História Espiral - Capítulo 2


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Categorias Another
Personagens Izumi Akazawa, Kouichi Sakakibara, Mei Misaki
Tags Alguém Lê Essas Tags?, Depressão, Desrealização, Kouichi Sakakibara, Misaki Mei, Suícidio, Tept, Transtornos Mentais
Visualizações 15
Palavras 1.144
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense
Avisos: Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Música: Nine Inch Nails - Into the Void

Capítulo 2 - Vazio


Fanfic / Fanfiction Espiral - Capítulo 2 - Vazio

                                                           Talking to myself, all the way to the station

O último ano no Colégio Yomiyama, depois de tudo o que houve, tive que continuar frequentando o mesmo. Voltei a morar em Tóquio, pois meu pai acabou por se acostumar com o calor da Índia, mas sempre visito meu avô. Ás vezes passo alguns finais de semana com ele, e aproveito o suficiente para descansar e não ficar pegando o trem com medo de algum atraso. São dias solitários em uma cidade tão energética, mas os últimos 3 anos em Yomiyama foram o suficientes para ter maturidade e meu pai decidiu então, me deixar morando sozinho...

                                                           Pictures in my head of the final destination

Um inferno silencioso, com o medo da morte mais brutal a qualquer momento, mas esperando morrer do que viver pra sempre com a agonia de ser o próximo. Esse é o paradoxo de morar nessa cidade. Não quero morrer, mas se é minha culpa tudo isso, por favor, que a maldição acabe justamente comigo a qualquer momento. Me perdoe, Reiko... Me perdoe por ter feito aquilo, mesmo sabendo que era você... Ainda me lembro da sua expressão, se contorcendo e engasgando no próprio sangue... Me perdoe por ter lhe proporcionado outro sofrimento doloroso.

                                                          All lined up, all the ones that aren’t allowed to stay

Nem que eu pedisse perdão á todos por isso, isso não faria com que meus colegas voltassem á vida. Eles realmente eram escolhidos para morrer? Mas por quê não eu? O que eles fizeram pra merecer, ou...qual caminho estavam seguindo para serem destinados á algo cruel numa época tão boa?

                                                          Tried to save myself, but myself keeps slipping away

As memórias da sala 3-3 são tão vívidas, me perseguindo todos os dias, em meus sonhos, nos mínimos detalhes dessa vida medíocre, que não consigo me reconhecer mais no espelho. Eu tinha apenas 14 anos, mas Yomiyama vai me permitir viver até os 18? Estou caindo, sendo puxado, arrastado ou me afogando dentro da própria mente. Mesmo recuperado do pneumotórax, vejo o semblante de um rapaz cansado. Não se limitando ao físico, mas pouco se importando com isso. Pobre avô, já não faz questão de reclamar do cheiro de cigarro, mas está ocupado demais rezando pelas três... E quem sabe mais um.

                                                          Tried to save a place to my cuts and my scratches

Estou tão limpo por fora, poderia me chamar de perfeito. Mas terrivelmente machucado por dentro, acho que há uma grande cicatriz dentro de mim, que não há afeto que possa fechar, então preencho o máximo que posso com nicotina. O único jeito de me deixar dormente e evitar o rosto tão vermelho. Só de ver o trem se despedindo do cenário movimentado, me preparo mentalmente para mostrar a imagem de aluno neutro de sempre.

                                                          Tried to overcome my complications and my catches

O problema é, um dia essa máscara vai cair. Eu sei que vai, ou que alguém já deve ter percebido há um bom tempo. A caminho do colégio, não há nada que possa me animar ou fazer esquecer do passado.

                                                         Nothing ever grows and the sun doesn’t shine all day

Ás vezes sinto ódio, ódio por Deus e sua maldita criação. Devaneios de uma Yomiyama destruída. Por que ninguém comenta o quão sombrio é esse poço de merda? Qualquer raio de sol que surja, se compara à uma fina linha de esperança que sempre vai ir embora. Por que me sinto até agora um aluno morto? Só não me pergunte quantas vezes eu peço perdão á todos, se sinto falta de um ombro amigo, e não, não me pergunte se está tudo bem.

