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História Espera por mim - Capítulo 46


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Notas do Autor


Gente, pesso perdão pela demora, sério, eu fico com vergonha de sumir por mias de uma semana
Mas aqui está mais um capítulo
Espero que gostem
Boa leitura para todos!!!!!!

Capítulo 46 - André


Pov Henrique

- Meu Deus, olha isto…-- a Paola fez um gesto para eu me aproximar -- Henrique…-- a Argentina tinha um sorriso lindo

- Que lindo, Raquel…

- É a coisinha mais linda que a dinha já viu…-- a Paola disse fazendo um carinho na bochecha do André

Eu e a Paola observamos o André. Ele é um pequeno ser de olhos azuis, herdados do pai, cabelo castanho, herdados do pai e tudo o resto herdado da mãe. As mãozinhas pequenas agarradas na mão da Paola, a cabeça virada para o conforto do colo dela e uma expressão de curiosidade no rosto, afinal era a primeira vez que via os nossos rostos.

- Ele tem cinco dias de vida e já é manhoso como tudo. -- a Raquel disse rindo -- Ou está a mamar ou a chorar para alguém o pegar ao colo. Como é que uma criatura tão pequena já é tão manhosa?

- Vais passar um perrengue, maninha! 

- Ai Henrique...obrigada pela ajuda! -- a Raquel olhou-me ironicamente

- Acho que ele tá dormindo…-- a Paola sussurrou enquanto continuava a ninar o André

- Deita ele aí. -- a Raquel indicou o berço ao lado da cama dela

- Ele é tão pequenino…-- a Argentina deitou o nosso afilhado no berço e ficou a admirá-lo -- Tão lindo…-- ela falava enquanto sorria boba para ele

Eu voltei a aproximar-me da Paola e voltei a admirar aquela criatura perfeita.

- Tudo certo com ele? -- eu perguntei

- Sim, o médico disse que só teremos de voltar lá para as consultas de rotina.

- Ainda bem que ele está bem. E tu?

- Não sabia que podia doer tanto parir um bebé. -- nós os dois rimos e fomos repreendidos pela Paola

- Shhh, ele já está a resmungar...vem à dinha, meu amor…-- ela voltou a pegar no André e sentou-se ao lado da Raquel

- Que madrinha mais protetora que eu arranjei para o meu bebé. -- a Raquel sorriu para a Paola, que sorriu de volta -- Terminando a conversa, tá doendo um pouco, um pouco desconfortável andar, muito sono porque faz seis noites que não durmo, mas de resto estou bem. O Miguel tem ajudado com tudo, inclusive, faz tempo já que ele saiu...Será que ele ainda demora muito?

- Queres que ligue para ele?

- Que irmão prestável. -- ela disse debochada -- Por favor.

- Vou até repensar a minha proposta…

- Maninho…-- ela fez um beicinho e abraçou-me

 

***

 

- Desculpem, mas tá um trânsito do caralho…

- Na boa. Como vais, mano? -- eu comprimentei o Miguel 

- Com sono. -- ele disse e todos rimos

- O meu novo amor disse que vai passar a dormir mais, né meu lindo!? -- a Paola disse sorrindo e brincando com o André, fazendo-o mexer as mãos na procura das dela

- Meu Deus, acho que vou contratar a Paola como babá. -- a Raquel disse rindo

- Eu iria ficar feliz de passar o dia agarrada a esta fofura. -- a Argentina disse enquanto brincava com as perninhas do pequeno

- Isso se ele estiver nessa felicidade toda, espera ele começar a chorar a sério. Se ele é assim agora, que medo daqui a um tempo

- Ele vai ser um anjinho! -- a Paola garantiu

- Sei! -- a Raquel e o Miguel disseram ao mesmo tempo fazendo todos nós começamos a gargalhar

 

***

 

- Henrique, vai fazer o jantar. 

- O que queres comer?

- Sei lá, alguma coisa que me alimente. As restrições alimentares continuam, porque estou a amamentar o André.

- Eu sei maninha, eu sei. 

