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História Esperando o Solstício - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Cap.10


Cap. 10

Levei Liz para o mesmo lugar que eu treinei com Feyre. Ver ela na sua real forma me deixava sempre encantado. E eu precisava controlar meus instintos.

Infelizmente não pude conversar com Rhysand sobre ter descoberto minha parceira, mas parecia que ele havia notado alguma coisa. Nessa altura não somente ele, depois do mal-estar que eu causei na noite passada. Como eu podia imaginar que Liz estaria lá e ainda por cima sentada ao lado de Mor? Era muito para o meu controle, eu só queria sair dali. Covardia nunca foi do meu feitio, mas meu coração dizia uma coisa, a minha cabeça dizia outra e tinha ainda a terceira parte, o maldito laço que misturava tudo. O choque foi maior do que eu esperava. Eu tinha feito de tudo para evitar esse encontro. O mal já aconteceu, eu não consegui pregar os olhos depois disso, decidi que já era hora de tomar a atitude correta, pelo menos com a minha parceira.

Levei ela como prometido para o local perto do lago para ela treinar suas asas, com Morrigan eu sabia que tinha que deixar as coisas do jeito que estavam, mas Liz não era Mor. Pelo caldeirão, já era tempo de eu saciar a minha curiosidade. Se ela fosse minha parceira, ela também devia sentir.

"Quando foi a última vez que você conseguiu voar? Ou nunca pode? "

"Quando era criança. "

"Feche seus olhos e abras as asas. Tente lembrar da sensação e como o vento fazia força nas suas asas". Ela fechou os olhos e esticou as asas, então balancei as minhas formando uma brisa entre nós.

Ela mexeu as asas pouco uniforme, mas só isso. O desejo de tocar aquelas pétalas rosadas e douradas era mais forte do que eu, eu sei que não devia ter feito, mas me aproximei enquanto ela ainda estava com os olhos fechados e toquei a superfície da uma de suas asas. Seus olhos encontraram os meus e ela diminui nossa distância. Eu sabia que estava fazendo errado tocando sem a sua permissão, ela sabia também. Ela era minha. Com suas asas cintilantes, seus cabelos sedosos que caiam sobre seu rosto perfeito, sua boca era convidativa demais para ser ignorada, ela era doce e forte, divertida e misteriosa, uma combinação de coisas que não deviam se misturar, mas ela era fantástica. Como eu podia ignorar essa feérica? Como eu podia ignorar que ela parecia me querer ali, naquele momento?

Encurtei o nosso espaço e rocei meus dedos pelo seu queixo trazendo sua boca na direção da minha. Não houve resistência. Olhei seus olhos procurando uma advertência, qualquer coisa que me fizesse parar, pois sabia que depois de beija-la as coisas seriam diferentes para mim. Ela fitou meus olhos intensamente, e eu toquei seus lábios ainda observando seus olhos. Eram macios e suaves, meus lábios roçaram, saborearam os seus, era um beijo de reconhecimento. Ela esticou suas mãos tocando meu peito, sentindo meus batimentos.

Que se dane a magia, que ela vem de outra corte, que ela pode ser uma espiã ou que eu nutria um sentimento por outra mulher. Aquilo era real, intenso e ela não poderia ou conseguiria me negar, não quando ela abriu seus lábios e sua língua enroscou na minha. Segurei ela firme puxando seu quadril de encontro ao meu, minha outra mão se enrolou nos seus cabelos e eu a queria. Ah como eu a queria, talvez como nenhuma outra. Seus seios comprimiam meu peito, deixei uma trilha de beijos pelo seu rosto, descendo pelo pescoço. O gosto dela era viciante, a pele perfumada me lembrava lavanda e o cheiro de noites de verão, eu não estava sendo o cavalheiro que eu costumava ser, ela me tirava do sério, minhas mãos tremiam e eu estava duro pronto para fazer ela minha. Com um beijo ela me inflamava como nenhuma outra fêmea. Eu não conseguia parar, quando eu me distanciava minha boca da sua pele ela puxava minha boca para sua, quando ela dava um passo para trás eu puxava sua cintura de volta. A resistência era em vão.

Ela estava ofegante e me deixava mais maluco ver ela assim, sabendo que eu tinha deixado ela desse jeito. Bati minhas costas no tronco de uma arvore, e senti o peso dela no meu corpo me pressionando, sua perna roçava o meu membro, enquanto eu roçava o meu de suas pernas. Ela estava me deixando louco, de um beijo voraz e rápido, fomos para sensual e demorado. A sensação de aceite de uma fêmea para seu parceiro era incrível! Se antes eu já entendia, agora era palpável. Quantos minutos ficamos assim? Horas quem sabe? Não sei. Ela resmungou meu nome e um lapso de consciência surgiu.

"Eu...a gente deveria..."

"Oh!" Ela se afastou de mim muito rápido, arrumando a sua roupa dando alguns passos para trás. "Me desculpe, é que você tocou uma parte sensível, e eu...perdi um pouco do controle. " Disse como se tentasse encontrar uma desculpa.

