História Espíritos 13 - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~Potato__chan

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Monsta X
Personagens Personagens Originais, Rap Monster, Show Nu
Tags Bts, Criminal, Killers, Monsta X
Visualizações 74
Palavras 5.992
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ATENÇÃO!!
Essa fanfic contém cenas fortes e pesadas, com conteúdo totalmente explícito; nada aqui será aliviado, e não apresenta banalização ou romantização dos fatos. Caso você se incomode com esse tipo de coisa não leia ou pule as cenas, ao continuar a ler a responsabilidade é totalmente sua, e que fique ciente que os avisos foram dados.
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~Uma Potato on
Oii, gentee.... olha quem voltou \(>.<)/
Agradecemos muito aos 22 favoritos e as 4 pessoinhas que -além de ler- comentaram. Pode parecer besteira, mas um simples "amei/adorei/gostei/continua/não ficou tão bom" nos motiva pra caramba. Damos o nosso melhor a vocês e ver um retorno é especial de mais... mas não vamos forçar, certo?! Até os leitores fantasmas podem aparecer em algum capítulo quando se sentirem confortáveis e vamos esperar pacientemente por isso ;)

Boa leitura ;)


~Uma tal de Josi on
Hello my vitimas <3 Sentiram saudade?
Cara eu to até emocionada, não imaginei que sairia nem dos 3 favoritos e olha que lindo já está com 22 <3 Queria dizer que amo muito cada um que tirou o seu tempo para ler esse projeto, amei cada um dos comentários. Eu fico sem jeito e sem saber o que responder, mas eu amo ler a opinião de vocês sobre, é gratificante para mim, sintam-se amados e abraçados por uma pessoa que é bem gayzinha a maior parte do tempo.
Bom eu queria dizer que o capitulo demorou por motivos de: ele será postado todo dia 13 de cada mês, sim isso mesmo que leu. Ai se perguntam por que, e eu lhes respondo.
A Potato e eu conversamos e por conta das minhas provas e coisas da facul, decidimos atualizar uma vez por mês, não queremos entregar um capitulo meia boca, esperamos sempre entregar o nosso melhor afinal temos um puta carinho pela estória. Espero que entendam e não desistam de nós.
Queria agradecer a maravilhosa da Nana que fez o banner e betou o capitulo <3 Ela é um amor gente, ja disse que vou roubá-la pra mim <3
Espero que gostem do capitulo, ele foi bem doido para escrever, ambas colocamos nossa mão nele, e incrivelmente as duas escritas casaram muito bem. E SEM MAIS DELONGAS, OTIMA LEITURA!!!

Capítulo 2 - Lost in the midst of lies


Fanfic / Fanfiction Espíritos 13 - Capítulo 2 - Lost in the midst of lies

Amanhecia na cidade de Seul trazendo mais um dia na rotina corrida de seus habitantes. Em um pequeno apartamento, um homem em torno de seus 25 anos, já começara o seu não muito bem, entretanto, pretendia que o final dele fosse inesquecível. Há dias não estava tendo um bom entendimento com sua namorada; as brigas eram servidas no café da manhã, na parte da tarde conseguia se livrar por estar no trabalho, porém a volta para casa a noite o fazia se lembrar da sobremesa seguida pelos resmungos e suposições sem fundamentos, que na cabeça dela faziam total sentido. Não era de se surpreender que a mudança brusca de comportamento de sua parte levasse àquilo, mas, enfim, tudo voltaria ao normal.

Como sempre, ao seu relógio marcar vinte horas avisando o final do expediente, saiu da empresa, mas ao invés de seguir a sua rotina andou em direção contrária a sua residência. Com o celular em mãos mandou uma mensagem à sua fiel cúmplice, uma amiga de infância que sempre o ajudara e o apoiara em suas decisões, enquanto se dirigia até o ponto de ônibus.

 

"Estou a caminho de buscar a encomenda, tente segurá-la a qualquer custo. Faça como combinamos e deseje-me sorte."

 

Ao enviar a mensagem, constatou na agenda diversas ligações feitas pela sua amada, sabia muito bem que estava deixando-a desesperada e vê-la magoada lhe partia o coração. Porém ao pensar na caixa aveludada e no anel com as iniciais do casal em seu bolso, lembrou-se que era necessário tudo aquilo e que em breve poderia tê-la em seus braços para sempre. Já dentro do veículo público, teve que se controlar para não estragar toda a surpresa que por meses estava planejando e lhe proferir todo o amor que fora negado durante esse tempo, ao atender umas das insistentes chamadas dela.

Depois de certo tempo chegou ao seu destino: a loja de ternos. Mesmo ao falar com a recepcionista e esperar ela trazer a vestimenta, não foi o bastante para fazer acreditar no que ia fazer, foi somente quando pôs a roupa já dentro do provador que se deu conta. Uma enxurrada de medos, dúvidas e incertezas o invadiram, mas foram dissipados rapidamente enquanto pensava no rosto dela e se lembrava de todos os momentos que passaram juntos ao longo dos oito anos de relacionamento. Ele nunca tinha sido um solteiro pegador, não tivera muitas mulheres em sua vida, e sem poder explicar ele sabia que ela é a escolhida; que além de amiga, amante, companheira, ela era uma pessoa especial em sua vida e é com quem quer construir uma família e seguir por muitos anos a fazendo feliz.

