História Espero Por Você- Bughead - Capítulo 23


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Categorias Riverdale
Personagens Alice Cooper, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hal Cooper, Kevin Keller, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Betty, Bughead, Jughead, Romance
Visualizações 177
Palavras 775
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


um pequenininho, mas vou postar outro mais tarde.

Capítulo 23 - Espero Por Você - Capitulo 23


O rosto de Jugg se encheu de curiosidade.

— Que tipo de dança?

— Sei lá. — Peguei o saquinho de Confetes e despejei o restante na minha mão. — Balé, jazz, sapateado, contemporânea... Esse tipo de coisa.

— Não brinca! — exclamou Kevin. — Fiz sapateado quando tinha uns seis anos, por cerca de um mês, mas então decidi que queria ser bombeiro ou coisa parecida. Aquela merda era difícil.

Ronnie sorriu meio de lado.

— Tentei dançar e descobri que não tinha coordenação ou graciosidade, só sabia rebolar a bunda. Você era boa nisso?

Dei de ombros, um tanto constrangida.

— Tive aulas por cerca de dez anos, participei de algumas competições e muitos recitais.

— Então você era boa! Aposto que você fazia todas aquelas técnicas e piruetas malucas.

Eu costumava fazer uma porção de movimentos, e até um tempo atrás era incrivelmente flexível, mas era boa mesmo naquelas piruetas — a fouette tour,  possivelmente, a série de giros mais difícil no balé.

Jugg ficou calado por alguns instantes, algo que me causou estranheza.

— Minha irmã começou a dançar aos cinco anos. Ainda dança. Acho que ela mataria alguém se a fizessem parar.

Enfiando o resto do Confete na boca, balancei a cabeça.

— Dançar pode ser viciante, se você gostar para valer.

— Ou se for boa — interveio Ronnie.

Jugg me empurrou com o ombro.

— Por que você parou?

Eu amava dançar — amava todo o universo da dança. Os treinos, os ensaios e, principalmente, o frenesi que dava minutos antes de subir no palco. Nada era igual àquele momento, quando você esperava nas coxias seu nome ser chamado; a primeira respiração que dava ao assumir o centro do palco sob as luzes brilhantes. O instante de silêncio em que você fechava os olhos e esperava a música começar, sabendo que todos estavam olhando para você.

Dando de ombros, estiquei a mão para pegar o restante dos M&M's.

— Acho que me enjoei daquilo — disse finalmente. Que mentira absurda. Eu não tinha me enjoado de dançar. Era a coisa de que mais sentia falta, mas não suportava que as pessoas ficassem olhando para mim. — Sua irmã participa de competições?

Ele assentiu.

— Ela já viajou para todos os cantos e passou o verão na Joffrey School of Ballet, com uma bolsa de estudos.

— Puta merda. — Arregalei os olhos. — Ela deve ser muito boa.

Jugg sorriu orgulhoso.

— Ela é mesmo.

A inveja crescia como um câncer, profundo e invasivo. Aquela poderia ter sido eu, dançando em um dos centros de treinamento mais reconhecidos no mundo. Deveria ser eu lá, mas não era, e precisava lidar com aquilo.

A conversa meio que não foi para lugar nenhum depois disso, pelo menos para mim. Jugg bateu papo com Ronnie e Kevin enquanto eu estava perdida nos meus pensamentos, até dar a hora de ir para a aula. Combinei outra hora para estudar e me despedi de todos.

Jugg me acompanhou até o lado de fora, onde brilhava a luz do sol, mas a brisa fresca e contínua nos alertou que o frio estava se aproximando. Ele não disse nada enquanto íamos para o Knutti Hall. Às vezes, fazia isso; eu nunca sabia, nem imaginava, o que ele podia estar pensando naqueles momentos de silêncio.

Foi naquela hora, quando atravessamos a rua congestionada e ele acenou para um grupo parado na frente do Byrd Center, que percebi como ele estava diferente de quando o vi com aquelas garotas mais cedo. Aquilo me incomodou, e eu nem sabia o motivo.

— Você está bem? — perguntou ele, quando paramos perto dos bancos na frente do Knutti Hall.

Sorri discretamente para ele.

— Sim, estou bem. E você?

Ele sorriu com a boca fechada e acenou.

— Ainda estamos combinados para amanhã à noite?

— Amanhã à noite? Ah! O trabalho de Astronomia. — Como parte das avaliações de meio de ano, Drage tinha mandado que fôssemos em duplas ao Observatório. Tínhamos que entregar nossas imagens na quarta-feira seguinte. — Sim, está combinado.

— Ótimo. — Jugg se afastou. — Vejo você lá.

Comecei a me virar, mas parei quando uma coisa me ocorreu.

— Jugg?

— Fala.

— O que você estava fazendo naquele restaurante? Geralmente, você não tem aula, tipo, agora mesmo?

Seus lábios se curvaram para cima, e lá estava de novo aquela maldita covinha. Quando ele sorria daquele jeito, parecia que um balão se enchia dentro do meu peito.

— Sim, geralmente, tenho aula a esta hora — disse ele, com aquelas duas safiras reluzindo ao sol —, mas eu queria vê-la.

Fiquei sem palavras ao vê-lo dar a volta e atravessar a rua, indo na direção oposta do meu prédio. Fiquei ali parada antes de me virar. Não tive como evitar o sorriso que separou meus lábios e não quis sair de mim.



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