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História Espelho. - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Mil.. Oitocentos e trinta?


Eu já estou achando que hoje o mundo resolveu conspirar contra mim. Não é possível! O dia não tinha nem começado e já me fudi; acordei atrasado, meu Carro parou de funcionar, quase fui atropelado, perdi o ônibus, e perdi uma reunião super importante. 

Realmente, hoje não era o meu dia. 

Suspirei me sentando em minha cadeira, talvez devesse tirar o dia de folga amanhã. Pelo menos para da uma arrumada em minha casa, e descansar um pouco. 

Depois que me mudei, tudo de errado tem dado na minha vida.  Primeiro encontrei um espelho velho e empoeirado dentro do meu novo quarto, depois a pia da cozinha entupiu, e por último meu celular quebrou e eu tive que comprar outro novo. 

Minhas dúvidas de que aquele apartamento é mal assombrado, estão virando certezas. 

— Yo! – Hoseok entrou na sala com alguns papéis em mãos me fazendo respirar fundo e o encarar sem ânimo algum – Que cara de acabado é essa?

— Desculpa, mas essa é a única cara que eu tenho. – comentei revirando os olhos. 

— Ai, Grosso. Morre que passa, seu mal agradecido. Chato, irritante. Não sei por que ainda sou amigo de um bunda como você. 

Hoseok era meu chefe, e infelizmente meu melhor amigo. Ele não falava coisa com coisa na maioria das vezes. Mas sabia ser um ótimo amigo quando precisava. 

— Hobi você tem sorte que eu te amo. – ri pegando os tais papéis de sua mão e lendo rapidamente. – são bastantes gastos. 

— Pois é, Esses últimos meses foram ruins. – O ruivo suspirou e se sentou em cima de minha mesa. – Esta lindo com essa bermuda, deveria mostrar mais essas coxas. 

— Sai fora, Hoseok. Tu tem namorado. Seu sem vergonha. – Eu ri. 

Só Hoseok para me fazer rir. 

— E como esta indo no novo e Belo apartamento que eu te dei? – inquiriu cruzando as pernas e mordendo os lábios. 

— Primeiro pare com esse porno dentro da minha sala. Segundo não fique se achando tanto, não. Aquele apartamento e estranho sabia? – comentei. Eu tinha que resolver as coisas do apartamento amaldiçoado, antes de tudo. – Minha pia entupiu, um vizinho meio louco das ideias veio falar comigo, e tem um espelho antigo no meu quarto. 

— i daí? apartamentos velhos são assim mesmo. 

— i daí, que as vezes o espelho pisca. É mó louco. Isso não é de Deus. 

— Vish, andou fumando senhor Min Yoongi? – perguntou ele dando um belo beliscão em meu braço. – Deixa seu avó descobrir tal coisa, seu irresponsável. 

— Affs! Fala com você, é a mesma coisa que falar com um animal. – Bufei. 

— Me respeita, que eu sou seu chefe. – Falou todo convencido. 

— O pior! – Sorri em desdém o irritando. Não vou mentir, eu amava irrita-lo. A melhor coisa quando está no tédio. 

— Vai se Ferrar, Yoongi – mostrou a língua e saiu batendo o pé como uma criança. 

Revirei os olhos e voltei a olhar os papéis.

(•••)

Cheguei em casa já ia dá onze horas. A bagunça estava ainda pior, caixas jogando pelo chão, louça pra mim lavar, meus móveis tudo empoeirados.... Enfim, estava um horror. 

Passei por entre as caixas, onde estava algumas das coisas que minha mãe havia deixado para mim, e fui direto para meu quarto ; o único cômodo que não se encontrava em uma total zona. 

Como noite passada, o espelho estranho piscava repetidamente. Eu não sei se iria aguentar mais uma noite com aquela luz insuportável. 

Fui em passos lentos até o objeto e fiquei o olhando. Era realmente estranho! Levei minhas mãos até o meio e toquei levemente o dedo, o fazendo afundar por entre o espelho. 

Me afastei rapidamente, começando a procurar meu celular dentro da bolsa. Tinha algo de muito errado com essa casa. 

Em um momento, tudo ficou branco. E quando eu digo tudo, é tudo mesmo. Não enxergava nada além da luz forte. 

Assim que tudo voltou ao normal, olhei em volta. Eu segurava a bolsa fortemente, confuso com tudo aquilo. Meu coração batia forte dentro do meu peito, minha voz não saia de jeito nenhum, meus joelhos doíam, minhas mãos tremiam, meus pés formulavam... 

Onde diabos eu estava?

Onde estava minha cama? Onde estava meu quarto? Onde estava minha casa? Onde diabos eu estava? Pergutei-me desesperado. 

Eu me encontrava no chão de um Vasco gramado - como um campo de futebol - apenas uma árvore de médio porte a alguns metros. Notei uma estreita estrada de terra batida onde deveria estar o corredor de meu apartamento. 