Despediu-se da atendente e foi em direção ao metrô, o ponto de encontro era o restaurante que a levou quando fez o pedido de namoro; lá estariam seus amigos e familiares escondidos, esperando-o para fazer o tão aguardado pedido de casamento. Não foi fácil arrumar tantas reservas, e principalmente, esconder dela que tinha um cartão de crédito com a quantia que juntou fazendo hora extra, para arcar com boa parcela dos gastos que o casamento traria.

Em contraponto, em outra parte da cidade, nem as ruas extremamente movimentadas e muito menos o clima quente pareciam fazer parar a mulher que andava em passos largos para chegar o quanto antes em casa. Seu rosto cansado, porém tão belo e jovem não denunciava sua idade e muito menos que era mãe e estava ansiosa para poder ficar finalmente com seu filho ao chegar a sua residência. Era enfermeira e depois de passar quase vinte e quatro horas em um hospital, contava os minutos para finalmente estar no conforto de seu lar.

Ela amava a sua profissão; quando se separou, sofrendo olhares desgostosos de sua família e muitas vezes recebendo comentários horríveis por parte de alguns, decidiu se dedicar a ajudar aqueles que precisam. Casou-se relativamente tarde — segundo a sociedade —, tinha por volta de seus vinte e oito anos, mas seu casamento durou apenas sete anos, pois as constantes brigas, e por vezes agressões físicas, a fizeram tomar uma atitude. Queria que seu filho, a única coisa boa daquele relacionamento, vivesse longe daquele cenário em que o desrespeito era a base.

Muitos jogavam a culpa nela, pelas inúmeras amentes que seu marido teve, mas ela sabia que mesmo sendo uma esposa cem por cento presente e fiel do começo ao fim, não foi capaz de mudar o caráter podre que aquele homem tinha. Sempre foi de correr atrás do que queria e mesmo com a perda de seu pai há três meses, não se deixou abalar e manteve-se firme, lutando todos os dias para dar um bom futuro para seu filho.

Dirigiu-se a estação de metrô que sempre frequentava, era apenas mais um dia normal, mais uma rotina normal para todos aqueles rostos curiosos ao analisar estrangeiros que por eventualidade entrassem ali. Ao sentar-se em um dos lugares disponíveis, sentiu seu telefone vibrar dentro de sua bolsa, ao olhar para a tela seu rosto se iluminou, atendeu e com o tom de voz um pouco baixo, por estar em publico, falou com a pessoa mais importante para ela.

— Mamãe, tô com saudade, quando chega? — as palavras apressadas do pequeno fizeram com que a mulher sorrisse.

— A mamãe já está chegando, aguente um pouquinho. Quando chegar em casa vou te encher de cócegas e beijos para ver se essa saudade passa. — A risada gostosa de seu filho preencheu de alegria seu corpo e todo o peso e stress que tinha acumulado durante o dia se desfez naquele pequeno momento.

O metrô fez mais uma parada, o habitual aconteceu, mais pessoas entraram e dentre elas um homem, claramente estrangeiro, que sem conseguir conter a curiosidade começou a analisá-lo, mesmo ainda falando com seu filho.

— Te amo, mamãe! — Ele soltou do nada, fazendo a mulher sair de seu transe e sentir uma forte dor no peito, uma mistura de tristeza e ansiedade para sair dali, algo claramente não estava certo.

— Também te amo meu anjo, mamãe te ama muito, nunca esqueça disso... — As palavras saíram melodicamente por entre seus lábios, cheias de amor e ternura, mas possuíam um resquício de medo cravado nelas.

Em outra estação, o homem agora dentro do vagão observou o horário, eram quase dez horas e trinta minutos. Não estava atrasado e tinha confiança que tudo daria certo, pelo menos era o que esperava e tentava colocar acima de todas as inseguranças que sentia naquele momento. Próximo à porta avistou as casas passando como um borrão; pegou o fone e colocou uma música que ela o havia viciado.

Mesmo longe ele podia senti-la apenas ao ouvir aqueles versos, cantarolando em pensamento, ele deixou seus dedos agirem por vontade própria, abrindo o chat de sua amada e digitando tudo o que seu coração mandasse.

 

"Sei que as coisas não andam boas ultimamente, mas prometo que mudará. No momento só posso dizer que te amo, independente de qualquer coisa sempre amarei. Não importa as circunstâncias estarei ao teu lado. Nunca se esqueça de que é e sempre vai ser a pessoa mais importante da minha vida."

