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História Essa é Uma Colaboração de Estrelas Inteligentes - Zoróscopo. - Capítulo 1


Escrita por: Mmalonee

Capítulo 1 - Para uma aniquilação, pegue um peixe.


É, era de se esperar. Expulso de uma galaxiazinha

A terra era superestimada. Uma peça viva e superficial: um lugar perfeito para ele, inevitavelmente.

E ali, pensou—até aleatoriamente—que, definitivamente, não estava em uma placenta. Agora era adulto, ou adolescente. Alguém com um sério problema de disfunção, branco e alérgico a pêssegos.

"⁹⁰⁴Zero, um, dois, quatro, três. Repito. Zero, um, dois, quatro, três.


Esta é uma verificação do artigo interestelar, atente-se de que tudo aqui será descrito com toda a clareza. Caso não aconteça entendimento, temos o Rebobinar, logo ao aparelho.
Analisando as estatísticas, será humano pelo resto de sua estadia neste planeta. A técnica de camuflagem, assim como todos, não foi aleatória; está em uma casca que se adaptou melhor a sua composição, sendo assim, não poderá ser alterada.
De acordo com os termos, seu corpo é mais vulnerável do que terceiros, e poderá gozar de seus atributos: braços, pernas, mãos, genitalia e o que seu cérebro criar. Tem todos os direitos humanos.
Como deseja ser chamado aqui?"



E terminou daquele jeito meio depreciativo. Já era obvio que a voz do além não ligava se seres vivos podiam ter depressão.

Os olhos mormaços mexeram de relapso. Algumas estrelas já estiveram em suas mãos: as manuseava como brinquedos e jogava na cabeça de quem passasse na sua frente, mas agora estava ali, apenas vendo-as de longe, o pisando e o chamando de resto de aborto-sem-pai.

—Aquário.
—O que?
—Bota meu nome. Aquário.

A voz do além senhor amém aparentemente salvou. Ficou em:
—Botameunome.Aquario, deseja mais alguma coisa?

Aquário, fingindo que seu nome não havia sido aumentado, seguiu. Estava com fome, mas também com medo, e alimentos não eram caçados sozinhos.

—...Eu posso usar alguma daqueles trecos que eu faço?
—Se refere às suas habilidades?
—Isso daí mesmo.
—Não, elas não estão disponíveis. A terra não está evoluída a isto. Lamento.
—Ótimo. Eu vou ser devorado por texugos porque a terra não tem desenvolvimento.

Ele não era um predador. Anotado.

Ao sentir terra firme, brilhantemente, sua única companhia pulou pomposa e, com um ruído fino, diminuiu-se a um plástico comum.

—...Mas que porra..—Primeiro palavrão, no primeiro dia, corpo e estadia no planeta.
Seu quase corpo estava largado ao chão. De aparecia pisada, mas a roupa de criança da primeira série estaca intacta. Suas pálpebras jaziam abertas, mas não sincronizadas.

O rosto e qualquer tipo de aura que tinha estava cabisbaixa como um peixe gordinho a mercê da maré: Seria esmagado pelo rigor terrestre daquele jeito. Um luxo.

Seus dedos novos tocaram o peito por um momento. Ainda estava vivo e agora longe demais para notarem.

Contia informações demais no cérebro ao sair daquele buraco, engatinhando com suas pernas pálidas e esguias sob aquelas folhas, insetos minúsculos, galhos e líquido sintético. As cigarras subjugavam a audição primorosa e lhe despertava a cada segundo. Vivo, como um lupe viciante. Sutilmente esmagado pela atmosfera inevitavelmente.

A visão vasta vira seu primeiro dia caindo, enferrujado e lhe guiando na escuridão.
Os pulmões pifavam a pressão que seu corpo se encontrava. Tirou as mechas curtas e sujas de vermelho do rosto rapidamente com a mão e limpando-se para enxergar alguma coisa. Deu uma olhada de antera.

Árvores frutíferas e plantas invasoras cercavam sua vista. O ambiente era até selvagem para um novo terráqueo. Não conseguiria nada ali. Levantou com muita lamúria, tremendo as pernas e torcendo os pés pro lado vagarosamente.

Seu modo performático lembrava óculos de arlequim, com a ponta na testa e brilho com martírio nos olhos, tinha rosto de estima e curiosidade. Um coração oscilante e uma mente de infantilidade, tão consciente que começou a bater o punho do aparelho em seu pulso que piscava uma luz verde consideravelmente ao Aquariano.

Em meio aos códigos de identificação, pequenos erros e piscados se formavam a tela. Decidiu ignorar, o GPS, pelo menos ali, era uma porcaria. A cor avermelhada que lhe cegou em instantes vinha de lados e o cercava, artificiais, partilhavam da avenida e estrada quase vazia. Não se ouvia nada além do barulho das árvores e galhos, folhas e cantos da natureza.

Se seu plano era sair daquele lugar sem ser molestado por um alce, ele estava falhando miseravelmente desde o momento em que a Siri bombada intergaláctica havia o botado ali. Tudo dando certo.

Observou, movendo as orbes castanhas de um lado ao outro com um sorriso de canto de boca. A terra era complicada até para um especialista no assunto, e o que mais o preocupava—pelo menos a cerca de sua estadia—era que os humanos faziam dela um oásis pertinente. Não estava errado, seus percentuais podiam ser chamados de óbvios, mas ninguém por mais ciente que fosse via aquilo.

Um som menor e digitalizado chamou-lhe a atenção por um momento. Apitou e pulou como em um desenho animado otimista, brilhando carmesim em seu rosto sujo de um modo divergente aos postes.

Murmurou a si mesmo, ouvindo e torcendo para que suas cordas vocais funcionassem além daquele instante. Aquário ajoelhou-se enquanto o líquido escorria para o chão terreiro sutilmente, chaqualhou as mãos e tirou mais fios de cabelo do rosto.

A coisinha logo revelou-se, quase submersa naquela "vertigem" líquida, brilhando, um objeto pitico. Os olhos grandes despertaram em curiosidade, mas também temor regozijo. Estreitou-lhe e cutucou aquilo com um pequeno galho. E ali ligou pontos.
Seu transportador intergalatico²⁰⁷ que havia lhe salvado de uma possível morte, havia se transformado em um tipo de Sony, Walkman ou em uma caixa estúpida grávida de outra caixa estúpida. Aparentemente, era uma estratégia de camuflagem.
Aquário encarou aquilo como um pai encarava um filho retardado.

—Eu não tenho todo o tempo do mundo. Ou tenho. Não sei.

Bateu de leve(só que não)no objeto brilhante, cerrando o cenho. Vindo de um treco cósmico, ele não esperava muita coisa. Como já era familiarizado, foi rápido como a comunicação funcionou, como um animal falante mágico.

No instante seguinte, ele teve um devaneio muito sinistro de sua solidão abstrata. Meu deus que tristeza. Todas as coisas pesaram.
—Puts—disse, aleatoriamente, como se o treco a frente já não estivesse funcionando. Então começou as possibilidades de coisas que ele não sabia o que eram mas que na sua cabeça faziam sentido.—...Eu quero um cachorro.

E em meio ao olhar perdido e mão no queixo, pensou.

Ou um gato.
Ou um uma garça.
Ou melhor, um peixe.

Estava decidido. Encontraria um peixe, e comida, é. 



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