História Espero Por Você- Bughead - Capítulo 22


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Categorias Riverdale
Personagens Alice Cooper, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hal Cooper, Kevin Keller, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Betty, Bughead, Jughead, Romance
Visualizações 435
Palavras 1.474
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 22 - Espero Por Você - Capitulo 22


Elizabeth Cooper

— Alguém pode me dizer, por favor, onde fica a Croácia neste mapa? — gemia Kevin. — Tipo, tem alguma música que eu possa decorar para me fazer lembrar isso de alguma forma?

— Hungria, Eslovênia, Bósnia — eu disse, apontando para o mapa em branco da Europa. — Aí, depois, vem a Sérvia.

Kevin olhou surpreso para mim.

— Maldita CDF.

Joguei um confete vermelho na boca.

— Foi mal.

— Consegue imaginar uma música com esses nomes? — Ronnie molhou sua batata frita na maionese.

— Isso é tão nojento — murmurou Kevin.

Ela deu de ombros.

— Mas é uma delícia.

— Na verdade, vou dar uma de nerd com você, então, prepare-se. — Peguei um M&M's e o segurei na frente de Kevin. Os olhos dele se arregalaram como os de um cachorrinho prestes a ganhar uma recompensa. — Todos os países próximos da Croácia terminam com a letra A. Todos têm o mesmo som no fim. Imagine alguma coisa do tipo.

Kevin fixou os olhos em mim e disse:

— Não ajudou em nada.

Suspirei de cansaço.

— Você quer uma música?

— Sim. — Ele subiu na nossa mesa, no meio do restaurante, e gritou: — Sim! Eu quero uma música!

— Nossa.

Ele levantou as mãos, quando vários alunos se viraram nos assentos.

— O quê? Que foi? — Ele se virou de novo para mim. — Foi um pouco exagerado?

— Foi — respondi. — Sem dúvida alguma.

Ronnie apoiou a testa em seu livro de estudos.

— Fala sério — ela gemeu. — Não acredito que ele está nos fazendo decorar o mapa da Europa para a prova de meio do ano. Achei que essa merda tinha ficado para trás, lá no Ensino Médio.

— Crie uma música para mim, nerd — mandou Kevin.

— Ai, meu Deus, você é ridículo. — Balançando a cabeça, pus as mãos na mesa. — Muito bem. Aqui vamos nós. Hungria para cima à esquerda, para cima à esquerda; Sérvia para baixo à esquerda, para baixo à esquerda; Bósnia lá embaixo, lá embaixo. Eslovênia lá em cima, lá em cima. E onde fica a Croácia?

— Onde? Onde? — cantou Kevin.

— Do lado do Mar Adriático, do lado da Itália!

Kevin endireitou as costas e falou:

— De novo! De novo!

Cantei a música inteira mais duas vezes, enquanto Ronnie continuava sem acreditar no que estávamos fazendo. Enquanto isso, Kevin pegou sua caneta começou a rascunhar os nomes dos países no mapa; meu rosto estava da cor de um tomate, mas eu ria como uma hiena.

E ele acertou tudo no mapa, menos quando colocou a França onde deveria estar o Reino Unido, mas acho que ele só estava me testando naquela, porque não era possível.

Arremessei um M&M's na boca de Kevin, só que bateu em seu lábio inferior. Mais uma tentativa e acertei o M&M's em sua boca. Ele engoliu e se inclinou para a frente, trazendo o rosto perto de mim.

— Adivinha só?

— O quê? — Encostei-me na cadeira.

Ele piscou duas vezes.

— Aí vem o seu namorado.

Olhando por cima do ombro, avistei Jugg entrando no restaurante não com uma garota, mas com uma garota de cada lado, sendo que as duas o contemplavam como se ele fosse o último gostoso do campus.

Revirei os olhos para Kevin.

— Ele não é meu namorado.

— Garota, aquilo, sim, é concorrência. — Kevin cruzou os braços sobre a mesa. — Aquelas são Sally e Susan: vice-presidentes da beta, delta, boogie e da sigma-chi-latte.

As sobrancelhas de Ronnie baixaram.

— Isso não é de fraternidade.

— Tanto faz.

— Não é concorrência, porque não existe nada entre nós.

Lenta e confiante, olhei por cima do ombro. O trio tinha parado perto dos sofás. Jugg estava prestando atenção em alguma coisa que as garotas lhe diziam.

Uma delas, a loira, estava com a mão no peito dele, fazendo pequenos círculos.

Não acreditei no que vi. Ela estava fazendo um exame de mama nele? Virei-me para Kevin.

Ele levantou as sobrancelhas.

— Elas que fiquem com ele — eu disse, jogando três confetes na boca.

— Eu não entendo vocês dois — disse Ronnie, fechando o livro. Os estudos tinham acabado. — Vocês se veem praticamente todos os dias, certo?

Confirmei com a cabeça.

— Todos os domingos ele faz café da manhã para você, certo? — acrescentou ela.

Kevin mostrou o dedo do meio para mim.

— Eu te odeio por isso.

— Sim, ele faz, mas não é nada de mais. — Ainda bem que nunca lhes contei sobre ele me chamando para sair, porque eles nunca mais parariam de falar disso. — Olha, nós somos amigos. Só isso.

