História Espero Por Você- Bughead - Capítulo 24


Escrita por:

Postado
Categorias Riverdale
Personagens Alice Cooper, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hal Cooper, Kevin Keller, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Betty, Bughead, Jughead, Romance
Visualizações 476
Palavras 1.681
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse é um dos meus capítulos favoritos, mas ainda não é o que vcs tanto querem..desculpa

Capítulo 24 - Espero Por Você - Capitulo 24


— Tem certeza que sabe usar essa coisa? — perguntei, olhando para o telescópio.

Jugg olhou para mim por cima do ombro.

— Como assim? Você não sabe?

— Não.

— Você não estava prestando atenção à aula quando Drage falou sobre isso e sobre as câmeras de imagem?

Cruzei os braços.

— Você estava desenhando o elenco de Duck Dynasty quando ele falou sobre o assunto.

Ele riu, voltando-se novamente para o telescópio e começando os ajustes nas maçanetas, botões e outras coisas de que eu não me lembrava.

— Eu estava ouvindo.

— Sei. — Eu me aproximei dele para usá-lo como proteção contra o vento frio que batia no teto do Byrd Center. — Na verdade, você é um excelente artista.

— Eu sei.

Revirei os olhos, mas ele era mesmo. Os esboços eram absurdamente vívidos, até as barbas dos caras.

Jugg curvou-se para a frente, movendo uma alavanca.

— Já usei telescópio uma ou duas vezes na vida.

— Não caio nessa.

— Tudo bem. Eu usei quando fiz essa matéria antes — corrigiu-se, sorrindo para mim e se endireitando. Tombando a cabeça para trás, ele olhou para o céu escuro. — Cara, não sei se vamos conseguir ver alguma coisa até essas nuvens se espalharem.

Acompanhando seu olhar, fiz uma careta. Nuvens espessas e carregadas escureciam a maior parte do céu noturno. Havia certa umidade no ar, um cheiro de chuva.

— Bom, então é melhor você se apressar.

— Mandona — ele murmurou.

Eu sorri.

— Venha até aqui e lhe mostro como usar isso. — Jugg deu um passo para trás, e, com um suspiro, assumi o lugar dele. — Você vai prestar atenção?

— Não muito — admiti.

— Pelo menos, você é sincera. — Jugg inclinou-se e me envolveu, pondo os dedos no telescópio. O braço dele se esfregou no meu, mas não me importei. Ele estava bloqueando bem o vento. — Esta é uma câmera Philips ToUcam Pro II — explicou ele, apontando para uma coisa prateada que lembrava uma webcam. — Ela se conecta ao telescópio. Com essa configuração, você deve conseguir captar uma imagem clara de Saturno. Aperte isto aqui e vai tirar a fotografia.

— Tudo bem. — Puxei o cabelo para trás. — Acho que a tarefa não é tirar uma foto de Saturno.

— Hmmm... — Ele fez uma pausa. — Ei.

— Ei o quê?

— Saia comigo.

— Cala a boca. — Sorrindo, curvei-me à frente, aproximando o olho do telescópio. E tudo o que vi foi escuridão. A Astronomia me odiava. — Não vejo nada.

— É porque eu não tirei o protetor da lente — riu Jugg.

Dei-lhe uma cotovelada na barriga, o que foi quase a mesma coisa que acertar uma parede.

— Idiota.

Ainda rindo, ele foi tirar o protetor. Jughead poderia ter dado a volta, porque eu estava bem na passagem, mas não foi isso o que fez. Toda a frente do corpo dele se encostou nas minhas costas, e eu não me mexi, fechando os olhos.

— Que foi? — perguntou ele.

— Teria sido mais fácil você dar a volta pelo lado para fazer isso — ressaltei.

— Verdade. — Ele baixou a cabeça, aproximando os lábios do meu ouvido. — Mas não seria divertido, seria?

Senti um arrepio nos ombros, mas respondi:

— Vá se divertir sozinho.

— Bom, isso não foi divertido — disse ele. — Tente de novo.

Respirando fundo, aproximei o olho de novo e, caramba, consegui ver. O planeta estava um pouco turvo, mas o tom levemente marrom era visível, assim como os anéis.

— Nossa!

— Está vendo agora?

Afastei-me do telescópio.

— Sim, é muito legal. Nunca cheguei a ver um planeta na vida real. Digo, não tive a oportunidade de fazer isso. É bem legal.

— Também acho. — Ele olhou para os meus cabelos, afastando algumas mechas do meu rosto. — Para onde devemos olhar agora?

— Sagitário e, depois, o asterismo Bule de Chá e seu rastro, ou seja lá o que for...

Uma gota de chuva grande e pesada pingou na minha testa. Pulei para trás, trombando levemente em Jugg.

— Que merda.

Outra gota de chuva acertou meu nariz e eu dei um gritinho. Meus olhos se encontraram com os de Jugg. Ele xingou e, em seguida, segurou minha mão. Começamos a correr pelo telhado, nossos sapatos escorregavam na superfície molhada. Quase tínhamos conseguido chegar à porta, quando o céu desabou e junto veio uma tempestade, ensopando-nos em questão de segundos.

Ele soltou uma gargalhada enquanto eu gritava.

— Ah, meu Deus — berrei. — Que frio horrível.

Parando repentinamente, ele se virou e me puxou para si. Meus olhos se arregalaram ao me sentir súbita e inesperadamente colada ao seu peito rígido. Levantei a cabeça e nos olhamos nos olhos. A chuva não parava de cair sobre nós, mas eu não conseguia sentir nada naquele instante.

Ele sorriu.

Aquele foi o único aviso.

Envolvendo minha cintura com o braço, ele se abaixou e me tirou do chão, apoiando-me sobre seu ombro. Comecei a gritar de novo, mas o som da minha voz foi encoberto pela gargalhada dele.

