História Esqueci de te esquecer - Capítulo 5


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Luna Valente, Matteo, Nina
Visualizações 86
Palavras 1.035
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Capítulo 4


A conversa com meu pai não tinha sido tão assustadora como eu pensava que seria,na verdade ele ficou aqui tão pouco tempo que nem deu pra ver que tipo de pessoa ele realmente é.O médico veio me examinar de novo hoje e aparentemente está tudo bem comigo.

 

 

Aparentemente....

 

 

Apenas eu sei o quão difícil está sendo ver as pessoas,me olharem com pena,como se eu estivesse com uma doença terrível da qual a cura é desconhecida.É difícil ver as pessoas e não saber quem elas são de verdade,em quem eu devo confiar?E se quem esta me dizendo que gosta de mim na verdade não gosta?E se elas me disserem de quais coisas eu gosto,quando na verdade eu não gosto?.O que eu tenho que fazer?

 

 

Nada.É isso que eu vou fazer,nada.Talvez eu deva confiar em todo mundo até descobrir quem eu sou e quem é amigo e quem é inimigo de fato.Até parece loucura considerando o fato de ter que duvidar de todos enquanto tento recuperar a memória,sendo que eu realmente não sei se isso vai chegar a acontecer.

 

Hoje eu vou voltar pra casa,finalmente eu pude levantar da cama e olhar pela janela,desde que acordei três dias atrás,a única coisa que eu queria era ficar sozinho e olhar por essa janela,pela única fonte que me liga  com o mundo que eu posso ter no momento.Da janela,eu posso constatar que estou entre o quinto ou sexto andar,posso ver uma torre vermelha com listras brancas ou branca com listras vermelhas,carros,prédios,pessoas andando de um lado pro outro,ambulâncias chegando ao hospital  com  sirenes ecoando por todos os lados.Árvores,são poucas mais existem,pássaros,o vento.Eu com certeza me sinto mais preso agora.

 

 

−Apreciando a vista?−Mary Lu,falei muito pouco com ela apenas quando ela veio aqui ontem com o meu pai.−Não se preucupe,seu pai está terminando de preencher uma ficha e logo vai vim para te levar pra casa.

 

 

Seus cabelos vermelhos eram quase laranja,tão lisos que toda vez que ela colocava ele pra trás ele voltava e ela fazia muito isso.Vestida elegantemente,ela caminha até mim e me abraça,assim do nada.Achei estranho mais retribui à abraçando também,foi estranho,foi o primeiro abraço que alguém me deu,então não foi ruim.Mas foi estranho.

 

 

−Oi filho.−Meu pai fala aparecendo na porta vestindo um terno igual ao do outro dia,mas com certeza não era o mesmo.−Vamos?

 

 

−Aonde está a vó Male e a Nina?−Eu pergunto,afinal já eram quase três da tarde e elas não vieram me ver uma vez se quer.

 

 

−Estão em casa.Nina teve a ideia de fazer a sua comida favorita em um jantar especial pra quando  você chegar.Então vamos,não queremos nos atrasar,não é?−Eu não tinha a menor ideia de qual era o meu prato  preferido,mas confirmei mesmo assim;

 

Saímos do hospital e entramos em um grande e brilhante carro preto,o motorista assim que me viu pareceu aliviado,mas pareceu estar com receio de falar ou se aproximar de mim.Estranho.Maria Luiza e meu pai ficaram o caminho inteiro com o celular nas mãos e não trocaram nenhuma palavra comigo ou entre eles,eu não tinha um celular então a única coisa que me restou fazer foi olhar pela janela e torcer pra que chegacemos logo.Acabei de descobrir uma coisa sobre mim:Odeio ficar preso.

 

 

Parecia que não íamos chegar nunca,parece que já estávamos horas dentro do carro e eu estou prestes a ter um ataque e pular pela janela.Eu sabia que se desse um ataque agora o último lugar que eu iria agora era pra casa,então resolvi respirar fundo e focar nos prédios que passávamos por nós.

 

 

−Sim...não...sim...não...entendo...ok...estarei lá sim...perfeito....

 

−Está falando serio?....não...sim...não acredito....tudo bem.....

 

 

Agora falavam com algum ser do outro lado da linha como ser fossem loucos.Não posso ficar aqui sem fazer nada,vou entrar em pânico.Eu estou sentado bem atrás do motorista,eu me inclinei pra frente e comecei a falar com ele.O Jaime (Nome do motorista) pareceu relutante no começo a conversar comigo,mas depois ele se soltou e nós falamos sobre um monte de coisas da vida dele,afinal eu não poderia contar nada da minha.

 

 

Chegamos em casa quando estava anoitecendo.Era uma casa enorme,porém escura,era revestida de pedras quase pretas nas paredes,haviam seguranças do lado de fora,plantas enormes ao lados do portões davam um ar de mistério e medo.É  a minha casa,não tem porque ter medo.Ou tem?

 

Passamos pela porta de entrada e descemos antes do Jaime levar o carro para a garagem,passamos por mais uma porta e finalmente eu pude ver a sala de star:Tinha uma televisão enorme,jarros e mais jarros de flores sofisticadas que eu não faço ideias dos nomes e mesmo se fizesse,eu não me lembraria.Um sofá totalmente escuro com almofadas cinzas dava um contraste ao chão creme do qual eu pissava.Sério,quem decorou essa casa?

 

 

−Teozinho!−Nina voou no meu pescoço quando me viu,a vó Male veio logo atrás me abraçando também,em seguida elas me arrastaram até a sala de jantar que tinha uma mesa enorme de madeira,assim como as cadeiras grandes,um lustre enorme meio amarelado fazia o ambiente iluminado acima de nossas cabeças.−Senta aqui Matteo,vamos te servir.

 

 

Nina me colocou sentado e começou a por macarrão no meu prato,ela pois um molho vermelho e um caldo meio esverdeado por cima,assim que o prato foi posto a minha frente todos me olharam ansiosos.

 

−Coma logo.−Disse a vó Male já meio sem paciência.Eu pus uma garfada na boca e logo senti uma mistura de sabores se dissolver na minha língua.Olhei pro meu prato e vi algumas outras coisas misturadas ao macarrão.

 

−Isso é incrível.−Foi mais um sussurro baixo a minha classificação da comida.Logo todos se sentaram a mesa e começaram a comer em silencio.Uma moça de avental e uniforme veio retirar a mesa,enquanto outra trazia a sobremesa,escutei Nina sorrir do meu lado e dizer algo tipo “sorvete,aleluia.”

 

−Obrigado.

 

Eu não considero a minha fala como algo ruim,mas mesmo assim todos,me pai,Mary Lu,Nina,a vó Male e principalmente a empregada pararam tudo o que estavam fazendo e me encararam.Eu tenho plena certeza de que fiquei vermelho devido a toda essa atenção sem sentido.

 

−Pode se retirar Jena.−Meu pai disse.A moça  piscou três vezes antes de se virar e  voltar para a cozinha.Eu me inclinei em  direção a Nina.

 

−O que eu fiz?−Eu sussurrei a pergunta e ela me deu a resposta no mesmo tom de voz.

 

 

−Você disse obrigado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  



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