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História Espírito de guerra! - Capítulo 1


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Notas do Autor


Neste capítulo iremos conhecer um pouco do nosso universo interativo onde acontecerá a história, e também um dos protagonistas, boa leitura ^^

Capítulo 1 - Reconhecimento!


Fanfic / Fanfiction Espírito de guerra! - Capítulo 1 - Reconhecimento!

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Era uma gloriosa manhã de domingo, o último dia de descanso para todos os adolescentes da Capital Arcana Magnum, afinal no dia seguinte começariam as aulas, e todos deveriam estar preparados para mais um ano de estudos.

Arcana Magnum é uma metrópole gigante, a segunda maior de todo o continente, porém a única com bibliotecas contendo informações de todos os cantos do mundo, uma potência na área do conhecimento e tecnológia.

Assim como esperado, Arcana possui um sistema social e monetário extremamente organizados, todos são divididos em clãs, cada clã possui sua própria moeda (que só podem ser usadas em locais pertecentes a esse clã), juntos os líderes desses clãs formam o "Grande Conselho Arcano", onde decidem entre si todo e qualquer assunto relacionado a metrópole.

Os clãs recebem um nome de acordo com sua espécie e característica de destaque respectivamente, exemplo: uma alcatéia de lobos metamorfos com pelagem negra recebe o nome de Wolf (raça) Black (característica) e assim por diante.

Curiosamente os Wolf Black são o clã de maior influência econômica da capital, os colocando no topo da sociedade, mas ao contrário do que parece todo o ouro do clã é investido na área de saúde, alimentação e defesa da capital, ou seja, além de influenciarem nos hábitos físicos e alimentares também protegem todos os habitantes da capital dos perigosos demônios de sangue.

Por ser uma capital tão rica e abundante em todos os quesitos possíveis é constantemente alvo de ataques, os demônios de sangue são uma raça maligna que vive no Abismo de Abadom, uma dimensão onde apenas demônios e monstros tem acesso.

Abadom, o arcanjo caído e soberano dessa dimensão, é o responsável pelos constantes ataques a Arcana Magnum, seu interesse é incerto, mas boatos indicam que o objetivo de seus ataques são para tomar de volta algo que o pertencia, porém ninguém sabe oque poderia ser.

Quase todos os meses, portais são abertos a alguns quilômetros de distância da capital, Abadom envia um exército de monstros e demônios colossais, que espalham sangue e destruição até chegarem a capital, onde são neutralizados pelos guerreiros arcanianos.

Compostos pela elite de cada raça, apenas os mais fortes conseguem entrar no exército arcano e a grande maioria são compostos por metamorfos de sangue puro, ser um híbrido era motivo de preconceito e escárnio para a sociedade arcana.

Bom, conhecemos nossa sociedade, está na hora de conhecer o protagonista da nossa história.

Dorogon

- O sol parece estar mais quente hoje - reclamo enquanto termino a caminhada matinal, parando em frente de minha casa.

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Info:

Nome: Dorogon Wolf Black

Idade: 19

Raça: Wolf Black

Linhagem: Wolf metamorfo puro

Características: olhos azuis, cabelos negros e arrepiados, pele branca, corpo atlético, 1,85 de altura.

Personalidade: introvertido e observador, não costuma conversar muito.

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- Hum, que estranho - alguns entregadores entravam com grandes caixas na mansão ao lado, eles saiam de um portal transportador de forma apressada, abri o portão de casa e entrei calmamente, modéstia a parte era mais uma mansão de que uma casa, só o portão dourado já era chamativo.

Continuei de olho tentando descobrir quem seria meu vizinho, mas apenas os entregadores continuavam a entrar e sair, aquela mansão estava venda a anos, é a primeira vez que esta sendo ocupada, abro a porta de casa desistindo de identificar o novo morador do condomínio, certamente seria uma pessoa bem rica para comprar aquela mansão.

- Parece que teremos outro vizinho para aturar - meu pai comentou sentado preguiçosamente em sua poltrona, lendo um jornal.

- Percebi - falei indo para a cozinha ao lado esquerdo, que ficava interligada com a enorme sala de estar, nossa mansão tinha três andares, o primeiro era sala, cozinha e um mini bar, o segundo e terceiro eram apenas quartos, nunca entendi a necessidade de tantos quartos - espero que não seja barulhento - comentei abrindo a geladeira e retirando uma garrafa de água.

- Abrindo a geladeira de corpo quente, olha... - meu pai fez cara feia e arqueei a sobrancelha tomando água, Duran Wolf Black, ele ainda tinha a aparência de um adulto, nem dava para acreditar que estava beirando os 200 anos de idade, o rosto com algumas cicatrizes, olhos azuis quase prateados, cabelo grisalho porém bem arrumados, odiava usar ternos, mas era quase uma regra para quem está no topo da sociedade, meu pai era bem humorado comparado a mim, talvez eu tenha puxado para a minha mãe.

- Foi comprovado cientificamente que não faz mau, é só um mito - dei ombros guardando a garrafa na geladeira.

