1. Spirit Fanfics >
  2. Esposa Virgem (adaptada evansson) >
  3. Capítulo 9

História Esposa Virgem (adaptada evansson) - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Oi bbs, estão bem? Espero que sim. Vou tentar atualizar o máximo nessa quarentena. NÃO saiam de casa, lavem bem as mãos e passem álcool em gel!

Boa leitura, cerejinhas 🍒

Capítulo 10 - Capítulo 9


Chris



— Enviarei meu motorista amanhã, por volta das 8h, para que ele te leve até mim. Te acompanharei para que possamos resolver esses assuntos. Tenha uma boa noite, querida noiva — falo para a garota, que tem uma expressão ofendida no rosto. Ela não responde nada e apenas sai do carro, como se ele estivesse pegando fogo.

Bufo. Ela sempre tem que agir feito uma atrevida? Não passa de uma menina petulante e presunçosa. Mas o meu aborrecimento pela garota perde forças, quando a acompanho entrar em casa, com um olhar de pesar. O lugar pequeno e em mau estado não podia ser considerado um lar. Não podia ser capaz de oferecer conforto e muito menos segurança.

Olho melhor para o lugar e percebo que todas as residências estão no mesmo estado deteriorado. O esgoto corre a céu aberto e há vários animais no meio da rua, sem coleira de identificação e, muito provavelmente, sem vacinação. Sei que no Brasil as diferenças entre as classes sociais eram absurdas e que a cada dia crescia mais. Esse é um sério problema de um governo que não assegura as necessidades básicas igualmente para todos. Também sei que ela não é a única a sofrer com problemas de moradia, mas eu não entendo por que ela não permitiu que eu mudasse, ainda hoje, sua realidade e de sua família.

A Classe A tem um projeto em andamento, no qual serão feitas casas populares a baixo custo, ideais para pessoas com dificuldade financeira. Será em um bairro bom e mais seguro. As habitações serão feitas com materiais baratos, mas que garantam total proteção e aconchego. A alvenaria com blocos de concreto, fachada com textura acrílica, quartos com piso em carpete de madeira e, para os demais ambientes, o revestimento do piso seria executado com cerâmica padrão. Revestimento de azulejo até o teto no banheiro e demais ambientes com pintura em látex PVA, exceto na cozinha, que possuirá aplicação em azulejo sobre a parede hidráulica. Ainda conterá um sistema de esgoto, completamente sustentável e que não prejudicará os rios da cidade. Sendo dono da construtora, eu poderia facilitar que Scarlett fosse beneficiada pelo programa habitacional popular. Faço uma nota mental para que, em uma nova oportunidade, apresentar o projeto a ela e convencê-la de que será uma oportunidade única.

Ligo o motor da minha Mercedes e saio para o trânsito. Iria diretamente para casa porque o dia de hoje tinha sido exaustivo. Nunca em minha vida teria imaginado que arrumaria uma noiva louca e que papai a aceitaria tão rapidamente, mas sabia que a garota tinha pegado o velho quando disse que era de uma família simples e que gostava de trabalhar para ganhar seu próprio sustento. O bendito caráter que ele tanto prezava, sem falar na verdade que ela conseguiu expressar em suas poucas palavras e ações. Quem poderia imaginar que ela seria uma boa atriz? Sacudo a cabeça e volto a me concentrar no tráfego. O que importa agora é que meu plano está dando certo. Eu me casaria e continuaria sendo CEO na construtora.

Levanto-me cedo no dia seguinte, a insônia tinha me pegado de jeito na noite anterior. Então, para aliviar um pouco minha irritação, decido fazer um pouco de exercício físico. Coloco roupas de musculação e sigo para a academia individual, que é composta por diversos aparelhos. Hoje optarei pela esteira e, assim que ligo o aparelho, o zumbido alto adentra meus ouvidos. Regulo-o para que eu possa fazer uma corrida intensa e longa, conecto meu iPod no sistema de som do cômodo — quero uma música alta e que quase estoure meus tímpanos e teste as paredes à prova de som. Desconto no piso da esteira todo meu mau humor, em passada pesadas e irregulares, logo o suor está descendo por todo meu rosto e peitoral.