Eu devia ter batido a cabeça com muita força! Só poderia ser isso!

Olhei freneticamente em todas as direções e nada estava ali. Nada! Minhas coisas, minha cama, tudo havia sumido. 

Fechei os olhos e os apertei bem forte, rezando para que, quantos os abrisse novamente, tudo voltasse ao normal. Então ouvi um barulho. Abri os olhos rapidamente. 

Avistei um homem em cima de um cavalo marrom claro vindo em minha direção. Estreitei os olhos para entender oque estava vendo. 

Realmente era um homem e um cavalo. 

Continuei a observar enquanto ele se aproximava e notei que o cavalo diminuía sua corrida. Diminuiu um pouco mais até parar bem perto de onde eu estava. 

Olhei para o homem, completamente confuso e desconfiado. Suas roupas eram muito feias, esquisitas e antigas. 

Vestia um casaco escuro e comprido, um colete sob ele, gravata - ou talvez fosse um lenço branco amarrado no pescoço - e botas pretas na altura dos joelhos. 

Ele estaria indo para alguma festa à fantasia?

Fiquei observando o rapaz enquanto ele descia de seu cavalo com uma expressão preocupada no rosto. 

— Você está bem, senhor? – Ele perguntou, se agachando ao meu lado. 

Continuei a encará-lo de boca aberta. Seus olhos procuraram alguma coisa ao redor. Assim como eu, também não encontrou nada ali, apenas a árvore, a pedra e eu, ainda caido no chão. 

Ele voltou a observar meu rosto, depois seus olhos avaliaram o resto de mim e sua cara assumiu um tom avermelhado quando examinou minhas pernas. 

Rapidamente, voltou a me encarar, sua face confusa. 

—  Você está bem, senhor? – ele repetiu e eu fiz careta. 

— Mas que? – respondi pateticamente. 

— Tem um ferimento na cabeça. Está sangrando muito. – Ele moveu sua mão em direção a minha testa, mas não me tocou. 

Estava tão confuso que não tinha notado. 

— Ah! – Eu disse tocando minha testa. Doeu um pouco. Então, eu não estava sonhando! Ou tendo um pesadelo. 

Ai meu deus!

— O que aconteceu? Parece assustado e.... Suas roupas... Hã.. 

— Cadê o meu quarto? – perguntei, com a voz quase sem som. – Como foi que vim parar aqui? Como tudo sumiu tão depressa? Cadê as minhas preciosas coisas? – disse eu, agarrando com as duas mãos a gola de seu casaco. 

Olhei em volta, procurando uma forma lógica para explicar o que estava acontecendo, mas não havia nada ali, além da paisagem rural. Estava assustado demais para entender qualquer coisa. Aquilo era loucura. 

O rapaz se espantou um pouco com minha reação. Mas o que mais eu poderia fazer, além de ter um ataque?

— Melhor levá - ló até minha casa e chamar o médico. Depois arrumarei uma carruagem para levá - ló até sua casa – seus olhos me fitavam de uma forma estranha. Soltei seu casaco imediatamente. 

Estranho, muito estranho. 

Um médico seria bom. Talvez ele me desse alguma coisa que me fizesse acordar ou sair daquele pileque mais depressa. 

— Posso ajudá - ló a se levantar, senhor? – e estendeu suas mãos, para que eu as usasse como apoio. 

Neguei, desconfiado. Tinha certeza que conseguiria ficar de pé sozinho! Me coloquei de joelhos pronto para me por de pé, quando o que ele disse me fez parar pra pensar. 

— Carruagem?

— Talvez seja mais prudente permitir que o Dr. Lee lhe examine primeiro. Um ferimento na cabeça pode ser muito perigoso. 

— Não é nada. – afirmei – Nem sei como aconteceu. Você também viu aquela luz? – perguntei. 

Ele pareceu confuso. 

— Luz? Refere-se à luz do sol?

— Não! – sacudi a cabeça – A luz branca insuportável que fez tudo desaparecer!

Ele sacudiu a cabeça lentamente. 

— Vejo que está um pouco atordoado! Vamos até minha casa. Descanse um pouco e, depois que falar com o médico, prometo que farei o possível para ajudá - ló, está bem? – sua voz baixa e rouca, os olhos intensos, não me deixaram outra escolha. 

Como se eu tivesse outra escolha.

— Tá – murmurei. 

 Me levantei devagar e prendi minha bolsa em meu ombro. 

— Não é prudente que um jovem como o senhor fique sozinho neste lugar, ainda mais com seus trajes nestas condições. – Ele passou a mão em minha cintura para me dar apoio e começou a me conduzir até seu cavalo. 

Senti algo muito estranho quando ele me tocou. Tipo um déjà vu ou como se já nos conhecêssemos de algum lugar... 

