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História Espírito de guerra! - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Safira Wolf!


Safira

Eu estava nervosa, era minha primeira vez naquele reino, parei para observar a enorme sala da mansão que eu ocuparia, comparado a minha humilde quitinete no Reino Magician, este lugar era exageradamente grande para alguém que passaria 2 anos e meio morando sozinha.

- Senhorita, assine por favor - o contador me estendeu alguns papéis e uma caneta, comecei a ler calmamente antes de assinar, basicamente precisavam da minha assinatura confirmando o aluguel da mansão já pago pelo tempo que eu passaria ali, a bolsa de estudos que eu tanto me esforcei para ganhar cedeu esses privilégios, 2 anos e meio com moradia paga mais a bolsa 100% gratuita, tudo oque eu deveria me preocupar agora seria estudar para conseguir meu diploma, e também trabalhar para pelo menos ter oque comer, afinal o estoque de comida eram somente para os 2 primeiros meses.

- Pronto - entreguei os papéis devidamente assinados.

- Tenha um bom dia senhorita Safira - fez reverência e retribui, percebi que a maioria das pessoas aqui são muito cordiais umas com as outras, um comportamento exemplar que me admira bastante.

Os entregadores não paravam de entrar e sair com grandes caixas, a mobília original de uma mansão sempre fica em um armazém, quando alguém ocupa o lugar automaticamente todos os móveis são transportados e montados para o inquilino, e isso inclue todos os tipos de móveis e acessórios como: sofás, mesas, cadeiras, geladeira, camas e etc.

Tomei a liberdade de trazer algumas coisas que eram do meu quarto, mas só vou arrumar depois que os entregadores terminarem o seu trabalho, e ainda tem aqueles que montam e arrumam a mobilia em seus devidos lugares, isso vai demorar bastante, vou explorar enquanto isso.

Uma sala espaçosa com uma pequena cozinha no lado direito, a escada fica no espaço entre a sala e oque provavelmente é um mini bar, no quintal uma piscina grande que estava começando a encher.

- Com licença - um dos entregadores pediu segurando três caixas.

- Ah desculpe - me afastei e fiquei observando, as caixas eram realmente para o mini bar, ele retirou alguns vinhos e começou a organiza-los - Acho que olhei tudo por aqui... hora de verificar o segundo andar -  fui subindo as escadas tomando cuidado para não esbarrar com nenhum dos homens e fui olhando quarto por quarto, eram 6 quartos, todos grandes, com banheiros e closets, estavam sendo arrumados também, cheguei no quarto principal e vi que minhas coisas já estavam lá.

- Pode deixar que aqui eu arrumo depois - falei gentilmente para um dos entregadores e ele assentiu saindo do quarto.

É Safira, para uma menina que saiu de um orfanato depois dos 18 anos, já que ninguém quis adotar uma garotinha sem raça, ganhar uma bolsa de estudos foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido, tenho muito oque agradecer para a Dona Grace, monitora do orfanado, ela era a única que sempre me trazia livros e fazia questão de me ensinar tudo, como ler, escrever e entender sobre nosso mundo.

- Senhorita, a sua sala já está arrumada - o entregador de antes me avisou e assenti.

- Vou ver como ficou - avisei e o segui descendo as escadas, a sala estava realmente linda, três sofás vermelhos arrumados em volta da enorme Tv que estava na parede, uma mesa de centro circular feita de madeira, um simples vaso de flores no meio dela, o tapete rosado e muitos travesseiros ainda pelo chão.

- Este sofá é novo, pode ser transformado em cama também - me explicou mostrando como funcionava e jogando os travesseiros que estavam no chão em cima do sofá-cama.

- Entendo - sorri animada, isso seria ótimo para um final de semana assistindo filmes, ou nas férias.

- Quer experimentar? - sugeriu e assenti me sentando.

- É bem confortável, querem ajuda para arrumar alguma coisa? - perguntei, me incomodava ver todos trabalhando e não poder fazer nada.

- Não se preocupe, iremos terminar de arrumar tudo em pelos menos 3 horas, enquanto isso pode descansar, creio que teve uma viagem cansativa - sorriu reconfortante e assenti concordando.

- Está bem, tenham um bom trabalho - falei e ele se afastou indo para cozinha onde ainda estavam montando os armários.