                                                         Tried to save myself, but myself keeps slipping away

De vez em quando, é extremamente difícil voltar à realidade.

“Sakakibara-kun!”, Izumi acenava do portão do colégio, estava com os cabelos soltos e um grande sorriso no rosto, deixando-a mais bonita como de costume – “Como você está?”

“Estou bem...”, demorei a responder e então a garota me segurou pelo braço, me puxando mais para perto – “Me atrasei?”

“Hmm...não muito, mas vamos logo!” – respondeu, me olhando nos olhos e já andando apressada, como sempre;

“Certo, certo!” – dei um sorriso e Izumi beijou meu rosto ao entrar no maldito corredor;

De repente, um silêncio constrangedor. Mas era sempre assim, o mesmo sorrisinho, o mesmo gesto de sussurrar para a colega, olhares de inveja... Ironicamente, Izumi fazia questão de andar mais devagar, mas não saberia dizer quem é o “prêmio” da relação. Definitivamente, não era eu e, bem... Ao entrar na sala, a mesma coisa de sempre. É claro que Izumi adorava receber os olhares de suas tão amadas “amigas”, enquanto, me interessava apenas ficar no fundo da sala, ou olhando pra janela.

“Bom dia, turma!”, disse o professor, após entrar correndo na sala, estava um tanto cansado – “P-perdão...pelo...a..traso...!”

Todos seguraram a risada, pois o novo professor era um tanto atrapalhado. Mas mesmo assim, respeitávamos ele, por ser novo também de aparência, dando a entender que ele já esteve em nossos lugares num passado não tão distante. Sendo assim, todos se sentaram. Izumi já havia separado meu lugar. Me senti queimando por dentro, mas me sentei ao seu lado.

“...sortudo!”, algum colega reclamava ao fundo, o que me fez sentir pena e vergonha;

“Sakakiiii...” – senti Izumi tocar em meu braço – “Depois da aula, vamos tomar um café juntos?”

“Vou pensar, Izumi” – respondi sem reagir ou olhar, já sentindo o descontentamento da garota;

“Hmm...” – rapidamente virou o rosto para frente e permaneceu em silêncio;

 

A aula correu normalmente, enquanto eu anotava apenas o que o professor estava a dizer, quase não olhando para a lousa. Senti o olhar assustador de Izumi, mas estava cansado demais para retribuir. Enquanto isso, a porta no fundo havia sido aberta. Ouvi passos, mas não virei para ver quem era. O professor parou a explicação de imediato, deixando o giz na lousa e limpando as mãos, com um nervosismo bem nítido.

“Ahm..é...” – o mesmo olhou para os lados, como se sua mente tivesse dado um “branco” – “Pode entrar, srta. Mei! Bem vinda á sala, quer vir aqui para se apresentar aos alunos?”

Naquele momento, fiz o mesmo que todos. Mas dessa vez, me senti como os alunos curiosos do corredor. Misaki continuara a mesma, com uma pequena exceção na única mecha “grande ”que havia cortado anos antes. Ainda escondendo seu olho e evitando qualquer contato visual ou social. A pequena garota apenas seguiu seu caminho em direção à carteira que ficava no canto da sala, dessa vez, sem rabiscos, mas com uma bela vista para o horizonte, além das grades do colégio.

Para disfarçar, o professor apenas deu continuidade à matéria, enquanto alguns sussurravam e outros fingiam que nada havia acontecido. Continuei olhando, observando Mei e o quão misteriosamente bonita ela era, mas ao mesmo tempo me perguntei:

“Como pude te esquecer?” – sussurrei, sentindo raiva e vergonha de mim mesmo;


Notas Finais


AGORA VAI


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