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História Espetacular Ladrão de Calcinhas - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Então você abriu mesmo essa fanfic? Caramba... Antes que comece a ler, preciso te dar um pequeno aviso.
Essa história foi escrita para lhe fazer rir, por isso possui diversos exageros propositais. No entanto, algumas pessoas podem acabar se doendo pelo conteúdo que tem aqui, então se você é do tipo que cancela as pessoas no Twitter e não sabe diferenciar ironias de fatos, pode desistir de ler pois não se encaixa no público alvo.
Mas se tu sabe apreciar uma boa escrita nonsense, welcome to the jungle!
Ah, e não tente fazer nada que está escrito aqui, ok? Sem roubar calcinhas das amigas.

Capítulo novo todos os domingos, por volta do 12:00 - 13:00.

Tenha uma ótima leitura!

Capítulo 1 - Reputação


Fanfic / Fanfiction Espetacular Ladrão de Calcinhas - Capítulo 1 - Reputação

Dia 15 de fevereiro de 2021, segunda-feira.

Deitado em uma cama de solteiro, lá estava eu. Já acordado, apenas aguardava o momento que meu despertador iria dar o sinal que é hora de levantar a bunda daqui. Olhando para a janela é possível ver os raios de sol entrando pelas pequenas frestas, isso clareia um pouco o quarto e destaca o guarda-roupas pequeno que fica de frente a cama, ao lado da cabeceira está meu celular carregando e poucos metros a esquerda tem uma porta de madeira que leva diretamente ao banheiro, dali emana um pouco de claridade também. Depois dessa descrição detalhada, o despertador começa a tocar.

— Finalmente! — Falei enquanto pulava da cama e corria até o banheiro, isso acaba revelando o que estou trajando no momento: uma samba canção preta e uma camisa social branca... Sim, quem usa uma camisa social pra dormir? Eu. — Tomara que meu cabelo coopere hoje. — Estava me encarando defronte ao espelho, rapidamente escovei meus dentes e consegui ajeitar meus cabelo relativamente fácil, algo bem raro; saindo do banheiro peguei algumas roupas no guarda-roupa e desci as escadas indo diretamente para a sala da casa, ali liguei uma TV OLED DE 55 POLEGADAS num canal de notícias enquanto fazia meu café. Estou me gabando da minha TV? Obviamente.

— Bom dia, esse é o noticiário da manhã da cidade de Castelo! — exclamou a apresentadora loira que trajava uma roupa social elegante. — Primeiro vamos começar com a previsão do tempo. Bom dia, Elon! — Mudando de câmera o foco foi para um repórter de óculos, atrás dele tem um mapa da nossa cidade — Bom dia Marina, e bom dia Castelo! Hoje teremos um dia ensolarado, as chances de chuva são consideravelmente baixas. — O mapa se expande para toda a região do Espírito Santo num todo — O mesmo vale para os municípios próximos, fará sol em todo canto com um entardecer gelado. Desejo a todos um ótimo começo de semana! — A câmera volta a Marina — O mesmo pra você, Elon. Agora, vamos para as últimas notícias da madrugada.

A arquitetura da minha casa faz a cozinha e a sala serem praticamente unificadas, a única coisa que separa um cômodo do outro é uma pequena parede que foi modifcada para ser utilizada como uma mesa. Graças a isso pude acompanhar tudo do jornal enquanto fazia meu cafezinho, que finalmente está pronto! Fiz uma torrada e um café, mas não pretendo sair correndo pela rua com a torrada na boca por estar atrasado; esse clichê não vai rolar aqui. Me sentei na cadeira e comecei a saborear meu cafezinho enquanto colocava toda minha atenção no noticiário.

— E por fim vamos dar foco em um dos crimes mais estranhos que já ocorreram na nossa cidade! Nessa última madrugada um pervertido invadiu a casa de três garotas e roubou TODAS peças íntimas delas. Por respeito as vítimas não iremos revelar suas identidades, os boletins de ocorrência foram registrados hoje no horário exato das 06:30 da manhã! A polícia disse que irá investigar tal crime da melhor forma possível.

— É cada coisa... — falei enquanto apontava o controle para TV e a desligava, depois de uma notícia dessas você sinceramente não pode esperar mais nada.