Acho que realmente não tem oque fazer a não ser esperar que eles terminem de arrumar tudo, fechei os olhos me deitando, eu realmente estava cansada, foram dias de viagem até chegar aqui, preciso relaxar um pouco.

Quebra de tempo

- Senhorita... Senhorita...

Fui despertando aos poucos e percebi que havia dormido no sofá.

- Ah desculpe, eu realmente estava cansada - sorri envergonhada.

- Sem problemas senhorita, sua mansão está completamente arrumada, só não tocamos nas suas caixas do quarto principal, a piscina está cheia e o armazém de alimentos completo - falou de forma orgulhosa.

- Obrigada, fizeram um ótimo trabalho - falei olhando em volta ainda sonolenta - que horas são?

- São 4 horas da tarde, tivemos alguns imprevistos por isso acabamos nos atrasando no serviço - admitiu envergonhado.

- Tudo bem - ri um pouco me levantando e mudando a cama para virar um sofá novamente.

- Estou indo, tenha uma ótima tarde - reverenciou se retirando da casa.

- É, agora estou sozinha - suspirei olhando em volta, sinto falta de estar cercada por crianças que sempre me pediam para ler histórias, a única parte dolorosa era me despedir toda vez que alguma era adotada, mas oque me consolava era saber que elas teriam uma família que as dessem amor e carinho, uma vida realmente boa, olhei para a cozinha - Acho que vou cozinhar alguma coisa - fui até o armazém, peguei arroz, fui até o freezer e retirei um pouco de carne moída, alguns legumes e verduras na geladeira e comecei a preparar um almoço rápido.

Aprendi a fazer muitas coisas para me virar, quando completei 10 anos já sabia cozinhar, ajudava nas tarefas do orfanato, arrumando as camas e limpando os lugares, aos 12 acabei sendo treinada por um guerreiro aposentado, Mestre Kinsei, marido de Dona Grace, ele resolveu passar suas experiências para mim antes de falecer.

Lembro que no dia que ele decidiu isso eu estava limpando seu quarto e acabei segurando um copo de vidro que iria cair no chão.

Lembrança(on)

Eu estava varrendo o quarto enquanto Mestre Kinsei permanecia deitado, ele desabafava sobre sua doença.

- Me sinto impotente, mau posso andar por ai sem me sentir cansado - resmungou.

- Oque exatamente o senhor tem? - perguntei curiosa, mas continuei varrendo.

- Meu pulmão ta apodrecendo, câncer, e infelizmente não temos condições para iniciar um tratamento - respondeu perdido em pensamentos.

- Entendo, mas eu tenho esperanças de que o senhor vai melhorar - sorri tentando o confortar, ele tinha uma aparência magra, o rosto com algumas olheiras e rugas, o cabelo branco estava caindo, percebi por causa dos fios que se acomularam enquanto eu varria.

- Eu estou morrendo pequena, não existe mais esperanças para mim - sorriu de volta, parecia já ter aceitado o seu destino.

- Eu queria poder curar sua doença - confessei, ele sempre foi muito gentil comigo, assim como Dona Grace.

- Infelizmente não pode, acho que está na hora do meu remédio - fez força para sentar e pegou o copo que estava perto a cama, vi que ele fraquejou, o copo iria cair, mas em uma ação rápida segurei e entreguei nas mãos dele - como você fez isso? - perguntou me observando.

- Eu vi que ia cair - respondi ficando confusa.

- Você se moveu muito rápido - ficou sério, vi ele soltar o copo e peguei mais uma vez.

- Senhor, ta tentando derrubar o copo de propósito - fiquei emburrada.

- Não acredito - sorriu e me deixou ainda mais confusa - Você tem reflexos muito rápidos para uma criança - pareceu ficar pensativo - já pensou em ir para o exército? - perguntou.

- Já li muitos livros de batalhas, eu quero ser uma guerreira destemida e poderosa - fiz uma pose de luta segurando a vassoura e ele gargalhou me deixando com vergonha, terminou de tomar seu remédio e me encarou.

- Acho que consigo fazer isso antes de morrer - cruzou os braços.

- Fazer oque? - tombei o rosto para o lado não entendendo.

- A transformar em uma guerreira... gostaria de ser minha aprendiz? Te ensinarei tudo oque aprendi nos meus anos de glória - propôs e meus olhos brilharam de animação.

- Sim senhor - falei com firmeza.

- Eu não vou pegar leve - avisou.

- Nada me fará desistir - cruzei os braços.

