História Espectre - Moonsun - Capítulo 3


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Categorias Girls' Generation, Mamamoo, Red Velvet
Personagens Hwasa, Joy, Moonbyul, Seulgi, Solar, Taeyeon, Wheein
Tags Espectre, Hwasa, Joy, Menção Joygi, Menção!taeny, Moonbyul, Moonsun, Seulgi, Solar, Wheein, Wheesa
Visualizações 10
Palavras 1.186
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Capítulo III


 Meu primeiro encontro com Yongsun, após o dia da praia, foi na primeira terça-feira do mês posterior - que eu já não me lembrava ser Abril ou Maio - ela havia sido minha parceira de turma na aula de Química avançada (mesmo que hoje eu veja que, nos registros escolares, minha parceira havia sido Hwasa - até Setembro ), já que Hwasa havia - supostamente- faltado e Seulgi era parceira de Hyomin, uma das suicidas daquele ano - junto de sua namorada Jihyun. Yongsun possuia um brilho único, algo que havia chamado minha completa atenção. Era totalmente diferente das outras meninas, totalmente diferente de Momo. Seu sorriso era repleto de dentes (uma fileira extensa de caninos brancos), sua pele branca parecia combinar com o ambiente e seus olhos castanhos brilhavam de modo estranho e excitativo, completamente bela. 

              A sala de experimentos  - o conhecido Laboratório Central - da escola, estava sendo levemente iluminada pelo sol - que insistia em tentar se esconder através das nuvens - e mergulhada em um total silêncio. Eu estava tão concentrada em misturar substâncias incompatíveis que nem ao menos notei quando Yongsun se inclinou em minha direção, com seus lábios raspando em minha orelha e suas longas unhas correndo por minha coxa coberta. 

 " - lembro-me de você, sabe?, a dois dias, na praia - sussurrou fazendo com que minha mão tremesse pelo nervoso causado - chamou minha atenção - terminou dando uma pequena e leve mordida em minha orelha seguida de uma risadinha fútil de menina adolescente. 

                 Minha primeira reação fora travar, seguida de uma falha e descoordenada ação de tentar colocar os tubos de ensaio na mesa, o que fez com que as substâncias se misturassem, ocasionando em uma grande explosão que fizeram Yongsun aumentar ainda mais sua risada. A última coisa que me lembro daquele dia - antes da aula de História Contemporânea - fora do professor levando-me para a direção sob os olhares assustados da turma e sob o olhar debochado e alegre de Yongsun. 

                                                                         🍀

O olhar raivoso e preocupado de Seulgi após o 3º periodo de aulas foi a minha "boas vindas" ao refeitorio, ela parecia extremamente raivosa. 

           " - Byul yi! - Exclamou enquanto seus olhos se arregalavam em modo surpreso - Diga que o que o treinador disse é mentira!

        Lembro-me de franzir o cenho em uma ligeira confusão (assim como Hwasa) até recordar-me do fatidico acontecimento antes da aula de Quimica avançada. Acontece que eu fazia parte do time da basquete da escola (Witchapphel School), junto de Seulgi, éramos as estrelas do time, sendo eu a Ala-pivô  e ela a pivô; com o tempo eu havia tornado-me relapsa para com minhas obrigações com o time, e ao ser pega no exame "antidoping" - deixando o time desfalcado no campeonato -, passei a ser visada pelo treinador do time. seus olhos sempre se mantinham em mim (independente da situação). E, naquela manhã antes da aula de Quimica Avançada e da minha visita ao diretor, o treinador havia me flagrado usando substâncias ilícitas na velha quadra abandonadas atrás da escola; o que ele fazia ali não me importava, mas seu rosto roxo e inchado pela raiva não foram esquecidos por mim nas semanas seguintes. 

             "- Não é mentira - disse sem não antes soltar um grunhido irritadiço. - Fui expulsa do time. 