Pego uma toalha do suporte e enxugo de forma brusca minha testa e meu pescoço, depois jogo-a no chão. Não dá cinco minutos, e estou suando novamente. Decidido, retiro minha camiseta encharcada e atiro-a longe, continuando minha corrida agitada.

Eu termino sem fôlego, o peito arfante e com a irritação ainda queimando meu sangue. Não era adepto de sair para compras, então não estava feliz em ter que acompanhar aquela garota insuportável, mas meu único propósito era que ela pudesse ter as roupas adequadas para cada ocasião, também tinha que levá-la ao médico de confiança para que pudesse atestar, de fato, sua virgindade. Eu não fazia questão da comprovação, acredito que ela não mentiu para o doutor Banner, mas era bom ter como provar para o velho Evans, já que essa era uma das suas malditas exigências.

Olho no relógio em meu pulso e vejo que não passa das seis horas da manhã. Ainda faltam duas horas para Scarlett chegar, tempo suficiente para que eu acerte alguns detalhes de nosso acordo. Desligo a música estridente, vou até o móvel onde tem um aparelho telefônico e digito rapidamente os números que já sabia de cor. Estou sendo um filho da puta, pois sei que Sebastian não acordava antes das sete da manhã, mas eu pouco me importo com seu mau humor matinal e até mesmo duvido que ele consiga vencer o meu.

— Hummmm... alô? — Meu amigo atende depois do quinto toque, com a voz sonolenta.
— Ei, desculpe se te acordei — minto. — Preciso de sua ajuda.
— Novidade...
— Preciso que faça duas coisas para mim — eu continuo ignorando seu tom de ironia. — Primeiro, quero que redija um contrato simples assegurando alguns direitos à minha futura esposa. O importante é ter uma pensão gorda depois do divórcio, um emprego vitalício com salário generoso na construtora, um carro e uma conta bancária enquanto estiver comigo. Os deveres são de seu conhecimento. Tenho certeza de que vai saber compor esse acordo. Depois me envie por e-mail.
— Considere feito, já tinha redigido antes — vangloria-se. — Só preciso saber se a felizarda é a Scarlett, pois terei que ir atrás de algumas informações, como os números da documentação dela.
— Infelizmente, sim — respondo bronco, enquanto ele gargalha do outro lado do telefone. — Quando terminar de rir da minha cara, avise que vou lhe pedir a segunda ajuda — resmungo, aborrecido. Sabia que seria alvo de sua zoação por muito tempo, porque, se tinha uma coisa que animava Sebastian — mais do que transar por aí — era ver que eu estava me fodendo.
— Pode continuar — fala, tentando segurar o maldito sorriso.
— Preciso que agende uma consulta com uma ginecologista de confiança. Se possível, que seja para hoje à tarde. Irei às compras com Scarlett, então seria excelente conseguir resolver esses pormenores ainda hoje.
— Tudo bem — concorda. — Boa sorte. Claro que depois quero saber como foi seu passeio com a noiva.

Ele começa a rir alto. Não suporto e desligo o telefone sem me despedir. Bufo, raivoso, enquanto quase quebro o aparelho telefônico. Se eu não tivesse que cumprir com esse maldito casamento, não estaria à beira da cólera.