- Paola, o que queres comer? -- a Raquel perguntou, despertando a atenção dela, que estava toda concentrada no afilhado

- Tá nos convidando para jantar?

- Porque outra razão eu te mandaria fazer o jantar!? Eu não exploro o meu irmãozinho preferido.

- Tu só tens um irmão!

- É, mas se tivesse outro tu ias ser o preferido. -- ela riu para mim

- Obrigada pela consideração. -- eu olhei-a ironico e fui para a cozinha acompanhado pelo Miguel


 

Pov Paola

- Ai Quel, no consigo largar ele. -- eu confessei ouvindo a respiração calma dele

- Acho que tá na hora dele mamar outra vez, mas ele não tá nem aí. Deve ser bem confortável esse teu colo. Ele não tá chorando com fome e o Henrique não quer sair do teu pé, deve ser bom mesmo. -- a Raquel disse rindo

- Credo Raquel! -- eu acompanhei-a na risada -- Tinha saudades dessas tuas conversas.

- Aproveitando que ele não está a chorar e os rapazes estão na cozinha, conta as novidades. 

- No há novidades. -- eu disse desviando o olhar para o ser que dormia no meu colo

- Hum hum, vou fingir que acredito. 

- No sei o que dizer. -- enquanto olhava para o André e percebi que ele estava a acordar -- Acordaste para mamar, Anjinho!? -- ele abriu um biquinho que indicava que ia começar a chorar -- No, no chora...a mamã vai dar a maminha dela. -- eu disse rindo e a Raquel gargalhou também -- Vai lá à mamã. -- eu entreguei-o à Raquel e esperei ela colocar-se confortável com o André para continuar -- Ele fica tão lindo assim…-- eu disse quase babando

- Não é por ser meu filho, mas ele é lindo mesmo! -- a Raquel disse sorrindo calma e acariciando o rosto do filho -- Mas não tem carinho nenhum com esta boca. -- a Raquel disse fazendo uma careta de dor, obrigando-me a rir -- Mas e aí, me conta. -- ela pediu olhando para mim

- Sei lá...acho que está tudo bem. O novo trabalho vai bem, eu e o Fogaça andamos bem…-- eu olhou-me debochada

- Bem!?

- Si, bem. -- eu disse não entendendo o tom debochado dela

- Bem, não. Ótimo!

- Si…-- eu sorri envergonhada

- Já tô sentido saudades de transar com o Miguel até às quatro da manhã…-- ela disse rindo demonstrando que sabia do ocorrido

- No acredito que a Ana te contou! -- eu disse rindo e escondendo a cabeça nas mãos

- É óbvio que ela contou. Eu estava a ter um filho, que por acaso é vosso afilhado, precisou de uma justificativa que eu acreditasse para não terem atendido o telemóvel de primeira.

- Se ela dissesse que estávamos a dormir no ias acreditar? -- eu perguntei olhando para ela

- Ia, mas confio mais na transa às quatro da manhã! -- ela disse rindo -- Agora, voltando ao que dizias…-- ela fez um gesto para que eu continuasse

- Ah Quel, está tudo bem…

- Bem mesmo? -- ela olhou atenta para mim

- Acho que bem dentro dos possíveis. -- eu forcei um pequeno sorriso e baixei o olhar -- Eu ainda lembro dele todos os dias, ando um pouco mais paranóica quando transo com o Fogaça, mas estou melhor…

- Porquê vocês não tentam? -- a Raquel disse e eu olhei-a rapidamente

- No acho que seja a hora, acho que no é para ser…

- Nem vem Pao! Olha aqui…-- ela apontou para o peito dela onde o André tinha a pequena mão -- Nunca foi uma necessidade, mas já não consigo imaginar-me sem ele. Eu sei que talvez estejas certa, se calhar não é a hora, mas fala com ele...sei lá. -- o André parou de mamar e ela colocou-o na posição para que ele acertasse -- Tens falado com a Diana?

