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História Espelho - Capítulo 26


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Capítulo 26 - Saia Justa


— Daqui um mês?

— Sim, não queremos que a barriga da Hina-chan comece a aparecer.

— Hn.

— Mas o pai dela vai mata-la de qualquer jeito, vou ser um viúvo.

— Hn?

— Hinata não quer a liderança do clã.

— Como assim?

— Ela simplesmente não quer.

— É você será viúvo.

O loiro sorriu e tomou mais um gole de sakê, em seguida enfiou três porções de ramén de porco na boca, mastigando tudo de uma vez só.

— E a Sakura-chan?

Tinha acabado de sair do hospital, eram cerca de seis horas da tarde e encontrara Naruto em uma das mesas no Ichiraku gritando para que se juntasse a ele.

— Está... Bem.

— Sério? — Pode perceber o tom irônico na voz do loiro.

— Os remédios estão acabando com ela.

— Entendo — O Uzumaki riu sem humor — Percebeu que qualquer tipo de remédio acaba com ela? Primeiro aqueles calmantes ou sei-lá-o-que e agora os remédios para a própria doença.

O moreno não respondeu.

— Eu... E se nenhum exame der positivo? Tipo, e se nenhum de nós for compatível?

— Outras pessoas o farão.

— E se nenhuma delas for compatível?

O moreno acabou de comer seu ramén, ele parecia irritado com a sua pergunta. Depois o Uchiha se levantou, jogando na mesa dinheiro o suficiente para pagar tanto o seu ramén e seu sakê, como três dos cinco raméns que o loiro comeu.

— Vão ser.

Ele afirmou carrancudo, enquanto dava meia volta e já andava em direção a sua casa, deixando-o sozinho.

♦ ♦ ♦

— Obrigada Kenji, você fez um bom trabalho.

Tsunade disse observando os papéis a sua frente. Apesar do garoto se assustar facilmente e olhar para as pessoas como se elas fossem monstros, o garoto era bom. Ele sorriu com o elogio.

— Terá um bom futuro.

— E-s-pe-per-ro qu-ee s-s-si-m.

O garoto lhe fez uma referência e saiu pela porta, antes que saísse totalmente, o garoto tremeu por algo que viu lá fora, mas continuou andando deixando a porta aberta.

Quando Hiashi entrou em seu escritório pode ver porque o garoto estava tão assustado. Ainda mais um garoto tão... Medroso quanto ele, desfaleceu diante a expressão dura do Hyuuga.

O homem não lhe fez uma referência como todos faziam, somente entrou e foi direto ao ponto.

— Você ainda não me disse quem fez aquilo com minha filha.

— Eu...

— Você fica falando para que eu espere, mas isso já passou dos limites.

— Ok.

Procurou no meio da sua incrível pilha de papeis, pela foto. O homem com expressões duras ficou lhe observando impaciente. Que diabos de Hogake era aquela que nem sabia onde guardava as próprias coisas?

— Aqui — Ela levantou a foto exibindo as unhas pintadas de vermelho.

Pegou a foto da mão da loira, eram três homens, com roupas da ANBU de Konoha, um tinha o cabelo laranja, o outro tinha o cabelo negro, com aparência suja e o último tinha os cabelos castanhos caídos pelo rosto.

— Hum?

— Foram eles.

— Quem são eles?

— Eles eram da ANBU, depois que envenenaram Hinata sumiram. O de cabelo laranja voltou à vila e atacou Sakura, a garota de cabelo rosa amiga da su...

— Sei quem é Sakura — Ele lhe cortou.

— Então, ele tentou mata-la, mas ela acabou o matando. Os outros continuam desaparecidos. Mandei ninjas atrás dele, dois não os acharam, e outros dois ainda não voltaram.

— Por que eles atacariam minha filha?

— Isso eu acho que é uma coisa que só Sakura poderia te contar.

— O que aquela garota tem haver com isso?

— Nada! Quer dizer, saiba que a culpa não é dela. De modo algum pense que a culpa é dela.

— Mandarei pessoas do clã atrás desses dois.