Respirando fundo, faço outra ligação. Sara atende o telefone no segundo toque, e penso que, com certeza, sou o pior chefe que uma pessoa pode ter. O bom é que me redimo com os benefícios e a remuneração que dou para todos os meus colaboradores. Em seu modo profissional, minha assistente anota todos os meus pedidos e avisos, mas ela não consegue conter o suspiro de choque quando peço que entre em contato com o banco para criar uma conta em nome de minha noiva e enviar o mais breve possível um cartão de crédito sem limites. Ok. Sei que o abalo da minha assistente foi causado pelo fato de eu me referir e uma mulher como minha noiva, pois uma das obrigações de Sara sempre foi enviar presentes caros para as mulheres com quem eu saía à noite e no dia seguinte sequer lembrava o nome. Ela estava acostumada com o cretino libertino que eu era e não com um homem prestes a ir para forca. Desligo, depois de confirmar que minhas solicitações serão resolvidas com a maior brevidade possível e penso que ela merece um aumento.

Verifico novamente o relógio e vejo que apenas meia hora havia se passado. Bom, eu ainda precisava tomar um banho, escolher uma roupa confortável, tomar o desjejum e depois acompanhar minha louca noiva até a rua, no ponto mais nobre do comércio da moda, onde eu tinha certeza de que haveria as melhores roupas para ela. Decidido, subo a escada que me leva até a parte superior do apartamento, onde minha suíte fica localizada. Antes de começar a retirar as roupas para o banho, saco meu celular e mando uma mensagem de texto para meu motorista, informando que ele deve buscar Scarlett e autorizando-o que usar força bruta para colocá-la dentro do carro e cordas fortes para mantê-la amarrada até conseguir trazê-la ao meu apartamento. Eu bem sabia que ela bancaria a esperta e tentaria fugir do nosso eminente encontro. O que a garota não sabe é que já não podemos mais retroceder, muitos passos já foram dados para frente, e eu não tenho costume de voltar atrás em uma decisão. Eu a tinha aceitado como noiva. Então, em breve, ela seria minha esposa.

Deixo o celular em cima da cama e sigo para o banheiro. Retiro meu tênis e as meias, deixando-os de lado. Depois, descarto o short molhado de suor, a boxer preta nas mesmas condições e pego meu pau em minha mão. Não está duro, pois eu já tinha me desfeito da bendita ereção matinal e aliviado a tensão na esteira. Um ponto surge em minha mente. Eu não tinha a menor intenção de fazer sexo com Scarlett, mas também não tinha disposição para me tornar um celibatário. Isso nunca.

Meu pau está acostumado com fodas duras. Sexo quente. Bocetas molhadas e sensuais. Eu não tenho costume de passar mais de três dias sem dar uma trepada, sem ter uma mulher gritando e gozando em cima de mim, enquanto eu alcanço o meu próprio ápice. E esse não seria casamento um empecilho para minha devassidão. Não mesmo. Entro, debaixo da ducha de água quente, decidido. Se será um casamento de aparência, então não devo fidelidade à minha esposa.

De banho tomado e devidamente vestido, desço novamente as escadas até a cozinha. Não sou nenhum expert na cozinha, realmente não foi com esse dom que nasci. Vim ao mundo para comandar pessoas e controlar recursos, para elevar os lucros da construtora. Vou direto até a mesa bem-posta com um farto café-da-manhã, imaginando que seja obra da minha governanta, Ana. Essa sim tinha nascido para cozinhar, a mulher parecia ter mãos de fadas, pois sua comida sempre me fazia querer repetir o prato.

— Sempre me surpreendendo, Ana — digo, assim que me sento em uma cadeira. — Com certeza, tem algum plano secreto para me deixar barrigudo.

Ela gargalha por trás do balcão. Era estranho, pois, com Ana, me sentia bem e até mesmo compartilhava alguns acontecimentos de minha vida. Nada demais, apenas minhas versões das histórias que saíam na mídia. Talvez seja pelo fato de ela estar comigo desde que me mudei das casas do meus pais, ou de minha mãe confiar muito nela, ou o mais considerável, o fato de sua aparência anciã me causar respeito por lembrar a minha avó. Ela até mesmo cuida de mim como se eu realmente fosse um de seus muitos netos. Nunca permite que eu saia sem comer ou recolher as roupas que deixo jogadas pelo
apartamento.

