História Esquadrão Fantasma - Capítulo 18


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - Razões e Emoções


POV Lica

-É sério cara, falaram que um dos encapuzado chegou jogando gelo pontiagudo em cima dos caras que tinham assaltado o banco. Falaram que era tipo aquelas porras que tem em filmes que o gelo fica preso no teto, saca? - Caio disse se sentando em cima da mesa de Sophia, que ficava a minha esquerda.

Nós estávamos na sala de aula e fazíamos um mini-círculo conversando enquanto a professora não chegava. Tinha descoberto que o que nós achávamos que era um roubo de carro normal no fim de semana, na verdade foi um assalto ao banco no centro que não terminou muito bem.

-Você quer dizer estalactite? - Felipe, que sentava mais para frente, se retorceu para encontrar o olhar de Caio.

-Não sei o nome, cara. Só sei que falaram que era parecido, só que menor

-Isso é caô - Laura entrou na conversa, ela era uma das poucas que estava em pé porque sua mesa era do outro lado da sala - É uma daquelas coisas que acontecem aí o povo começa a aumentar

-Mas tem vídeos - foi a vez do Sophia falar, ela empurrou Caio para que ele saísse de sua mesa

-Não dessa história - a jogadora de basquete retrucou

-E tem como duvidar dessa história vendo aqueles vídeos? - Caio voltou a conversa se sentando em sua mesa, que ficava logo atrás da minha

-Espera aí gente - eu disse - Que vídeos são esses?

-Você não viu? - Laura perguntou, neguei com a cabeça - Está por todo o twitter

Então ela tirou o celular do bolso da jaqueta mexendo por alguns segundos e me entregou aberto em uma conta do twitter que era sobre notícias da cidade e tinha vários e vários vídeos. Cliquei no mais recente, o de ontem, quando salvamos algumas pessoas de um prédio que pegava fogo.

Samantha tinha tentado absorver o máximo de calor daquele lugar, mas ela nunca iria conseguir absorver tudo. Ela estava ficando sobrecarregada, eu preocupada, foi por isso que pedi para que ela parasse e para que fôssemos embora e deixássemos o resto com os bombeiros. Nós tínhamos pensado que tínhamos feito o principal, que era salvar todas as vidas que estavam dentro daquele prédio. Os meninos já até tinham saído quando vimos a senhora caída no chão.

O fogo estava começando a consumir de vez, e não era nem mais questão de querer ou não, nós tínhamos que sair, assim como tínhamos que salvar aquela mulher. Samantha não estava conseguindo passar pela pequena, e única, abertura que dava passagem para ela ir até a senhora. A abertura era estreita demais e uma madeira estava caída no meio do caminho ardendo em chamas. Samantha tentou usar seus poderes uma última vez para tirar a madeira do lugar e, surpreendentemente, acabou se queimando.

Foi nesse momento que eu tive que agir e tudo aconteceu.

Não me lembro exatamente dos fatos, é como se fosse um borrão, só sei que levantei a madeira para Samantha passar, pegar a senhora e sair dali. Estava fazendo tanta força para aguentar o peso daquela madeira e enviar o fogo para longe das duas, que perdi o controle. Senti meu corpo todo se sobrecarregando em fogo, até que não aguentei mais e saí.

Aquilo que eu via agora no celular de Laura era eu, aquela espécie de bola de fogo saindo do prédio, numa tentativa desesperada de não ser pega por ninguém, de querer liberar tudo o que sentia me preencher.

Foi constrangedor quando Guto me encontrou depois de um tempo, algumas quadras distantes de onde tudo aconteceu, completamente nua. O garoto enrubesceu, virou o olhar e então me entregou algumas roupas que tinha trazido na mochila que sempre carregava.

Conforme eu descia a timeline tinha mais e mais vídeos de outras ocasiões. Todos os vídeos tinham uma quantidade absurda de rts e curtidas. Merda, mil vezes merda.

-Isso pode muito bem ser alguma edição - Bruno, do time de futsal, disse pegando o celular de Laura da minha mão

-Pra que eles iriam editar um monte de vídeo de vários ângulos diferentes? - Sophia perguntou, sua unha grande coçando o canto da sobrancelha

-Essas pessoas devem estar fazendo alguma pirotecnia - Felipe quem respondeu. Seu olhar ficou por mais tempo em mim, e eu soube, soube que ele sabia que era eu - Existem vários filmes aí que mostram como é possível

-Ta, e de novo, qual é o ponto disso? - Sophia cruzou os braços reclinando em sua cadeira.