Terminei de tomar o resto do café e levei o prato e o copo na lava louça automática, isso quebra um galho enorme! Depois fui até o sofá, lugar onde havia deixado meu uniforme, e finalmente o coloquei. A vestimenta da minha universidade é muito parecida com aqueles das escolas japonesas, um terno azul escuro e uma gravata vermelha; lembra da camisa social branca que dormi? Então, ela faz parte do uniforme. Após ter me organizado, sai de casa e dei início a minha caminhada matinal até meu colégio.

— A previsão do tempo estava certa, não tem uma nuvem no céu sequer.

Hey, Christopher!!! — Gritou meu colega — Espere por mim, seu filho da mãe! 

— Você está sempre atrasado, Alex. — Falei Enquanto continuava meu caminho.

Alex é meu amigo, apesar de morar extremamente próximo da minha casa o infeliz ainda consegue se atrasar todo santo dia. Falando das características dele, o cabelo dele é loiro e o cabeleireiro dele tem uma habilidade única de estragar o penteado do coitado que nenhum outro que conheço consegue copiar.

— Tu não cansa de repetir isso todo dia?

— Meu despertador sempre falha, não tenho culpa disso. — Ele falou isso me olhando com uma expressão estranha. — Cara, acho que você tá se esquecendo de alguma coisa...

— Ah cacete, meu óculos!

Corri até minha casa e voltei ali bem rápido, por sorte meu óculos tava num lugar fácil de achar.

— Agora me diz, quantos dedos eu tenho aqui? — Falou isso erguendo três dedos pra cima.

— Quantos EU tenho aqui? — Falei erguendo o dedo do meio.

— Hahahaha, não precisa agredir.

Depois do teste de visão nós começamos a andar em direção ao colégio, o bairro onde residimos se chama Vila Barbosa; lugar bem calmo e tranquilo, a rua onde ficam nossas casas possui uma variedade grande de outras residências com arquitetura similar. Na esquina poucos metros a frente fica o Mercadinho do Seu Zé, um senhorzinho gente boa pra caramba que tem um bigodão vintage.

— Alex, tente não se esquecer de mudar essa sua expressão ali na frente.

— Hehe, disso não preciso ser recordado.

— Bom dia, garotos! — Exclamou Zé que estava sentado na frente do seu mercadinho. — Bom dia! — Ambos o respondemos de forma sincronizada, afinal já é algo costumeiro.

Atravessando a esquina temos a visão de um parque, o que torna a área aberta. Aqui é onde as coisas ficam interessantes, pois podemos ver diversas garotas de outros colégios indo até suas respectivas escolas numa caminhada triunfal; por conta de sermos universitários e pela vestimenta chique acabamos chamando muita atenção, por isso dali em diante só falamos o necessário do necessário.

— Ruiva, vindo a esquerda. 10! — Virei o rosto calmamente e pude ver a garota, olhos azulados e um cabelo vermelho puro, ela passou na nossa frente e o cheiro de perfume quase atacou a minha rinite. Porém a visão que conseguimos com aquela ultrapassagem foi muito boa! — 09! Tem uma morena vindo a sua direita. 10! — Alex inclinou sua cabeça, ao perceber nossa visão ela ergueu o braço e fez um tchauzinho pra gente; fingindo normalidade, respondemos com outro aceno. — Caramba, essa aí não é a filha do prefeito? — questionou Alex — Sim, não tinha reconhecido ela.

A filha do prefeito é um guria que não conheço muito, porém diferente da ruiva nós sempre a encontramos nesse percurso. A razão pela qual não a reconhecemos de longe foi por conta dos óculos que ela estava utilizando no momento, afinal nunca a vimos usando um antes; naquele momento nós não demos muita atenção para isso e apenas continuamos apreciando as outras garotas que foram surgindo, como sempre foi um belo colírio para os olhos, especialmente as da nossa universidade. A razão disso logo você vai entender perfeitamente.

— Parece que estamos chegando! — Olhando no horizonte o telhado da nossa instituição se destaca, é um prédio de três andares na cor bege.  

— Não sei se fico triste ou ainda mais animado!

Ao chegarmos na frente do portão podemos ver diversas garotas trajando o uniforme dali, um camisa social branca acompanhada de uma saia que fica cerca de uma mão e meia acima do joelho. Acho que o nome correto disso seria "mini saia" não é mesmo? Todas, sem nenhuma exceção sequer, usam o mesmo modelo. Ao entrarmos na universidade somos cumprimentados por quase todo mundo ali, o ânimo da rapaziada ao ver a nossa chegada é bem contagiante. Nossa sala fica no segundo andar, entramos ali e nos sentamos no fundo a extrema esquerda da sala próximo a janela, Alex se senta em minha frente e fico na última carteira; não demora muito para lotar de gente ali, a maioria só quer levar um papo conosco antes da aula começar.

