História Esqueci de te esquecer - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~Chester_Zenere

Postado
Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Luna Valente, Matteo, Nina
Visualizações 99
Palavras 1.138
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii,voltei..

Capítulo 3 - Capítulo 2


Cinco horas depois......

 

 

Abro meus olhos lentamente e escuto um cantarolar baixo vindo do lado esquerdo da minha cama.Eu estou aqui, ainda....no hospital,sem memória.Parece até mentira,mas não é.Fecho meus olhos e tento,(inutilmente) fazer com que algo venha na minha mente.

 

−Poxa finalmente!achei que não fosse acordar nunca.

 

Olho em direção da voz e vejo uma senhora sentada em uma poltrona azul água,com agulhas e tubos de linhas vermelhas.Ela me olhava por cima dos óculos fininhos.Seu cabelo era meio branco e meio castanho,estavam em um rabo de cavalo estiloso.Eu gostei dela,não sei por que,mas gostei.

 

−Oi.Quem é você?−Ela faz um “hurrum” forçando a garganta e depois fala:

 

−Se o médico não tivesse me confirmado que você perdeu a memória mesmo....eu iria jurar que está fazendo isso só para não ir ao internato.−Ela fala colocando os tubos de linhas dentro de uma sacola que tinha o nome I love paris bordado na frente.

 

−Por que eu faria isso?

 

−Digamos que....−Ela faz uma pausa,se levanta e vai até o bebedouro que tinha ali.−Você faria qualquer coisa para não ir e faria qualquer coisa pra irritar o seu pai.

 

−Irritar?−Ela pega o copo cheio e o leva até a boca.

 

−É.Como da vez em que você colocou todos os ternos dele junto com uma blusa vermelha na máquina de lavar ,resultado:Os ternos ficaram rosas,a empregada foi demitida,porque é obvio que você pois a culpa nela e você passou duas semanas rindo histericamente.Seu pai tinha uma reunião importante e teve que usar o terno rosa.−Solto uma curta risada,não acredito que eu fiz isso.

 

−Não intendo.Por que a empregada foi demitida?−Pergunto meio confusso.Ela vem até a mim e começa a rir.

 

−Eu te ajudei a por a culpa nela.

 

−O que?Mais por que? −Ótimo.Eu acabei de descobrir que cometi uma injustiça e que tive uma velhinha de cúmplice.

 

−Você tinha doze anos Matteo.Queria que eu fizesse o que?

Matteo.

 

Esse deve ser meu nome.

 

−Esse é meu nome.Não é?−Ela afirma com a cabeça,passa os dedos nos meus cabelos,com certeza deixando eles mais bagunçados.−E você?

 

−Ah,é.Eu sou Madalena,sou mãe do seu pai,sua avó.−Minha.... avó?

 

−Você não é tão velha,é?−Eu pergunto e ela põe as duas mãos na cintura e faz uma cara de indignada.

 

−Na verdade,eu tenho quase setenta anos.−Nossa,não imaginava que seria tanto,ela parece ter um pouco menos.−E eu sei que você perdeu a memória e bla bla bla,mas você prometeu tocar no meu aniversário e promessa é divida.

 

 

−Tocar?tocar o que?−Pergunto,afinal eu sei tocar alguma coisa?eu nem me lembro dessa tal promessa.

 

−Piano.Eu fiz uma lista das músicas que quero que toque,até agora tem umas doze,ou seria vinte e sete?−Eu toco piano.......

 

−Você poderia.....poderia....me contar.....

 

−A sua vida?−Não era exatamente isso que eu ia perguntar,mais se bem que não é má ideia.

 

Ela mal espera a resposta:

 

−Nós estamos em Veneza,na Ítalia.−Ela abre os braços e depois aponta pela janela.−Você nasceu aqui,não aqui nesse hospital,mas nessa cidade,filho de Bruno Balsano e Aurora Balsano,sendo assim:Matteo Balsano.

 

 

Ela me contou diversas coisas sobre mim,sempre fazendo mimica pelo quarto,parecia me conhecer melhor do que eu mesmo,se bem que é isso mesmo.Falou que meu pai é dono de uma marca de carros muito famosa,conhecida internacionalmente chamada Stone Car, eu achei o nome meio nada haver e ela concordou comigo,mas disse que esse foi o nome que o meu pai e o segundo dono da empressa e melhor amigo dele criaram juntos.Ela disse também que eu tinha uma irmã,mas que ela e a minha mãe morreram quando eu tinha dez anos em um acidente de carro,o que foi muita coincidência já que eu também quase morri com elas e quase morri agora em um acidente de carro,anos depois.