— Você estava correndo muito devagar — ele gritou em meio à chuva.

Agarrei na parte de trás do moletom dele.

— Ponha-me no chão, seu filho da...

— Segure-se! — Rindo, ele disparou em direção à porta, com o braço preso aos meus quadris, mantendo-me no lugar.

Algumas vezes ele escorregou nas poças que tinham se formado, e meu coração acelerava. Eu podia facilmente ver meu crânio se espatifando. Sentia cada passo que ele dava, deixando escapar pequenos gemidos em meio às contínuas ameaças que fazia contra sua integridade corporal.

Ele as ignorava ou apenas ria. Jugg parou numa derrapada e empurrou a porta para abri-la. Abaixando-se, entrou numa parte seca e um pouco mais quente, logo acima da escada. Ainda rindo até não poder mais, ele segurou meus quadris. Eu estava preparada para sair batendo nele assim que me soltasse, mas, quando ele me pôs no chão, meu corpo deslizou contra o dele, pouco a pouco. Devia ser por conta da nossa roupa molhada, porque a fricção fez com que o ar saísse de uma vez dos meus  pulmões.

As mãos dele ainda estavam nos meus quadris, o toque dele ardia através do jeans. E ele olhou para mim; a cor dos olhos escureceu até um azul profundo e intenso, que era ardente e devastador ao mesmo tempo. Seus lábios perfeitamente esculpidos estavam separados e o hálito era levemente mentolado.

Eu estava toda encostada a ele. Havia uma sensação de explosão em várias partes do corpo; nas minhas entranhas, os músculos estavam contraídos, as pontas dos meus seios, enrijecidas, e minhas coxas formigavam. Minhas mãos estavam apoiadas no peito dele, porém eu não sabia exatamente como aquilo tinha acontecido. Não me lembrava de as ter colocado ali, mas lá estavam elas, e eu sentia o coração dele pulsar forte, uma batida constante sincronizada com a minha.

Uma de suas mãos deslizou pelas minhas costelas, deixando por onde passava rastros de excitação que eu desconhecia. Perdi o fôlego quando ele tocou os dedos no meu rosto, colocando as mechas molhadas do meu cabelo atrás da orelha.

— Você está ensopada — disse ele, com a voz mais grave que o normal.

Com a boca seca, respondi:

— Você também.

A mão dele ficou ali, com os dedos no meu rosto. Ele fez pequenos círculos aleatórios na minha pele.

— Acho que vamos ter que tentar isso outra noite.

— É verdade — suspirei, lutando contra o impulso de fechar os olhos e aproveitar o toque dele.

— Talvez devêssemos ter verificado o clima primeiro — disse Jugg, e tive que sorrir.

Então ele se mexeu de maneira quase imperceptível. Um pequeno movimento que, de alguma forma, nos aproximou ainda mais, quadril com quadril. Senti um arrepio percorrer minha coluna. A consciência do meu corpo, do corpo dele, tudo aquilo era muito poderoso. Eu reagia a ele de forma instintiva, de um jeito a que não estava nada acostumada. Meu corpo sabia o que fazer, o que queria, apesar de meu cérebro enviar diversos sinais de alerta, como se a Segurança Nacional estivesse em Código Vermelho.

Afastei-me dele, rompendo contato. Inspirava e expirava em pequenas explosões conforme fui recuando, encostando na parede atrás de mim. Ensopada, com as roupas geladas, e mesmo assim eu estava quente. Fervendo. Minha voz pareceu esquisita quando comecei a falar.

— Acho que... que nós deveríamos ir para casa.

Jugg recuou, apoiando a cabeça na parede oposta, com as pernas levemente afastadas. Tudo nele parecia tenso, retesado.

— Sim, também acho.

Nenhum de nós se moveu por um minuto. Depois, seguimos em silêncio até a caminhonete. O que quer que tivesse acontecido entre nós ocorreu em profundo silêncio, e, quando chegamos ao nosso prédio, senti crescer dentro de mim uma  ansiedade tremenda, apagando os poucos momentos perto da escada, quando eu não era nada além de sensações, em vez de pensamentos.

Com os músculos tensos, desci da caminhonete e corri para baixo do toldo do nosso prédio. Jugg estava ao meu lado, sacudindo o cabelo para tirar o excesso de chuva. Contornei o primeiro lance de escadas, passando os dedos em volta das chaves. Eu precisava dizer alguma coisa. Precisava fazer com que tudo aquilo deixasse de existir, porque eu não queria que houvesse tensão em nossa amizade, ou que ela mudasse de algum jeito.

Aquilo me afetou um bocado e senti meu estômago se contorcer todo. Eu não queria perder Jugg.

No último mês e meio, ele tinha se tornado parte fundamental da minha vida, penetrando meu cotidiano de forma que, se as coisas fossem mudar...

Mas eu não sabia o que dizer, porque não sabia o que tinha acontecido na escadaria. Meu coração começou a bater muito rápido quando ele subiu o primeiro degrau e, em seguida, parou de frente para mim.

— Saia comigo — pediu ele, passando a mão pelo cabelo molhado, tirando-o do rosto.

— Não — sussurrei.

Então a covinha apareceu em sua bochecha e eu expirei o ar que estava segurando. Ele voltou a subir a escada.

— Sempre tem o amanhã.

Eu o segui.

— Amanhã não vai mudar nada.

— Veremos.

— Não há nada para ver. Você está perdendo o tempo.

— Quando se trata de você, nunca é perda de tempo — ele replicou.

Como estava de costas para mim, não viu meu sorriso. Eu relaxei. Eu me esquentei. As coisas tinham voltado ao normal e, com Jugg, tudo ficaria bem.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...