1. Spirit Fanfics >
  2. Espíritos da Magia >
  3. Capítulo Um

História Espíritos da Magia - Capítulo 2


Escrita por:


Capítulo 2 - Capítulo Um


Fanfic / Fanfiction Espíritos da Magia - Capítulo 2 - Capítulo Um

  

 

A Grande Rainha do reino das bruxas estava sentada confortavelmente em seu trono de obsidiana que refletia o brilho das luzes dos candelabros presos no teto. O salão estava lotado da mais alta casta de bruxas e magos do reino e eles dançavam como pavões exibicionistas, com vestidos e trajes dos tecidos mais luxuosos.

Com o canto dos olhos ela percebia os dois Guardiões altos e fortes que ladeavam seu trono.

Mesmo com todos a sua volta, sua guarda e a música animada, a Grande Rainha Margot conseguia sentir no fundo de sua Alma uma sensação que a espreitava, desejando se libertar e transbordar dentro do salão. Não era o poder comum da Alma da Grande Rainha, o poder que tornava aquelas terras mágicas e a si mesma a bruxa mais poderosa de Wrachod, era uma sensação obscura, que caso irrompesse pelo reino levaria todos aqueles membros poderosos do seu coven à uma morte certa.

Ela sentia aquele poder na ponta de seus dedos e tentou empurrar a sensação para o fundo de sua Alma, mas era tão difícil, observar aquelas criaturas sorridentes e brilhantes que valsavam na sua frente, mas que na realidade esperavam que ela fosse outra pessoa, outra Rainha, outra Alma.

Definitivamente não estava em clima para celebrações e danças.

Levantou-se e o salão parou por um instante, os Guardiões observavam cada movimento dela. Com um leve floreio da mão em direção aos músicos, o som dos instrumentos retornou junto com o som dos longos vestidos se arrastando pelo chão de pedras claras.

Os dois Guardiões a seguiram a passos de distância, em silêncio, o único som era o dos seus saltos.

O castelo estava silencioso, com seu coven de bruxas e magos se divertindo no salão de festas e ela aproveitou aquele momento para se esgueirar até as masmorras.

Só encontrou seus Guardiões pelos corredores e aqueles eram totalmente e inegavelmente fiéis a sua Rainha. Margot desceu as longas escadas até a masmorra esquecida do castelo, há muito tempo aquele lugar não era usado pela realeza bruxa, mas Margot havia encontrado uma utilidade para o espaço.

A escuridão e o cheiro úmido a tomou assim que cruzou a entrada, os Guardiões que a haviam seguido a deixaram muito tempo antes, desconhecendo o destino final da Rainha, uma ordem há muito estabelecida.  Ela era a Rainha afinal, podia seguir sem proteção por seu próprio castelo. A Grande Rainha seguiu pelos degraus de pedra marcados pelo tempo e empoeirados.

Quando chegou ao fim da escada, o corredor se abriu para celas com grades enferrujadas, os tetos eram cheios de teias de aranha e as paredes cheias de mofo. A Rainha Margot caminhou até a terceira cela da direita. Com um movimento da mão fina e cheia de anéis a porta se abriu e mesmo na escuridão pode perceber a figura dentro da cela. Estava com a cabeça solta nos ombros, braços erguidos presos por correntes de turmalina negra, a única pedra capaz de neutralizar magia.

Margot forjara aquelas especialmente para as convidadas que trazia à masmorra.

Aquela magia gélida retornou, pedindo, quase clamando para tocar na bruxa, estava chamando por aquilo desde o começo do baile e havia sido difícil demais de controlar.

A Rainha entrou na cela e a bruxa se moveu lentamente, Margot se aproximou dela e tocou carinhosamente seu queixo. A bruxa levantou o rosto, o cabelo se abriu e mostrou olhos azuis brilhantes, as orelhas em um formato comum. A primeira coisa que sentiu foi medo fluindo, um medo total e cheio de amargura quando a bruxa conheceu quem a havia trancado naquele lugar. Logo depois os olhos se encheram de uma noção tão grande da realidade que tomou o coração de Margot. Aquela bruxa já sabia qual seria seu Destino. 

O medo se foi e a bruxa pareceu se empertigar, crescer, mesmo presa com correntes que a impediam de se defender.

As duas permaneceram em silêncio e ficaram se encarando apenas. Depois do que pareceu um milhão de anos, a Rainha conjurou uma lâmina de obsidiana, feita de sombras e afiada como ferro.  A bruxa encarou a lâmina e, por um segundo o fedor do medo voltou, mas logo desapareceu novamente.

-Vida longa à Rainha de Wrachod. – foram suas últimas palavras, antes de Margot cortar a garganta da bruxa e o sangue se derramar no chão sujo da masmorra. Margot conjurou um cálice, deixando que o sangue o enchesse e sussurrou palavras numa língua antiga, tomando um gole do liquido ainda quente.

Margot sentiu a força entrando em seu corpo, tomando conta de seu âmago e sentiu sua Alma se preencher por sombras, se corromper por conta do que havia feito.

 Vida longa à Rainha de Wrachod. Havia dito a bruxa e Margot tinha certeza de que não era a ela a quem se referia. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...