Mas nem sempre as coisas foram assim, sabia? Vamos voltar um pouco no tempo, cerca de uma semanita atrás. Dia 08 de fevereiro, nossa universidade recebeu luz verde para voltar a ter suas aulas presenciais. Nessa época eu o Alex não conhecíamos ninguém aqui, afinal havíamos acabado de terminar o terceiro colegial. Chegamos aqui graças a uma bolsa de estudos em literatura avançada, por conta desse fator nós só tínhamos um ao outro para conversar, o que não era nada ruim para ser honesto. No primeiro dia de aula a diretora dali decidiu se apresentar; poucos minutos depois que a sala se encheu ela adentrou ali, uma japonesa trajando um vestido muito formal.

— Bom dia a todos vocês! Me chamo Fumiko e sou a diretora dessa instituição, espero continuar tendo uma ótima relação com aqueles que já conheço. — O português dela consegue ser refinado e perfeito a um ponto assustador, se não fosse o rosto dela ninguém jamais saberia que ela é japonesa. — Vejo vários rostos novos aqui... — Falou isso olhando ao redor. — Por favor, ergam a mão aqueles que estão aqui pela primeira vez! — Para minha surpresa um número considerável de pessoas levantou a mão junto comigo, quem diria que essa sala tem tanta gente nova. — Entendi... Digam-me, o que vocês acharam dos novos uniformes? — Nessa semana o padrão das saias femininas era o estilo longa, que ficava um pouco abaixo do joelho. Por alguma razão naquele dia eu acordei determinado a fazer merda, e foi isso que tentei fazer.

— A vestimenta masucilna exala um ar de respeito e sofisticação muito grande, porém o uniforme feminino parece faltar algo... — Disse isso enquanto mexia calmamente meus braços, apenas faço isso quando estou pensando em rotas diferentes de argumentação. — Ah, você é um dos novatos. Poderia vir aqui na frente se apresentar e explicar sua visão? — Eu me levantei da cadeira e fui andando até ao lado dela. — Obrigado pela oportunidade, senhorita Fumiko! — Disse isso olhando para o rosto dela, depois virei meu olhar para a sala. Vendo o rosto de algumas garotas consegui as reconhecer de um outro lugar, logo uma  rota argumentativa super efetiva se mostrou clara como o dia. Alex estava me encarando com os olhos arregalados, acho que se fosse o oposto estaria fazendo o mesmo; os outros caras da sala tinham uma expressão de esperança, só preciso mostrar a rota que eles vão me seguir com louvor.

— Olá, me chamo Christopher e é um prazer poder conhecer todos vocês. Quando entrei aqui no colégio fiquei estonteado com a graça que o uniforme feminino passa para as garotas, porém percebi que faltava alguma coisa... A peça faltando era a expressão de liberdade. Fumiko, você por um acaso não seria uma adepta do feminismo? — Virei meu olhar para ela, a diretora estava com seus olhos fechados enquanto mantinha um sorriso no rosto. — Sim, sou uma seguidora real do feminismo. — Não havia resposta melhor para os meus ouvidos, porém precisava continuar com uma expressão neutra diante a plateia! — Que ótimo, então creio que você irá compreender quando disser que ter uma saia tão demasiadamente longa como uma regra seria, de certa forma, um rompimento da liberdade feminina. — Dei uma pequena pausa após falar essas coisas, foi tempo suficiente para uma das garotas da sala expressar sua opinião sobre o que ouviu. — Eu concordo com o Christopher, acho que termos liberdade de usar uma saia menor seria uma demonstração real da nossa liberdade aqui na escola. Afinal, a maldade está nos olhos de quem vê! — Atrás dela vieram outras garotas concordando com o assunto, todas elas só faltavam ter escrito FEMINISTA na testa. Com isso os rapazes da sala também começaram a expressar sua aprovação com aquele assunto, todos seguindo a rota perfeita que havia deixado.

— Meus jovens, peço que façam silêncio por um momento. — Fumiko disse isso com bastante calma, mesmo com o pequeno alvoroço todos a obedeceram prontamente. — Eu não cheguei a pensar dessa forma, Christopher. As saias serem longas é apenas uma medida de conforto, afinal vestidos mais curtos exigem um cuidado maior na hora de sentar... — Olhei para a diretora e ela estava me encarando com um sorriso no rosto, entretanto seu olhar tinha um ar de "você mandou muito melhor do que esperava"... — No entanto, julgando seus argumentos e a aprovação de todos aqui, estarei fazendo uma pesquisa na universidade toda. Você poderia vir comigo? 

