História Adormecido - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Severo Snape
Tags Angst, Sonhos
Visualizações 17
Palavras 591
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Isso é realmente um pouco velho, decidi resgatar a ideia e reformar ela e postar aqui. Inicialmente era para ser uma drabble, mas com o tempo eu acabei desistindo e hoje eu estive dando uma re-lida nas minhas one-shot's antigas e a encontrei! Acabou ficando maior do que eu imaginava, mas espero que gostem.

Boa leitura.

Capítulo 1 - Capitulo Único


Talvez, os sonhos foram ás coisas mais próximas de algo bom que ele já tivera experimentado. Sua velha cama lhe dava uma sensação boa de relaxamento apenas de olhar, sempre que entrava no quarto desgastado. E quando as noites mal dormidas o atacavam, era um pesadelo sem fim. Ficar acordado olhando para o teto e sentindo o cheiro de mofo impregnando o quarto não era um de seus passatempos preferidos, e muito menos os gritos que viam de fora, como ocorriam em algumas ocasiões. Mas não tinha opção, era isso ou o mundo lá fora; e bem, Severus sempre preferiu seu velho cômodo a qualquer outro lugar.

Sentia-se levemente envergonhado por sempre ficar mais animado quando a noite se aproximava, dizendo-o alegremente “A hora de dormir, descansar e relaxar chegou! Preparem os pijamas, arrumem-se embaixo das quentes cobertas e aproveite uma boa noite de sono junto a mim, sua velha amiga!”. E apenas de relembrar dos sonhos felizes que já tivera arrepiava os pelos de sua nuca e um sorriso tímido crescia em seu rosto, e apenas por saber que milhares deles, tão novinhos, viriam ainda apenas para ele aproveitá-los da melhor forma; dormindo!

Mesmo que tivesse olheiras aparentes, não poderia reclamar; os sonhos tinham se tornados raros, mas ele ainda tinha um fiapo de lembrança quando o ponteiro do relógio dizia-o “Jovem, a hora de dormir chegou! Tenha uma boa noite de sono, sem sonhos e pesadelos, e aprecie o sol quando acordar, por que eu lhe avisarei o horário de estudar. Até por que, sem estudos, você não é ninguém! E não se esqueça da tarefa, mesmo que fique acordada a noite inteira! A vida não é justa para todos, por isso se esforce até cair de sono, por que será recompensado algum dia.” mesmo que as palavras o machucassem, apenas por lembrar-se da doçura do convite da lua, que desaparecera quando ele mais precisava!

E depois de tantos anos a procura daquela voz feminina que lhe causava arrepios tão bons – ah, como ele os adorava! Era uma festa toda vez que ela aparecia, quando menor.  – ele tinha se acostumado demais ás noites infelizes e tão silenciosas, que as lembranças dos sonhos impossíveis era apenas uma mera imagem borrada em sua mente tão solitária, Severus tinha desistido. Talvez, como sempre, a vida tinha lhe roubado a coisa mais preciosa – primeiro Lily,  agora isso? – e ele tinha que se acostumar com isso, mesmo que odiasse á cada dia mais.

Porém, infelizmente não tinha ninguém ali para mudar isso tudo, e trazer de volta os sonhos coloridos. Seu único modo de fugir da realidade melancólica era esperar mais um dia, e se deitar cansado para mais uma noite calma. E mesmo depois de adulto, ainda era um hábito que Severus presava, como uma droga tão viciante que ninguém pudesse resistir! E céus, era maravilhoso, mesmo sem sonhos ou momentos felizes, ele apenas precisava esquecer momentos inoportunos. Deitar-se na sua cama aconchegante, com um pijama qualquer, fechar os olhos e sentir tudo se esvaziar, e só sobrar ele e a escuridão fria da noite, mal iluminada pelas estrelas, não era tão perfeito? Ah sim, com toda certeza.

Mas bem, era sua única saída do lugar repugnante que vivia, e das coisas que aconteciam ao seu redor.

E, quando chegou o seu momento final, não se sentiu infeliz ou algo do tipo. Severus Snape apenas agradeceu por mais uma boa noite de sono, sem pesadelos para atormentá-lo. Abraçou a velha morte, deixando sobrar apenas ele, o silêncio e as estrelas que lhe iluminava.



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