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História Essa Mala Não É Minha - Taekook - Vkook - Capítulo 7


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Notas do Autor


Oi oi oi, gente eu vi uns comentários tipo Tae flex, JK top etc e etc, eu só quero esclarecer que eu sou muuuuuito bebezona e não sei escrever lemon :( eu sei que muita gente gosta, claro que eu posso citar e escrever de uma forma mais romântica, mas o "ato" de fato eu não ponho muita fé, eu sou muito muito muito boba pra essas coisas mesmo :( espero que me perdoem. Mas a estória é linda ok? Fofa e de um jeitinho cativante, prometo, espero que não parem de ler só porque provavelmente não terá sexo... É isto.

Desculpe por qualquer erro e boa leitura 💜

Capítulo 7 - É Errado


Fanfic / Fanfiction Essa Mala Não É Minha - Taekook - Vkook - Capítulo 7 - É Errado

TAEHYUNG P.O.V.

Jin tinha vindo tomar café com a gente e as coisas estavam estranhas. Parecia até que estavam me empurrando para cima dele. Eu nem sabia que ele era bi...

O que eu não entendia, era que ele tinha acabado de sair de um encontro. Minha tia e meu primo podiam ser estranhos as vezes.

— Então Tae, você ensina o que? — Jin puxou assunto.

— Artes para as crianças, também ensino outros idiomas em uma universidade.

— Legal.

Senti alguém me chutar por debaixo da mesa. Minha tia.

— E você? — Sorri tentando não demonstrar desânimo.

— Sou pediatra.

— Olha que legal! Vocês dois amam crianças. — Minha tia sorriu animada.

Jin me olhou sem graça. Eu queria cavar um buraco e me enterrar. Tudo bem, eu tinha vinte cinco anos, mas e daí que eu estava solteiro? Eu me sentia sim sozinho, mas não estava desesperado.

— É, incrível. — Falei ironicamente.

A conversa morreu aí. Jimin salvou a pátria puxando um assunto com Jin, minha tia me olhou como se pedisse desculpas, eu apenas fingi que não vi.

Alguns minutos depois, Jin foi embora, Jimin foi o levar até em casa já que ele era praticamente nosso vizinho. Ficamos apenas eu e tia Chun.

— Terminei. — Sequei as mãos após lavar os pratos.

— Obrigada pela ajuda, querido.

— De nada.

— Tae. — Tia Chun me chamou. Eu a encarei. — Me desculpe.

— Pelo o que?

Eu não sou uma pessoa fácil, nem mesmo para as pessoas que eu amo, odeio que decidam as coisas por mim desde sempre. Eu tinha sim ficado chateado.

— Você sabe muito bem, não se faça de idiota. — Ela sorriu. — Você não me engana.

— Não estou enganando.

— Eu só quero cuidar de você, desde que seu pai...

— Eu fiquei sozinho, me isolei... Eu sei de tudo isso, tia, mas isso já faz treze anos, pode não parecer mas eu estou bem.

— As vezes acho que isso te impede de encontrar alguém, você é muito amargo com relacionamentos. Antes eu acreditava ser por causa da sexualidade, mas você conheceu tantos rapazes legais.

— O que me impede é essas pessoas desonestas... Nada contra o Jin, só não é ele.

— Jimin é muito idiota, mas um dia vai casar e eu não estarei aqui para sempre. — Ela me olhou preocupada. — Promete que vai tentar achar alguém?

Isso não era prioridade para mim, mas se a incomodava tanto...

— Prometo.

Minha tia sorriu e me abraçou. Eu a abracei apertado. Eu amava a minha família mais que tudo nesse mundo. Ela podia não entender que eu era feliz do meu jeito, mas eu era.

Fui para o meu quarto e abracei meu travesseiro. Claro que eu queria alguém, ter uma família, mas eu não tinha e nada podia ser feito.

O tipo de cara que seria bom para mim não existe e além disso eu duvido muito que eu o encontraria assim do nada.

Antes que eu pudesse controlar, senti lágrimas inundaram meus olhos. Merda, por que estou chorando? É só uma porcaria de vida amorosa com defeito.

Funguei alto e fui até a mala, precisava me concentrar em outra vida, algo que não tivesse impacto nenhum na minha. Deitei na cama e abri o diário em uma página qualquer.