— Não há necessidade Hiashi, lhe avisarei assim que os encontrarem.

— Não confio em você. Se deixa-los por sua conta, vão acabar voltando para vila e sendo perdoados assim como aquele garoto Uchiha.

— Isso não acontecerá com eles.

— Espero que não. Esperarei até semana que vem, se eles não aparecerem, mandarei meus homens atrás deles. E falarei com a garota também.

— Certo.

♦ ♦ ♦

Sasuke entrou no seu quarto quando já eram quatro horas da tarde. Ele olhou-a rapidamente, e depois se sentou no usual sofá.

Sentia-se sonolenta, parecia estar gripada pelo efeito do remédio, embora não estivesse. Seu corpo estava mole e seu nariz entupido.

Observou-o, de calça jeans e camiseta branca. Os cabelos arrepiados, as costas largas e os olhos incrivelmente negros, céus como o amava... Mas a esperança de tê-lo, junto a ela, já havia se esvaído há muito tempo.

Ele não a quisera antes, e não iria a querer agora, ainda mais debilitada e horrenda como ela estava. Por mais que ele estivesse vindo lhe visitar, sabia que ele só a via como uma amiga, uma companheira de time que precisava da sua bondade de companhia.

E isso doía. Ainda mais depois dos beijos quentes que trocaram em sua casa. Céus! Ela nunca havia sequer imaginado que um dia o beijaria e muito menos que chegariam a aquele ponto.

Ele estava sendo legal, até trocava algumas palavras com ela, mas sabia que disso não passaria. Jamais alguém como ele, olharia para alguém como ela.

E o pior é que ela não podia nem imaginar ele se casando, tendo filhos com outro alguém. Era obvio que logo ele arrumaria alguém para reconstruir seu clã, e isso doía, como uma faca perfurando sua pele, em perceber que ela jamais seria a escolhida.

Olhou-o novamente, ele observava algum ponto pela janela. Foi tirada de seus pensamentos, quando bateram na porta uma vez antes de abri-la.

— Sakura, passei rapidamente para te desejar boa sorte, Tsunade-sama me mandou para outra missão. Preciso me aposentar, estou ficando velho.

Kakashi entrou no quarto, agora com o livro erótico nas mãos. Ele acenou para Sasuke enquanto falava com ela.

— Hum, Sasuke aqui, hum?

Nenhum dos dois respondeu, o moreno continuou olhando pela janela como se não estivesse visto que Kakashi estava ali.

— Bem tenho que ir — Ele acenou para ela com a mão livre — Vou deixar vocês dois sozinhos.

Sasuke ao ouvir olhou para ele com uma das sobrancelhas negras arqueadas. Depois voltou para olhar para o nada. Sentiu suas bochechas corarem, afundando mais na cama branca do hospital.

O ninja copiador deu volta, exibindo a mochila de viagem para ela e foi andando a passos lentos até a porta, com uma calma absurda. Abriu a porta, e antes que saísse, olhou para o moreno, falando e deixando-a ainda mais corada.

— Cuide bem dela Sasuke.

Afundou-se na cama como se quisesse se enterrar ali quando sentiu o olhar de Sasuke sobre o seu.

UMA SEMANA

“Você está convidado para o casamento de Uzumaki Naruto e Hinata Hyuu...”.

Parou na metade da leitura quando Shizune entrou no escritório.

— Os resultados dos exames para Sakura chegaram Tsunade-sama.

— Sim, eu já os abri.

“Contamos com a sua presença.”

“Dia 09/08 ás sete horas...”.

— E aí? O que deu?

— Que dia é hoje? — Não respondeu a Shizune.

— Dia trinta e um de julho por quê?

— O casamento de Naruto.

— Ah é! Eles apressaram, não podem atrasar mais Hinata está grávida. Estão se casando as pressas para que Hiashi não descubra. Qual o problema?

— O problema é que o doador precisa ficar sete dias em recuperação e ainda sim demora algumas semanas para que ele fique totalmente recuperado.

— E...?

— Naruto é o único compatível.



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