História Espectre - Moonsun - Capítulo 2


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Categorias Girls' Generation, Mamamoo, Red Velvet
Personagens Hwasa, Joy, Moonbyul, Seulgi, Solar, Taeyeon, Wheein
Tags Espectre, Hwasa, Joy, Menção Joygi, Menção!taeny, Moonbyul, Moonsun, Seulgi, Solar, Wheein, Wheesa
Visualizações 12
Palavras 926
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capítulo II


     Eu não havia me decidido se retornaria a esses escritos (minha opção mais viável era deixá-los), - mesmo com a sombra da responsabilidade pairando em minhas costas -, mas após o encontro com Taeyeon que passara grande parte do tempo reclamando da filha que andava esgueirando-se  a casa da vizinha, decidi, por fim, partir para a continuação desta, não tão doce, história. Devo dizer que Kim Tayeon era, e ainda é, uma peça fundamental para o desenvolvimento 'disto'; em presença Kim Yongsun havia afirmado seu parentesco com Kim Taeyeon - afirmando a mim que Taeyeon era sua irmã mais nova; junto de Kim Dahyun - e que morava com a mesma. 

      Em um encontro, não programado, com uma loira estranha em um estacionamento lotado  que ocasionou em um quase atropelamento, eu a conheci; Kim Taeyeon. O periodo fora logo antes de Yongsun sumir, antes de eu descobrir a verdade. Ainda me lembro de seu rosto pálido no momento em que perguntei sobre seu parentesco com Yongsun, e de como senti que havia feito uma péssima pergunta. 

     Taeyeon havia me contado algumas coisas sobre sua irmã mais nova - Kim Dahyun - e sobre sua namorada, agora esposa - Tiffany Hwang -, e em nenhum momento havia citado Yongsun; evitei retomar ao assunto com receio de que isso acarretasse algo para a saúde da jovem (na época). Me perguntava, agora mais constantemente, se Taeyeon achava-me maluca ou parcialmente centrada, não sei se me sinto confortável sabendo a resposta, mesmo que - no fim - eu mesma me ache louca. 

    Fazia tempo que eu não visitava os Kim's, tanto que já havia esquecido como Irene já não era mais uma criança frágil e indefesa, mas sim uma moça jovem saudável ( o que agora justificava as reclamações infundadas de Taeyeon). Ao nosso encontro pude notar como Taeyeon havia envelhecido aos anos, contudo, mantendo-se impecável fisicamente, o tempo havia feito bem a ela afinal. talvez eu também tenha envelhecido pelo tempo, porém o cansaço era mais visível em meus olhos, talvez pelas noites mal dormidas, pelas visitas 'dela. Ao fim do nosso "encontro" Taeyeon direcionou a mim uma  frase estranha,  que me fizera pensar por todo caminho. 

                                              "Fantasmas, são apenas carcereiros do passado tentando nos aprisionar em nossas piores memórias"

     Não entendi muito bemo que ela quis dizer; não sou presa a fantasmas, eu acho 

                                                                                     🍀

      Sereias nunca foram, realmente, o artificio de minha admiração, descobri aos meus nove anos, quando deixei de ver filmes de princesas, e passei a me interessar por coisas voltadas ao sobrenatural. Digo que, em partes, 'serias' são seres tanto sobrenaturais quanto mitológicos,; contudo, todo o mitológico não tem um pé no sobrenatural? Talvez. As 'sereias' são seres criados para matar, ela te seduzem com seu canto e devoram-te vivo, antes que perceba o fato acontecido. Acredito que o próprio Hades (deus grego do Inferno) tivesse sua legião de sereias (um grande artefato para lhe render novas almas).

      Mas nem mesmo a beleza estoneante ou os mistérios envoltos nestes raros mitológicos conseguem aplacar meu apreço pelos 'espectros', por Yongsun. Eu já havia tido uma sereia em minha vida, ela era perfeita . Seu nome era Hirai Momo, e ela foi minha primeira em tudo, menos meu primeiro amor; talvez não fosse para ser, ou - talvez mais que isso - Momo tenha preferido dar voz a seus insanos desejos mais profundos; dizem que foi suicidio - morte por afogamento -, mas ela só queria ser ela mesma. 

      Yongsun havia sido o oposto; ela ainda me acompanha, posso sentir seus dedos gélidos fazendo cócegas em minha nuca, a saliva ao redor de minha boca - consequência de seus beijos despudorados -, os braços possessivos presos em meu pescoço, ela me possuindo. Por um momento duvido de minha sanidade mental; meus remédios controlados não fazem mais efeito. 

                                                                                     🍀

       Chanyeol parecia empolgado com os meus escritos anteriores, tanto que passara todo meu horário de almoço dissertando - excitado - sobre as leituras que o jornal teria. Eu não conseguia me sentir tão empolgada quanto ele, tive que esconder de Chanyeol quanto de Heechul - minha vontade de destruir aqueles escritos, apenas coloquei um sorriso falso em meu rosto e concordei ( mesmo sendo alvo dos olhares de Im Nayeon - uma das colunistas do jornal). 

      Consegui aturá-lo até a aula de prática jornalistica , que seria nossa última aula daquele dia; felizmente a professora de psicologia literária havia faltado por motivos graves ( a reitoria não havia entrado em maiores detalhes). Segui meu caminho para casa, sozinha como sempre, desde que decidi iniciar minha segunda faculdade, e estava passando pela "ponte do homem caido" quando eu a vi, tão mais inusitada quanto das últimas vezes. 

      "Minha " 'sereia', (não minha, condizendo melhor com a realidade), ela estava diferente, bastante desde a ultima vez; mas seu canto, este não havia mudado. Aproximei-me dela, sem notar que me desvirtuaria de meu caminho, seu canto me enfeitiçava, sua voz - meramente infantil e sensual - me clamava. Parei a beira da ponte, admirando, ainda mais, sua beleza; e preparava-me para sentir o contato frio da água que formava o grande lago que dividia os dois lados da cidade, quando eu a ouvi, a voz firme e forte, atrás de mim, dizendo meu nome de modo tão duro que me fizera parar na beirada.

     - Moon Byul Yi....

Yongsun se encontrava a alguns metros de mim, com seus olhos gélidos direcionados a minha pessoa. Depois daquele dia, eu nunca mais vi Momo, ou ouvi seu canto. Mas, isto já faz 3 semanas. 



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