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História Espírito selvagem - Capítulo 9


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Notas do Autor


Genteee, foi mal pela demora. É que, às vezes, quando eu tô na reta final de uma história, eu fico enrolando porque eu não quero que acabe.
Esse é o penúltimo capítulo 😔

*tapa na própria face*
Se controla, Beatriz! Tu começou a escrever e agora vai terminar! Tu tem que parar de chorar por causa de fanfic!

Capítulo 9 - Batalha


[Lance on]


-Oi. -a voz de Keith falou, enquanto ele se ajoelhava ao meu lado.

-Oi. -eu respondi de volta, observando o meu reflexo na água, notando que o meu cabelo estava um tanto mais comprido.

Eu estava sentado na margem de um lago. Depois de algumas semanas, nós já estávamos próximos do nosso destino. E pode-se dizer que eu estava apavorado.

-O que houve, Lance? Por favor, não diga que não é nada. -ele pediu, apoiando a mão em um dos meus ombros. Eu dei um suspiro.

-Olha só, é que é muito complicado, Keith. -eu avisei.

-Se está com algum problema, me deixa ajudar. Eu quero te ajudar. -ele insistiu, acariciando o meu braço.

-Eu 'tô com medo, ok? -eu falei, me exaltando um pouco. -Eu nunca entrei em uma briga tão grande antes. Quando eu fui levado, eu não consegui fazer nada! E, quando a aldeia foi atacada, você quase morreu, e eu, mais uma vez, não tinha conseguido fazer nada! A Scórpia é muito forte, e se nem ela conseguiu deter o Saiko e os exilados, então, que chances eu tenho? O pessoal confia em mim, e eu não 'tô conseguindo proteger ninguém!

Desabafei. Eu não estava mais aguentando mais ficar com toda aquela ansiedade acumulada no peito.

-Lance, o melhor líder não é o maior ou o mais forte. O melhor líder é aquele que mais se importa. -Keith falou, virando o meu rosto em sua direção com uma das mãos. Com a mesma mão, ele pegou uma das minhas e a guiou até que eu apoiasse em sua barriga. Eu fechei os olhos, sentindo pequenos chutes, dando um sorriso idiota.

-É legal pensar assim. -eu falei, abrindo os meus olhos para encarar os dele.

Keith me puxou pela nuca e me envolveu num beijo, que foi como um real alívio para mim. E ali ficou claro que, não importa o que aconteça comigo, se for para proteger o meu ômega e o meu filho, eu faço qualquer coisa.


De noite todos estavam dormindo.

Eu estava encarando Keith, pensando. Adora e Catra estavam dormindo juntas em sua forma lupina e felina. Naruto se acomodava no pêlo do corpo felino de Sasuke, enquanto Haise permanecia em um canto sozinho, há uma certa distância de Shiro e Dabi. O meu ômega estava aninhado em meu pêlo, em sua forma humana.

Eu me levantei calmamente, com cuidado, e o ajeitei perto de Shiro. Encarei o grupo pela última vez antes de começar a correr para o lado oposto.

Eu corria pela noite, sentindo o vento bater contra o meu pêlo. Não demorou muito para que eu chegasse. E, quando eu cheguei, vi que Adora estava certa. Ela havia dito que, como até os seguidores do Saiko tinham desistido dele, ele havia feito aliança com outra espécie. Ele fez aliança com os coiotes.

"O que é um coiote?"

"É um animal feio que dói, meu amor."

A líder deles era uma alfa de cabelos ruivos, quase que totalmente vermelhos. Ela encarava, com um sorriso, os filhotes de escorpião da minha alcatéia, que estavam amarrados uns aos outros. Coiotes são carniceiros.

-Obrigada por aceitarem o nosso convite para o jantar, crianças. Perdoem a demora. Isso vai ser uma delícia. -ela falou, passando a mão pela cabeça das crianças, que se escolhiam, assustadas. -Vocês são uma espécie maravilhosa. Eu amo escorpiões. A minha parte favorita é a pele.

-Você é muito malvada. -um dos filhotes disse.

-O quê?

-Você é malvada. -o filhote repetiu, e eu consegui ver que se tratava se Sass, o irmãozinho de Scórpia e também o mais novo entre aquelas crianças.