- Si. Sempre que preciso mando mensagem e fazemos video-chamada pelo menos uma vez por semana -- eu voltei a olhar para ela -- Lembras das ideias que eu andei a estudar? -- ela concordou com a cabeça -- Eu tive uma ideia, que no seria para ser posta em prática ahora, mas que eu acho que seria mucho legal…-- eu mordi o lábio indecisa 

- E…!? -- ela olhou-me curiosa

- Ah, deixa para lá, depois eu conto.

- Falaste nisso só para me deixares curiosa, não é!? 

- No...mas vou maturar mais a ideia antes de a apresentar a alguém.

- Mas e aquela sujeita…? 

- No somos as melhores amigas, mas convivemos…-- eu vi o olhar atento dela sobre mim -- O Fogaça até que tinha razão, ela é uma boa cozinheira. -- ela continuou a olhar

- Só isso?

- O meu lindíssimo namorado insistiu num jantar lá em casa, com ela e o namorado. Conheces a descrição de constrangedor, foi aquele jantar. Mas sei que ele não vai fazer de novo, ficou a lição para a vida.

- Dormiste de calças? -- a Raquel perguntou rindo

- Sí! -- eu disse com um sorriso malvado -- Mas no foi só por birra, é que aquela situação realmente foi embaraçosa. Eu sei que no aconteceu nada entre eles, mas...no sei explicar. É como se eu ficasse dando em cima do namorado dela, no que ela estivesse a dar em cima do Fogaça...arg, no sei explicar!

- Relaxa, acho que entendi, o Henrique é só teu. -- ela mordeu o lábio para não rir

- No! No é isso. Me dá o meu afilhado de volta, acho que só ele me entende. -- eu disse rindo e sorri ainda mais quando o André começou a remexer-se no meu colo -- Que coisa lindinha da dinha! -- eu disse brincando com o meu nariz na barriga dele -- No é!? Eu no sou possessiva com o Fogaça…-- eu disse sem deixar de brincar com o André -- Só no me sinto confortável com a presença da Carolina.

- Tá bom, não vou dizer mais nada a respeito. Vamos lá para a cozinha supervisionar os garotos!? -- ela perguntou rindo

- Vamos!

 

***

 

Depois de paparicar mais um pouco o meu afilhado, jantamos, ajudamos a arrumar tudo e fomos até ao nosso apartamento. Antes de viajar pedi à Ana que deixasse tudo organizado, então quando chegamos a casa nem parecia que não morávamos ali há mais de um mês. 

Como não foi necessário trazer malas, assim que entramos caímos direto no sofá.

- Ele é lindo! -- eu disse olhando para o teto

- Ele é a cara da Raquel quando era pequenina. -- ele olhou para mim e procurou a minha mão -- Tudo bem?

- Sí...só lembrei do pontinho…-- eu sorri fraco para ele

- Eu também lembrei dele, principalmente quando tu estavas lá toda engraçada com o André. -- ele sorriu para mim -- Se já és uma madrinha assim toda babada, não quero nem ver quando chegar a nossa miniatura. -- ele sorriu ainda mais e fez um carinho na minha cara 

- Vamos deitar? Estou exausta da viagem…

- Anda, vou te dar um banho e depois fazer-te uma massagem para relaxares.

- Gostei. -- eu disse rindo e levantando-me

O Henrique agarrou-me pela cintura, beijou o meu pescoço e encaminhou-me para o quarto. Chegando lá, cada um tirou a sua roupa e fomos para o banheiro. Ele entrou primeiro no box, ligou a água e depois puxou-me para junto dele. O Fogaça deixou os seus braços ao redor da minha cintura e eu passei os meus pelos ombros dele. Com os rostos próximos, passei a brincar com o meu nariz no dele, até finalmente sorrir e juntar os nossos lábios. 

Era um beijo gostoso, daqueles que quando começam ninguém quer mais terminar. Não era um beijo com segundas intenções, era apenas um beijo que pretendia mostrar o amor, a paixão, o carinho, a proteção que temos um com o outro. As nossas línguas tocavam-se carinhosamente, mas ao mesmo tempo, duelavam com desejo. As mãos dele na minha cintura faziam cada vez mais força e as minhas puxavam-no com cada vez mais urgência. Quando fomos obrigados a separar as nossas boas, ambos sorrimos e logo já estávamos envolvidos noutro beijo.

