História Esquizofrenia - Spideypool - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Deadpool, Homem-Aranha, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Ben Parker, Gwen Stacy, Harry Osborn (Duende Verde), Mary Jane Watson, Peter Parker (Homem-Aranha), Steve Rogers, Wade Willson (Deadpool)
Tags Deadpool, Esquizofrenia, Homem Aranha, Peter Parker, Spideypool, Stony, Wade Wilson
Visualizações 234
Palavras 2.230
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiie meus amoooores
Perdão a demora, eu literalmente estou sem tempo para nada.
Tanto que escrevo no ônibus (Horrível T^T)
Enffim, aproveitem <3

Capítulo 4 - Segunda Conversa


Capítulo III - Esquizofrenia.

Peter nunca se sentiu tão aliviado ao chegar em sua casa, normalmente o mesmo prefere ficar fora da mesma. Mas quando se tratava em ter que ir numa festa da alta sociedade para o acastanhado não tem nada melhor do que sua residência.

A casa se encontrava num absoluto silêncio, o que não era uma novidade já que as únicas pessoas que moravam nela era Peter, Karen morava na casa ao lado, por isso não esperava uma recepção.

Então simplesmente o acastanhado tirou seus sapatos e jogou num canto qualquer, com toda a certeza ele iria escutar de Karen, mas não importava, pois naquele momento tudo o que Peter queria era deitar em sua cama, mas assim que acendeu a luz o coração do menino quase infartou.

— Puta merda Karen – Esbravejou, a morena pôs suas mãos em sua cintura.

— Olha a boca – Pronunciou brava. — Queria saber como foi. – Peter deu um suspiro, enquanto retirava o paletó.

— Bom, meio que a contragosto eles concordaram. Sr. Stark disse que eles estavam em uma situação desfavorável por isso concordaram.

— Sei que não é fácil para eles se assumirem, mas se continuarem assim… – Antes que a mesma pudesse continuar Peter lhe interrompeu.

— Aos poucos eles irão se matar – Mesmo não dizendo de uma forma literal, Karen não pode evitar de sentir um calafrio, e acabou por desviar o olhar.

— Amanhã eles vêm? – Perguntou enquanto recolhia os sapatos de Peter.

— Sim, bom eu vou indo dormir, e eu acho que você deveria fazer o mesmo, não faz bem dormir pouco já que acorda cedo – Karen revirou os olhos.

— Não precisa se preocupar comigo, quem merece preocupação é você, mas você tem meia razão, irei somente por o seu sapato na lavação e irei para casa dormir.

— Certo, tenha um boa noite Karen – Peter se aproximou de Karen e beijou sua testa.

— Boa noite Petey – Falou risonha

[...]

— Hoje ficará mais tempo falando com Wade? – Indagou Karen enquanto que servia o café para o acastanhado.

— Sim – Respondeu com uma voz rouca, Karen analisou a expressão cansada do mesmo.

— Pesadelo? – Peter olhou de canto para a mesma e suspirou se entregando. – São pesadelos Peter.

— Que retrata realmente o que está acontecendo lá fora – Mesmo não querendo ser grosso com a mesma, Peter acabou não controlando seu tom de voz e assim que percebeu deu uma longa suspirada e massageou suas têmporas. — Perdão. – Pediu — Estou exausto.

— Relaxa, eu também errei, agora tome seu café – E um sorriso meigo surgiu nos lábios da morena.

[...]

Assim que Peter pôs seus pés para dentro do hospital foi recebido por Octavius, Peter simplesmente revirou seus olhos.

— Senhor Parker – O mesmo tinha um sorriso presunçoso. — Eu lhe vi na festa de ontem, estava impecável, digno de um Parker. Até achei que iria desistir de seu paciente, afinal isso não é para alguém de seu nível, gente louca assim precisa ser tratada de outra maneira. Se continuar dessa maneira é capaz de você ficar louco igualmente.

Peter sentiu sua veia saltar em sua testa, o acastanhado sorriu escárnio.

—  Porque eu iria desistir, porque não admite Dr. Octavius, você está louco para dissecar meu cérebro, fazer um artigo que envolva os Parkers – Peter aproximou-se do ouvido do mesmo — Mas você jamais terá isso, cuidado Dr., quem está ficando louco é o senhor e quando menos esperar é você que estará na cadeira de choque e sofrendo lobotomia, e é capaz de você morrer, coitadinho – Pronunciou sua última fala em um tom de deboche, e assim que se separou do mesmo, sorriu — E a propósito, nem percebi sua pequena existência lá, tenha um bom dia Dr. – E se retirou, deixando Octavius extremamente possesso de raiva para trás.

[...]

Peter bateu na porta e entrou no quarto de Wade, vendo o mesmo sentado olhando para a parede, seus olhos azuis estavam fixos, e mesmo quando o acastanhado entrou, Wade continuou em sua posição.