- Depois não reclama quando estiver todo enrolado - deu uma breve risada balançando a cabeça.

- O senhor não deveria ir para uma reunião agora? - perguntei olhando para o relógio que marcava quase 11h, lembro que ele comentou algo brevemente na noite anterior.

- Verdade - fechou o jornal e levantou - é um inferno ser o líder, odeio reuniões - bufou indo pegar algo no seu escritório que ficava no quarto principal do terceiro andar, ele era dono da maior empresa de alimentos que existia, e também sócio das empresas científicas que ajudavam nas criações de novas armaduras que eram exportadas para todo o mundo, uma grande responsabilidade.

- Boa reunião - acenei passando por ele e subindo as escadas que ficavam entre a sala e a área de bar.

- Bom descanso, amanhã começam suas aulas, não esqueça de arrumar suas coisas - me alertou e respondi apenas um "ok".

A temporada de férias de verão terminou, estamos no meio do ano letivo, estudar em Grandnus era para poucos, um colégio renomado onde apenas aqueles que tem grana para bancar entram, ou por serem inteligentes o bastante passam na seleção anual, é obrigatório e esta incluso nas leis que somente aqueles com o diploma do colégio e boas pontuações nas provas de batalhas podem ingressar ao exército arcano, e eu achava que ser forte era o suficiente.

Chego em meu quarto e observo tudo, bem arrumado para o quarto de um adolescente afinal sempre fui muito organizado, no lado direito a cama de solteiro com lençóis azuis escuros e um abajur branco em cima de uma escrivaninha preta, as paredes todas em um tom cinza, no lado esquerdo uma porta que leva para o closet e uma segunda porta que leva para o banheiro, todos os cômodos exageradamente grandes, tomei liberdade de aproveitar o espaço e colocar alguns equipamentos de treino para o tempo livre, sem contar com uma pequena biblioteca repleta de livros dos mais diversos assuntos, mas ficar no quarto como todos os dias não parecia uma boa idéia.

Precisava curtir meu último dia de descanso antes do inferno começar, apesar de saber a maioria das matérias eu precisava do diploma, estudar não era o problema, e sim conviver com um bando de idiotas me enchendo o saco só por ser o filho do cara mais influente e rico da metrópole, odiava ter um monte de pessoas falsas e interesseiras me rodeando como se eu fosse uma presa suculenta, já não bastasse ter sido obrigado a ser noivo de uma garota mimada para manter uma união amistosa de clãs.

Bufei irritado e fui abrir as cortinas que davam acesso a varanda, sentia que o local precisava de um ar, quando fiz isso algo chamou minha atenção, um cheiro doce e delicado invadiu meu quarto, fiquei inebriado por alguns segundos e franzi o cenho.

Eu não reconhecia esse cheiro, devia ser do novo vizinho, mas tão delicado assim... só podia ser uma mulher... fiquei alguns minutos olhando para a varanda do quarto que ficava de frente para o meu, mas novamente ninguém apareceu, tudo oque pude notar eram algumas caixas já abertas no cômodo a medida que as cortinas brancas balançavam com o vento.

Voltei para o quarto e resolvi tomar um banho, enquanto pensava para onde iria, começei a preparar a banheira calmamente e tentava imaginar quem seria a dona daquele cheiro doce, será que era uma adulta? ou uma garota irritante que vai acabar me perseguindo por interesse? A segunda opção me deixava preocupado, termino de ajeitar tudo e começo a me despir, ainda não sei para onde ir, são muitas opções, boates me dão dor de cabeça, e não to afim de transar com uma desconhecida, ao parque já fui de manhã, almoçei no centro, ir a um restaurante sozinho de novo nem pensar.

Entro na banheira e sinto a água morna me relaxar.

- Definitivamente não sei onde ir - me afundei deixando apenas meu rosto fora da água.

Quebra de tempo

Acordei com meu celular tocando, me espreguiçei e percebi que acabei dormindo na banheira

- Merda perdi pelo menos umas 8h de férias dormindo - levantei ainda sonolento, a água tinha esfriado e mesmo assim eu não acordei - é Dorogon se dormir fosse uma especialidade você era mestre, parabéns - briguei comigo mesmo e fui atender o celular que não parava de tocar, olhei para o nome da tela e aceitei - Alô - falei em meio a um bocejo.

- SEU FILHO DA PUTA - afastei o celular do ouvido - TAVA DORMINDO ATÉ AGORA?

- Para de gritar Be - falei e ele soltou um grunido raivoso.

{}

Info:

Nome: Bethovem Fox Light 

Idade: 18

Raça: Fox Light 

Linhagem: Fox metamorfo puro

Características: olhos esverdeados, cabelos brancos, corpo magro, 1,68 de altura.

Personalidade: extrovertido, brincalhão, sincero demais e fala sem parar.

{}

- Cara, to te ligando a meia hora - afastei o celular e vi que havia mais de 20 ligações.

- Oque ta acontecendo de tão importante? - falei enrolando uma toalha no corpo e abrindo a porta do banheiro.