Depois de namorarmos um pouco, ele pediu que eu me virasse. Depois de me virar, senti as mãos dele entrarem no meu cabelo e os seus dedos começarem a massagear a raiz dos meus cabelos. 

- Eso é bom...relaxante pra caramba. -- eu disse de olhos fechados e apenas aproveitando o carinho dele

- Eu sei, eu sou bom nisto! 

- Nossa, que convencido. -- eu disse rindo

- Que nada, realista, meu amor. Vém. -- ele puxou-me para baixo de água e passou a enxaguar os meus cabelos enquanto continuava com os mesmo movimentos circulares que fazia antes

Depois de lavar o meu cabelo, ele colocou o gel de banho na esponja, passou-a pelas minhas costas e, de seguida, deu-me para que eu me pudesse lavar. Enquanto eu esfregava o meu corpo ele fez o mesmo com o dele e, depois de passarmos mais uma vez por água, saímos do box. Ele secou-se e vestiu um boxers, junto com uma camisa e umas calças, não sem antes me impedir de vestir.

- Já estou à tua espera. -- eu disse do quarto

Como ele tinha indicado, eu estava deitada de barriga para baixo. Devido à demora, as minhas pernas balançavam impacientemente, enquanto eu tentava espreitar o que ele fazia.

- Vamo lá. -- ele disse entrando no quarto e, de seguida, ouvi uma música relaxante tomar conta do ambiente

- Cê vai mesmo me fazer uma massagem? -- eu perguntei com um sorriso bobo 

- Ué, eu disse que ia fazer,vou fazer. Eu sempre cumpro aquilo que digo. -- ele sussurrou ao meu ouvido depois de se ter deitado sobre mim, mas sem deixar o seu peso no meu corpo

- Se eu no tivesse tão cansada, juro que transava contigo agora mesmo. -- eu disse depois de fazer a minha bunda chocar com a sua pélvis

- Eu ia amar transar contigo! -- ele disse rindo e deu-me um selinho -- Agora fica deitada, assim, quietinha, para eu fazer uma massagem bem gostosa.

Eu deitei a minha cabeça no colchão, deixei os braços ao lado do meu corpo e esperei. Senti o Fogaça engatinhar pela cama, colocando uma perna de cada lado do meu corpo e sentando-se logo abaixo da minha bunda, mas sem me aleijar.

- Nossa, que visão linda!

- Vais fazer logo a massagem ou no?

- Tô indo, meu amor.

Senti ele deixar cair sobre o meu corpo um líquido e um arrepio correu o meu corpo. As mãos calejadas dele começaram a espalhar o óleo, primeiro pela base da minha coluna e depois subindo. Ele voltou a descer as mãos e começou a pressionar o meu corpo. Com as palmas das mãos, uma de cada lado, ele começou a deslizá-las pelas minhas costas, desde a base até ao pescoço, mas sem aplicar muita força. Depois de repetir este movimento algumas vezes, senti as mãos deles virem para os meus ombros e, assim que ele começou a massageá-los, gemi de dor.

- Tô te alagando? -- ele perguntou preocupado

- No…

- Cê tá muito tensa. 

O Fogaça debateu-se mais um pouco com os meus ombros e depois voltou a repetir o primeiro movimento, arrastando as suas mãos pela minha coluna com um pouco mais de pressão. Ao fim de uns minutos passou a massagear apenas o meu lado esquerdo, apertando como antes fazia nos ombros. Sei demorar muito, logo passou para o lado direito e repetiu os movimentos.

Depois de satisfeito, enquanto eu apenas continuava de olhos fechados e com a respiração mais leve, ele subiu até ao meu pescoço e passou a fazer pressão nessa região com os seus polegares. Eram movimentos circulares que me faziam sentir a tensão ir embora. Mais uma vez senti que as mãos dele percorreram toda a extensão das minhas costas e já sentia os efeitos positivos da massagem do Tatuado.