 

Enquanto apertava em enviar, pode sentir o vagão estremecer, olhou ao redor quando sentiu ser empurrado contra parede. Assustado, retirou os fones e pode ouvir os gritos horrendos que vinham de algum lugar perto dali, mas por quê? Foi então que um clarão do lado de fora fez seu coração acelerar como nunca antes. O vagão da frente havia sido explodido.

A mulher desconfiada continuava a observar o homem que entrara há poucos minutos, não por ele ser estrangeiro, mas por estar passando uma energia negativa e uma sensação de que precisava fugir dali o mais rápido possível. Ele olhava o relógio a todo o momento, parecia tenso demais e algumas vezes se movimentava de maneira estranha e suspeita.

Foi então que de repente o homem abriu o casaco e nele varias bombas estavam presas, pessoas se desesperaram de imediato, correndo de um lado para o outro tentando sair daquele vagão; a mulher correu para o fundo do vagão tentando se proteger de seu fim já eminente, tremia enquanto o ouvia balbuciar palavras em uma língua desconhecida para ela. Respirou fundo e segurando firme seu celular, pode escutar a voz aflita de sua mãe perguntando o que houve e seu filho a chamando; com um último esforço sorriu e fechou os olhos.

— Diz para a vovó que eu a amo, e mais uma vez não esqueça que te amo muito... — Ela apenas fechou seus olhos, aceitando o seu fim, mantendo em mente a imagem daquele pequeno ser radiante que nunca mais a veria.

Uma forte explosão tomou conta do lugar, o barulho causou ainda mais pânico em seu filho, ele gritava e chorava perguntando o que havia acontecido, mas nenhuma resposta vinha do outro lado da linha, a ligação tinha caído, era o fim.

Numa sequência rápida, assim como se derrubássemos dominós enfileirados, todos os outros vagões foram acometidos pelo fogo e fumaça. Não havia para onde correr, o homem possuía seu corpo paralisado. Sua memória fez um retrocesso de tudo o que viveu e mesmo as lágrimas percorrendo seu rosto e o desespero presente, um sorriso surgiu ao ter uma última imagem dela, da pessoa que havia planejado viver uma vida, surgir em sua mente; lembrou-se com clareza de seu sorriso e de sua voz dizendo que o amava, e assim pode fechar os olhos e receber o impacto que o mataria em segundos.

— Te amarei para todo o sempre. — disse baixinho como se fosse um segredo que jamais poderia ser contado, sendo atingido logo depois por estilhaços de vidro e pedaços do vagão em que estava.

Aquela foi à última viagem de todos, foi à última esperança de voltar a ver seus familiares e descansar no conforto de suas casas. Aquele havia sido o fim de todos os sonhos das inúmeras pessoas inocentes que se encontravam naquele metrô...

A mídia não demorou a chegar e todo o mundo parou ao saber do maior atentado já acontecido na história da Coreia. Milhares de corpos eram retirados dos vagões completamente destruídos, famílias inteiras se desesperavam para saber se seus familiares estavam entre as vitimas; não era difícil ver pessoas chorando enquanto recebiam o duro golpe de saber da morte de um ente querido. Algumas casas que ficavam no mesmo local do acidente foram atingidas, algumas despencaram e outras pegaram fogo, fazendo ter um aumento ainda maior no número de vítimas.

Muitos repórteres se retiravam para um canto, se emocionando com o que viam, não tinha uma pessoa que ali estava que não se abalasse ao ver aquela cena horripilante. Muitos ajudavam, dentre eles uma das jornalistas que estava fazendo a matéria para a sua emissora, provavelmente com seus 30 anos, que largou seu microfone ao ver uma senhora passar mal ao receber a noticia de que seu filho estava entre as vítimas. Naquele mesmo dia foi anunciado que o país entraria em luto pelo ocorrido, em respeito aos familiares daqueles que ali tiveram a vida tirada.

 

***

 

A pequena cafeteria no estilo vintage estava um pouco vazia, mas ainda assim movimentada demais para aquele horário, depois do atentado que ocorreu a tarde. Algumas pessoas, a maioria jovens, estavam com seus livros abertos sobre a mesa, lendo-os ou dormindo sobre os mesmos, sinal mais que claro das incansáveis provas que estavam enfrentando. A pequena televisão ligada informava o que tinha ocorrido horas antes, mesmo se passando de uma e meia da manhã e com o caos acontecendo lá fora, o estabelecimento permanecia calmo.

De repente uma mulher adentrou o local. Seus longos cabelos negros balançavam a cada passo que dava, exalava confiança, mas parecia um pouco inquieta em seus pensamentos. Seus olhos passaram por todas as mesas, analisando atentamente todos os rostos, até que, encontrou quem tanto procurava; aproximou-se do garoto de cabelos rosa sentado em uma das mesas no canto esquerdo, perto de uma janela.

