História Espectro Flamejante - Capítulo 11


Escrita por:

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Happy, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel, Personagens Originais
Tags Nalu, Natsu X Lucy, Natsuxlucy
Visualizações 36
Palavras 2.269
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, de novo \o/
Como estão? O que está achando da história?
Espero que estejam gostando, senão estiverem podem falar também, críticas são bem-vindas.

Boa leitura!

Capítulo 11 - Becos sem saída


A loira levantou sem paciência, aquela era a segunda vez que encontrava a senhora e ela fazia a mesma coisa. Por que ela queria tanto impedi-los de ir mais a fundo nas investigações? O que tinha de tão importante naquele Templo que eles não podiam ver?

— Onde vocês estavam?

— O quê? — Lucy virou-se assustada, dando de cara com o Mestre que a olhava com os olhos semicerrados. — Mestre... O que o senhor faz aqui?

— Estranhei a ausência de vocês, então vim e fiquei esperando.

— Ah! Então...

— Vocês foram em Snowball, não é? Entraram na casa?

— Fomos, mas não entramos. Algo me dizia para não entrar.

— Fizeram bem. Se um mísero fio de cabelo seu, ou pelo do Happy, caísse no chão, vocês se tornariam suspeitos...

— Deus me livre, Mestre. Nós apenas queríamos ver o tal Templo de Snowball.

— Templo?

— O senhor não sabia?

— Não. Tem um Templo lá?

— Sim, olha — tirou o pequeno livro do bolso, abrindo na página que mostrava a foto do lugar.

— Impressionante! Seria interessante ir até lá para saber mais... — olhou admirado para o livro. — Conseguiram chegar até lá?

— Não... Aquela senhora nos impediu e mandou a gente para casa, de novo — respondeu cabisbaixa.

— Isso quer dizer que tem algo lá e... Lucy, fica parada.

— Tem um bicho em mim? — arregalou os olhos.

— Não é um bicho, parece um rastreador — aproximou-se da loira, olhando o pescoço da mesma com atenção. — No lado esquerdo do seu pescoço.

— Aqui? — colocou a mão no lugar, sentindo uma bolinha. — Quando colocaram isso aqui? — assustou-se ao tirá-lo do lugar.

O pequeno rastreador tinha o tamanho de uma pintinha, passando despercebido com facilidade. Na parte de trás, uma luzinha vermelha piscava toda vez que alguém dizia algo.

— Resolvido — o Mestre pegou o rastreador e o amassou com seus dedos. — Veja se não tem nenhum no Happy.

— Sim.

Enquanto Lucy olhava o gatinho em busca de algo, Makarov observou com mais atenção o objeto em sua mão. Dentro, tinha um pontinho branco que ele logo descobriu o que era: magia encolhedora.

Rapidamente, transferiu um pouco de sua magia para o pontinho, vendo-o crescer, transformando-se em uma lácrima quadrada, onde passava as imagens dos últimos lugares em que Lucy esteve.

— Nada aqui, Mestre.

— Veja isso — apontou para a lácrima. — Você está sendo rastreada desde a primeira vez em que foi à Rua Pedra.

— Ela sabe que estivemos lá com o senhor... Droga. Será que ela vendeu uma poção inofensiva só para perdermos tempo?

— É provável que sim... Informarei os responsáveis pela investigação sobre isso. Agora, quero que vão até à biblioteca de Magnólia e investiguem mais sobre o tal Templo — pediu. — Encontro vocês lá. Até daqui a pouco — despediu-se.

— Até.

—— / / —— / / —— / / —— / / —— / / ——

Makarov saiu pensativo do apartamento de Lucy, pois sabia o quanto ela e Happy estavam desesperados em busca de respostas. O problema estava na forma como eles agiam. Investigar algo que já tinha investigadores oficiais, poderia ser considerado como “desvio de atenção”.

Agora, o que ele menos queria era mais problemas para seus filhos.

— James, tenho um novo lugar para vermos — disse pela lácrima. — Voltaremos para Snowball.

—— / / —— / / —— / / —— / / —— / / ——

Encontrar livros sobre Snowball não foi uma tarefa muito difícil, tinham vários na biblioteca. Bastaram entrar e procurar na letra S que logo encontraram o que precisavam.

— Encontrou algo, Happy?

— Mais fotos do Templo — apontou para o livro. — Parece uma caixa branca, não tem cara de Templo.

— Aqui diz que ele foi feito com neve mágica... Combina com o lugar, mas ainda é estranho.

— Você acha que o Natsu entrou ali, Lucy?

— Não faço ideia, mas se entrou, nós temos que ir lá verificar...

— Eu não quero ver aquela velha maluca de novo.

— Agora ela não pode mais nos encontrar, Happy. Tinha um rastreador no meu pescoço.

— Cruzes, já pensou se tem um em mim? — começou a se olhar.

— Não tem nada, eu já vi.

— Que feio, Lucy. Ficou olhando para mim, enquanto eu dormia — fez cara de desgosto.