Sirvo-me de um café sem leite e, quando estou levando a xícara até os lábios, a campainha soa alto. Ana sai detrás do balcão e vai até a porta. Eu acompanho de longe, sentindo meus nervos se prepararem, pois passará por ali uma garota de boca afiada, cabelos loiros e olhos verdes atrevidos.

Não estou errado. Com passadas duras, Scarlett adentra minha sala de estar. Ela me avista sentado e rapidamente vem até a mim. Quanto está perto o suficiente, estudo seu corpo. Hoje ela veste uma calça jeans azul sem modelagem e uma camiseta simples de mangas grandes demais para seus braços finos. Nos pés, o mesmo um tênis preto um pouco velho.

— Se era para ficar apenas me encarado, com certeza poderia fazer isso através de uma foto minha — ela dita, a voz demonstrando que não está nada contente.
— Sente-se — digo, ignorando seu sarcasmo. —Vamos tomar café antes de sairmos.
— Tão romântico esse homem! — Ela cruza os braços na frente dos seios. — Me admira muito que eu seja a única tola capaz de aceitar se casar com você. Até mesmo encontrei, na frente de seu prédio, uma fila de mulheres apaixonadas e gritando seu nome.
— Pare de ser insuportável, Scarlett. — Pego um pão. — Vamos tomar café, quanto mais tempo demorarmos aqui, mais tarde esse tormento
terminará.
— Como se fosse do meu querer ir às compras com você — ela continua a me provocar, em pé com sua postura de petulante. — Jamais imaginei que um cavalo selvagem feito você pudesse ser conhecedor de moda.
— Basta! — grito, irritado. Não entendia por que essa garota tinha a capacidade de tirar minha sanidade e tranquilidade. É como se ela fosse o fogo e eu, a pólvora, bastava ela chegar perto para eu explodir.
— Eu não tenho medo dos seus relinchos.

Deus! Cadê minha paciência? Desvio meu olhar de Scarlett e avisto Ana, assistindo, divertida, à nossa cena. Ah, meu Deus, até ela? Quando todos deixariam de se divertir com meus tormentos? Levanto uma sobrancelha para ela, que rapidamente some por uma porta — acredito que seja para a área de serviço.
— Garota, ou você se senta nessa maldita cadeira e começa a comer, ou vou arrumar um jeito de colar sua bunda aí e vai demorar dias para conseguir se levantar. — Aponto para a cadeira ao meu lado direito.
— Vou me sentar — ela, fala a boca retorcida. — Mas deixo claro que só faço porque estou cansada de ouvir seus relinchos.

Com desgosto, Scarlett senta-se. Com menor vontade, pega uma xícara e serve-se de café. Não discuto mais, se ela não quer comer nada, não vou adulá-la. Se bem que, com seu corpo magro, seria bom que ela pudesse comer em qualquer oportunidade.

Eu termino meu desjejum em silêncio. Pego meu celular em cima da mesa e vejo a notificação de um e-mail de Sebastian, sequer preciso abrir para saber que se trata do nosso contrato. Decido que as assinaturas podem esperar nosso retorno. Então me levanto, olhando para a garota que parece bem irritada e falo, apontando para algumas comidas intactas:

— Já que não vai comer, é melhor que comecemos logo nossos compromissos de hoje. Quando voltarmos, analisaremos o contrato e assinaremos. Fui claro?
— Como água. — Range os dentes.

Porra! Eu sentia que este dia seria desgastante. Pelo meu mau humor e pelo desaforo de Scarlett. De duas, uma: ou eu surtaria e explodiria antes do casamento, ou jogaria tudo pelos ares e desistiria desse inferno, pois eu sabia que meu mundo iria virar de cabeça para baixo e tudo se tornaria um caos quando fôssemos marido e mulher.


Notas Finais


gostaram?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...