Ele parecia tão envolto em seu próprio mundo paralelo, enquanto observava seu café ainda quente em cima da mesa, que não se mexeu ao vê-la sentar-se à sua frente. Havia chegado muito mais cedo que o combinado, estava ansioso demais para finalmente resolver aquilo que mais lhe tirava o sono. Mesmo não a olhando diretamente, a viu atravessar a rua rapidamente até aquela cafeteria, por mais que não quisesse admitir, era linda demais para ser filha de um covarde.

Ao longe uma atendente observa a cena de maneira curiosa, mas também possuía algumas lembranças rodando sua mente e um sorriso de leve surge em seus lábios. Pegando um bloco de notas e uma caneta em seu bolso do uniforme, caminhou calmamente até o recém-formado casal. Ela possui a estatura média, em torno de um metro e sessenta e cinco; tinha seus cabelos presos numa trança bem feita chegando até o meio das costas, sem os notáveis olhos puxados, dava para perceber que era estrangeira, os mesmos possuem uma imensidão da qual fazia qualquer um observá-los por horas, sua voz um tanto calma e com o aparente sotaque chamou a atenção dos dois, que até então não tinham trocado uma palavra sequer.

— Boa noite, o que a senhorita gostaria de beber? — os olhos se cruzaram e uma malícia surgiu tornando as frases da morena um tanto quanto provocativas.

— Boa noite! Bom, acho que vou lhe dar um desafio... observe-me e adivinhe o que eu posso pedir, vamos ver se consegue me surpreender. — o garoto à sua frente finalmente se voltou para as duas saindo de seus devaneios. Passou a olhar confuso para as garotas, afinal aquela conversa soava um pouco estranha demais para ele.

— Vejamos... — a outra respondeu entrando no jogo, a observou por alguns segundos e voltou a falar com um sorriso largo em seu rosto — Você parece alguém que trabalha demais... Talvez seja extremamente viciada em cafeína, um café puro sem açúcar seria o que a senhorita pediria. — o sorriso da atendente a tornava tão atraente e hipnotizante que lembrava a inocência de uma criança; a morena por sua vez, sorriu ainda mais maliciosa com a colocação feita, seu sorriso era enigmático, ao mesmo tempo provocativo, como se soubesse exatamente seu efeito nas pessoas e gostasse de usar isso ao seu favor. — Tente não abusar muito da cafeína, sabe que ela não faz bem a saúde. Continuando... Sinto que está com fome também, vejamos... um grande pedaço de uma torta de chocolate. Certo, senhorita?

— Sabia que não me decepcionaria. — a atendente anotou o pedido sorrindo ainda mais e desejando uma boa noite após entregá-lo, deixou o casal a sós.

O silêncio voltou a reinar entre eles. A garota agora estava ocupada demais saboreando seu pedaço generoso de torta, já o garoto mantinha seus olhos analisando cada detalhe dela. A forma angelical que seu rosto possuía, seus olhos te prendiam de uma maneira que era difícil demais de explicar, você queria observá-los, mas sabia que se fizesse isso por muito tempo estaria de certa forma olhando a morte, ao mesmo tempo em que possuíam uma ternura quase materna. Sua postura a fazia parecer quase frágil como uma criança, se não fosse o resquício de autoconfiança que exalava dela, tornando tão envolvente e sedutora.

— Se continuar me olhando mais fixamente eu acho que ficarei vermelha. Tente disfarçar um pouco. — Ela disse em um tom brincalhão, fazendo o homem corar levemente e desviar o olhar bebendo um gole generoso de seu café. — Não precisa ficar sem jeito. — Ela o observava mesmo que ele não tenha percebido; possuía uma postura tensa desde que chegara, seu rosto era tão lindo que se segurou para não tocá-lo, seus traços pareciam ter sido desenhados a mão, já os cabelos tingidos de rosa combinavam muito bem com ele, diria que era a pessoa mais bela que até então tinha encontrado. — Bom, acho que por educação eu tenho que dizer meu nome certo? — Ele balançou a cabeça em sinal afirmativo, lembrando-se o real motivo de estarem ali. — Prazer, Juliet Moore, filha de Charles Moore.

Ao ouvir aquele nome, o garoto sentiu todos os pelos de seu corpo se arriçarem. Ficou alguns minutos calado, tentando digerir o fato de finalmente estar cara a cara com ela, a pessoa que se dedicou dias e noites até encontrar.

— Prazer, Juliet. — estendeu a mão para cumprimentá-la – Yoo Kihyun, filho de Kim SunHee.

O silêncio mais uma vez voltou a se instalar entre eles, parecia doloroso demais começar a falar sobre aquele assunto. Ambos se distraiam com alguma coisa, enquanto analisavam todas as possíveis formas de serem diretos e acabar com aquilo de uma vez por todas.

— Quando recebi sua ligação, não imaginei que aceitaria conversar... — Kihyun começou a falar, causando certo espanto em Juliet que estava tão envolta em seus próprios pensamentos. — Ainda mais depois do que ocorreu essa tarde, achei que estaria trabalhando.

— Eu não acreditei que quisesse realmente me conhecer... — sua voz saiu calma, diferente do que acontecia dentro da mesma. — Deve ter sido doloroso demais...