-Sei lá, qual é o ponto de existirem certos youtubers? - Felipe levantou as duas sobrancelhas dando aquele sorriso estranho que ficava entre um sorriso fechado e um sorriso de fato - Nós nunca vamos saber

A conversa iria continuar se a professora de gramática não chegasse na sala pedindo para todos irem para seus lugares.

Eu estava preocupada com toda essa repercussão. Nos filmes costuma demorar mais para que os mocinhos fossem descobertos e taxados como heróis ou vilões para o povo, mas a gente não durou nem um fim de semana no anonimato total.

-Sua patroa não para de te olhar - Caio se inclinou por sobre meu ombro para dizer isso - Ela ainda está puta comigo?

Olhei na direção que ele apontou vendo Samantha desviar o olhar para frente no mesmo momento.

-Não. Você apenas foi o responsável por enviar fotos da vida pessoal dela para outras pessoas, mas tá tudo de boas, ela te convidou até para um chá da tarde - respondi ironicamente, não ousei virar demais a cabeça para que a velha senhora Lima percebesse que eu estava conversando

-A foto também tinham coisas da sua vida pessoal e você não ficou bolada - ele continuou, arqueei a sobrancelha

-Cara, eu espero que você não namore uma garota porque obviamente você não entende nada de mulheres

Caio se jogou de volta em sua cadeira. Nem precisei olhar para ter certeza sobre isso, apenas o barulho que fez já deu para deduzir o óbvio. Ele estava puto, e o engraçado era que ele estava fazendo uma cena por algo que era mínimo comparado com tudo que ele vivia fazendo.

Quando a aula terminou Samantha passou na minha mesa, pegou a minha mão e me levou levou pelos corredores. Era engraçado porque conforme nós passávamos as pessoas viravam para olhar como se nossa vida fosse um episódio foda da série favorita deles.

Não sei se Samantha percebeu como andávamos segurando as mãos, ela estava claramente atordoada por algum motivo que eu já suspeitava qual era.

-Ei princesa, assim as pessoas vão realmente acreditar que estamos nos pegando - disse tentando quebrar o gelo quando vi duas garotas do primeiro ano nos olhando e conversando entre si.

-Cala a boca, Heloísa, só vem - Samantha continuou sem nem ao menos me olhar, viramos um corredor mais vazio, já que o refeitório era para outro lado, e senti um baque nas minhas costas fazendo a gente se separar.

-Minha garotas - Felipe abraçou a gente, uma de cada lado, seu tom de voz vibrante - Para onde estão indo?

-Para lugar nenhum - Samantha respondeu nervosa, não apenas por a gente ser pega, percebi, mas por como Felipe estava estranhando. Ele não era esse tipo de cara.

-Não sabia que poderíamos ir para lugar nenhum - seu rosto estava virado para ela, mesmo assim ouvi sua risada - Mas isso não importa meninas - senti sua mão bater em meu ombro direito antes de ver ele indo para nossa frente se virando, agora andando de costas - Só vim avisar que vocês deveriam parar de fazer isso que estão fazendo - tentei, em vão, mentir, ele não me deixou nem começar - Tudo bem, vocês não precisam admitir para mim, eu sei. É perigoso continuar nesse jogo de vocês de polícia e ladrão, uma hora pode dar ruim. - Ele parou coçando aquele cavanhaque estranho do qual ele tinha tanto orgulho - Aliás, repassem isso para o Guto e o MB

E sem nos deixar poder de resposta ele passou por a gente sumindo no fim do corredor. Olhei para Samantha tentando entender o que tinha acabado de acontecer e se não fosse pela sua fisionomia tão confusa quanto a minha, eu juraria que isso tinha sido um surto meu.

-Vem - Samantha pegou novamente em minha mão continuando o caminho que seguiu desde o começo e saindo pela porta dos fundos - Pronto, aqui é melhor

-Eu não sabia que atrás do colégio era tão vazio - comentei analisando o lugar silencioso, tentando encaixar a frase de Felipe em minha cabeça

-Eu também não sabia, até ter que procurar MB - ela se referiu ao dia que eu “sumi” - Antigamente eu pensava que esse espaço era reservado para aquele grupo da galera que usa droga

-Samantha, querida. O grupo da galera que usa droga não vem para o colégio - disse tentando soar implicante como sempre, não acho que funcionou dessa vez

-Tanto faz, não me importa. - ela se abraçou caminhando para um canto mais afastado da porta - Não foi pra isso que eu te chamei

-Eu sei - olhei ao redor apenas para me certificar que realmente não tinha ninguém - Vi os vídeos

-Estão por toda parte - Samantha passou a mão pelo rosto - Tem até uma thread falando sobre como é perigoso ter esse tipo de pessoas na cidade

-Uma o quê?