Hwasa arregalou os olhos , possivelmente não acreditando no que ouvia, e a mesa aderiu a um clima estranhamente pesado, ao longe Yongsun me observava (junto de Wheein e Joy) 

                                                                             🍀

                "Ele era feliz", a voz parcialmente triste e perturbada de meu tio, Moon Changin, soou em meus ouvidos, enquanto o  corpo de meu pai descia em direção ao solo. O velório estava quase que vazio, apenas alguns amigos e a familia; minha mãe chorava de forma copiosa (e falsa) a frente da cova recém aberta, sendo consolada por Yonseo, primo de meu pai - e mais tardar namorado de minha mãe - , eu não conseguia chorar por sua perda, não naquele momento.

           Tudo ali parecia errado, e as únicas pessoas que aparentavam notar o feito, eram eu e a mulher duas covas ao lado - que encarava a cena com piedade velada em seus olhos. Meu pai não queria nada daquilo, em seus momentos de sobriedade havia me confessado, nunca havia desejado um enterro "como manda o figurino", por ventura, não possuía medo da morte, daria-lhe a mão se fosse necessário, a abraçaria, como eu quase fiz. 

            Moon Seok, diferente do que todos pensavam, não era um homem devidamente feliz com sua própria vida, pelo contrário; meu pai havia enganado tanto aos outros quanto a si mesmo de sua falsa felicidade. Sua vida começou a desandar ainda no fim do ensino médio, quando sua namorada, Jeon Boram, havia engravidado, obrigando-o  a arrumar um emprego e no mês seguinte, ao completar 18 anos, se alistar as forças armadas de Yeashire, sob o pretexto de dar uma vida confortável a sua primogênita. 5 anos, esse fora o tempo de seu serviço  seguido de baixas desonrosas pelo estigma de traição. Papai havia perdido diversos momentos de minha vida, e consequentemente foi perdendo o amor de minha mãe. Eu nunca deixei de amá-lo, mesmo sem saber suas razões, eu não podia culpá-lo afinal. 

              Da mesma forma que me remeti a Yongsun no inicio, não me recordo do que me fez lembrar-me de meu pai, e de seu suicidio, apenas senti que deveria falar sobre ele, sobre as mudanças ocorridas após seu falecimento. 

              Por sua morte ter ocorrido duas semanas após meu aniversário (ele havia participado do programa de 1 semana) eu não havia processado a situação corretamente; em um momento meu pai sorria após uma maratona de filmes e no outro ele havia se enforcado durante a madrugada (com seu roupão felpudo e velho) na sala de estar - a mesma sala em que tivemos os nossos melhores dias e melhores momentos de pai e filha. A unica coisa em que me lembro com clareza, fora de minha mãe juntando suas roupas em uma enorme mala e partindo- junto de Yongseo - para um local qualquer da Europa, deixando-me somente com as roupas do corpo e contas atrasadas. 

            Naquele mesmo ano, eu conheci Kim Leeteuk - um traficante "barra pesada" de Yeashire -, eu havia esbarrado com ele enquanto fugia de um velho furioso - de quem eu havia furtado algumas laranjas. Leeteuk fizera questão de pagar-me um almoço, enquanto eu explicava minha situação. Ele não era tão velho quanto eu, naquela época ele aparentava ter uns 18 anos (mesmo que estivesse quase chegando a casa dos 30). Após aquele dia Kim Leeteuk adotou-me como sua filha e passou a cuidar de mim, deixando-me longe de seus programas perigosos, e fazendo o possível para que eu não me misturasse com "pessoas erradas". Daquele ano em diante, eu iniciei meu vicio em substâncias ilicitas - todas as existentes -, tomando o cuidado para não ser descoberta por Leeteuk, mesmo sabendo que ele desconfiava de mim.  Isso foi dois meses antes da morte de minha mãe, e 1 ano antes do aparecimento e da ida de Yongsun.  



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