-Malvada, malvada. -a alfa falou, em tom de deboche. -As malvadas tem que comer também, não é?

-Deixa ele em paz. -uma das meninas falou.

-Essa aqui é minha. Eu vou cozinhar ela enquanto como o pequeno de aperitivo. -ela falou, rindo, desamarrando Sass das cordas e o pegando pelo cangote.

-Larga esse escorpião. -eu falei, finalmente dando o ar da minha graça.

A alfa me analisou de cima à baixo, enquanto o resto do bando se colocava em alerta.

-Lance! -Sass exclamou animado, assim como as outras crianças.

-Lance? Então, esse era o alfa que o Saiko tanto temia que voltasse? Não parece grande coisa. -ela falou, arqueando uma sobrancelha. -Eu já 'tava achando que você estava morto, mas olha só. O lobinho ficou corajoso e resolveu bancar o herói?

Eu dei uma risada, enquanto me aproximava.

-Escuta, a primeira coisa que eu vou fazer vai ser tirar essa criança de você, bicha feia. -eu falei. -Depois, enquanto você tiver catando os seus pedaços do chão, eu vou desamarrar o resto dos filhotes, e te chutar 'pra fora do meu território, ok?

-Hmm, posso saber como você pretende fazer isso? -ela perguntou, quando já estávamos de frente um para o outro.

Eu apenas a peguei pelo pescoço, fazendo-a soltar o Sass, e a joguei para o outro lado. Sass correu até as outras crianças, enquanto a alfa se levantava com uma expressão nada amigável.

-Matem ele! -ela ordenou.

Quando eu vi que os coiotes vieram, eu me transformei novamente. Eles podiam até ser menores do que eu, mas estavam em maior número. Mas estava sendo até fácil lidar com eles. O meu erro foi não perceber que aquilo era uma mera distração.

A alfa chegou sorrateiramente por trás de mim e cravou os dentes na minha pata traseira, me fazendo rosnar alto pela dor e desestabilizando o meu equilíbrio.

Os coiotes pularam em cima de mim, me derrubando no chão, e eu não consegui segurar a minha transformação. Eu sentia eles me morderem e arranharem as minhas costas, juntamente com o cansaço que já tomava conta do meu corpo.

-Ok, chega! -a líder mandou e eles obedeceram. -Esse é o nosso herói. Você realmente achou que poderia invadir o meu covil? -ela falou, se agachando perto de mim. -Não foi difícil de acabar com o Saiko. Mas foi ainda mais fácil dar um trato em você. -eu arregalei os olhos, chocado com a informação. -Agora, por que você não fica aí, quietinho, enquanto assiste a gente jantar esses filhotinhos?

Ela deu uma risada e o resto dos coiotes começou a se aproximar dos pequenos escorpiões. Eu não podia deixar eles vencerem.

Então, mesmo cansando, com a perna ferida, sangrando, eu me apoiei nos meus braços e me levantei do chão, ficando de pé.

-Uh, que isso? -ela falou, arqueando uma sobrancelha.

-O lobo forte se defende sozinho. O lobo mais forte defende os outros. -repeti a frase que a minha mãe havia me dito quando eu era criança.

-Hmm, isso vai ser divertido. -ela falou, mas parou no meio do caminho, parecendo farejar algo no ar.

Quando eu olhei para o lado, eu dei um sorriso ao ver os meus amigos e o meu ômega em cima do morro.

[Lance of]


-Sinto cheiro de medo. -a líder dos coiotes falou, dando um sorriso maldoso.

-Droga, eu disse que ela sentia o cheiro! -Naruto exclamou, e Sasuke deu um tapa na própria testa, pensando no quão burro aquele camaleão era.

-'Cês sabem que a gente vai morrer, não é? -Catra falou, de braços cruzados.

-Fiquem perto de mim e vão estar estar seguros. -Dabi falou, decidido.

-É isso aí! Vamos acabar com a raça desses desgraçados! -Adora se animo mas, quando foi dar o primeiro passo, escorregou e acabou caindo.

A alfa ruiva deu um riso.

-São seus amiguinhos, é? -ela perguntou, sarcástica.