— Wade? – Nada, nenhuma resposta, franzindo o cenho Peter se aproximou do maior e tocou em seu ombro, conseguindo finalmente sua atenção. — Está tudo bem? – Perguntou realmente preocupado.

— Sim, eu estou, eu somente estava de olho nas vacas, e as vozes também me disseram que você não viria mais, porque viu o quão fudida é minha cara e por isso saiu correndo, olha elas estão certa... – E logo começou a tagarelar, Peter acabou dando uma risadinha do maior e isso fez com que ele ficasse quieto. — O que foi? – Perguntou sério, mas em seguida sorriu e apontou para a cabeça do mesmo — Olha, o panda voltou, seu safado não apareceu até agora, e só fica na cabeça dele – Peter tinha que admitir que achava engraçado e fofo ao mesmo tempo essas atitudes de Wade, mas sabia que não poderia continuar assim, então o mesmo se aproximou de Wade e sentou-se no chão ficando na sua frente

— Wade – Assim que chamou a atenção do maior para si, Peter segurou a mão do mesmo, queria trazer conforto para aquela conversa, e mesmo que Wade tenha ficado receoso pelo toque por vários motivos, ele aceitou. — Wade agora vamos ter uma conversa séria, de médico para paciente e eu quero que se sinta seguro para conversar comigo, afinal eu quero ajudá-lo, eu não sou como os outros, eu realmente quero ajudar, por isso esqueça o que seu outro médico fazia, eu também nem sei quem ele é e não quero saber, estamos só você e eu agora. Eu quero que você saia para o mundo de novo.

— As vozes dizem que você está mentindo, ninguém quer ver um monstro – Falou amargurado, deixando o menor triste em saber que Wade ouvia as vozes.

— Wade, você não é um monstro.

— Eu sou sim. – Rebateu meio nervoso.

— Não, não é. – Disse Peter sério. — Monstros são aqueles que estupram, matam e outras coisas e Wade você não é um monstro, o que aconteceu com você foi o que monstros de verdade fizeram, você não pode ouvir as vozes, elas são coisas da sua cabeça, elas não decidem por você é você que decide suas ações. – Wade abaixou sua cabeça, e Peter a ergueu e de forma carinhosa o acastanhado passou seu polegar nas bochechas de Wade, enquanto que olhava no fundo daqueles olhos azuis. Peter queria que Wade se sentisse seguro em sua presença, por fim o menor sorriu, fazendo o coração de ambos se aquecerem com aquela simples troca de olhares. E quando finalmente Peter percebeu o quão próximo estava de Wade, se afastou e ficou extremamente vermelho. — Bom vamos começar a conversar. Eu conversei com o Steve sobre voc.. – Antes de conseguir terminar Wade lhe interrompeu.

— O capitãozinho tá vivo – Disse de forma completamente animada, tirando um sorriso do menor.

— Sim, mas vamos falar sobre você Wade, quero saber mais sobre você. – Wade ficou pensativo por um instante, pensando se falava ou não.

Quando o mesmo olhava para o rosto de Peter, ele somente via uma criança inocente que merecia carinho e atenção. Wade não via nenhum pingo de maldade naquela pequena criatura, mas as vozes insistiam em dizer que Peter lhe fará mau, que ele é como os outros, que vai machucá-lo lentamente até que não restará nada do mesmo.

Mas quando Wade olhou para aqueles olhos castanhos que brilhavam, ele sentiu seu coração bater freneticamente e resolveu falar com Peter.

— Se você não se sentir à vontade não precisa falar – Pronunciou Peter gentilmente, Wade negou com a cabeça.

— Eu quero, eu sinto que você é diferente, mas não sei o que dizer, para falar a verdade não tenho nada de interessante para falar, não sei quem é meu pai, minha mãe era uma prostituta, eu vivia nas ruas e depois fui para o exército onde matei várias pessoas e agora virei essa coisa – Disse amargurado, Peter sentiu um nó em sua garganta, o acastanhado odiava quando pessoas sofriam, simplesmente não suportava.

Peter puxou Wade para um abraço, enquanto que acariciava as costas do maior, naquele momento Peter não se importava se era médico, ele somente queria ser amigo de Wade.

— O mundo e as pessoas são cruéis, elas pisam em você sem mais nem menos, para elas somos meros fantoches que não pode expressar nada, se não é castigado. E elas foram tão cruéis com você Wade – Disse baixinho enquanto que uma lágrima solitária desceu entre sua bochecha, e Wade enquanto que ouvia as palavras de Peter, também escutava os batimentos cardíacos do mesmo. — Mas nós não podemos continuar sendo o que elas querem, a gente deve seguir como nós queremos. Por isso Wade, que eu prometo que você sairá desse hospital e poderá ter uma vida, do jeito que você quiser.

Wade saiu do abraço e olhou para Peter de forma triste — Ninguém vai me querer e mesmo que aceitem esse rosto, ninguém pode ficar comigo por que tenho uma doença contagiosa.