— O Mestre quem mandou. Aliás, ele está demorando...

— Quem está demorando? — perguntou o Mestre, já sentando ao seu lado, com um dos livros na mão.

— AH! Mestre, o senhor pegou mania de aparecer do nada, é?

— Talvez — riu levemente. — Não parece ter muitas informações nesses livros... Eu avisei o Conselho sobre o Templo, mas nada foi encontrado até agora.

— Ainda tem gente lá investigando?

— Sim, eles montaram um pequeno acampamento para analisar as pistas.

— Não vimos ninguém quando a gente foi lá...

— Estão afastados, esperando para ver se a dona da casa aparece.

— Espertos... Nós vamos tentar achar o tal Templo? — perguntou esperançosa.

— Vamos, mas não agora. Algo vem me incomodando já tem um tempo — mentiu.

— O quê?

— Vocês acharam aquela caixinha preta debaixo de um taco de madeira, certo? Quero que tirem os outros tacos, pois pode ter mais pistas — sugeriu, sabendo que eles caíram na pequena “armadilha”.

— O senhor está falando sério?

— Claro que estou. Nunca saberemos se tem mais alguma coisa se não procurarmos.

— Certo, nós vamos olhar os outros.

— Ótimo! Agora vou voltar para a guilda, tenho que preencher um monte de papéis das últimas missões feitas — suspirou cansado, já sabendo que teria muito trabalho. — Cuidem-se.

— Sim, senhor!

Poucos minutos depois de Makarov sair da biblioteca, Lucy já havia guardado todos os livros em seus respectivos lugares. Duvidava que tivesse mais alguma coisa na casa de Natsu, mas se o Mestre pediu para olharem, eles olhariam.

Saíram do lugar sem pressa, estava na hora do almoço, mas ambos mantinham-se firmes, sem fome alguma. Mesmo assim, Lucy insistiu para que passassem em um mercado para comprar uma lasanha pronta, sua vontade de cozinhar estava zero naquele momento.

Chegaram na casa melancólicos, ao mesmo tempo que sentiam-se em paz estando ali, odiavam saber que Natsu não voltaria para casa.

Ignorando ao máximo esses pensamentos, Lucy colocou a lasanha no micro-ondas e esperou. Só de imaginar o trabalho que daria para tirar todo o chão, o sono batia. Chegou até a pensar que o Mestre pudesse estar os enganando, para que não voltassem em Snowball.

— Ele nunca faria isso... Faria? — perguntou para si mesma.

O apito do micro-ondas logo a tirou de seus devaneios, quebrando sua linha de raciocínio. Deixaria esse pensamento longe, por enquanto.

— Happy, está pronto!

— Aleluia — sentou-se na mesa, com um peixe nas mãos.

— Onde arranjou esse peixe?

— Na geladeira — apontou com a patinha. — Lucy estranha.

— Estranho é você, fica comendo peixe gelado — disse, servindo um copo de suco para o gatinho.

— É gostoso de qualquer jeito! Com lasanha fica melhor ainda.

— Francamente! — riu.

Estranhamente, na primeira garfada, a fome deu o primeiro “Oi!”. Toda aquela tensão estava tirando seu foco, ao ponto da loira ignorar as próprias necessidades, para continuar procurando por respostas que nunca apareciam.

Comeu tão rápido quanto um Dragon Slayer, nem percebendo o olhar de surpresa que o exceed lançava para si. O mesmo decidiu não dizer nada, apenas concentrou-se novamente na sua comida, comendo tranquilamente, observando a loira o esperando.

— Lucy — balançou a patinha, na frente do rosto da loira.

— Sim?

— Terminei, podemos olhar o chão agora.

— Então, não podemos perder tempo. Depois eu lavo tudo aqui — levantou-se, indo até à sala.

O pedaço de chão que tinham tirado antes facilitou o serviço. Lucy nunca havia “desmontado” um chão antes, mas não teve dificuldade, parecia que estava desencaixando peças de montar. Pouco a pouco, o chão foi sendo tirado e, para a infelicidade dos dois, nada de diferente aparecia ali.

Quando menos esperavam, a sala estava completamente sem piso, causando estranheza nos dois. O único lugar que realmente cabia algo, foi onde antes acharam a caixa preta com a carta.

— Acho que não vai ter nada — Happy olhou ao redor, procurando algum buraco.

— Parece que só perdemos tempo... Pelo menos, agora sabemos que não tem nada.

— O lado ruim é colocar tudo de volta — riu da expressão de cansada da loira.

— Temos alternativa?

— Não.

— Ok, vamos colocar tudo de volta no lugar — disse, sem nenhuma empolgação.

—— / / —— / / —— / / —— / / —— / / ——

Gray estava na sala do Mestre o esperando, assim como ele pediu, antes de sair para encontrar-se com Lucy e Happy na biblioteca.