— Você é gay? — perguntou Kevin, apontando o dedo para mim.

— O quê?

— Olha, eu sou a última pessoa que vai julgar sua preferência sexual. Digo, pode confiar. — Ele apontou para si mesmo com os polegares. — Então, você é gay?

— Não. Não sou gay.

— Também não sou, mas viraria gay por você — Ronnie sorriu.

— Obrigada — eu ri. — Também viraria gay por você.

— Que lindo — ironizou Kevin. — Não é esse o ponto. Aquele lindo espécime masculino está fazendo de tudo por você... Ah, meu Deus, ele largou as duas poderosas e está vindo para cá.

Formou-se um nó no meu estômago e rezei a Deus, Shiva e Zeus para que Kevin não dissesse nada que me fizesse querer matá-lo mais tarde.

— Caramba — disse Kevin, balançando a cabeça. — Ele faz uma calça jeans parecer que foi moldada especialmente para o seu... Oi, Jughead! Tudo bem?

Fechei os olhos.

— Oi, Kevin. Veronica. —Jugg sentou-se ao meu lado e cutucou meu braço. — Betty.

— Oi — murmurei, plenamente consciente de que Kevin e Veronica não tiravam os olhos de nós dois. Fechei meu caderno e o coloquei na bolsa. — O que está fazendo aqui?

— Ah, você sabe, vim atrás de caos e travessuras — respondeu ele.

— Isso me lembra tanto Harry Potter — suspirou Ronnie. — Preciso ler outra vez.

Todos se viraram para ela.

Suas bochechas brilhavam quando ela puxou seus cabelos escuros para trás.

— Que foi? Não tenho vergonha de assumir que coisas aleatórias me lembram de Harry Potter.

— Aquele cara ali me lembra o Snape — disse Jugg, apontando o queixo para a mesa atrás de nós. — Portanto, eu entendo.

O cara com o cabelo comprido preto meio que parecia mesmo Snape.

— E aí, o que vocês estão fazendo? — Jugg mudou de posição e sua perna encostou na minha. Engoli seco. — Brincando com M&M's e Confetes?

— Exatamente! Isso, e estamos estudando para a prova de meio de ano de História que teremos na semana que vem. Temos que localizar todos os países da Europa — explicou Kevin.

— Ai. — Jugg me bateu com a perna.

Bati de volta na perna dele.

— Mas Betty, a maravilhosa Betty... — Kevin olhou para mim, com o sorriso se expandindo, ao passo que eu queria matá-lo com o olhar. — Ela estava nos ajudando com os estudos.

— Estava mesmo — disse Ronnie.

Jugg me fitou longamente e eu fiz que não era comigo. Pousando o queixo sobre as mãos, Kevin sorriu para Jughead.

— Antes de começarmos a estudar, eu estava contando a Betty que ela deveria usar mais vezes a cor verde. Faz com que ela fique sexy com esse cabelo dela.

Minha boca se abriu de espanto. Ele não havia dito coisa nenhuma sobre aquele cardigã estúpido que eu estava usando.

— Você gosta dela usando verde, Jugg? — perguntou Ronnie.

Ai, meu Deus.

Jugg se virou para mim, com aqueles olhos tão azuis quanto as águas da costa do Texas.

— Fica ótimo, mas ela é linda todos os dias.

Senti um calor subindo à minha cabeça ao expirar lentamente.

— Linda? — repetiu Ronnie.

— Linda — repetiu Jugg, diminuindo de novo a pouca distância que eu tinha conseguido impor entre nós. Cutucou meu joelho outra vez. — Então, vocês aprenderam alguma coisa em seus estudos?

Soltei a respiração.

— Acho que sim.

— Por sua causa. — Kevin olhou para Ronnie e meu estômago foi lá no pé. — Betty compôs uma música para me ajudar a lembrar onde fica cada país.

Ah, não.

— Cante para ele sua música. — Ronnie me deu uma cotovelada tão forte que fui empurrada para cima de Jugg e ricocheteei de volta.

Um interesse brilhou nos olhos de Jugg.

— Que música?

— Não vou cantar aquela música nunca mais.

Kevin voltou-se para Jughead.

— É a música da Croácia.

Olhei para ele querendo matá-lo.

Jugg riu.

— A música da Croácia? Como é que é?

— Não  — eu disse novamente. — Não vou cantá-la de novo. Não tenho talento nenhum para isso.

— E que talentos você tem? — perguntou Jugg, e, quando olhei para ele, meio que fiquei absorta encarando a mandíbula dele, a maneira como seu cabelo cobria as têmporas. Mas que diabos? Jugg estava olhando para mim também, com as sobrancelhas levantadas. — Betty?

— Conte para nós — insistiu Kevin.

— Talentos são divertidos — disse Ronnie, acenando com a cabeça.

— Podem ser. — Jugg baixou o olhar e eu inspirei suavemente. Ele se inclinou sobre mim, deixando não mais que cinco centímetros entre nossas bocas. Deu para ouvir Kevin perdendo o fôlego. — Diga-me quais são seus talentos, gatinha.

— Gatinha — murmurou Kevin com um suave suspiro.

— Dança — acabei falando. — Eu dançava. Costumava dançar.

 



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