— Você não pode imaginar, não há como ter noção do que é para uma criança de sete anos receber a noticia que sua mãe morreu, vítima da crueldade de um desgraçado. — Kihyun respirou fundo tentando controlar a raiva. — Não sabe o quão frustrante é saber que mentiram e esconderam a verdade de você por anos, para quando finalmente descobrir, ser humilhado perante a escola inteira; as pessoas que sabem, acabam te lançando olhares de pena, como se isso fosse a trazer de volta.

A raiva aos poucos começou a pairar sobre eles, Kihyun agora fechava suas mãos, como se fosse socar a cara de alguém, Juliet permanecia quieta, lembrando-se de tudo o que tinha ouvido do pai na última noite em que se teve noticias do mesmo. Seus olhos aos poucos ficavam marejados, e ao notar isso, o garoto sorriu com desdém.

— Você não precisa chorar ou sentir pena. Tuas lagrimas imundas não vão mudar o fato de teu pai ter estuprado minha mãe, dele a ter matado sem um pingo de dó ou piedade.

— Eu sinto muito, se pudesse voltar ao passado não teria deixado que isso tivesse acontecido...

— Você não teria como evitar. Era uma fedelha, incapaz de se defender sozinha.

As palavras dele transbordavam um rancor inexplicável, sentia todos os pelos de seu corpo se arrepiar ao lembrar-se do dia em que recebeu a noticia da morte de sua mãe e de todas as frustrações que teve durante sua vida.

— Você não sabe o quanto isso também me machucou. Acha que é fácil ser filha de alguém que estuprava e matava mulheres simplesmente e unicamente por prazer? Acha que eu nunca senti nojo daquele que eu deveria amar como pai? Acha que as pessoas querem chegar perto de mim apenas por eu ser filha de um desgraçado sem alma? É maravilhoso ter pessoas correndo de você como se tivesse uma doença contagiosa.

O garoto ficou quieto, afinal algumas frases soaram altas demais. Sentiram alguns olhares curiosos em direção à mesa em que estavam. Tentaram controlar a raiva que sentiam e manter no mínimo uma conversa civilizada.

— Você nunca vai saber o que é perder uma mãe, o que é passar dificuldade, ter que fazer escolhas difíceis e nunca se esquecer do maldito passado.

— Pare de bancar o ingênuo e coitadinho, Kihyun. — Juliet tentava voltar com sua voz calma e controlar a situação, mas o garoto estava tornando isso uma tarefa impossível — Acha mesmo que eu passei minha vida toda em berço de ouro? Não é você que ao telefone disse que sabia de toda a minha vida?

— E eu sei de mais coisas que imagina...

— Não, você não sabe. — Ela retrucou olhando em seus olhos de maneira tão profunda que o fez ficar constrangido — A única coisa que você sabe é meu nome e minha profissão. Mas sou muito mais do que a filha de um estuprador; não passei anos da minha vida recolhendo informações e procurando as vitimas daquele imundo para poder fazer o mínimo possível por elas, pra um infantil e debiloide como você bancar o sabe tudo. Acha que você foi o único a crescer sem mãe? Eu tinha três anos quando minha mãe foi brutalmente assassinada por aquele que jurava amor a ela, eu sou tão vitima quanto você e nem por isso fico me lamentando pelos cantos. — Kihyun sentiu seu rosto ferver, estava extremamente irritado, queria acabar com ela ali, naquele instante. Nunca ninguém havia falado daquela maneira com ele. — Diga-me, por que diabos você queria me ver?

— Sinceramente?! Para te fazer sofrer assim como teu pai fez com minha mãe. Ver a maldita filha daquele que arruinou uma família perfeita, sofrendo cada coisa que eu sofri...

— Pagar na mesma moeda? E isso realmente a traria de volta? Faria essa raiva e magoa que sente passar? — Juliet pegou sua bolsa, abriu e retirou algumas notas para pagar o que havia comido. Levantou-se e ainda olhando para o homem à sua frente voltou a falar, jogando um cartão sobre a mesa — Quando você crescer e quiser realmente conversar, me liga e marcamos outro encontro, reflita sobre aquilo que quer. Até mais ver.

A garota saiu tão confiante quanto entrou. Alguns curiosos olharam passar e se questionavam quem ela era e o que havia acontecido para sair assim, tão rapidamente. Kihyun permaneceu por mais algum tempo, analisava sem parar o pequeno cartão que Juliet havia posto em sua frente. As letras douradas e muito bem escolhidas destacavam seu nome e logo abaixo sua profissão, jornalista, seu número estava escrito em preto.

Respirou fundo e guardou o mesmo em sua carteira, pegou o celular para olhar a hora e notou várias ligações de seu chefe. Terminou rapidamente seu café e saiu, não demorando muito a chegar ao seu destino.