- Vai ter que me chamar de mestre e me obedecer sem questionar - falou em um tom sério.

- Sim mestre - me ajoelhei como um cavaleiro em frente a um Rei e ele riu.

- Pegue minha cadeira de rodas, vamos para o quintal iniciar seu treinamento - mandou e assenti indo pegar.

Lembrança (off)

Desde aquele dia tudo mudou, os treinos eram realmente muito pesados, mas ao mesmo tempo divertidos, dava pra ver a felicidade dele toda vez que eu conseguia fazer perfeitamente os movimentos de luta que ele falava, quando percebeu que não poderia mais me treinar escreveu tudo oque eu ainda deveria aprender em um caderno, e me indicou muitos livros, também me aconselhou a estudar para concorrer pela bolsa, e aqui estou eu, seguindo exatamente os conselhos de meu mestre.

- Espero que esteja orgulhoso de mim entre essas milhares de estrelas no céu - sorri terminando de colocar o arroz e a carne moída com legumes no fogão - Bom, enquanto isso vou tomar um banho - me espreguiçei indo para as escadas.

Quando cheguei no quarto olhei em volta, uma cama de casal com lençóis rosados, as paredes brancas com algumas pinturas de flores, um tapete rosa felpudo que cobria todo o chão do quarto, o closet ainda vazio porque minhas roupas ainda estavam encaixotadas, uma mini estante para livros vazia também, parece que personalizaram essa mansão especialmente para mim.

- Vou arrumar tudo com mais calma pela noite - pretendo assistir alguns filmes antes, primeiro um banho bem relaxante, entrei no banheiro e fique boba olhando aquilo, uma banheira enorme e com vários sais de banho, o chuveiro com portas transparentes, tudo em tons de rosa claro e branco.

- Eu me afundaria nessa banheira, mas dessa vez o chuveiro é melhor - afinal a comida tava no fogo.

Comecei a me despir e entrei debaixo do chuveiro regulando a água para morna antes de ligar, fiquei cantarolando enquanto passava sabonete pelo meu corpo.

Depois de banhar, coloquei um vestido de dormir que encontrei e fui para a cozinha, o cheiro da comida indicava que estava tudo pronto, almoçei e liguei a tv deixando em um filme de ação qualquer que estava passando.

Quebra de tempo 

Fiquei tão entretida que nem percebi as horas passando, já eram 8 horas da noite quando subi para o quarto e começei a arrumar minhas coisas, alguns quadros com fotos minhas no orfanato, uma foto com meu mestre, começei a tirar minhas roupas das caixas as deixando no chão, estava cantarolando uma das canções de ninar que normalmente escutava.

- Nossa, não lembrava que eram tantas coisas - fiquei olhando pensativa, eu estava começando a sentir calor - vou abrir essas cortinas, nada como um ar puro - falei sorrindo e abri.

Por um segundo meu corpo paralisou, tinha um homem só de toalha na varanda do outro quarto, ele também me encarava, parecia perdido em pensamentos, apenas sorria e acene Safira, fiz isso e voltei a arrumar minhas coisas, só ignora, não tenho tempo para ficar pensando em homens.

Dava pra escutar a voz dele, parecia conversar com alguém, quando virei para olhar ele estava de costas, nu, corei imediatamente e fechei as cortinas, meu corpo tinha esquentado, era a primeira vez que eu via um homem nu, que sensação quente é essa? será que to doente?

Fui olhar de novo e agora ele terminava de abotoar uma camisa social branca, estava se arrumando para sair, era bastante bonito e sem duvidas rico, o tipo de cara que ta acostumado a ter tudo, oque tem de lindo tem de arrogante.

Me afastei das cortinas e respirei fundo.

- Eu quero apagar essa imagem da minha cabeça, foco nos estudos - respirei fundo mais uma vez voltando a me concentrar nas coisas que ainda tinha para arrumar.

Depois de arrumar tudo peguei meu celular e deixei o alarme para antes das 6 horas, eu iria pegar um metrô que ficava a 15 minutos de caminhada daqui, e levava uns 20 minutos até chegar no ponto mais próximo do colégio, mais uns 10 minutos andando e chegaria lá faltando 15 minutos para o início das aulas.

- Hora de dormir - bocejei desligando a luz e deitando na cama.

