História Esqueci de te esquecer - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~Chester_Zenere

Postado
Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Luna Valente, Matteo, Nina
Visualizações 85
Palavras 1.118
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Capítulo 3


Um,dois,três...um milhão.

 

Esses exames pareciam infinitos,agulhas,perguntas,maquinas,pessoas,agulhas,perguntas,mais maquinas e mais pessoas.Depois eu fui sedado,durmi por mais ou menos uma hora,depois fiz tudo de novo.Até que o médico que estava na sala quando eu acordei disse.

 

−Acabamos Sr.Balsano.−Ele disse enquanto uma enfermeira tirava as agulhas de uma  das minhas mãos.

 

−Finalmente      −Eu digo suspirando.

 

−É cansativo mesmo,eu sei.Mais por ser um assunto muito delicado temos que ter cem por cento de certeza de que não há mais nada de errado com o senhor.

 

−Ah não me chame de senhor.Eu fico parecendo um velho quando me chamam assim.−Eu disse meio envergonhado pelo fato de pedir uma coisa tão obvia.

 

−Se prefere assim senh...Matteo.−Ele sorri pra mim e eu devolvo com um sorriso fraco.

 

O médico sai da quarto me deixando sozinho,pela primeira vez desde que acordei,eu estou sozinho,e posso pensar.Eu perdi a mémoria.Nada,nadinha,nem uma poeira de memória.Eu acho isso muito confusso.

 

Como isso aconteceu?

 

Aquela velhilha..digo,a vó Male,me disse varias coisas sobre mim e sobre quem eu sou,meus pais,minha madrasta,”meus amigos”,minha personalidade,que é meio....difícil.Eu sei bastante sobre mim.Mais ao mesmo tempo em que sei tudo,eu não sei nada.

 

 

Umas meia hora depois,em que eu utilizei pra pensar bastante e tentar me lembrar de algo(o que não deu certo,obviamente),minha madrasta e meu pai entraram no quarto,o que não sei porque,me fez fechar os olhos imediatamente.Eu só espero que eles não tenham percebido.

 

Eu ouvi passo e barulhos de sacolas,até a respiração eu podia ouvir,depois que os passos e qualquer outro som sumiu,o silencio se estendeu por um ou dois minutos e quando eu pensei em abrir meus olhos eles começaram a conversar.

 

−Tem certeza do que vai fazer Bruno?

−Absoluta.−Ele diz com firmeza.

 

−Talvez você deva repensar o caso...

 

Ele a interrompi.

 

−Repensar?Por que?

 

−Ele nasceu aqui,viveu aqui na maior parte da vida,talvez se ele continuasse aqui fosse mais fácil das memórias voltarem.

 

−Memórias?Que memórias?−Ele pergunta elevando o tom da voz.−Os “passeios” de moto?As pichações?Os amigos deliquentes?...

 

−Para Bruno.−Ele diz um pouco mais alto que ele,mas depois abaixa o tom de voz a fazendo virar um sussuro−Assim você vai acorda-lo.

 

Depois disso eu escutei silencio, passos e a porta batendo,abri os olhos e me sentei na cama.Do estavam falando?Que decisão é essa que ele tem que repensar?.Olho ao meu redor e vejo sacolas grandes e chiques em cima do criado mudo ao lado da porta.Me levanto e vou até elas.

 

Abro a primeira:Revistas,a maioria eram pretas e riscadas,tinham o meu nome nelas,então deviam ser minhas.Abro a segunda:Roupas,blusas,uma calça praticamente toda rasgada,um relógio preto,tiro uma blusa da sacola e texto em mim colocando por cima da roupa do hospital,serviu perfeitamente,então também eram pra mim.Abro a terceira....

 

−OLÁ MUNDO!−Uma garota de óculos escuros escancara a porta do quarto e entra abrindo os braços e sorrindo pro nada.

 

 

Mas quem é essa louca?

 

 

Ela abaixa os braços e olha pra mim.

 

−Quem é você?−Eu falo.

 

−Uma das duas pessoas que gostam de você.−Ela fala simplesmente e joga a bolsa cor de pele na poltrona.

 

−Mais e o resto?−Eu estava me referindo ao meu pai,esperava que entendesse isso.Eu tava com medo da resposta mesmo assim.