-Merda, eu esqueço que você não liga pra internet - Samantha revirou os olhos - Thread é uma espécie de tweets emendados. Quase como um textão, só que cortado em 140 caracteres

-Que bosta.

-Nem sempre - Samantha suspirou- Mas isso não importa, o que importa é que as pessoas estão falando de nós

-Nós já tínhamos noção que isso poderia acontecer

-Não nesse nível Lica - Samantha retrucou, seu olhar estava perdido - Nós temos que parar com isso agora que ta no começo

-Não - respondi imediatamente inconformada que ela estava pensando no assunto. Tinha sido tão bom ajudar outras pessoas durante o fim de semana - Nós já conversamos sobre isso, eu não vou mudar minha escolha.

-Você não vê que está tudo diferente? Eles vão procurar por nós. O Felipe sabe da gente, o que ele falou do MB e do Guto, você por acaso não ouviu? O tom de ameaça dele...

-Ouvi, claro que ouvi - me aproximei segurando em seu braço - Ei, olha para mim - pedi. Samantha respirou fundo antes de conectar seu olhar no meu - Ele não tem certeza de nada.

-Ele tem certeza de você - Samantha respondeu - Ele viu você, a gente.

-E o que ele pode fazer contra você? Falar que você apaga meu fogo? - perguntei fazendo ela soltar uma risada fraca - Isso seria cômico.

-Ele continua tendo você nas mãos dele

-Que ele venha brincar com fogo então

-Você está sendo uma convencida. Será que dá pra se tornar apenas a minha amiga novamente pra gente poder conversar?

Não sei se foi por ela ter pedido para conversar, por ter usado o minha na frase, ou por estar com um olhar que me desmontava em dois minutos, só sei que baixe a guarda.

-Olha - comecei escorregando minha mão pelo seu braço até encontrar as mãos dela, frias como neve -Você sabe que eu me importo com você, com todos vocês, mas eu não vou deixar de fazer isso. Sei que é perigoso, sei o risco que estou correndo, mas quando estamos juntos lá fora, é o momento que me sinto certa. É como jogar futebol ou - parei no meio da frase sem conseguir continuar. É como estar ao seu lado e do de Tina quando éramos crianças, foi aquilo que passou na minha mente. - É só certo… Se você quiser sair, está tudo bem, ninguém vai te julgar -

-Eu não ligo pro julgamento de vocês, tô preocupada de vocês acabarem morrendo - Samantha me cortou tão séria como quando discutia com alguém no meio do corredor, seus olhos congelados nos meus tão sérios ao ponto de me fazer sentir que poderia tomar um soco a qualquer minuto. Sorri. - Tá rindo do quê?

-Parece que você passou por uma lavagem cerebral durante três anos e aquele desmaio na quadra te trouxe de volta. A minha Samantha - usei de sua frase. Samantha desviou o olhar sem jeito pelo que eu disse.

-Você viu Guto e MB por aí? - ela perguntou trocando de assunto, não me importei. Existiam realmente assuntos mais importantes do que nós duas no momento. E talvez o clima que eu senti foi apenas na minha cabeça - Você acha que eles viram os vídeos e ficaram com medo de vir pro colégio?

-MB? Improvável. Guto? Com toda certeza deve estar surtando.

-Devemos ligar para ele? - Samantha perguntou. Seu polegar indo do meu dedo mindinho ao indicador, e então voltando para o mindinho - Ou ir até a casa dele?

-Vamos apenas mandar uma mensagem e esperar pra ver o que eles falam

-Eu já mandei - Samantha respondeu. Arqueei minha sobrancelha - Quando as meninas me mostraram o vídeo de manhã e só vi você na sala, mandei mensagem para os dois querendo saber se eles estavam bem

Estava tão surpresa pela atitude de Samantha que não consegui responder durante um tempo. Ela realmente estava parecendo com a antiga Samantha, ou agora a antiga Samantha era aquela que andava pelos corredores com o nariz empinado fazendo a questão de parecer uma estrela? Não sei responder. Só sei que gosto mais do que o esperado da Samantha que está na minha frente.

-E o que eles responderam? - enfim eu perguntei

-Eles não responderam - ela respondeu. E as flores que eu via finalmente crescer em minha imaginação começaram a murchar.

O restante das aulas passou voando, combinei com a Samantha de almoçarmos juntas e irmos até o galpão. Se os meninos não estivessem lá e não respondessem as mensagens iríamos na casa deles, igual Samantha e MB fizeram comigo uns dias atrás.

-Vamos? - perguntei quando cheguei perto de Samantha no estacionamento. Ela estava com as amigas que trocaram risinhos. Anotei mentalmente que eu tinha que falar com a Samantha do porquê as amigas dela sempre fazerem a mesma coisa quando estávamos juntas.