— Wade, esquizofrenia não é contagioso – Falou não entendendo o que o maior queria dizer.

— Não essa doença – Disse baixinho, mas Peter ouviu.

— Que doença Wade?

— Eles falaram que gostar de homens é uma doença – Peter arregalou seus olhos, não esperava que Wade fosse homossexual, mas isso não incomodou o menor, o que lhe incomodou é o fato das pessoas serem tão preconceituosas, quando eles poderão evoluir.

— Wade, ser gay não é uma doença – Disse sério atraindo a atenção do maior. – Você tem o total direito de amar qualquer pessoa, não importa seu sexo, afinal somos todos iguais por dentro, a pessoa que lhe disse isso é alguém que não quer ver a felicidade dos outros. Você não pode ouvir o que elas dizem, você deve ouvir seu coração – Peter pôs seu indicador no coração de Wade, ambos se olharam fixamente e o acastanhado sorriu.

— Seria muito estranho eu dizer agora que quero lhe beijar – Peter arregalou os olhos e ficou extremamente vermelho e seu coração disparou.

— O que? – Falou atordoado

— É séria – E Wade começou a rir, Peter piscava freneticamente, ele não entendia mais nada. — Posso me contentar com isso – Disse Wade, Peter sabia que isso não foi para si e sim para as vozes, e o mesmo levou um susto quando Wade se aproximou de si de forma rápida lhe dando um leve selar em seus lábios. E assim que se afastou sorriu — O panda e você estão vermelhos – E começou a rir, deixando Peter mais vermelho.

Peter então balançou a cabeça começando a focar no que realmente veio fazer.

— Wade voltando ao assunto principal, vamos falar sobre sua esquizofrenia – Wade inclinou sua cabeça para o lado e olhou num ponto fixo atrás de Peter.

— A sombra está me observando – Falou baixo, Peter segurou a mão de Wade fortemente.

— Wade olha para mim – E Wade assim fez. — Isso não é real, eu sou real, não tem sombra nenhuma atrás de mim, não tem panda, nem vaca ou galinha, só estamos você e eu e nada mais. – Wade inclinou a cabeça novamente, vendo a sombra se dissipando, o mesmo voltou a olhar Peter.

— Sumiu – Peter deu um pequeno sorriso.

— Porque não é real.

— Nem o panda? – Perguntou Wade.

— Nem o panda.

— Mas eu gosto dele.

— Ele é da sua cabeça. – Rebateu Peter

— As vozes também?

— Sim, mas elas fazem parte de você a anos, elas são como amigos imaginários. – Disse Peter — Eu vou lhe dar um remédio para você tomar, ele vai lhe ajudar a não imaginar as coisas, mas talvez as vozes ainda fiquem, mas assim que você ficar melhor eu vou pedir para que lhe deixem sair.

— E então vamos nos casar? – Perguntou Wade extremamente animado. — Daí vamos ter vários filhinhos .... – E novamente o maior começou a tagarelar, Peter então ficou reparando o mesmo.

Certamente Wade não era feio, mesmo seu corpo ser coberto de cicatrizes ele ainda continuava bonito e Peter não conseguia entender como alguém poderia sofrer tanto e ainda manter um sorriso no rosto.

Peter se levantou e beijou a testa de Wade, interrompendo seu longo discurso.

— Vemos isso depois que você melhorar e sair daqui. – Peter retirou de seu bolso uma cartela de remédio — Você só precisa tomar um por dia, eu preciso ir Wade, semana que vem venho lhe ver e lhe dar mais remédio. E lembre-se, é tudo da sua cabeça, e se você começar a duvidar sobre o que é real, lembre-se de mim – O mesmo deu um sorriso e se despediu de Wade. — Até semana que vem Wade.

— Até baby boy – Peter deu uma risadinha pelo apelido e saiu do quarto. Peter acreditava que Wade estava brincando sobre o casamento, e que logo esqueceria esse assunto.

[...]

Antes que Peter pudesse sair do hospital, Dr. Octavius lhe chamou, Peter revirou os olhos e respirou fundo antes de virar para encarar o outro.

— Diga Dr. – Falou Peter, Octavius sorriu.

— Me diga, você acha mesmo que pode curá-lo? Ele é o mais insano daqui. Você não viu nada. Quando menos esperar vai sair correndo, fará exatamente como os outros, coloca-los nas cadeiras de choque até chegar o ponto de que terá que fazer lobotomia. Remédios e conversas, não curam, você é ingênuo demais.

— Não sou ingênuo Dr., você que é simplista demais, todos vocês. Esquizofrenia é uma doença que com tratamento a pessoa pode viver normalmente, afinal eles não são agressivos, são vocês médicos que falam isso.

— Acha que pode levá-lo ao mundo – O mesmo deu um sorriso sarcástico.

— Eu não acho, eu vou – Disse firmemente e deu as costas para outro.


Notas Finais


Então oq acharam?? (*-*
Já avisando que não sei quando o prox sai
Beijoookas


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...