 

−Ah,elas não gostam de você.Apenas te suportam.−Poderia ter sido pior.−Eu sou Nina,sua prima,você me ama e faz tudo o que eu mando.

 

Ela diz deitando as costas em um braço da poltrona e pondo as pernas no outro.

 

−Eu não faço tudo o que manda.

 

−E por que acha isso?Você perdeu a memória....

 

−segundo essa revista....−Enfio a mão na sacola e pego uma revista que tinha o nome:Eu sou o meu dono.−Eu acho que não.

 

Ela suspira parecendo frustrada pelo seu plano não ter dado  certo.Coloco a revista de volta na sacola e vou sentar na cama,ela me olha e morde os lábios,meio que não sabendo o vai dizer.Até que eu me lembro da conversa que escutei entre meu pai e a minha madrasta e resolvo pergunta pra ela.

 

−Então...Nina,você é minha prima certo?−Ela me olha e franzi as sobrancelhas.

 

−Pensei que já tivesse dito isso Teozinho.

 

−Teozinho?−Pergunto não deixando passar o apelido.

 

−Sim,é assim que eu te chamo,bem eu não sou a única, a Lu...ah..vó Male,ela.....ela também te chama assim.−Eu percebi a confusão,mais decidi não falar nada,não é isso que eu quero saber mesmo.

 

−Meu pai e a Maia Luiza estavam aqui e eles tavam falando sobre uma decisão que o meu pai tomou.Você sabe o que é?

 

 

Nina se ajeita na cadeira e joga os cabelos lisos por trás dos ombros.Eu tenho uma prima,é estranho ter que conhecer as pessoas de novo,tipo,eu to aqui conversando com uma pessoa da qual eu não sei absolutamente nada.É como um admirador secreto.Eu não sei nada sobre ela,mas ela sabe tudo sobre mim.E como um admirador secreto,eu vou descobrir tudo sobre ela e tudo sobre todos.

 

 

Pelo menos é o que eu espero.

 

−O tio Bruno quer te levar pra ser consultado por um amigo dele em Buenos Aires ele disse que ele é mais competente e bla bla bla,só que a  Mary Lu não quer que ele te leve.

 

 

−E por que ela não quer?−Eu pergunto achando tudo isso muito estranho.

 

 

−Não sei,ela disse que é melhor que fique aqui.−Faz sentido,foi exatamente isso que ela quando eles entraram no quarto.−Mas o Tio disse que a decisão já esta tomada.Então nós vamos viajar.

 

 

−Nós?

 

 

−É.Eu você,o tio,a Mary e a vó Male.−Eu,ela,o meu pai,a Mary e a vó Male.

 

 

−Você também?E seus pais?−Pergunto e ela faz uma cara feia enquanto revira os olhos.

 

−Eu sei lá,devem estar em algum lugar pelo oriente ou no inferno.−Meu Deus.

 

 

 

−Pelo o que você disse a sua relação com eles não deve ser muito boa, não é?−Ela assende com a cabeça confirmando a minha teoria.

 

 

−Esquece isso.Não vejo a hora de voltarmos pra Argentina,faz muito tempo desde a última vez que nós fomos.Acabou não sendo muito legal.

 

 

−Por que?

 

 

Eu e Nina ficamos conversando pelo resto do dia todo,ela é super extrovertida e emgraçada,sem contar que ela deixou claríssimo o seu interesse pelo enfermeiro que veio trazer meu rémedio e checar meu soro, ela me contou algumas coisas sobre mim,não é como se eu agora soubesse tudo,mas já é um começo.A vó Male chegou quando já tinha anoitecido,ela disse que meu pai viria a noite  pra ficar comigo,quando eu possivelmente estaria dormindo,ela acabou se juntando a mim e a Nina na conversa.

 

 

Um tempo depois um segurança apareceu e  Nina teve que ir embora,ela me deu um beijo no rosto  e saiu me desejando sorte quando eu encontrasse o tio dela,ou seja,meu pai.A vó Male me disse que eu poderia voltar pra casa no dia seguinte já que os exames extras não deram em nada e não existe problema nenhum comigo.Bem, quase não tem problema nenhum comigo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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