Depois disso eu e a diretora fomos em diversas salas, em nenhum momento precisei mudar uma vírgula sequer da minha linha de raciocínio. Obviamente apenas falar o que falei sem ter a expressão e o olhar correto teriam me levado ao fracasso, mas o segredo de um bom argumentador é acreditar fielmente que aquilo que está saindo da sua boca é a única resposta correta para aquele assunto; afinal como você pode convencer os outros se não consegue nem acreditar em si mesmo? 

Após termos ido em todas as salas, a diretora se viu obrigada a mudar a saia para uma versão mini que começou a ser uma regra a partir da quarta-feira daquela semana. Não sabia se ficava mais desacreditado de ter achado uma utilidade real para o feminismo ou da minha loucura ter dado tão certo! Graças a nova vestimenta das meninas acabei ganhando uma boa reputação na universidade por ter pensado num "bem maior", especialmente com a molecada que havia ganhado uma visão muito melhor que antes. Alex é bem próximo de mim, por isso os bônus que consegui ganhar também foram passados pra ele.

Agora voltando pra onde estávamos, Alex tinha enfiado dois lápis no nariz para fazer sua graça com seus novos amigos. Eu havia aberto um mangá e estava o lendo enquanto ouvia as conversas e as risadas, até que num determinado momento um assunto interessante me chamou a atenção.

— Galera, vocês viram o lance do ladrão de calcinhas? Parece que alguém teve uma madrugada bem agitada. — Disse um dos rapazes — Eu não estava sabendo disso... — Comentou Alex — Eu vi no noticiário. Sinceramente, isso me cheira como uma isca pra gerar audiência — Uma das garotas da rodinha disse isso, confesso que quase não consegui disfarçar minha surpresa ao ouvir isso. — Afinal, não mostraram as garotas e foram só três alvos numa madrugada inteirinha. — Complementou com um tom de voz que transbordava sua certeza.

— Me diz, se você fosse roubada... — Falei enquanto fechava meu mangá — Como você procederia? — Complementei a encarando diretamente nos olhos. — Eu iria exigir uma investigação a altura! Não teria vergonha de dar minha cara a tapa na TV e iria ferrar com a vida desse tarado de merda! — Exclamou demonstrando uma irritação gigantesca; graças a isso, várias outras meninas a acompanharam nessa linha de raciocínio e disseram que fariam o mesmo.

— Por favor, quero todos em seus devidos lugares! — Exclamou o professor que acabou de entrar na sala, aquilo faz as pessoas próximas se dispersarem.

A aula de hoje foi referente a importância de fazer um protagonista com um objetivo em mente e a importância do escritor explicar a razão por trás disso. É engraçado, não é? Prender as pessoas num vórtex onde elas pensam que algo tem um significado trinta vezes maior do que o necessário apenas para elevar a moral de um personagem imaginário; um fato interessante é que o público alvo da sua história vai determinar 50% da suas escolhas, a outra metade fica por conta dos plotwists e habilidade do roteirista. Se você realmente deseja romper essa barreira, vai ter que adentrar num terreno perigoso... Talvez até acabe se viciando no sabor amargo do antagonismo.

Enquanto me envolvia nos meus próprios pensamentos o sinal começou a ecoar por todo o campus, por fim a hora do almoço chegou. Eu e o Alex fomos até a cantina e conseguimos chegar lá antes da fila ficar muito grande, graças a isso pudemos pegar a comida bem rapidamente; logo estávamos sentados comendo o macarrão com carne.

— Cara, como andam aa coisas lá na sua casa? Minha mãe disse que se precisar de algo, pode contar com ela! — Alex aproveitou que estávamos a sós para entrar num assunto mais particular. — Fica tranquilo, tô conseguindo me virar. Diz pra ela que agradeço a preocupação!

Não demorou muito para a nossa mesa ficar lotada de gente, logo o som de risadas e assuntos aleatórios começou a tomar todo o lugar. O intervalo dura cerca de 20 minutos, quando estava prestes a terminar a grande maioria das pessoas já estava retornando para as salas por conta própria antes mesmo do sinal de aviso. Eu e Alex estávamos fazendo o caminho junto com os outros, no meio disso meu telefone vibrou e recebi uma mensagem de um contato salvo como M, a mensagem dizia "Ótimo estopim, capriche ainda mais essa noite!".