- No é que realmente tu és bom nisto…-- eu disse completamente relaxada

- Eu sei que tenho os meus dotes.

- Vou querer isto toda noite…-- eu sussurrei

Ele não respondeu, apenas soltou uma gargalhada.


 

Pov Henrique

Enquanto a Argentina falava, notava-se no seu tom de voz que entretanto iria adormecer, então apenas prossegui com a massagem. Voltei a massagear os ombros dela, mas sempre sem colocar muita pressão nos movimentos. Mais uma vez passei as minhas mãos desde a cintura dela até aos seus ombros.

- Já estás melhor ou queres que continue? -- eu perguntei ainda sem parar de a massagear -- Paola…-- eu chamei baixinho depois de não obter resposta -- Amor? -- E parei os meus movimentos, sai de cima dela e vi que qua a sua respiração saia serena, ela havia adormecido

A última coisa que eu queria fazer agora era acordá-la, mas ela estava por cima dos lençóis, então não vi outra alternativa. Antes de a acordar, fui até à gaveta das calcinhas dela e tirei uma, fui até ao armário e tirei uma das camisas que ela usa para dormir.

- Amor…-- eu chamei-a baixinho, fazendo um carinho no rosto dela -- Argentina, acorda rapidinho. -- eu vi ela fazer uma expressão de incômodo e resmungar um pouco antes de virar a cara -- Meu amor…-- eu beijei a bochecha dela e ri da cara emburrada dela

- Hum...?

- Levanta aí rapidinho…-- eu pedi arrastando o meu nariz no pescoço dela

- Uhm…

Ela levantou-se ainda de olhos fechados. Eu ri para ela e puxei os lençóis para trás.

- Veste aí…-- eu disse passando-lhe a camisa e a calcinha

Ela não se deu ao trabalho de abrir os olhos. Sentou-se na cama, vestiu a camisa e quando se voltou a levantar vestiu a calcinha. Eu fui até ela e indiquei-lhe o caminho, ainda rindo por dentro daquela cena.

Ela deitou-se na cama e eu deitei-me ao seu lado. Dei um beijo na testa dela e voltei a sorrir, porque ela nem se deu conta de que a camisa estava virada do avesso.

- Bons sonhos, minha Argentina. -- eu disse puxando-a para perto de mim

- Uhm uhm…-- foi a resposta que obtive depois dela passar os braços pelo meu corpo e adormecer.

 

***

 

- Mas vocês já vão? Nem deu para matar a saudade direito. -- a Ana disse com um biquinho no rosto

- A Baixinha tá carente? -- eu perguntei rindo

- Baixinha é a senhora tua mãe. Esta senhora maravilhosa! -- a Ana disse rapidamente abraçando a minha mãe e arrancando uma risada dela

- Oh, respeito com a Dona Luiza. -- eu disse sério e todos caímos na gargalhada

- Mas a Ana tem razão, nem deu para ter uma conversa direito. -- o Patrício disse depois de dar um gole na sua cerveja

- Eh mano, eu sei, mas eu ando aí com uns planos, então logo logo matamos a saudade toda. 

- Que planos, posso saber? -- a Paola virou-se para mim e olhou-me com uma cara que indicava que era melhor eu começar a falar

- Né nada não, depois te conto. -- eu disse coçando a cabeça e desviando o olhar

- Sei! -- ela disse com aquele tom irônico

- Tô falando, não é nada.

- Ok, no pergunto mais nada. -- ela cruzou os braços no peito e eu suspirei

- Porra, que mulher dificil, eu hein. -- todos os presentes na sala esconderam o sorriso para a Argentina não ver -- É só uma ideia, depois te conto…-- ela estava sentada, então eu ajoelhei-me ao pé dela --...amor da minha vida! -- eu disse carinhoso e beijei a mão dela

- Olha só, ele é tão o cãozinho dela! -- a Raquel disse e todos riram, inclusive eu e a Argentina, que tentou esconder o sorriso

- Eu só sou o cãozinho dela porque ela é a mulher da minha vida!

