História Espectre - Moonsun - Capítulo 7


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Categorias Girls' Generation, Mamamoo, Red Velvet
Personagens Hwasa, Joy, Moonbyul, Seulgi, Solar, Taeyeon, Wheein
Tags Espectre, Hwasa, Joy, Menção Joygi, Menção!taeny, Moonbyul, Moonsun, Seulgi, Solar, Wheein, Wheesa
Visualizações 3
Palavras 594
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Capítulo VII


              A semana anterior a última ida de Yongsun, aquela da qual ela nunca mais retornaria, fora completamente incomum, Yongsun hagia de modo bem estranho (bem mais que o normal. Kim Yongsun era alguém fora dos padrões, ao mesmo tempo que aparentava ser alguém retrógrada, em alguns momentos (mais quando estávamos juntas em minha cama) eu poderia afirmar que Yongsun não pertencia ao século XXI. E foi essa excentricidade que me atraiu nela, Yongsun possuia uma liberdade excentrica e uma libertinagem deliciosa. Seu jeito ousado havia me conquistado e sua fase romantica havia me amarrado, eu pertencia a ela, toda e completamente. 

           A ela entreguei meu coração, e não mais conseguia ver minha vida sem sua presença, e sua partida havia me desestabilizado mais do que deveria; em tese, me culpo por sua ida (mesmo que eu não tenha culpa), eu deveria ter notado que algo estava errado com ela, naquela específica semana. 

           Yongsun parecia estranha, sua pele parecia mais pálida que o comum, suas idas ao banheiro passaram a se tornar constantes; e em alguns momentos, nossas conversas se tornavam uma viagem para uma realidade em que não nos conheciamos (ou que uma de nós havia partido), eu podia ver em seus olhos o brilho de saudade e o estado melancólico que adornava sua voz, e então me sentia mal por trazer esses assuntos a tona. 

             Eu sempre me neguei a intrometer-me em certas situações, isso era bom e - ao mesmo tempo - ruim, acredito que (esta parte do meu caráter) tenha contribuído para que Yongsun se fosse (ou foi isso que eu acreditei); as vezes eu paro para pensar no que aconteceria se eu tivesse sido mais ativa, menos medrosa, ela estaria aqui, certo? Mesmo sabendo a resposta correta, admito que tenho medo de ouvi-la. Devo dizer que eu não superei devidamente o fim...

            ... o fim de algo que nunca começou, nunca se oficiou. Ouvir de sua ida, relembrar, torna tudo irreal, inaceitável, e eu não consigo acreditar que, mesmo com todos os planos, ela conseguiu me deixar.

              Ainda me recordo  dos planos feitos por nós duas, da nossa utópica futura vida feliz, nossas vidas unidas. Não fui capaz de seguir em frente, eu me prendi a ela com amarras pesadas que com o máximo de esforço machucariam-me, porém já estava doendo. O gosto da rejeição  é amargo e desce pela garganta com a ardência similar a tequila, a falta dela me transformou em uma dependente, eu havia retornado ao meus vícios e não havia pretensão de sair, o ciclo havia se reconstituído. 

            Minhas amigas observavam meu declínio impotentes,  e depois de diversas tentativas de um retorno, elas desistiram. Eu não havia aceitado que Yongsun não retornaria, em minha mente eu ainda a veria em minha porta, como naquele dia de chuva. 

             A ferida ainda existe, e ainda dói. Se tornou o corte aberto que nunca cicatrizará, as memórias não permitem, suas cartas não permitem, tudo parece cada vez mais vivo, tão dolorido. As lágrimas ainda escorrem, tracejando minhas bochechas de forma quente; as garrafas de vidro ao chão, mostra que todo progresso perdido é culpa do álcool, penso ao ponto que cheguei e defino - logo depois - que Yongsun é a culpada, por não aceitar que é culpa minha. A culpa é minha por ter me apaixonado por ela, por ter me apaixonado por um Espectre. Eu não deveria... 

            E foi nisso que eu acreditei, até o dia que Kim Taeyeon apareceu em minha porta, com uma carta na mão e expressão culposa. E nesse dia, eu descobri toda verdade. 



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