Quebra de tempo

Quando cheguei na escola fui direto para a diretoria, precisei entregar meus documentos, recebi meus materiais, o número do meu armário e sala que estudaria, no momento estava esperando ser anunciada.

Quando entrei tentei disfarçar meu nervosismo, sorri gentilmente fazendo reverência ao professor e aos meus colegas.

- Se apresente por favor - pediu.

- Meu nome é Safira Wolf, tenho 18 anos e venho do Reino Magician - olhei para os meus colegas e acabei encontrando meu vizinho, ele me encarava tão profundamente que meu corpo parecia estremecer.

- Só Wolf? - o professor perguntou me fazendo voltar a realidade, o olhei afirmando, por um momento senti o ar de preconceito vindo dele, não ter um clã era motivo de piada, eu estava ciente disso - certo, pode ir para o seu lugar - mandou em um tom mais seco, bem diferente de quando me pediu para entrar.

- Okay - procurei um lugar vazio e encontrei um, bem no lado do meu vizinho, que ainda não tinha tirado os olhos de mim, me acompanhou com o olhar e depois voltou sua atenção para o professor, deve ter me reconhecido por isso estava me encarando, agora é foco, esquece que você já o viu nu.

Olhei para frente me concentrando, tudo oque foi ensinado nas aulas de hoje eu já sabia, então para mim era mais um revisão.

Quando tocou para o recreio respirei fundo guardando minhas coisas, estava realmente com muita fome, levantei e dei um breve aceno para meu vizinho, gostaria de manter uma relação amigavel com os mais próximos, afinal não seria legal ter colegas de aula que te odiassem, já passei por isso no colégio público.

Deixei algumas coisas no meu armário e fui ao banheiro.

Quando cheguei ao refeitório, escutei um assobio, ignorei e peguei minha bandeja, fui escolhendo oque gostaria de comer e por último peguei um suco natural de laranja.

- Como vai, novata - virei para frente e uma garota de cabelos vermelhos acompanhada de outras duas me encarava com um ar superior.

- Bem, pode me dar licença? - pedi educadamente, mas ela não moveu um músculo.

- Não, antes vou deixar avisado uma coisa para você, vira-lata, se você acha que por ir morar perto do meu homem e estudar na mesma sala que ele vai conseguir o roubar de mim ta muito enganada - falava em tom de ameaça, tentei entender o contexto de tudo, será que ela estava falando do... vizinho?

- Okay, agora por favor... me deixa passar - pedi mais um vez.

- Você passa quando EU deixar, EU sou a filha do diretor então tudo isso aqui me pertence - discursou, ótimo, a típica garota mimada que se acha dona de tudo.

- Terminou o discurso? - perguntei meio impaciente, aquela situação tava ficando constrangedora, ela rosnou para mim.

- Ta avisada - vi que ela iria jogar a bandeja da minha mão e abaixei, ela acabou acertando o copo que caiu espalhando suco por todo lado, eu poderia ter pego, mas preferi deixar que ela pague por me fazer perder tempo. 

- Com licença - desviei dela e me direcionei para uma área cheia de árvores, flores e alguns bancos, provavelmente o jardim da escola, ainda escutei ela gritar, mas ignorei, escolhi o banco mais afastado possível, caso a maluca venha atrás de mim vou ter tempo de reagir.

- Meu suco de laranja - choraminguei comendo, estava distraída quando ouvi uma voz que me fez arrepiar.

- Pegue - olhei para frente e era meu vizinho, com um copo de suco estendido para mim, ele estava olhando para outro lugar.

- Obrigada... vizinho - sorri o olhando, talvez ele seja uma boa pessoa, ele me olhou de canto - qual o seu nome? - perguntei curiosa, afinal eu não estava presente na hora da chamada.

- Dorogon... Dorogon Wolf Black - falou com uma voz rouca, eu conhecia aquele sobrenome, ele estendeu a mão para mim e cumprimentei

Porém ele puxou minha mão delicadamente depositando um beijo entre meus dedos, meu corpo se arrepiou com esse ato.

- Wolf black? É o sobrenome...

- Do meu pai - interrompeu soltando minha mão, parecia impaciente - desculpe pelo inconveniente com a minha noiva - falou colocando a mão nos bolsos, ele estava sendo gentil e parecia me olhar profundamente.

- Ah então você vai se casar com aquela moça adorável - ri um pouco da expressão de insatisfação que ele fez, tentei disfarçar um pouco o quão nervosa estava naquele momento, dava pra sentir o poder que emanava de seu corpo, como se cada célula minha estivesse prestar a obedecer qualquer ordem que ele desse, isso me intrigava.