A minha aula no período da tarde gira em torno de teatro. Julgando pelo que vocês leram até agora, creio que não vou precisar explicar o que aprendi; levando isso em consideração, vamos pular diretamente para o término daquele dia de aula, mais especificamente para as 17:00 horas da tarde.

— Cara, estou exausto! Mal posso esperar pra chegar em casa e tomar um belo banho. — Comentei isso com Alex, que só concordou enquanto suspirava profundamente.

No caminho de volta nós admiramos algumas belezas, é possível ver pela expressão da garotas se o dia foi difícil ou cansativo. As patricinhas sabem disfacar isso muito bem, mas quem vive usando uma máscara todo dia sabe muito bem quando outro está fazendo exatamente a mesma coisa! Só espero que elas não acabem se sufocando dentro da próprio muro emocional que criam.

— Christopher, ta tudo bem? Você tá mais quieto que o normal. — Alex pode parecer lerdo, mas sua percepção é algo que merece atenção. — Apenas fiquei perdido em meio a tantas obras de arte. Olha lá a filha do prefeito de novo... — A garota acena pra gente do mesmo jeito que fez mais cedo, e tornamos a respondê-la da mesma forma. Nós nunca trocamos uma palavra sequer, apenas "tchauzinhos", e mesmo assim a considero gente boa pra caramba.

Passando na frente do mercadinho do Zé vimos que o local estava lotado, tinham pessoas saindo carregando sacolas cheias de mercadoria. Alguns metros a frente me despedi de Alex e adentrei em casa, subindo as escadas tirei o uniforme e tomei um banho bem demorado; depois de limpo, peguei meu Notebook que estava dentro do guarda-roupa e desci as escadas até a sala.

— Hora da pesquisa de campo!

Liguei o aparelho e abri minha rede social, lá tinha metade da universade como amigo. Adentrando nessa área, coloquei os seguintes nomes: Flávia, Marcela, Eduarda e Vitória. Essas são as quatro garotas que estavam na rodinha de conversa da sala de aula que demonstraram uma forte aversão a atitude da imprensa de esconder a identidade das vítimas do pervertido das calcinhas. Abri o perfil de cada uma e analisei cada detalhe, infelizmente são alvos consideravelmente fáceis; o local exato onde residem fica disponível para qualquer "amigo" ver, sem contar que suas opiniões políticas ficam visíveis até mesmo para desconhecidos. Foi graças a isso que consegui identificar com facilidade as feministas da minha sala, todas tinham perfis no twitter e faziam postagens constantes sobre o assunto, tanto lá quanto aqui no Facebook. 

— Já são 22:00 horas... Acho melhor me preparar.

Tornei a subir as escadas e coloquei uma blusa branca sobre o pijama que estava usando, também troquei a calça por uma de moletom preta e coloquei um sapato no pé. Por fim peguei um item especial que estava na primeira gaveta do meu guarda-roupa; feito isso, sai de casa e fui andando pela rua que estava clareada por alguns postes. Tirei meu celular do bolso e abri o Google Maps, ali a localização exata da residência das 4 se revela, por sorte elas vivem no mesmo bairro.

Coloquei a toca na cabeça e percorri alguns quarteirões até chegar no Bela Vista, esse bairro fica consideravelmente distante da minha casa. Olhando meu telefone novamente pude ver que faltava cerca de 30 minutos para meia noite, outro detalhe é que a casa da Marcela está poucos metros a frente; sabendo disso, me sentei debaixo da uma árvore e iniciei meu planejamento perfeito.

Agora é só esperar até o pervertido aparecer!

                                                       Continua.


Notas Finais


Bem-vindo as notas finais!
Vou explicar pra vocês como vai funcionar as NF desse e dos próximos capítulos. Caso o CAP possua trilha sonora, ela estará disponível aqui com um link levando para a música no YouTube, antes do link terá uma frase indicando em qual ponto do roteiro o som deveria tocar. Assim:

Trilha Sonora

Caminhada triunfal - https://youtu.be/RdsB1MoSjOs

Por fim gostaria de deixar claro que a continuidade desse roteiro não depende de visualizações, comentários ou notas.
Obviamente irei receber essas coisas de braços abertos, então sinta-se livre para comentar o que achou da história e o que poderia melhorar/mudar. Também pode falar sobre erros no texto, irei arrumar assim que possível!

Agradeço por ter lido até aqui, te vejo no próximo capítulo :)


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