História Espírito Selvagem - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescência, Amizade, Boa, dificuldades, Interessante, Mistério, Mitos, Mitscismo, Raposas
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Palavras 537
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Hentai, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Queda


Como era de se esperar, Clarisse chegou atrasada no colégio, enxergando de longe a portaria do grande edifício que se projetava á alguns metros de distância.

 Foi quando viu não distante do colégio, uma garota ruiva, baixinha e de cara emburrada. Isabela, simplesmente sua melhor amiga, a esperava com uma expressão de quem iria acabar cometendo um crime de ódio.

- POR QUE A DEMORA?! EU TÔ TE ESPERANDO DESDE ÁS 7:00 horas!

- Desculpa, desculpa. Minha mãe fez pudim hoje. Eu não podia sair de casa sem ao menos experimentar.

- Hã! Só te perdôo hoje porque é seu aniversário.

Isabela fez força para manter a pose irritada, mas sua imagem foi partida em mil pedaços quando ela não resistiu em abraçar com força a amiga, que se surpreendeu pelo gesto repentino.

- Parabéns, Clariiiiiii!

O tom de voz naturalmente aguda da menina só tornava o momento mais confortável para Clarisse, que retribuiu o abraço com um sorriso sem graça. Isabela a soltou após alguns segundos. Suspirou e disse;

- A Tia Melissa fez pudim? Eu quero!

- Nós vamos sair hoje antes, lembra? A gente combinou, no meu aniversário só eu, você e a tela do cinema.

- Mas cê sabe vai ter mais gente lá além de nós, né?

Clarisse colocou o dedo no queixo, fingindo estar pensativa

- Nós podemos fingir que eles não existem.

A Loira fez sua amiga dar uma risadinha, se virando em seguida.

- Vamos. A gente já perdeu o primeiro horário, não dá pra se atrasar mais.

(Pausa)

(*Som de sinal sendo tocado, barulho de muitas pessoas conversando.*)

- Você não vai ficar na sala o recreio todo, vai?

Perguntou Isabela, enquanto puxou uma cadeira e se sentou ao lado da amiga, cruzando as pernas. Clarisse não a respondeu. Apenas arqueou uma sobrancelha e encarou-a, como se estivesse tentando um tipo de comunicação facial.

Foi quando Clarisse teve uma visão nostálgica. Ao observar bem a janela de sua classe, ela enxergou a pequena raposa azul que vira na cozinha de sua casa, naquela mesma manhã. Porém, agora, havia outra raposa a acompanhando, de pelos alaranjados. Ambas pareciam estar observando não só ela, como Isabela também, mantendo seus olhares fixos em ambas as garotas. Isabela segurou seu ombro, o balançando.

- Clari... Você também ta vendo...

- Estou.

Clarisse sequer precisou esperá-la terminar sua frase, pois estava mais do que óbvio que as duas estavam vendo as raposas. O Olhar daqueles animais chegava a ser hipnótico, incompreensível, e até entorpecente. A garota se sentiu tonta, e mesmo sentada teve que colocar as mãos sobre a mesa para impedir seu tronco de despencar sobre esta. Ela viu Isabela bambeando ainda de pé, tentando em vão puxar oxigênio para seus pulmões e se apoiando também na mesa, caindo em seguida no chão, inerte.  

Ela levou as mãos rentes ao seu peito, ouvindo as batidas de seu coração, desacelerando aos poucos seu ritmo cardíaco. O Ar começou a se esvair de si lentamente, e ela não conseguia de maneira alguma puxá-lo de volta. Uma sensação de torpor junto á um sentimento de desespero percorreu todo o seu corpo.

- Isa...

Ela pronunciou, antes de também despencar ao chão frio da sala, imóvel.



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