Esperá! Não é hora de pensar nisso, Min Yoongi. 

— Por que está vestido desse jeito? – Perguntei, tocando seu casaco. – Estava indo para alguma festa?

— Estou voltando de uma viagem longa. – respondeu confuso. 

Viajando de cavalo vestido daquele jeito? Agora eu tinha total certeza. Ele é louco! Talvez um maníaco. Ou até mesmo um psicopata. Tremi ao ter tal pensamento e me afastei um pouco, antes de prosseguir com minhas perguntas. 

— Não acha que seria melhor uma roupa mais confortável? E porque você foi com o cavalo?

A confusão em seu rosto se aprofundou. 

— Creio que estou vestido adequadamente, senhor. – Não ta não, certeza. – E prefiro ir a cavalo. É bem mais rápido que a carruagem. – um pequeno sorriso surgiu em seus lábios. – Contudo, sei que é pouco prudente da minha parte. Muitas coisas mudaram nessa última década. Acredito que não seja seguro, com tantos vândalos e golpistas por aí se aproveitando de viajantes solitários. – e me lançou um olhar significativo. 

— Ah! Não. Eu não fui atacado por ninguém. – Num minuto, eu estava em meu quarto e, segundos depois, estava aqui neste... campo e tudo sumiu. 

— Tenho certeza que se lembrará assim que sua cabeça melhorar. Mas penso que foi atacado por ladrões sem escrúpulos. Seria essa a única explicação para terem deixado o senhor nestas condições! – ele desviou os olhos 

Condições?

— Que condições? – perguntei confuso pelo tom de sua voz. Esse louco só fala coisas estranhas. 

— Suas roupas, senhor. – ele murmurou. – Mal posso crer na audácia de tais vândalos. 

— O que é que tem minhas roupas? – olhei para elas, para ver se ainda existia ou se, de repente, não tinham desaparecido como todo o resto. Parecia estar tudo normal, pelo menos com as roupas. 

— As coisas mudaram muito depressa, como eu disse. Não acho prudente que mais alguém o veja praticamente sem... – ele pigarreou e baixou tanto a voz que quase não pude ouvir. –... roupas. 

— Como assim sem roupas? – de que diabos aquele maluco estava falando?

— Não se preocupe com isso! Madalena lhe arrumará algo para vestir. – ele me empurrou gentilmente para mais perto do cavalo. 

Eu recuei, me soltando de seu braço. Aquilo já estava ficando estranho. Eu nem ao menos entendia do que aquele ser estava falando. 

— Sabe de uma coisa? Eu tô legal! – eu não sabia que tipo de maluco ele era, mas que não estava em seu juízo, isso era um fato – vou tentar descobrir como cheguei nesse fim de mundo e depois voltar para meu apartamento. Mas valeu pela ajuda, cara. 

Girei para outro lado, querendo ficar o mais longe possível daquele lunático, quando parei, petrificado. Não era possível. 

Uma carruagem surgiu no meio da estrada. Uma carruagem de verdade, de madeira, com dois cavalo na frente e um carinha sentado quase no teto vestido roupas engraçadas e meio ridículas. 

— Está tendo um desfile ou coisa parecida por aqui? – questionei, observando a carruagem se aproxima mais. 

— Desfile?

— virei-me para observá - lo. Seu rosto ansioso acompanhava o trajeto da carruagem. 

Mas que sonso! Deus, me ajuda. 

— É cara, desfile. Onde aquele troço antigo está indo? – indiquiri. 

— A carruagem? Não é antiga. É da família Kwon, eles acabaram de adquiri-la. A antiga estava causando muitos transtornos a eles. 

Apenas fiquei olhando para ele, esperando encontrar sentido no que me dizia. Deus, tudo estava ficando cada vez mais estranho. 

— Nova? – caçoei. – Aquela coisa? Deve ter uns duzentos anos!

Sua testa se enrugou, as sombrancelhas arqueadas. 

— Garanto-lhe que é nova. Foi construída há apenas alguns meses. 

— Ah! Entendi. Ele é tipo um colecionador. – a carruagem se aproximava. 

— Colecionador? Tipo? Senhor creio que esteja um pouco desconexo neste momento. Ficarei mais aliviado após o Dr. Lee lhe examinar. Então...

A carruagem parou na estrada e, através da pequena janela lateral, uma cabeça usando cartola apareceu. Era o que faltava. 

— Está tudo bem, Senhor Jeon? Algum problema? – perguntou o homem de rosto gordinho e bigode enorme, me examinando atentamente. 

Os olhos se arregalaram e, quando olhou para minhas pernas, ruborizou. Mas gente, o que Diabos á com minhas pernas?

O rapaz ao meu lado se colocou na minha frente, me impedindo de ver a imagem pitoresca. 