-Olha, não é por nada não, mas eu acho que a barra vai pesar 'pro teu lado, minha querida. -Lance falou sorrindo, com as mãos na cintura, quando percebeu que Shiro não estava ali.

Antes que a alfa pudesse responder, um estrondo alto chamou a atenção, e ela viu os lobos e escorpiões, que deviam estar presos, correndo na direção deles, sendo liderados por um lobo mais alto, preto com uma única mecha branca pendendo sobre a cabeça. Shiro se transformou novamente em humano.

-A ajuda chegou! -ele gritou, enquanto os coiotes entravam em conflito com os ex-prisioneiros.

A líder correu para se esconder atrás de uma rocha, bufando de raiva pelo acontecido.

Dois coiotes caíram aos pés de Lance, e ali ele viu outra oportunidade.

-Que tal a gente brincar de coiotinho bate-bate? -ele falou, pegando os dois pela nuca e batendo as cabeças uma na outra.

Quando Lance se virou, viu Keith correndo em sua direção, e já se preparou para envolvê-lo num abraço. Mas, para a sua surpresa, Keith não o abraçou, mas deu um tapa no rosto dele.

-'Tava pensando no quê quando veio enfrentar eles sozinhos? Podia ter morrido! -Keith falou, irritado. -Se você 'tá achando que dormiu comigo, me engravidou e vai me deixar sozinho cuidando dessa criança, pode esquecer! Qual é o teu problema, hein? Panaca!

Lance precisava admitir que estava surpreso com aquela bronca. Realmente, nenhum ômega de sua alcatéia se comparava à Keith.

-Poxa, amor. Desculpe. -Lance falou, acariciando a própria bochecha.

-É bom pedir desculpas mesmo. -Keith falou, de braços cruzados. -Quer que eu faça alguma coisa?

-Os quatro clãs ainda estão aprisionados. Fale com o Haise que ele vai te mostrar aonde ir. Liberte todo mundo. -Lance falou, pegando a mão de seu ômega e a acariciando. -Eu te amo.

-É bom mesmo. -Keith respondeu, se desvencilhando da mão de Lance, indo fazer o que lhe foi pedido.

Lance observou o seu lindo mullet se afastar, com um sorriso. Sem dúvidas, não existia ninguém na terra que chegasse a se comparar a Keith Kogane.

Enquanto isso, Scórpia libertava os filhotes que estavam presos. Porém, quando ela se virou, um dos coiotes a prensou contra o chão pelo pescoço, fazendo-a se debater para se soltar.

-Oiii! -Naruto falou, aparecendo de repente ao sair do modo de camuflagem, e dando um golpe que quebrou o braço do coiote, fazendo-o se afastar correndo.

Scórpia nem teve tempo de processar o que havia acontecido direito, pois Naruto sumiu novamente e voltou para a briga.

Dabi estava cercado por quatro coiotes, mas estava de braços cruzados, transparecendo uma calmaria inexplicável.

-Hmm, o que eu faço com vocês? -ele perguntou num tom de voz sereno, mais para si mesmo do que para os seus oponentes.

Quando os coiotes tentaram avançar, Dabi apenas os deteu com chutes certeiros em seus rostos.

-Hm, foi fácil. -ele falou, colocando as mãos nos bolsos do casaco e começando a andar enquanto assobiava tranquilamente.

Lance tinha sido derrubado por um dos coiotes, que estava prestes a apagá-lo com um soco, mas foi impedido por um vulto rápido e moreno.

Quando Lance se levantou, viu que se tratava de sua mãe.

-Eu não criei um filhote sozinha por dezessete anos 'pra ele acabar assim! -ela gritava pausadamente, dando repetidos tapas no rosto do coiote.

Lance riu com a situação. Ele não sabia que sua mãe era tão casca grossa.

Mas, ao se levantar, mais coiotes vieram ao seu encalço. Ele estava conseguindo derrubá-los e desviar dos ataques.

Então, a líder, que até então estava escondida, começou a chegar sorrateiramente por trás de Lance.

Os amigos do alfa, ao perceberem, começaram a tentar avisar, mas Lance não escutava por conta de toda a barulheira.