"Estou morrendo de sono mas não consigo dormir, vai se foder... Não você agenda, você é legal e me escuta sempre. Estou parecendo um doido.

Queria jogar mas meus amigos virtuais não estão online agora, eu também deveria estar "off" são quatro da manhã, culpa do meu trabalho que não me deixa dormir cedo."

No que será que ele trabalha para chegar em casa tão tarde? Por mais que eu não quisesse imaginar coisas ruins, não saía da minha cabeça que talvez ele trabalhasse como segurança de boate.

Até por que ele tem todos os fatores, roupas caras, velho, péssimas condições trabalhistas, fala muito palavrão e já fez coisas bem bizarras.

Eu também sou bizarro, mas nunca fantasiei com meus professores, só o personal trainer da academia... Mas quem nunca?

O velho continuou fazendo uma grande reflexão sobre o seu sono, até que a letra foi ficando cada vez mais bagunçada e então simplesmente parou.

Comecei a rir. Ele provavelmente pegou no sono enquanto escrevia, esse senhor era engraçado demais.

Pulei algumas páginas, seu diário, ao contrário do meu, tinha data o que era muito útil pois assim eu sabia que era recente. Pulei para o verão já que esse diário aparentemente estava sendo usado há quase um ano e quase acabando.

Não acabando para mim, felizmente, ou infelizmente, já que quanto mais rápido eu lesse mais rápido eu devolveria... Eu me sentia horrível por invadir a privacidade de alguém, isso não estava nos planos, também não estava nos planos eu gostar desse senhor.

Não gostar assim de amar e querer alguma coisa, que bobagem, era um idoso! O que eu queria dizer é que acabei simpatizando com ele. Antes que minha mente começasse com os joguinhos mentais, voltei a ler.

"Verão. Verão deveria ser para ir a praia, curtir com a família, mas o que eu estou fazendo? Estou em um hotel em Paris. Ah nossa "Paris" como sou reclamão, talvez eu seja mesmo mas acontece que não aguento mais esse quarto minuciosamente arrumado.

Não que eu seja bagunceiro, mas hoje de manhã quando eu saí deixei minhas coisas por todo canto e quando voltei estava tudo arrumado. Odeio isso, essa sensação de que ninguém vive aqui, me sinto em uma revista."

Que velho chato. Sério que ele está bravo por causa de um ambiente arrumado? Queria saber o que ele acha das minhas naftalinas (que ele não tem na mala).

"Mas reclamações a parte, Paris é linda, eu poderia escrever uma música sobre ela. Se Paris fosse uma mulher, seria uma maldita gostosa.

Paris é além da Torre Eiffel e o Point Zéro, a comida é ótima, as pessoas são bem humoradas e a cidade inspira arte. Eu amo arte, aliás, agenda, não sei se já comentei sobre isso, na verdade é meio óbvio né?

Quando eu era mais novo pensei em ser desenhista de mangá, mas acho que não tenho talento suficiente para isso... Eu deveria desenhar aqui para você ver, agenda... É, eu sou louco mas aqui vai o desenho."

O desenho estava na página seguinte, não era um desenho de mangá, era a Torre Eiffel no fundo e um rapaz deitado em um banco desenhando... Seria um desenho dele mais novo? Devia ser uma viagem com o neto...

Apesar de estar completamente em preto e branco, os detalhes, a paixão com que a caneta desenha... Eu não pude encontrar um erro, era perfeito.

Me pergunto se esse rapaz é seu filho, então ele deve ter uma esposa, quer dizer, ele não fala sobre ser solteiro e suas desilusões amorosas se resumem em mulheres que ele nunca achou atraente ou que ele nunca conseguiu sequer dizer seu nome.

Me senti estranho com essa possibilidade. E se ele for casado? E se a esposa dele visse minha mala e confundisse tudo? Meu Deus, eu podia estar estragando toda uma família.

Guardei o diário na mala novamente, não sabia o que fazer com toda essa paranóia. Felizmente escutei a voz do Jimin vindo da cozinha, levantei e fui ficar com ele na esperança de esquecer esse diário de uma vez por todas.


Notas Finais


Obrigada por ler 💜


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