- Que lamechas, meu. -- a Paola disse sorrindo para mim -- Tú también eres el hombre de mi vida! -- ela disse e deu-me um rápido selinho

- Uhhhhhhh…-- todos fizeram juntos, deixando a Paola extremamente corada

- Para gente. O amor da minha vida está a ficar envergonhado. -- eu disse rindo e recebi um tapa dela

- É para aprenderes a ficar calado! -- ela disse antes de me dar espaço para me sentar ao lado dela

 

***

 

- Então, vamos brindar! -- eu exclamei -- Ao mais novo membro da família, ao André! -- todos nós juntamos os nossos copos e bebemos o respectivo líquido, champanhe para todos, exceto a Raquel

- Eh, eu queria aproveitar e pedir a palavra por um momento. -- o André disse e todos esperamos que ele prosseguisse -- Sei que não é pela ordem normal, mas queria perguntar ao Senhor João e à Dona Maria se me dão a benção para pedir a vossa filha em casamento... -- ele disse um pouco nervoso e todos paramos o nosso olhar na Raquel

- É sério, amor? -- ela perguntou com os olhos brilhando de felicidade

- Se eles deixarem, eu amaria ser o teu marido! -- ele disse sorrindo e dando uma mão à Raquel, deixando a outra sobre André, que estava no colo da mãe

- Acho que é mais que óbvio que nós te damos a benção, meu filho! -- a minha mãe disse toda carinhosa e arrancou mais um sorriso de todos

- Então, Raquel Fogaça, aceitas ser minha mulher? -- ele perguntou depois de se ajoelhar e mostrar o anel

- É claro que aceito! -- ele colocou o anel no dedo dela e levantou-se, selando os lábios dos dois

Depois de tudo passar, reparei que a Argentina tinha juntado as nossas mãos quando o Miguel começou a falar. Ela tinha um sorriso gigante nos lábios. Eu passei o meu braço pelos ombros dela e sorri também para a cena.

 

***

 

- Obrigado por ter vindo, mãe, pai. -- eu disse ao despedir-me deles na porta

- Quê isso filho, nós é que agradecemos pelo almoço, façam boa viagem. 

- Obrigada, Dona Luiza. -- a Argentina disse carinhosa e trocou um par de beijos com a sogra -- Prometo fazer o seu filho ligar mais vezes. -- ela disse rindo

- Obrigado, Paola. -- o Senhor João deu um abraço nela -- Este moleque já não liga para os seus velhos. -- o mei pai lamentou-se

- Que drama, eu ligo toda semana.

- Mas nós preocupamo-nos. -- a Dona luiza veio defender o marido

- Tá bom, mamãe, papai, juro que vou ligar mais vezes! -- eu disse e abracei os dois

- Te amamos, filho! E a ti também, Paola! -- a minha mãe disse antes de fechar a porta

- Que foi? -- eu perguntei ao ver a Argentina emocionada

- Só eu que sou uma boba, gracias! -- ela disse e abraçou-me

- Eu também te amo, sabias? -- eu perguntei sorrindo e ela brincou com o seu nariz no meu

- Uhm uhm! -- ela balançou a cabeça positivamente e juntou os nossos lábios

- Urm urm…-- nós separamos as nossas bocas e olhamos para o sofá -- Os pombinhos não podem namorar noutra hora? -- a Ana perguntou sorrindo

- Tá bom…-- eu disse contrariado e dando um selinho na Paola antes de voltar para perto deles -- Vamos aproveitar estas duas horas!

 

***

 

Conversamos, bebemos, mimamos o André e, se não tivéssemos o voo marcado, ninguém arrancaria a Paola de perto do afilhado.

Como é óbvio, chorou um pouco para se despedir do pequeno e, depois de chorar mais um pouco para se despedir da Raquel e da Ana, embarcamos de volta a França.

Agora juntos!

 


Notas Finais


Então, sei que não houve uma grande evolução, mas espero que tenham gostado
Eu vou jurar de novo que vou voltar o mais rápido possível, mas já vou pedindo desculpas pela demora :)
Beijos para todos!!!!!!!!


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