 

***

 

Era início da madrugada e o sol já havia se retirado, dando lugar a um céu limpo e sem vida. De pé em frente à enorme janela do ambiente em que estava o homem aguardava a visita de seu sócio no conforto do ar-condicionado, observando a movimentação corriqueira no andar inferior. Por diversas vezes criara estórias a partir dos inúmeros desconhecidos que ali passavam; estórias essas que ele presenciou de camarote, como pais revendo e dando adeus a seus filhos, inícios e términos de relacionamentos, pedidos de casamento que já foram negados, choros de alegria e tristeza. Pessoas comuns vivendo vidas comuns, mas com a expectativa de encontrar algo que lhes faça feliz. Felicidade, palavra essa que não se encaixa no seu dicionário particular. Palavra essa que só pode sentir de verdade duas vezes durante seus 32 anos, tão distantes da sua atual realidade, que por vezes acredita ser mera ilusão de seu subconsciente infantil, ou mesmo um sonho.

O que para muitos este era um sentimento puro e saudável, para ele era algo ligado a bens materiais e ao sucesso que tanto lutou para ter.

Claro que vir de uma família de classe média alta o ajudou bastante, entretanto, o motivo de seu prazer era outro. Além de ser dono de uma das maiores companhias aéreas, a MXM, Son HyunWoo, ou Shownu como é chamado por seus soldados, é dono de casas de prostituição e atua no contrabando de drogas — utilizando seu aeroporto na exportação ilegal de suas “mercadorias”. Um homem rígido e que leva os negócios a sério, é temido entre muitos, ninguém ousava enfrentá-lo; ninguém exceto Kim NamJoon, seu amigo e parceiro nos negócios.

Kim também vem de uma família rica e tornou-se um importante banqueiro, tendo filiais espalhadas pelo mundo, mas assim como Son ele faz coisas pelas quais nunca passariam pela cabeça de alguém quando os visse pela primeira vez, ambos são chefes de grandes máfias; NamJoon é responsável por uma das maiores redes de venda de armas e drogas, tendo compradores em todas as partes do mundo.

A história da família Kim e Son era conhecida entre todos os grandes nomes do crime organizado, além de muito respeito, havia uma enorme incógnita sobre o passado deles que ninguém conhecia. Carregar o fardo dos pais foi algo selado desde os seus nascimentos, mas ser capaz de dar continuidade fora uma responsabilidade enorme. Ambos ganharam o poder muito novos e depois de provar a capacidade de liderar, o respeito e temor vieram em bandejas de ouro pelos subordinados e rivais. Mesmo com os obstáculos, uma amizade leal foi criada e a forma perfeita como trabalhavam juntos, fazia ser quase impossível não apostar no sucesso daquela dupla.

Shownu riu internamente ao reviver cada detalhe de seu passado, e principalmente o que fez para chegar até ali, junto ao seu amigo. O toque do telefone em cima de sua mesa o desperta, deixando seus pensamentos fúteis de lado, ele caminha até o aparelho, permitindo a entrada de seu tão aguardado comprador.

— Boa noite, Sr. Schulz — disse cordialmente, mostrando-lhe o sofá em tons escuros para que se sentasse. Ao observá-lo, notou que o homem à sua frente carregava um sorriso malicioso no rosto marcado pela idade.

  — Que bela noite, meu jovem, apesar do terrível acontecimento que houve mais cedo, o dia só tem melhorado cada vez mais. Inclusive, que linda a mocinha lá fora, propus que me acompanhasse na minha viagem de volta à Alemanha e, gentilmente, recusou. — Balançou a cabeça em negatividade, enquanto acomodava-se no sofá, sua voz dizia estar decepcionado, mas era algo que de fato não estava.

Kaiser Schulz passa longe de ser um cara que fica abalado quando recebe recusas de seus alvos, pelo contrário, isso quase sempre aumenta o seu interesse. Não que dispense as mais fáceis, mas para um homem de 53 anos — louro, branco, de olhos azuis, bem conservado, aparentando ter 20 anos a menos e com pouquíssimas rugas — isso o motiva a mostrar que ainda sabe como levar uma mulher para a cama. Mesmo sendo casado e tendo um herdeiro, nunca deixou de procurar diversões mundo a fora. Além de amante de saias, ele é um cliente importante, dono dos principais pontos de drogas na Alemanha, fazendo assim, que Schulz fosse além de ser um traficante qualquer. Quando se tratando dos negócios, nenhuma brincadeira é aceita, torna-se rígido e o pior inimigo que alguém poderia querer.

  — Lisa é muito profissional e, além de ser casada, não aceitaria propostas suas ou de qualquer outro. É uma de minhas funcionárias mais competentes, não a perturbe, ou terá sérios problemas! — a voz de Shownu se mantinha calma e firme enquanto falava, pode notar que o mesmo sorriso malicioso de antes voltara a aparecer quando disse que ela é casada. Sabia que para o mais velho não existiam obstáculos, um objeto no dedo ou um papel formalizando uma união não eram nada, para Schulz seria apenas mais uma aventura com direito a bônus.