-Sim - ela acenou em despedida para as amigas indo em direção ao seu carro, fui atrás

-Podemos ir no Burger King?

-Ew, eu não vou almoçar fast food

-Por que?

-Porque eu tenho que preservar esse corpinho - Samantha ergueu as mãos na altura dos ombros e deu um giro de 360º perfeito. Segurei a alça da mochila negando com a cabeça, sentia meu sorriso sair sem que eu quisesse. Samantha às vezes nem se dava conta do que fazia, e quando ela agia assim naturalmente, não tinha como não se encantar com uma mulher daquelas.

-E aí, vão finalmente assumir esse namoro? - Sophia passou por nós gritando, olhei de relance para o meu grupo de amigos que saíam todos juntos do colégio. Eles iriam para a casa de Caio como sempre faziam, e mais uma vez eu recusei falando que tinha compromissos.

-E aí, vocês vão parar de tomar conta da nossa vida? - retruquei alto o suficiente para todos eles ouvirem

-Lica se tornou rude desde que se prendeu nesta coleira - foi Caio quem falou dessa vez. Não conseguia saber se ele ainda estava puto por mais cedo, ou por eu não estar tão perto da galera como antigamente. Revirei os olhos

-Ao menos eu tenho alguém. Cadê sua namorada? - todo mundo começou a rir alto

-Eu não tenho porque eu não quero

-Acorda garoto, ninguém te suporta - Laura respondeu por mim. Eu quase fiquei grata por isso, só não fiquei porque eu queria ter dito aquela frase.

-Tão insuportável que pego um monte nas festas - Caio se gabou. Vi Samantha encostar no carro olhando para o céu

-As garotas estão bêbadas na festa né mano -Bruno bateu no braço dele - Não é como se elas te achassem um príncipe ou um namorado perfeito, elas só querem pegar qualquer pessoa - mais uma vez caímos no riso

-Eu adoraria ficar aqui até ver o Caio se dar conta que ele também é um objeto nas festas, mas eu estou com fome - Samantha disse interrompendo a troca de farpas habitual entre meu grupo. Ela olhou de relance para Caio e deu aquele sorriso de canto que dizia que ela iria fazer algo além do esperado.

Samantha me puxou pela gola da camisa e pelo amor de deus deveria ser pecado aquela mulher me pegar assim, fazendo eu ficar tão próxima dela, e não me beijar

- Vem, e vamos almoçar no restaurante - ela disse

O pessoal voltou a rir e me zoar alto demais por ver Samantha me “obrigando” a comer saudável. Semicerrei meus olhos em sua direção, ela abriu ainda mais seu sorriso malicioso. Samantha tinha entrado na encenação, mesmo assim, não deixava de me provocar.

Nos últimos dias estabelecemos que seria mais fácil deixar os rumores ganharem cada vez mais voz, pois era mais fácil para nos comunicarmos dentro do colégio. Guto e MB fizeram o mesmo. Só que eles tinham menos palco do que a gente, o que era ótimo.

Passei minha mão pela cintura de Samantha a abraçando e deixando um beijo no canto de sua boca. Pude ver a raiva em seus olhos pelo carinho mostrado em público. 1 a 1 meu amor.

-Podemos comer fast food amanhã?

-Você fala como se não comecemos porcaria todo dia - ela se referiu as pizza que Guto pedia quase sempre, embora ninguém além de nós soubesse disso.

Samantha jogou meu cabelo para trás arrumando do jeito que ela gostava. Pude ouvir algumas das garotas soltando um suspiro e mordi o lábio para não rir, Samantha fez o mesmo.

Ficamos por mais algum tempo no estacionamento até que, por fim, entramos no carro e saímos do colégio. Por mim, poderíamos ter ficado mais uns dez minutos por lá. Eu não reclamaria.

-MB me respondeu - Samantha me contou quando parou em um sinal vermelho - Falou que tá com uns problemas em casa e teve que faltar para fazer um job - assenti trocando a música que tocava. A playlist da Samantha era tão diversificada que para mim era dividida entre música boa demais, música que até dá para escutar e música horrível.

-E Guto? - perguntei

-Nada - Samantha comprimiu os lábios - Mas MB disse que tinha falado com ele ontem a noite e ele parecia bem

Concordei com a cabeça sem ver necessidade de fazer mais questionamentos e deixando The 1975 ressoar por todo o carro.

Acabamos encontrando Guto no galpão mais tarde. Ele não estava tão alinhado como costumava ser, e quando contamos a ele sobre o que Felipe dissera, ele estava tudo, menos bem.

 


Notas Finais


aiaiai o colégio, os colegas, o twitter, os romances...

como estamos?


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