 

 

A mulher ruiva é minha madrasta,ela é uma ótima pessoa  e se chama Maria Luiza.A vó Male (como ela disse que eu deveria chama-la) disse que ela é casada com o meu pai a quase um ano,nós dois não somos muito amigos,mas também não nos odiamos.

 

 

 

Por último ela me contou sobre mim,eu sou difícil,chato,esnobe,convencido,egocêntrico,disse que não tenho amigos,mas tenho muitos inimigos e que ela não estava brincado quando disse “inimigos”.Ela foi até uma a bolsa e tirou um caderno rosa groso,só que pequeno,tipo uma agenda,tirou de dentro um cartão e me deu.

 

 

Estava escrito:

 

 

Querido Matteo.......

 

Eu espero de todo o coração...

 

Que você morra e queime no inferno!

 

 

                    De  seu amigo,  Marcos.

 

 

Meu.deus.

 

 

−Por....que....por que alguém me mandaria isso?−Pergunto pra ela que estala a língua no céu da boca antes de falar.

 

 

−Depois do que fez a ele....−Eu devo ter feito uma careta de confusão pura,porque ela continuou:

 

 

−Marcos é um entregado de pizza,você fez ele perder o emprego e ainda  fez ele te dar a pizza de graça.Não me pergunte como....

 

 

−Que tipo de pessoa eu era?

 

 

−A pior de todas?−Ela me devolve com outra pergunta,que eu basicamente,não sei a resposta.

 

 

Eu acabei de acordar de um coma,não lembro exatamente de nada da minha vida,descobri que minha mãe morreu,que eu tinha uma irmã e que eu sou odiado por quase toda a população italiana.E o mais confusso,é que tem uma velhinha me contando tudo isso como se fosse a coisa mais natural do mundo.

 

 

 

 

 

Depois de conversar mais um pouco com a velhi...minha avó Male,uma enfermeira veio me informar  que logo eu seria levado para outra sala,aonde eu faria uma bateria de exames,depois seria levado pra outra sala,aonde eu faria outra bateria de exames,só que dessa vez eu seria sedado.Traduzindo:eu não poderia dormir...e eu queria...e muito.

 

 

 

 

−Preste atenção.−Disse Male antes dos enfermeiros aparecessem para me levar pra sala de exames.−Muitas pessoas,vizinhos,parentes,colegas.....todos querem que você se ferre,sempre quiseram e agora querem mais,são pessoas que não conhecem quem você é de verdade.Eu sei e sei também que está diferente....

 

 

Eu a interrompo.

 

 

−Diferente?

 

 

 

−Se você tivesse  em seu juízo perfeito teria gritado com a enfermeira quando ela veio avisar sobre os exames.Ela te chamou de Matteo e você odeia quando uma pessoa “inferior” ou que não seja próxima o bastante o chame pelo nome ao invés de Sr.Balsano.Então tecnicamente você não esta bem....

 

 

 

A interrompo de novo.

 

 

 

−Então se eu tivesse gritado com uma enfermeira que só estava fazendo o seu trabalho,por uma coisa tão pequena,eu estaria no meu juízo perfeito?−Pergunto totalmente intrigado.−E por que?O que mudou realmente?

 

 

Ela não responde,pega sua bolsa no chão e põe no ombro esquerdo,beija minha testa e diz:

 

 

−Boa sorte nos exames.−Ela se dirigia a  porta,mas para quando a chamo.

 

 

−Espera.Você não respondeu a minhas perguntas.

 

 

−Thauzinho.−Ela canta a palavra,abre a porta e some.

 

 

 

Eu acho que ela é que não está em seu juízo perfeito.Deito a cabeça no travesseiro e solto um suspiro alto,parecia que eu estava prendendo  respiração enquanto ouvia a minha vida ser contada pra mim.

 

Olho o cartão de novo e o leio e releio umas mil vezes,até que o enfermeiro chegam e me levam pra fazer os exames.

 



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