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História Espiã de cama - Capítulo 5


Escrita por: Anna_but_not_Boleyn

Capítulo 5 - "Olhos de corça"


Fanfic / Fanfiction Espiã de cama - Capítulo 5 - "Olhos de corça"

Já era próximo da meia noite quando S/N caminhava pelo corredor externo da ala dos funcionários, depois do jantar tinha tomado um banho na fonte termal que havia na propriedade, os Senju deixavam seus funcionários usarem uma lado dela e era bastante gratificante poder tomar um banho assim, a noite estava quente e tinha se encontrado com o informante que levaria as informações para seu contratante, Madara já devia saber sobre a missão de Tobirama e de que Hashirama estaria se encontrando com líderes do clã Hyuuga. 

Usava um haori curto e por baixo um short curto o suficiente para sequer aparecer. Teve a estranha sensação de estar sendo espreitada novamente mas não se importou com isso, estava ficando acostumada com essa sensação.

Ouviu um barulho vindo dos arbustos do lado de fora, sua curiosidade era maior do que podia esperar, encaminhou-se para lá e qual não foi sua surpresa ao encontrar um Hokage escondido.

- Hashirama-sama?

- Aaahhh! – deu um grito – que susto... Quase me matou do coração – colocou a mão no peito.

S/N pode perceber que estava com o rosto vermelho, a voz enrolando, embargada e o cheiro de álcool era evidente, conclusão: Hashirama Senju estava bêbado!

- O senhor não pode ficar aqui... Está do lado errado da manshon! – respondeu.

- Shiiiiu – fez sinal com o dedo sobre a boca – se o Tobirama me ver ele vai me matar...

S/N achou graça na expressão que ele fez, parece que até mesmo o Hokage não desafiava o seu irmãozinho.

- Venha – abaixando a voz e estendendo a mão – ajudo o senhor a ir para seu quarto...

“Quem sabe descubro alguma informação nova... Queria poder ver a cara do Madara-sama quando ele souber que Hashirama Senju estava tão bêbado que não conseguia nem andar direito.”

Hashirama segurou no braço de S/N e ambos s encaminharam para o prédio principal apoiado em seu ombro, no trajeto ele cochichavam coisas perto de seu ouvido, a maioria coisas sem importância, algumas reclamações sobre o irmão, sobre o velho Hyuuga que ele disse beber igual a um bode e muita mas muita coisa sobre a esposa e as filhas.

- Minha Mito é linda demais, mas mal consigo lembrar do rosto dela... – dramatizava – quando você a ver vai ficar espantada... Ela é linda, o cabelo dela... O cheiro dela... Minha linda jinchuuriki... Se não fosse por causa dessa merda ela não estaria longe de mim...

“Que fofo... Mas o que é mesmo um jinchuuriki?"

- Sente muito a falta dela não é?

- Todas as noites... Durante o dia, Tobirama grita tanto na minha cabeça que não consigo nem pensar direito... Mas na cama a noite...

Estava encantada com a forma que aquele homem bêbado falava da mulher, se enganou, Hashirama não iria tentar se aproveitar dela.

Chegaram em um corredor mais largo depois das escadas, um daqueles quartos era o de Hashirama, mas não tinha certeza de qual.

- Qual é o seu quarto senhor?

- Esse aqui... hic... – apontou para uma porta e entrou.

S/N entrou atrás, não havia nada na sala que evidenciasse ser um quarto mas parecia um escritório com moveis tradicionais.

- Venha Hashirama-sama – pegou ele pelo braço – não é esse, aqui é o escritório, vamos procurar seu quarto...

- Sim... – se desequilibrou e caiu.

Caiu por cima de S/N, ela bateu a cabeça no chão e deu um pequeno grito pela dor, mas não foi nada que a ferisse. O peso de Hashirama-sama sobre ela quase a sufocou, ele era maior do que pensava, tentou puxa-lo e chamou pelo nome. Ele se levantou apoiando em seus braços e a olhou nos olhos de S/N que corou pois estava muito perto.

“Não, não, não, não, agora não, assim não... Está bêbado demais para se lembrar se algo acontecer! Merda! Não teria utilidade nenhuma, só o prazer momentâneo!”

Os olhos de Hashirama foram de seus olhos para sua boca, depois para seu pescoço e a abertura da gola de seu haori.

- S/N... Sabe... Eu... Nunca estive com outras mulheres...

As pernas de S/N tremeram.

- Como assim Hashirama-sama?

- Nunca fiz sexo com outras mulheres além da minha Mito... Mas...

- Não deve falar sobre isso senhor... – colocou a mão no peito dele para empurra-lo pode sentir seus músculos.

“Puta que pariu! Não fala uma coisa dessas...”

- Mas eu faria com você... – chegou mais perto com o rosto.

As pernas de S/N abriram instintivamente. O cheiro de álcool no hálito de Hashirama era forte.

“Maldito treinamento que me faz ser mais puta do que espiã!”