— Este jovem foi assaltado, Senhor Park. Vou levá-lo para minha casa. O pobre tem um ferimento na cabeça. – ele disse, um pouco ríspido. 

— Ah! Esses tempos modernos estão acabando com o sossego das pessoas de bem. – o bigodudo sacudiu a cabeça. – Precisa de ajuda?

— Se puder avisar o Dr. Lee que preciso de seus serviços imediatamente, lhe serei muito grato. 

— Então irei imediatamente. Avise-me se precisar de alguma ajuda. 

O rapaz assentiu. E, com um aceno de cabeça do bigodudo para o carinha sentado do lado de fora, a carruagem partiu apressadamente. Fiquei olhando até que sumisse de vista. 

Mas que loucura!

— Podemos ir, senhor? – o rapaz me perguntou com a voz aflita. 

— O que está acontecendo aqui? – exibi desconfiado. 

— Não tenho certeza se o compreendi. – e seu rosto pareceu sincero. 

Ah deus!

— Por que você fala desse jeito estranho, tá vestido com estas roupas ridículas e tem carruagens passando pela estrada. 

— Senhor... – disse preocupado. – por favor, vamos até minha casa! Acho que pode ter tido uma lesão. A pancada que levou deve ter sido muito forte!

— Não vou para sua casa, ficou doido? Eu sei lá o que você pretende fazer comigo?você pode muito bem ser um psicopata que quer me fazer em pedacinhos e me guardar dentro do freezer pra comer aos poucos. Ou um maníaco que quer me estuprar e depois me matar. Não sabe em que anos estamos? – estava desconfiado que ele fosse maluco, mas ele não parecia ser um psicopata. 

Quer dizer, eu nunca vi um psicopata antes, mas nunca se sabe, não é?

— Estamos no ano de mil oitocentos e trinta e garanto - lhe que sou um homem de bem. Não tenho outra intenção que não seja ajudá - ló – ele respondeu, ofendido. 

Espera! Ele disse mil oitocentos e trinta? Deus amado, as pessoas daqui são loucas. 

Explodi num ataque de riso histórico, não pude controlar. O rapaz pareceu perturbado. 

— Senhor, vamos... 

— Mil... Mil... Oitocentos e trinta! – eu não consegui parar. Respirei algumas vezes antes de poder falar. – Boa piada! Muito engraçada mesmo!

— Não lhe contei piada alguma!

— Então acha que eu tenho cara de idiota!? – indiquiri começando a rir novamente. 

— É claro que não. Jamais ousaria ofendê - ló, mas vejo está muito transtornado. – falou sério. – Por isso, vou levá - ló para minha casa. Então, suba logo, por favor! – e indicou a cela, obstinado. 

— Mil oitocentos e trinta! – zombei. 

— Não consigo entender o motivo que o diverti tanto. – resmungou baixinho. 

— Tá bom, doido. Vamos até sua casa. Lá no século dezenove!

Aproximei-me do cavalo e parei. Nunca tinha subido em um antes. Parecia alto demais. O rapaz percebeu meu temor e gentilmente tocou minha cintura, colocando minha mão em seu ombro para apoio. 

Subi com muita dificuldade no cavalo, quase caindo do outro lado. O rapaz rapidamente se esticou e me pegou pelo braço, impedindo que eu me estatelasse. 

— Segure-se. – ele disse enquanto subia, fazendo a cela se movimentar um pouco. 

Uma de suas mãos circulou minha cintura assim que ele se acomodou na cela. Fiquei incomodado com a proximidade. 

— Você precisa mesmo me apertar tanto? – perguntei. 

— Posso soltá - ló, se estiver disposto a cair e bater sua cabeça novamente. 

Olhei para o chão. Porra! Era alto demais. Segurei firme com as duas mãos o braço que me rodeava, apertando-o um pouco mais. 

Ele riu baixinho. 

— Tu pode ate ser homem, mas não tente nem um gracinha. – alertei. – eu sei alguns golpes de Jiu-Jitsu. Quebro esse seu rostinho em dois tempos!

— Estou, de fato, muito preocupado com sua cabeça, senhor. – sua voz séria, sem vestígio de humor. – Não está dizendo palavras coerentes. Você precisa ver o Dr. Lee. 

— É. – concordei, pensando na carruagem e no sumiço repentino de minha casa. – acho que você tem razão. Preciso muito. Muito mesmo!



Notas Finais


Não tem como não gostar dessa história não é? A autora e maravilhosa.

Mais se não gostarem eu apago e finjo que nunca postei.

Espero que estejam gostando e até a próxima ^-^

Avisando que comentários são sempre bem vindos, adoro ler e responder eles.

Avisem se tiver algum erro de adaptação okay:)?

Bye❤
De uma escritora e leitora completamente apaixona por YoonGguk para outros. ^-^

Adaptação com total permissão por @ bella_099


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