- Tu ta perdendo uma festa muito foda na casa da Mika, ta rolando bebida e sexo em todo canto, os pais dela sairam em missão, cola aqui - sugeriu animado, a bipolaridade dele era impressionante, nem parecia ser herdeiro do segundo maior clã, Fox Light, raposas de pelagem iluminada com capacidades mágicas incomparáveis, enquanto nós lobos somos a força bruta, eles são nosso suporte e também a linha de defesa mágica mais avançada nas batalhas.

- Ficar de ressaca amanhã não é uma boa ideia, vai começar as aulas esqueçeu? - parei de andar no meio do quarto esperando ele responder.

- Que se foda cara, tu precisa pegar umas minas, chutar o balde, se divertir um pouco, sair dessa casca de certinho e abraçar a mulherada - discursava animado e tudo oque eu fiz foi revirar os olhos.

- Vou pensar no caso - respondi sem interesse.

- Tu vai mesmo passar o resto do dia no quarto vegetando igual um saco de batata? - perguntou.

- Sei lá, ainda não decidi oque fazer - fui caminhando para a varanda e percebi que o som tava aumentando no fundo.

- CARA SE TU NÃO VIER... EU VOU TE BUSCAR... E SE EU FOR AI NÃO TEM DESCULPA - avisou, não tinha como recusar, ele ia acabar vindo mesmo - IAE VAI VIM OU QUER SER ARRASTADO?

- Okay, eu vou - bufei e desliguei, não antes de escutar um grito de vitória dele e os gemidos de algumas meninas, respirei fundo - É só não beber muito e vai dar tudo certo - me convenci, e fechei os olhos por uns instantes sentindo a brisa húmida da noite.

Foi quando escutei um cantarolar calmo, e abri os olhos, as cortinas brancas do outro quarto estavam fechadas, mas a luz ali revelava uma silhueta feminina, ela parecia arrumar tudo com muita atenção, parando algumas vezes olhando em volta até tirar mais algo das caixas, até que derrepente ela abriu as cortinas e seus olhos acabaram se encontrando com os meus.

Fiquei um tempo apenas a observando, ela estava usando um vestido de dormir azul claro, bem curto e transparente, tinha o corpo um pouco magro, seios médios, rosto delicado, olhos azuis e cabelos da mesma cor, estavam soltos e se moviam com o vento.

Ela acenou e voltou para o quarto dando atenção para as caixas que a cercavam, meu celular começou a tocar de novo me trazendo para a realidade.

- Merda - atendi - To indo poha - respondi irritado.

- Olha o respeito moleque - ouvi a voz do meu pai.

- Desculpe, achei que era o Be - justifiquei.

- Entendo, preciso que venha para a empresa, a algo que precisamos conversar e tem que ser pessoalmente - falou em um tom sério.

- Okay, estou a caminho - respondi prontamente, quando meu pai fala daquele jeito só pode ser coisa grande acontecendo.

Mais uma ligação, dessa vez do Be.

- Alô - falei já com o celular afastado.

- EU VOU TER QUE TE BUSCAR MESMO?

- Não posso ir, surgiu um emprevisto, vou precisar passar na empresa do meu pai e possivelmente só vou sair de lá pela madrugada - expliquei.

- CARA QUE MERDA... MAS DE BOA VAI LÁ - gritou enquanto as batidas do fundo ficavam mais altas - EU VOU ME ESBALDAAAR - gritou antes de desligar.

Sorri um pouco, e fui procurar uma roupa social no closet para me arrumar, começei a me trocar no quarto despreocupado quando lembrei que as cortinas estavam abertas e a vizinha era uma garota, olhei e a cortina dela já estava fechada, dei ombros e continuei me vestindo normalmente.

Depois de pronto, desci as escadas, peguei uma garrafinha de água e fui bebendo até chegar na garagem, que ficava no subsolo da mansão, oque é bastante comum por aqui, fui passando pelos carros até chegar em uma Lamborghini preta, o carro que ganhei de presente, cortesias do Be, o bom é que todos os carros são automáticos e movidos a energia mágica, então não agridem nosso sistema biológico, não como costumavam ser nas eras do meu pai.

Mesmo preferindo uma boa caminhada, ir de carro vai sair mais rápido e menos exaustivo por hora.

Quebra de tempo

Em 20 minutos cheguei na empresa, graças aos deuses o trânsito estava tranquilo, e não precisei me estressar com nada.

Deixei o carro com o manobrista e fui entrando na empresa, um prédio enorme com muitos andares, passei pela recepcionista que acenou me reconhecendo e acenei de volta com a cabeça, peguei o elevador indo para o último andar.

Chegando lá passei direto para a sala principal, batendo antes de entrar.

- Entre filho - ouvi meu pai e abri a porta, visualizando todas as figuras presentes ali, todos os seis caras mais poderosos reunidos em uma mesa retangular e pareciam tensos.

- Boa noite senhores - fiz reverência e todos manearam a cabeça.

Fui até a poltrona livre perto de meu pai e me acomodei esperando ser iniciado a reunião.

- Bom, podemos iniciar - meu pai suspirou cansado.

Suspirei também, parece que isso vai ser longo.




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