos.

- Agora podemos voltar a sua ajuda. – Sorriu maliciosa.

- É, não tem jeito mesmo, você sempre vai ser meu anjo safado. – Uma risada fora abafada em meus lábios e o beijo fora iniciado.

Nos amamos mais uma vez na banheira e depois cuidamos um do outro por algum tempo no local, apenas trocando carícias sem segundas intenções e quando nossos dedos estavam enrugados, saímos em direção ao quarto. Embalei Regina em um sono tranquilo e depois de muito admirá-la, peguei no sono, acordando apenas quando os raios de sol já estavam fortes.

A manhã fora totalmente atípica porque as crianças não estavam em casa. Regina e eu rimos pela falta que nossos filhos faziam, mesmo que por vezes queríamos ter algum momento só nosso e a calma e o silêncio em nosso lar. Permanecemos algumas horas apenas sentados no sofá e cada um lendo um livro com uma xícara de café em mãos, trocando algumas carícias nos braços e beijos sem malícia. Passei, por alguns segundos, a observar minha bailarina, que agora estava sentada de frente para mim, encostada no canto oposto ao que eu estava do sofá, apenas nossos pés se tocavam e faziam carinho um no outro. Nem podia acreditar que daqui alguns meses a veria com uma barriga enorme novamente. A essa altura do campeonato, nem imaginava que teríamos outro filho, mas era a notícia mais maravilhosa que eu poderia ter recebido.

- Que foi? – Ela me tirou do transe, me pegando em flagrante ao observá-la, fazendo-me rir baixo.

- Só estava te olhando. – Dei de ombros e ela tombou a cabeça. Deixei meu livro e meu café de lado e engatinhei no sofá até chegar próximo a ela, que também deixou suas coisas na mesinha ao lado. – Sua beleza. – Completei a frase. – Seu jeito concentrado de ler. – Delineei seu rosto com o indicador. – O bico que você faz quando está pensando sobre o que está escrito. – O sorriso dela surgiu. – Estava observando você, porque nunca vou me cansar de fazer isso. – Conclui a fala e senti as duas mãos dela tomarem cada lado do meu rosto.

- Você é um bobo apaixonado. – Ri com a fala dela.

- Não vou negar. – Afirmei e logo nossos lábios estavam juntos, selando aquelas palavras simples, mas verdadeiras.

Aos poucos nos deitamos no sofá e permanecemos por um bom tempo daquele jeito. Salpiquei vários beijos pelo rosto de minha bailarina, enquanto ouvia sua risada gostosa e recebi vários outros, me deitando em seguida ao seu lado e puxei-a para meu colo, fazendo um carinho em seus fios negros sedosos, enquanto recebia carinho em meu peitoral. Permanecemos daquele jeito até que desse o horário de nos ajeitarmos e irmos para a casa de meus sogros.

 

➳➳➳❥

 

Como o esperado, meus pais ficaram radiantes com a notícia sobre Olívia. Eles estavam vivendo a melhor fase, como amavam dizer: curtir os netos é a melhor fase da vida. Isso sempre me fazia pensar como seria quando meus filhos fossem adultos e com filhos, realmente deveria ser muito bom aproveitar tudo isso. Imaginava sempre como Robin seria um avô babão.

Zelena e Jake tinham passado com as crianças para dar um oi para todos nós, mas não poderiam permanecer porque tinham que almoçar na casa dos pais do homem. Logo depois, almoçamos e Robin e Rafa foram com papai ajudá-lo a arrumar algo no jardim, enquanto Poli ajudava mamãe a montar uma sobremesa, que ficaria pronta em mais ou menos uma hora e Val estava em meu colo, manhosa para tirar seu cochilo da tarde.

- Mamãe.. – Chamou manhosa. – Será que a Olívia vai gostar de mim? – A embalava em meu colo, sentada em uma cadeira confortável na cozinha.

- Claro que vai meu amor. – Passei os dedos em seu rostinho, seguindo das sobrancelhas para o nariz e a via lutar contra o sono de novo.

- Quero ser como a Polizinha é pra mim, a melhor irmã mais velha. – Disse manhosa e tomou a atenção de Poli, enquanto eu sorria para Val e para minha menina mais velha, vendo-a se aproximar.

- Val, você vai ser. – Poli disse e a irmã sorriu, beijando a bochecha da pequena e sorrindo para mim quando vimos que a pequena bailarina se entregou finalmente ao sono. Passei a mão no rosto de Poli e ela voltou até onde a avó estava, finalizando depois de alguns minutos o doce.

- Quer que eu leve ela para o quarto? – Minha mãe propôs. – Preciso deitar um pouco, estou cansada. – Bufou e riu em seguida.