- Hashirama-sama... Por favor... – abaixou os olhos para não ver seu rosto.

“Ideia estúpida! Por favor homem, saia de cima de mim! Vou ceder!”

- Faz tempo que não fico sozinho com uma mulher... Muito menos uma que achasse tão atraente...

- Hashirama-sama... E a senhora Mito?

“Se há alguma divindade que posso apelar com certeza é essa!”

- Mas é por causa dela mesmo... Já faz quase um ano que ela está longe de mim... Eu não aguento mais me aliviar sozinho... – disse isso perto do ouvido dela.

“Kami!!! Esse deus shinobi está mesmo fazendo isso?”

- Hashirama-sama... Não!

“Que ca-ra-lho! Eu quero sim! Não é como se fosse aqueles velhos Uchihas cheirando a cânhamo... É o Hokage! Lindo Hokage! Gentil! Só está bêbado de saque...”

Hashirama não disse nada, apenas deixou seu corpo encostar no de S/N, pressionado com seu peso. Já era tarde para ela, podia sentir um volume duro roçando nela. Duro latejante e grande.

- Hashirama-sama por favor pare!

“Ah merda! Olha o tamanho disso? Deve ser enorme, só de roçar é gostoso! Inferno!”

- Seja boazinha e me ajude por favor... Só um pouco... Deixa eu te usar... - sua voz estava rouca e baixa.

- Isso é errado senhor... – mas sentiu-se molhada.

“Inferno! Ainda é direto! Sem promessas vazias... Assim você facilita meu trabalho Hokage!”

Passou a língua em seu pescoço, até o lóbulo da orelha, quase que S/N soltou um gemido mas precisava se manter no disfarce.

- Hashirama-sama... Eu não quero...

Hashirama pareceu não ouvir, segurou seu seio com uma das mãos e abriu suas pernas com seu joelho encaixando seu corpo ali. Amaldiçoou por estar usando algo por baixo, normalmente não usava.

“Essa calça que ele tá vestindo não impede nada, consigo sentir a forma do pau dele roçando em mim...”

- Eu gostei disso... Você é obediente, minha Mito é mais agressiva...

“Não saberia dizer o porquê dela ser agressiva? Um tesão de homem desses...”

- Por favor Hashirama-sama não diga uma coisa dessas...

“Diga o que quiser querido... Se é assim que você quer...”

Sentiu os lábios de Hashirama sobre os seus, devagar ele a beijou, fingiu empurra-lo enquanto sentia sua mão puxar o cós do short que vestia. Fechou os olhos quando sentiu os dedos dele tocando entre seus lábios embaixo. Ele afundou seu rosto em seu pescoço dando selinhos que a fizeram se arrepiar, S/N mordeu o lábio para não gemer. Não podia correr o risco de caso ele lembrar de alguma coisa, acabar parecendo a ele que ela gostou.

“Gentil mesmo estando bêbado...”

- Hashirama-sama não! Pare favor!

Ainda estava com os olhos fechados e com o rosto virado quando ouviu o barulho oco de pancada.

Imediatamente sentiu que o peso dele saiu de cima dela, sentiu mãos a segurarem colocando ela em pé.

Quando abriu seus olhos e focalizou o rosto a sua frente em meio a penumbra sentiu toda a fúria da vergonha cobrir seus rosto.

- Tobirama-sama... – suas pernas tremeram.

- Você está bem? – puxou a gola de seu haori cobrindo a pele exposta dela.

 - Sim...

“Merda! Merda! Merda! Kami onde infernos estou metida?!”

Tobirama a soltou e puxou a gola da blusa de Hashirama...

- Ele está bêbado não está?

- Sim...

- Ele machucou você?

- Não...

- Não minta!

- Não estou mentindo.

“Coitado... Poderia rir senão soubesse o tipo de merda que acabei de fazer!”

- Vou levá-lo para o quarto dele... E amarra-lo...

- Levá-lo para o quarto? Você bateu na cabeça dele!

- Poderia ter batido com um Mokuton que não machucaria... Cabeça dura dos infernos!

- Não xingue ele assim...

“Até porque ele não fez nada demais... Não teve tempo...”

Tobirama estava tão irritado que podia ver seu rosto vermelho. Pegou seu irmão, carregando-o nas costas.

Saiu. S/N o acompanhou pelo corredor, algumas portas mais a frente fez sinal para ela e ela abriu a porta, entraram no quarto. Tobirama simplesmente jogou Hashirama na cama como se ele fosse um embrulho.

- Não faça isso com ele...

- Pare de defende-lo! – falou entre dentes olhando para os olhos dela – Não percebe o que ele ia fazer? Não percebe a gravidade do que acabou de acontecer?

- Não aconteceu nada! Ele não fez nada...

“Não fez nada... Nada que eu não quisesse...”

- Jura? Então porque ele estava se esfregando em você e você o empurrava pedindo para ele parar?