- Ele vai casar, mas por obrigação - um garoto de cabelos brancos apareceu, ele tinha um enorme sorriso estampado no rosto, acabei tentando me concentrar em conversar com ele e ignorar essas sensações.

- Entendo - sorri para ele - e você quem seria? - perguntei tomando um pouco do suco, que aliás estava uma delícia.

- Eu sou Be Fox Light, muito prazer vizinha do meu melhor amigo - estendeu a mão para mim, fiz o mesmo e ele depositou um selinho assim como Dorogon segundos atrás, mas dessa vez não houve nenhuma reação estranha de minha parte.

- Ah então ele te contou que somos vizinhos? - peguei um hambúrguer natural e mordi.

- Ele não é de falar muito sabe, mas eu consigo arrancar informações sempre que quero - se gabou sentando do meu lado e pegando um bolinho de arroz da minha bandeja - se importa? - perguntou e neguei.

- Vocês parecem ser grandes amigos - confessei, eles tinham um ar agradável.

- Eu sou um maravilhoso amigo, my lady - piscou me fazendo ri - tem namorado? - perguntou, okay, ele definitivamente não tem vergonha de fazer perguntas.

- Não, e nem pretendo - fiquei séria - meu foco é passar de ano e conseguir meu diploma, não tenho tempo para viver um romance no momento - falei com convicção.

- Aff, você é toda certinha também, parece o Dorogon, um verdadeiro chato, vive enfurnado na casa dele estudando e tenho que arrastar ele para se divertir um pouco - fez bico

- Você é uma péssima influência para qualquer pessoa Be - Dorogon falou.

- Verdade - concordei e gargalhei vendo a cara de ofendido que ele fez, Dorogon deu um sorriso de canto discreto.

- Cara, acho que devemos ir, antes que a piranha da Ayla venha atrás de você - Be falou se levantando.

- Concordo, ela não gostou quando soube que somos vizinhos, tenho certeza que não gostaria de te ver falando comigo - aquilo realmente me preocupava, tudo oque eu menos precisava era de uma menina me perseguindo e tentando me ferrar.

- O noivado dos dois é mera formalidade, nada impede que vocês...

Dorogon interrompeu.

- Ela está certa... melhor não criar problemas com Ayla, dependendo da situação ela pode prejudicar qualquer um de nós - falou encarando Be.

- Você vai de metrô para casa Safira? - perguntou mudando de assunto.

- Sim, porque? - terminei de comer meu hambúrguer e levantei, agora que percebi o quão baixinha sou perto dos dois, malditos 1,57 de altura.

- Porque não pega carona com o Dorogon? vocês são vizinhos mesmo - sugeriu.

- Adoraria, mas ainda quero evitar confusões - falei me referindo a Ayla.

- Se mudar de idéia só pede dele, ele leva, não é? - perguntou para Dorogon que estava apenas observando tudo.

- Por mim tudo bem - respondeu - vamos voltar para o refeitório? - perguntou esperando uma resposta minha.

- Vão em frente, nos vemos na sala de aula - sorri para os dois.

Esperei alguns minutos para poder ir, assim que entrei no refeitório o sinal tocou, deixei minha bandeja junto com outras e fui direto para a sala.

As duas últimas aulas foram tranquilas, assim que tocou o sinal para saída peguei minhas coisas e...

- Safira...

Virei para encarar Dorogon.

- Quer carona? - perguntou com uma voz calma, mas rouca.

- Acho que vou de metrô mesmo, vou precisar comprar algumas coisas no caminho - sorri para ele.

- Tudo bem... vizinha - falou indo embora.

Só agora percebi que estava prendendo a respiração perto dele, suspirei saindo da sala, esse homem, parece exercer um domínio sobre a minha pessoa, e isso estava me deixando confusa.

Quando cheguei no portão do colégio vi ele passando dentro de seu carro, levando Ayla na carona.

- Ainda bem que recusei - fiquei aliviada, pelo menos uma confusão foi evitada, tudo oque eu queria agora era chegar em casa e estudar mais um pouco antes de dormir.

E quem sabe, encontrar meu querido vizinho no outro lado da varanda.

- Oque eu to pensando? - maneei a cabeça  e começei a caminhar em direção ao metrô.



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