Porém, Catra, ao ver aquilo, puxou todo o ar que podia para os seus pulmões e o soltou em um rugido extremamente alto, conseguindo chamar a atenção de Lance, que se virou rapidamente e pegou a alfa pelo pescoço no exato momento em que ela ia pular em suas costas.

-Lembra de mim? Eu sou o filho do Strider. -Lance falou, aproximando os seus rostos. -Nunca mais volte.

A alfa assentiu rapidamente e Lance a soltou no chão.

Ela chamou os seus seguidores com um uivo, e todos eles foram embora, dando finalmente a chance de todos os clãs comemorarem a vitória.

Lance viu Keith se aproximar, com um sorriso irônico nos lábios.

-Não consegue proteger ninguém, não é? -o mullet falou, sarcástico.

Lance reconheceu a sua tia, Rainbow, se aproximar. Ela parou na frente de seu sobrinho, contento um sorriso orgulhoso em seus lábios.

-Um rapaz, que se tornou um alfa após se perder de sua alcatéia. -ela falou. Rainbow pegou um toco de carvão, passou o dedo e fez um desenho na testa de Lance, se colocando ao lado dele logo em seguida. -O líder voltou 'pra casa! -ela exclamou para todos ouvirem.

Lance suspirou, aliviado, ouvindo uivos, gritos e palmas. Foi um caminho difícil. Mas o que não nos mata nos fortalece. E Lance pode dizer com absoluta certeza que aquela batalha o tornou mais forte.

[Um tempo depois...]


[Lance on]

-Oh, isso que é caçada. -Catra falou, observando as presas que tínhamos conseguido.

Já faziam dois meses e algumas semanas que nós tínhamos voltado para a minha terra. Agora, todos os clãs vivem juntos e eu que lidero tudo. É meio cansativo, mas eu gosto dessa responsabilidade.

Quando nos viramos para frente, eu vi Adora se aproximar e, quando ela viu as caças, abriu um sorriso.

-Wow, a caça de hoje rendeu, não é? -ela falou, colocando as mãos na cintura. -Isso é bom, já que vamos ter um novo membro da alcatéia quando voltarmos.

-Espera, o quê? -perguntei, já sentindo o meu coração bater mais rápido contra o meu peito.

-Keith entrou em trabalho de parto logo depois que você saiu. -Adora respondeu.

-O quê?! -exclamei. -Meninas, eu tenho que estar lá com ele!

-Vai. Eu ajudo a Felina. -Adora falou.

Eu dei um sorriso, me transformei e comecei a correr entre as árvores.

Eu estava extremamente feliz, só que também estava totalmente apavorado. Meu filhote está nascendo. Meu ômega está dando a luz.

Por sorte, consegui chegar em pouco tempo. Os membros da alcatéia estavam reunidos em volta da nossa toca, e abriram caminho para que eu passasse.

Quando eu entrei, vi Keith na cama, ofegante, com o cabelo grudando na testa de tanto suar.

-Lance...-ele chamou com dificuldade.

Eu me sentei ao seu lado e segurei em sua mão.

-Calma, eu 'tô aqui. Eu 'tô aqui com você. -eu falei tentando tranquilizá-lo. -Força. Você consegue.

Keith apertou a minha mão com muita força, mas eu não me atrevi a reclamar, pois a dor dele com certeza estava sendo muito pior.

Até que, depois de um tempo, ouvimos um choro. Eu fiquei perplexo, mas me levantei e peguei o pequeno ser de pele morena e olhos roxos em meus braços. Era uma menina.

Eu voltei para o lado de Keith e passei a criança para o colo dele, que a enrolou na coberta e abaixou parte do suéter que estava vestindo para que ela começasse a sugar um de seus mamilos com força.

Eu movi a minha mão e segurei a dela, que era muito menor do que a minha. Ela tinha a mesma marca azul que eu em seu rosto, abaixo de um de seus olhos.

-Ela é muito linda. -eu falei, em um sussurro.

-É. -Keith concordou, apoiando a cabeça em meu ombro.

-Já pensou em um nome? -perguntei.

-Sim. -Keith respondeu.


Na manhã seguinte, Catra apresentou Lucy. A nova futura líder da alcatéia.


"E foi assim que eu e seu outro pai nos conhecemos."













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