- Ele... É só um homem sozinho que sente falta da esposa! Um homem como ele não deveria ficar sozinho! – apontou para Hashirama que dormia na cama – e o que é um jinchuuriki? – falou mais ríspida do que podia.

Tobirama ergueu uma sobrancelha, curioso com a reação que ela acabara de ter.

- O que ele disse para você? – suspirou em desaprovação.

- Nada demais... Só falou da senhora Mito, que sentia falta dela, ele a chamou de jinchuuriki.

Tobirama com os braços cruzados olhava para o irmão que dormia como se nada tivesse acontecido. Com certeza pensava no quão idiota Hashirama parecia. Como Tobirama não a respondia disse por fim:

- Vou para o meu quarto... Já está tarde...

- Você quer dizer que vai para o meu quarto não é?

- O quê? – seu rosto corou, não esperava isso.

- Sim. Essa casa é minha então TODOS os quartos são meus. – disse ainda com os braços cruzados.

- Que seja Tobirama-sama... – usou um tom debochado no final.

Saiu pela porta do quarto, tudo o que queria era ficar o mais longe o mais rápido possível.

“Céus espero não ter estragado tudo! Madara-sama eu não tive culpa...”

Ainda estava no meio do corredor quando sentiu os passos de Tobirama ao seu lado.

- Vou te acompanhar até o quarto.

- Não precisa se preocupar...

- Preciso sim, não é seguro andar sozinha nem mesmo dentro da minha casa.

- Já disse que não aconteceu nada.

- Eu sei que está mentindo.

- Não estou mentindo.

- Preciso que me faça um favor então... Não fale sobre isso com ninguém até eu conversar com Hashirama.

Olhou para Tobirama e ele se mantinha sério mas agora não estava irritado.

- Não brigue com ele...

- Claro que vou brigar! Terá sorte se ficar vivo! Que descabimento foi esse! Imagina se outra pessoa visse isso? Falta apenas alguns dias para a festa de solstício, se isso se espalhar como uma fofoca teremos problemas!

“Então é isso... Instabilidade política...”

- Ele não me machucou... Nem me tocou exatamente...

- Acho ótimo se for verdade mas ainda assim não podia fazer isso mesmo levando em consideração o jeito que você é... – balançou a mão no ar.

- Como assim o jeito que eu sou? – deu dois passos ficando a frente dele, olhou para cima, para seus olhos.

Tobirama usava suas roupas pretas mas estava com a armadura azul que costumava usar para missões. Já estavam no corredor do seu dormitório.

“Ah filho da mãe!”

- Essa expressão mesmo... – irritado apontou o dedo para o rosto de S/N – Não pode sair por aí com esse sorriso e sendo atenciosa e amorosa ao falar com qualquer homem! Fazendo essa expressão com esses olhos de corça que parecem implorar para ser tomada a força!

“Você é mesmo esperto não é? Como é mesmo que seu irmão te chamou? ... Prodígio do clã Senju... É combina... Viu através da encenação ou é só um palpite?”

- Ah então agora a culpa é minha?

- Poderia ser! – cruzou os braços.

- Que tipo de irmão é você que deixa seu irmão passar uma necessidade dessas que chega ao ponto de atacar uma criada por estar sem fazer sexo? Me disseram que você era o conselheiro dele...

- Então agora a culpa é minha? A culpa é minha se meu irmão ficou atraído por causa do seu corpo?

- Agora tem algum problema com meu corpo? A poucos minutos eram o meu sorriso e meu “olhar de corça” – disse isso fazendo aspas com os dedos – agora é meu corpo? E vocês, Senju não resistem a um par de peitos é isso? – Puxou o haori mostrando parte dos seios.

Tobirama olhou instintivamente, desviou o olhar e engoliu em seco.

“Viu como eu também sei jogar querido...”

Houve silêncio por um momento, caminharam até a porta do dormitório.

S/N parou em frente a porta de costas para Tobirama.

- Não há nada errado com você... Com seu corpo... – disse com a voz baixa. – Exigirei de Hashirama que ele peça desculpas a você, isso que aconteceu é inadmissível, não somos mais garotos para agirmos por puro instinto.

S/N não podia fita-lo diretamente pois estava se esforçando para não sorrir.

- As pessoas precisam se sentir seguras aqui, é minha responsabilidade quando algo de errado acontece – Tobirama prosseguiu – e teremos a festa do solstício aqui, então não posso deixar que pensem que aqui não é seguro. Se aqui não é seguro, Konoha não é segura e os Senju não são dignos de administra-la...

“Eu não sei o que é pior, Hashirama apaixonado pela esposa ou Tobirama sendo protetor... Enfim Senju...”

Sua expressão de boa menina voltou.

- Tobirama-sama... Obri... Obrigada por me proteger mesmo sem saber o que estava acontecendo... – isso era verdade.

Virou-se e olhou ele acenar a cabeça afirmativamente, por um momento que não sabia dizer quanto, se olharam fixamente, depois Tobirama acenou novamente e se retirou.

 



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