  — Oras, senti esse tom de ameaça senhor Son, mas tenho certeza que sua secretária é bem... competente — o ato de passar a língua nos dentes e os possíveis pensamentos que o mesmo estava tendo deixou o mais novo enfadado; Shownu respirou fundo, tentando se manter calmo e direto.

  — Tenho certeza que não veio ao meu escritório à 00h40min para ter fantasias com a minha secretária. — a ironia seguida de sua expressão séria fez com que o homem desse uma gargalhada seca soltando uma lufada de ar.

  — Rapaz, deixe de ser tão sério ou vai ficar com rugas rápido. Acho que esse stress é apenas falta de mulher — riu alto, ainda mais por saber que mulheres eram o que o jovem mais tem por perto. — Mas não se preocupe meu caro, já está tudo em andamento e eu só vim verificar que nada saia dos trilhos, e aproveitar para me despedir do meu fornecedor tão querido.

  — Não se meta na minha vida particular, não preciso de suas opiniões sobre ela. E quanto ao primeiro lote já foi mandado e chegou sem levantar suspeitas, o segundo sairá daqui  dentro de algumas horas. Nada vai dar errado. — Como que para discordar dele e provar que nada é garantido, o celular em seu bolso vibrou avisando que há uma nova mensagem, debloqueando o mesmo, ele a lê.

 

"Chegando em meia hora. Denúncia."

 

As palavras de seu informante o fizeram querer xingar, afinal não era a primeira vez que a Polícia Federal aparecia do nada — com ou sem denúncia — afinal era o trabalho deles. Com os anos de experiência o medo e a aflição de ser pego não o atingiam, estava sempre um passo à frente de tudo e todos, seus planos reservas sempre davam certo. Como sempre deixava seus homens a postos quando estava em negociação, bastou uma mensagem a um dos subordinados e era questão de tempo até tudo se resolver. Olhando para o homem à sua frente, falou:

 — Mudança de planos....

 

***

 

Seus dedos moviam rápido ao digitar as inúmeras informações que recém lhe tinham chegado, eram algumas mercadorias novas como sempre; Minhyuk estava exausto de tudo aquilo, sabia que era seu trabalho e que ainda estava ali por conta de duas pessoas, mas queria fugir para bem longe de tudo o que mais lhe causava desgosto. Sorriu cinicamente ao ver a foto de uma moça, jovem e bonita, ele sabia que ela seria uma das que sairiam rápido assim que entrasse para o catálogo. Arrumando os papeis de identificação dentro de uma pasta, ouviu seu telefone tocar. Sua secretaria o avisou que teria que ir a sala de reuniões, meio relutante, mas tomado de curiosidade, levantou-se e andou até a porta de seu escritório.

— Sala 113, senhor Lee. — a voz doce de sua secretária o despertou da enxurrada de pensamentos que lhe invadiam naquele momento.

— Obrigado.

Andou até o elevador esperando que o mesmo o levasse para o último andar onde se encontrava a sala de reuniões. O ambiente era extremamente sofisticado, seu chefe Shownu, gostava de tudo perfeitamente organizado e caro, tudo para mostrar seu poder e prestigio. Minhyuk imaginou que a sala estivesse vazia, mas parado em frente àquilo que muitos denominavam janela, que para ele mais parecia uma parede de vidro, estava HyungWon. Seus olhos permaneciam concentrados em um ponto fixo na rua, suas mãos estavam em seus bolsos de maneira despreocupada, e seu cabelo um pouco grande e bagunçado cobria o rosto com alguns fios negros o deixando ainda mais belo; um pequeno sorriso surgiu ao sentir que Minhyuk se aproximava de si.

— Fico imaginando quando será que poderemos ser como eles... — As palavras calmas e carregadas de tristeza eram balbuciadas de maneira baixa, para que ninguém além de Minhyuk as ouvisse.

— Você sabe que isso será impossível, por mais que queiramos muito. — sua mão pegou gentilmente a de HyungWon que tinha acabado de tirar do bolso, acariciando e tentando fazer aquele pequeno toque durar o tempo que fosse possível. Um sorriso singelo se formou em seus lábios ao observar o casal que se despedia do outro lado da rua.

— Seria muito mais fácil se não estivéssemos metidos nisso.

— De certa forma, mas não deixa de ser belo o que temos. — o garoto a sua frente sorriu, e assim como todas as vezes sentiu seu coração bater ainda mais forte.

— Sim, não deixa de ser belo, apesar de ser extremamente perigoso.

— Sabe o que seria ainda mais perigoso? — ambos sorriram e se aproximaram lentamente um do outro, Minhyuk passou as mãos em volta de sua cintura o abraçando com cuidado, enquanto Hyungwon repousava sua cabeça no ombro do mais velho, aproveitando o quão bom era o abraço de Minhyuk.