"Não, eu que devo desculpa. Não devia ter tocado assim. " Ela me olhou fixamente, piscou algumas vezes e depois sorriu.

"Acho que nenhum de nós devíamos pedir desculpas. Olha para o nosso estado. Não acho que foi tão ruim assim. "

"Ah, não foi não. Mas mesmo assim, prometi que te ajudaria a voar, não te agarrar. " Fechei minhas mãos tentando me controlar. Olhei para o céu, o sol já estava bem alto, devia estar em tempo de levar ela de volta. "Já está na hora de a gente voltar, mas prometo continuar com as aulas, quando puder. "Ela fez um aceno com a cabeça concordando, e não disse mais nada. Sua respiração ainda estava ofegante, até quando pousei ela de volta na arena. De lá eu teria que encontrar Cassian.

O que aconteceu não foi planejado, mas era esperado. Eu devia ter me controlado de qualquer maneira, agora sim seria mais difícil conter meus impulsos, depois de ter provado dela. Ela não demonstrou nenhuma resistência, pelo contrário, parecia que queria o mesmo. Mas isso não podia seguir assim. Na próxima semana seria fácil, pois teria que ir com Rhysand para a corte outonal e ficaria alguns dias longe dela. Meus dedos formigavam só da lembrança de tocar a pele da Liz.

Difícil mesmo foi me esquivar das perguntas do Cassian, sobre o porquê eu estar tão estranho na noite passada, eu queria e não queria dizer a ele que era porque eu estava em conflito comigo mesmo sobre a mulher que eu amo e a mulher que eu desejo estarem na mesma sala, não acho justo com nenhuma dela essa situação. Nem comigo mesmo. Mas o pior era guardar o fluxo de magia e desejo quando eu ouvia ele pronunciar o nome de Liz, bem logo após aquele encontro.

No final do dia eu estava exausto, só queria dormir e não pensar em mais nada. Foi uma noite tranquila, se não fosse de manhã eu despertar com a imagem de Liz nua na minha cama. Mais uma vez aqueles sonhos. Empurrei as cobertas e vi que muito do dia já tinha passado. Encontrei Mor na casa de Rhys, como sempre sentada tomando um chá com Feyre.

"Esta se sentindo melhor Az?" Ela perguntou assim que me acomodei.

"Sim, nada que uma boa noite de sono não resolva. " Feyre disse algo sobre ter que trocar de roupa antes de sair para a primeira missão com Amren e nos deixou sozinhos.

"Você parecia realmente muito mal na noite que chegou? Tem mais alguma coisa que você não nos contou? " Senti seus olhos procurando algo no meu rosto, mas eu olhava o jardim de Elian pela janela.

"Não. Voce acha que podemos fazer um teste com essa planta por aqui? "

"Não acho prudente, mas Elian está bem estimulada com sua tarefa, saiu daqui com Lucien a pouco. "

"Que bom." Foi a única coisa que pensei em dizer. Vi Mor abrir a boca pra dizer mais alguma coisa, mas interrompi antes de ela dizer algo. "Não se proucupe, esta tudo bem".

"Tem alguma coisa a ver com Liz?" Ela virou a cabeça interessada.

Olhei bem nos olhos dela, procurando alguma pista. "Por que você acha isso?"

"Pelo simples motivo que quando você a viu na sala parecia que tinha visto um fantasma. " Ela deu de ombros, enquanto respondia. Mas eu sabia que ela estava sim interessada.

Talvez tenha demorado muito para responder, escolhendo bem as palavras. "Não. Não tem nenhum problema em relação a ela. Ouvi dizer que você se deram bem." Uma mudança sutil de tópico.

Ela fez um barulho esquisito com o nariz, pois percebeu a minha esquiva. "Depois de Feyre, sou eu e ela para fazer as buscas. Você tem certeza que não tem nada para me alertar? "

"Acho que vocês duas sabem bem se cuidar sozinhas." Me levantei porque ouvi Feyre se aproximando, se ela já estava pronta queria dizer que eu devia acompanha-la. Fiz um aceno com a cabeça para Mor, e ela me desejou boa sorte. Enquanto eu mantivesse as duas juntas longe de mim tudo estava bem.

Aproveitei o resto da semana para continuar com as aulas de voo, mas dessa vez sem interrupções. Fiz o que podia e ela parecia estar fazendo um bom progresso. Nenhum de nós voltamos a comentar qualquer coisa sobre o ocorrido, e nossas conversas eram mais leves, contava como tinha sido a minha experiencia de aprendizagem e ela escutava atenta. Ela parecia cada vez mais a vontade e eu também. A tensão ainda existia, mas ela também mantinha uma distância confortável.


Notas Finais


Então? O que acharam?
Estou indo um pouco devagar com o romance eu acho...mas tambem nao consigo imaginar algo obvio.


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