- Você não pode ficar fazendo tanto esforço mais, mamãe. – Ela fez uma careta.

- Só estou assim porque não parei desde cedo, não se preocupe meu amor. – Fez um carinho em meus cabelos.

- Está bem, eu a levo e coloco ao seu lado. – Me referi a Val.

- Mamãe, vou ficar na sala. – Poli disse e afirmei, dando-a um sorriso e já vendo sentar-se e colocar em um filme enquanto passávamos pela sala para ir até os quartos da casa.

Depositei Val na cama e esperei até que mamãe se deitasse para enfim deixar o quarto com a porta encostada e segui de volta até a sala, vendo que um filme de romance começava na televisão, o gênero favorito da minha menina.

- Começou tem pouco tempo mãe, vem, deita aqui. – Chamou-me e retirei meus sapatos, deitando-me e apoiando a cabeça no colo de Poli. Ela amava ficar por tempos e tempos mexendo no meu cabelo e eu amava aquele tipo de carinho.

Depois de alguns minutos que estava concentrada no filme, meu pescoço doeu e decidi me virar para cima, vendo que Poli estava concentrada em meus movimentos e sorriu quando olhei-a.

- Que foi, meu amor? – Ela nunca conseguia mudar a face quando estava pensando.

- O que, mamãe? – Perguntou, balançando a cabeça e me fazendo rir.

- Você está pensando. – Toquei seu nariz e ela riu comigo.

- Você gosta de ter uma família grande? – Franzi o cenho. – Quer dizer, mamãe, eu vejo você e o papai sempre felizes e quando você contou que estava grávida de novo, seu sorriso estava muito lindo. – Deu de ombros e meus olhos marejaram. O que eu mais amava em Poli era sua sensibilidade, mesmo com apenas 14 anos recém completados.

- Eu amo, meu amor. Você e seus irmãos são tudo para mim. Assim como o papai. – Suspirei, sorrindo e continuei recebendo carinho nos fios. – Sabia que seu pai disse um dia que queria dez filhos? – Os olhos castanhos dela se arregalaram e ri. – Exatamente essa cara que eu fiz. – Ela riu comigo.

- Dez? Meu Deus mãe, o papai não tem jeito. – Negou ainda rindo.

- Pois é, mas mesmo brincando assim, apesar de que eu sempre acho que é verdade quando ele fala isso.. – Fiz uma cara de espanto, que logo se desfez em risadas. – Somos muito felizes com vocês e nem imaginávamos que teríamos outro filho agora. Olha só, você já está enorme. Há pouco tempo você era um bebezinho tentando entrar de forma correta no casamento, mas que depois saiu correndo até o altar para vir para nossos braços e agora já está essa moça linda. – Levei minha mão até o rosto alvo da minha loirinha, como sempre a chamaria, e deixei um carinho. – Agora já vamos para o quarto bebê, meu Deus. – Pensei sobre o assunto mais uma vez, enquanto a via sorrir.

- Eu amo tanto vocês. – Minha filha disse apenas e deixou um beijo na minha testa. Levando a mão até minha barriga e acariciando por cima da roupa.

- Nós também te amamos muito. – Sorrimos uma para a outra. – Mas, por que a pergunta, meu amor? – Fiquei curiosa.

- Não sei... – Olhou para frente, pensando, mas logo voltou seu olhar para mim. – Acho que é porque, quando eu crescer, quero ter uma família assim também. – Ela deu de ombros. – Quero viver uma história como a sua e a do papai. Quero que um dia alguém me ame como ele te ama. – Ela disse sem qualquer esforço e meus olhos marejaram. Sentei-me e logo conectei nossos olhares de novo.

- Quando foi que você cresceu tanto? – Emocionei-me com a fala de Poli e em seguida trouxe-a para meus braços, apertando-a em um abraço. – Você terá meu amor, você terá todo amor do mundo. Olhe para mim. – Ela fez o que eu pedi e nossos castanhos se conectaram. – Você é muito especial Poli, sempre foi, e eu tenho certeza que seu futuro está completamente escrito nas estrelas e da forma mais linda, do jeito que você merece e completamente cheio de amor. Apenas siga seu coração, em todas as áreas da sua vida e sempre conte comigo e com seu pai. – Ela anuiu e sorriu genuinamente e abraçou-me apertado novamente.

- Obrigada por ser a melhor mãe do mundo. – Disse abafado por conta do abraço e me senti mais feliz naquele momento.

Pedi mentalmente para que todos os passos de Poli e também de todos os meus filhos fossem guiados pelo amor, porque era a melhor e a mais linda coisa que poderia existir e eu e Robin éramos prova disso.


Notas Finais


É isso ♥
Se puderem, me deixem saber o que acharam?
beijinhos de luz.


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