— Se nos pegarem assim?! — fingiu-se de desentendido enquanto nivelava o olhar com o mais velho, aos poucos seus lábios foram se aproximando, se tocando de forma calma, sem apurar nada, apenas aproveitando os segundinhos de privacidade que tinham conseguido. Sentiram a adrenalina e o medo aos poucos se dissiparem de seus corpos conforme aprofundavam o beijo, deixando que o carinho e a saudade que sentiam um do outro e que estava guardado fazia tempo, tomasse seu lugar.

Completamente desligados do quanto aquilo poderia ser perigoso, eles não escutam a porta se abrindo de maneira calma, mas foi somente quando a mesma se fechou, que se assustaram e se separam rapidamente, mas era tarde demais. Wonho havia chegado a tempo de ver com clareza a cena, possuía em seus lábios um sorriso vitorioso, enquanto olhava para os dois tentando se recompor à sua frente. Minhyuk passou a olhá-lo com raiva enquanto sentia todo o peso da culpa caindo em cima de si, sabia que não deveria ter o beijado ali, porém não permitiria que algo acontecesse com HyungWon e pelo que conhecia do intruso a sua frente, sabia que poderia esperar o pior.

— Shownu adoraria saber o que o preferido dele faz as escondidas... — seu tom de voz debochado ecoou pelas paredes da sala de reuniões, fazendo a raiva de Minhyuk crescer ainda mais.

— Você não teria coragem! — Saindo do estado de choque que havia entrado, Hyungwon se pronunciou tentando a todo custo que aquilo fosse esquecido, mas sabia que era impossível, ainda mais se tratando de alguém como Shin Hoseok.

— Óbvio que teria coragem caro senhor Chae...

— Você não vai abrir essa maldita boca, está me entendendo?! — Minhyuk deu um passo à frente, elevando o dedo indicador em direção ao Wonho. — Eu sei muito bem o que você planeja, acha que não vi as inúmeras vezes que tentou me boicotar? Na minha vida particular você não tem direito nenhum de se meter, está me ouvindo? — Pronunciou firme enquanto mantinha seu olhar fixo nos dele.

— Olha o viadinho se revoltou! — Hoseok exclamou zombando do garoto à sua frente — O que faria se eu contasse em? Melhor, não precisa nem responder... Deixe-me ver... — ele deu alguns passos fingindo estar pensando — Se eu contasse você e esse daí, estariam queimando no inferno há muito tempo, vocês dois bem sabem que a sentença para isso é a morte, e sabem ainda que o nosso chefinho não é nada calmo quando alguém desobedece às regras... Que pena, irei sentir saudades de vocês na minha nova sala, com o meu novo cargo. — ele soltou uma gargalhada, se divertindo com as expressões de medo no rosto dos dois garotos à sua frente.

— Você nunca vai conseguir meu cargo, se experimentar abrir essa boca eu arranco essa sua língua fora, saiba que eu sei de mais podres de ti, caro Shin Hoseok, do que você de mim... — a voz dele se elevou levemente, por mais que tentasse dizer a si mesmo que tudo daria certo, sabia que realmente seu fim seria questão de segundos assim que o HyunWoo soubesse.

A porta mais uma vez se abriu, dessa vez passando por ela aquele que HyungWon tanto estava temendo; Shownu estranhou a tensão que estava estampada na cara dos ali presentes, intrigado se dirigiu ate sua cadeira, sentando-se enquanto os demais ocupavam seus respectivos lugares.

— O que está acontecendo aqui? — a voz firme de Shownu fez com que todos os pelos do corpo tanto de HyungWon quanto de Minhyuk se arrepiasse, lançaram olhares um para o outro, como se buscassem forças para superar o que que aconteceria caso Wonho contasse.

— Nada demais senhor Son, apenas um mal entendido entre eu e meu colega Minhyuk. Mas já resolvemos... — O sorriso malicioso que brincava nos lábios dele enquanto falava, avisava que não deixaria passar ao esquecimento a grande descoberta que tinha feito minutos mais cedo.


Notas Finais


~Uma Potato on
Aaaaah, confesso que terminamos antes da data e foi agonizante ter que esperar tanto para postar. Poderíamos ter postado antes?! Não. Pq?! Além de ser uma regra nossa é algo que combina com a estória e vocês vão entender ao longo dos capítulos. O jeito vai ter que ser sofrer com essa ansiedade de postar e ver o que acharam -.-'' mas oh, vamos fazer o impossível para postar no dia 13 de cada mês u.u
É issooo, beijos na pança e até o próximo <3 <3 <3

~Uma tal de Josi on
AAAAAAAAAAAINNNNNNNNN eu provavelmente estou morrendo de curiosidade para saber o que acharam. Essa foi minha primeira cena escrita de um casal homoafetivo, parece idiotice mas morria de medo de fazer bosta e saiu a coisa mais fofa do mundo, so sei que estou orgulhosa de mim kkkk
Enfim...espero que realmente tenham gostado e vejo vocês no próximo, mais uma vez obg <3
Zilhões de beijos e a mesma quantia de abraços!!


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