Por mais estranho que pudesse parecer, sentia-se observado. A teoria de que ele pudesse ser o próximo alvo, não o assustava, muito pelo contrário. Sua determinação estava no máximo, andava sempre atento aos arredores, evitando qualquer pessoa estranha que encontrasse.

O Mestre queria que ele ficasse na guilda a maior parte do tempo, isso o manteria seguro e fora de problemas, porém, o moreno estava odiando ficar apenas parado, esperando as respostas caírem do céu. Queria e iria ajudar como pudesse.

A morte de Natsu tinha o abalado mais do que imaginavam. O rosado fazia uma falta enorme, a guilda nunca mais tinha sido a mesma sem a presença dele. As brigas tão frequentes, a bagunça generalizada, as risadas e brincadeiras. Tudo sumiu no momento em que receberam a notícia.

— Muito bem! sei que você não gosta de ficar preso em um mesmo lugar, mas é necessário — disse o Mestre, entrando na sala.

— Eu sei... Velhote, o que faremos com Lucy e Happy?

— Como assim?

— O senhor sabe que eles vão insistir na investigação até descobrirem algo. Receio que eles se afundem nisso...

— Pretendo fazê-los sair em uma missão. Nada muito difícil, mas vai impedi-los de continuar caçando pistas — explicou. — Pelo menos, é o que espero... Agora, sobre você.

— Terei que ficar preso dentro de casa?

— Jamais. Apenas quero que redobre sua atenção, além de que preciso sua ajuda com algo.

— O que seria?

— Isso — mostrou um fraco com um líquido eu variava entre laranja e azul claro. — Consegui isso na loja de uma das suspeitas.

— O senhor voltou para a Rua Pedra? — perguntou abismado. Makarov já havia contado para ele e para a ruiva sobre os últimos acontecimentos.

— Voltei. Não deixei que Lucy ou Happy saibam disso, eles já tem coisa demais na cabeça.

— Certo, mas o que o senhor quer que eu faça?

— Quero que me ajude em alguns testes. Eu não sei o que essa poção faz, mas sabendo com o que aquela mulher mexe, tenho uma pequena noção.

— Entendi...

— Leve-a para casa e tente congelar a parte laranja, acredito que a parte azul vai te ajudar. Amanhã, você me conta o resultado. Tudo bem?

— Sim. Pode deixar comigo, velhote!

— Perfeito. Tenha cuidado por onde anda — alertou. — Por enquanto, ainda não estamos sozinhos.

— O senhor não precisa se preocupar. Até amanhã, velhote!

— Até, meu filho — despediu-se, vendo-o sair da sala.

Descendo a escada, o silêncio o incomodou. A maioria olhava para o nada, os que falavam, conversavam baixinho, aos sussurros. O clima pesado deixava tudo ainda mais triste, todos ali esperavam por respostas, por mais que elas demorassem.

Tentando ignorar a sensação de vazio, Gray saiu da guilda com a poção na mão. O Líquido ainda alternava as cores, como se estivesse travando um a batalha eterna contra si mesmo.

A curiosidade sobre os efeitos, fez com que o moreno corresse pela rua, querendo chegar em casa o mais rápido possível. Desviou das pessoas com habilidade, logo vendo sua casa. Nunca agradeceu tanto por morar a poucos minutos da guilda.

Abriu a porta e entrou, acendendo a luz da sala e logo jogando-se no sofá. Concentrou-se em congelar o frasco com lentidão, pois queria ver claramente o que aconteceria.

Rapidamente, o líquido ficou inteiramente azul, voltando ao normal apenas quando ele deixou de congelar.

— Estranho... Será que foi isso que aconteceu com o esquentado? — perguntou para si mesmo. — E se eu esquentar no fogão?

A ideia pareceu inteligente na sua cabeça, nem sequer pensou se o frasco quebraria com o calor. Quando estava prestes a ligar o fogão, alguém bateu em sua porta, deixando-o em alerta.

Tomando todo o cuidado do mundo, Gray abriu a porta com tudo, pronto para lutar caso necessário, mas a única coisa que encontrou foi um envelope no chão. Desconfiado, olhou para os lados em busca de alguém, antes de pegar o envelope e voltar para dentro, trancando a porta.

Dentro do envelope tinha um saquinho com uma pequena lupa, além de uma carta amarela com letras minúsculas.

“Deixar as perguntas sem respostas é melhor do que arriscar e encontrar a morte.

O destino já está selado, gelo e fogo terão o mesmo fim. Não tente fugir, eles vão te encontrar, quando você menos esperar.

O tempo está passando mais rápido do que deveria e a tendência é que tudo piore, cada vez mais.

Tenha paciência, logo será sua vez.”

— Uma ameaça... Droga! O Mestre precisa saber disso.


Notas Finais


O Gray está na mira, será que ele também vai ser influenciado?

Se estiver ficando sem sentido ou eu tiver sido contraditória em algum parte, avisem-me por favor para que eu possa arrumar (◍•ᴗ•◍)

Até o próximo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...